Mostrando postagens com marcador Vídeos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vídeos. Mostrar todas as postagens
sábado, 19 de março de 2016
sábado, 23 de maio de 2015
Publicidade infantil: Direitos da criança ante o carrasco
Vídeo da audiência pública sobre o PL 5.921/2001 (publicidade
infantil) na CCJC da Câmara Federal, "semi-transmitido" ao vivo em
21/05/2015
Publicidade infantil: Direitos da
criança ante o carrasco
Na
sessão/vídeo da audiência pública, o quadro lá no fundo da sala é bem simbólico
para essa "situação" da luta pelos direitos da criança contra os
abusos do "mercado" e a "autorregulação", em especial ali
na Câmara Federal: Tiradentes ante o carrasco, 1941 - Rafael Falco (Oran, 1885-
São Paulo 1967) óleo sobre tela, 70 x 55 cm.
Morreu o
Joaquim José da Silva Xavier. Os podres poderes de todos os tempos só fazem
isso: matar. Então, nessa linha de podridão, é fácil acabar com os direitos da
criança, liberar geral a publicidade infantil, reduzir a maioridade penal cada
vez mais, mercantilizar a educação etc.
Além da
transmissão ao vivo (on line) constantemente interrompida, e depois transmitida
sem áudio, nem no título do vídeo a Câmara Federal "facilita" para a
localização do tema em questão.
"Ou
(re)inventamos, ou estamos perdidos"...
Comissão de “Constituição”,
“Justiça e “Cidadania” arrastando desde 2001 um Projeto de Lei que defende os
direitos da criança? Até que ponto os nobres deputados não representam mais a
vontade do povo e, sim, as determinações do “mercado”?
Não é dever da
Câmara Federal observar, proteger e defender a Constituição Federal?
“Art. 227 É
dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente
e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação,
à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao
respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de
colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração,
violência, crueldade e opressão.”
Os “donos do
mercado” invocam a “liberdade de expressão” para fazer publicidade
mercadológica dirigida às crianças, de forma abusiva, como bem entendem. E
defendem uma autorregulação entre as empresas e agências de publicidade, enquanto
muitos casos abusivos são cometidos.
De conformidade
com o artigo 227 da Constituição Federal, o “Estado” na pessoa da Câmara dos Deputados
está descumprindo o seu dever. Então, cabe a outras instâncias desse “Estado”
(como a Resolução
163 do CONANDA/2014) à “Família” e à “Sociedade” lutar pelos direitos desrespeitados
na abusividade da propaganda mercadológica dirigida às crianças.
Essa
sessão/vídeo entra para a história, e eu sugiro um título isso: Publicidade
infantil: Direitos da criança ante o carrasco
Leo Nogueira Paqonawta
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Crianças ajudam a explicar a concentração da mídia brasileira
Crianças ajudam a explicar a
concentração da mídia brasileira
O Intervozes lançou um vídeo
para explicar, de forma bem didática, o problema da concentração da mídia
brasileira na mão de poucas famílias. Assista e conheça as campanhas que tentam
mudar essa realidade, como a Para
Expressar a Liberdade.
Homens, Mulheres e "Crianças" no "pálido ponto azul"
Nessa sociedade
em que vamos quase todos mais ou menos enredados pela Internet nos lares,
escolas, ruas, e também incapazes de compreendermos o que se passa além de um
palmo de nossos narizes, o filme retrata cenas do cotidiano e interesses dos
personagens em uma comunidade norte-americana - homens, mulheres e crianças -
entre seus desejos, sonhos não realizados e decepções na "sociedade de
consumo" e das mídias digitais.
Parece-me que,
de imediato, quase ninguém consegue perceber o que realmente se passa no
interior do outro (e muito mal na vida cotidiana de ser criança e aluno), seja
na vida em família, na escola ou nos outros cenários de nossas relações
humanas, na "Vida Real" como se diz no filme.
Os dramas vão
se desenvolvendo e provocando ações e reações a estimularem os personagens a
tomarem suas decisões.
Ressalto da
incapacidade daqueles que se fizeram de pais ou professores (des-orientados) a
orientarem as crianças, sem absolutamente querer realmente saber, ou como
des-cobrir que se passa na mente e coração de seus filhos/alunos. Até que pelas
ações das próprias crianças é que parecem conseguir refletir alguma coisa, e
entrar em "comunicação" com elas e seus pares adultos.
E, na escola,
quem é que como professor consegue ajudar as crianças a lidarem com suas
interrogações, para aquém ou além das tarefas inadiáveis do ensinar/aprender?
Pais e
professores, lares e escolas colaboram (ou não) para a formação do caráter das
crianças?
Imersos no
mundo do mercado, e daquilo que nos é imposto para o consumo, nós nos
consumimos entre dores e amores, esquecendo das possibilidades de apenas nos
doarmos mais ao próximo...
E, no meio
dessa vastidão do espaço com todas as suas possibilidades de manifestação da
vida, quem somos nós com nossos pequenos, insignificantes ou grandes problemas
e dramas, a vivermos nesse único "lar" que conhecemos - o planeta
Terra - retratado como um pequeno e "pálido ponto azul" pela sonda Voyager? O "poema" de
Carl Sagan citado no filme nos instiga a refletir mais sobre quem somos, de
onde viemos e para onde vamos...
Fica aí a dica
de Pedro Junior Silva para assistirmos e refletirmos...
Leo Nogueira Paqonawta
Publicado em Facebook
26 jan 2015
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Qual é o sentido da vida? Neil deGrasse Tyson responde a um menino de 6 anos
O astrofísico
Neil deGrasse Tyson fazia uma palestra no Wilbur Theatre, de Boston, quando
Jack, de 6 anos, perguntou a ele qual era o sentido da vida.
No vídeo abaixo
(em inglês, legendado) vemos que
Tyson fica surpreso com a pergunta, mas ao mesmo tempo elogia o pequeno:
"quando adulto você terá os pensamentos mais profundos", diz ao
menino.
"Acho que
as pessoas fazem essa pergunta achando que o significado é algo palpável que
possa ser encontrado (...) e não consideram a possibilidade de que o
significado da vida é algo que você pode criar", explica. "Para mim o
significado da vida é aprender algo diferente hoje, algo que eu não sabia
ontem. E isso me deixa mais próximo de conhecer o que pode se conhecer no
Universo, só um pouco mais perto, independente do quão distante está o
conhecimento total. Se eu não aprendo nada, o dia foi desperdiçado. E por isso
não entendo quem entra em férias da escola e diz 'é verão e eu não preciso
pensar mais'".
Confira o
vídeo:
Reproduzido de Revista
Galileu . Luciana Galastri
20 jan 2015
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
A batalha pela publicidade infantil
A batalha pela publicidade infantil
A gigante Maurício de Sousa Produções
prevê caos econômico se restrições forem impostas, mas entidades defendem
resolução que trata propaganda como abusiva
Por Paloma Rodrigues
Publicado 22/12/2014
A publicação de
um estudo
contratado pela gigante do entretenimento Maurício de Sousa Produções (MSP)
neste mês esquentou a briga pela legitimidade do mercado publicitário
infantil. A pesquisa questiona resolução do Conselho
Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) que considera a
publicidade infantil abusiva, e pinta um quadro de desastre para a economia
caso a recomendação seja cumprida. Em 2015, o tema deve continuar mobilizando
forças dos dois lados, pois será debatido no Congresso.
O levantamento
divulgado pela MSP foi realizado pela GO Associados. Segundo os números, a
produção destinada ao público infantil gera 51,4 bilhões de reais em produção
na economia nacional, 1,17 bilhão de empregos, mais de 10 bilhões de reais em
salários e quase 3 bilhões em tributos. Com as propostas do Conanda em prática,
que restringem nas peças publicitárias o uso de linguagem infantil, de
personagens e de ambientes que remetem à infância, as perdas seriam,
segundo a MSP, de 33,3 bilhões em produção, cerca de 728 mil empregos, 6,4
bilhões em salários e 2,2 bilhões em tributos.
Para Ekaterine
Karageorgiadis, advogada do Instituto Alana, dedicado
à garantir condições para a vivência plena da infância, a decisão do
Conanda é baseada na Constituição,
na qual a propaganda infantil é classificada como abusiva, e portanto ilegal.
Para Karageorgiadis, o problema é que a fiscalização do material
televisivo, impresso e radiofônico não é eficiente. "Justamente porque
essa publicidade continua existindo, o Conanda traz uma norma que dá a
interpretação, para que o juiz, promotor ou o Procom possam identificar de
maneira mais fácil o abuso", afirma. Karageorgiadis rebate a
tese de caos econômico apresentada pelo MSP. Segundo ela, a resolução não tem
impacto sobre a produção de produtos como brinquedos, cadernos e alimentos.
Eles poderão continuar a ser produzidos, diz ela, mas terão de ser divulgados
aos pais, em propagandas realizadas em canais adultos e sem elementos do
universo infantil. "O licenciamento para entretenimento não é afetado: os
desenhos continuam existindo, os brinquedos continuam existindo, o problema é a
comunicação que se faz disso", diz.
A advogada
relata caso em que a propaganda é feita até mesmo dentro das escolas. "Há
denúncias de canais infantis que vão em escolas e distribuem brindes de novelas
que estão sendo realizadas", diz. "A novela infantil pode ser
realizada, mas um grupo de agentes ir à escola distribuir maquiagens e
cadernetas não pode". Para a MSP, dona dos projetos que envolvem a
Turma da Mônica e maior estrutura de licenciamento da América Latina, isso não
impede a perda de empregos e diminuição do mercado.
Mônica de
Sousa, diretora executiva da MSP, disse que a principal preocupação da empresa
é o impedimento da "comunicação mercadológica dirigida à criança", o
que afetaria a comercialização de diversos produtos da MSP, como cadernos,
livros e até uma linha de macarrão instantâneo dos personagens da Turma da
Mônica. "Os artistas responsáveis pela criação desses desenhos e
personagens serão triplamente prejudicados. De um lado, seus desenhos deixarão
de ser atrativos para as emissoras de TV, já que elas não poderão fazer
comerciais nos intervalos dos programas. De outro, suas criações não poderão
ser emprestadas a quaisquer produtos", diz ela. "E, por último, eles
não poderão promover shows e espetáculos com seus personagens, já que a
resolução veta o patrocínio em eventos dirigidos ao público infantil",
completa.
Um exemplo para
dar forma à disputa em questão é a peça publicitária desenvolvida pela MSP para
a Vedacit. Em maio deste ano, o Ministério Público do Estado de São Paulo
enviou um ofício ao Conselho Nacional
de Autorregulamentação Publicitária (Conar) questionando uma propaganda da
Mauricio de Sousa Produções, Otto Baumgart e Climanet. Na peça publicitária
divulgada na internet, os personagens da Turma da Mônica utilizavam a linha de
impermeabilizantes Vedacit. O processo foi arquivado pelo Conar, que aceitou a
justificativa de que "não havia confusão entre conteúdo editorial e
comercial". O Conar é criticado por ser um órgão da iniciativa privada e
não aplicar as leis governamentais, mas as leis de seu regimento interno, que
preveem multas e restrições a empresas que restringirem seu código de ética.
A advogada do
Alana questiona o teor da peça publicitária. "Por que um produto químico,
um impermeabilizante de telhados, precisa dialogar com a criança? A publicidade
se usa de um personagem que não gosta de água, cria novos personagens, os
"amiguinhos Vedacit" e se utiliza de uma linguagem infantil",
diz Karageorgiadis. Segundo ela, mesmo sem ser do interesse da criança, ao ir à
uma loja de construções com a família, ela será uma intermediária na compra do
produto. "Para vender o Vedacit eu preciso mesmo de toda essa
estratégia?".
Do outro lado,
Mônica diz que a propaganda não foi destinada às crianças e que a produção das
histórias em quadrinhos que continham os personagens da Vedacit e o personagem
Cascão eram voltadas ao público adulto. "É bom lembrar que nossos
personagens têm 50 anos e portanto fazem parte do imaginário de diversas
gerações de adultos", diz Mônica. "Esse é um bom exemplo de como a
restrição total e irrestrita proposta na resolução pode afetar a própria
existência dos personagens." "É o fim dos personagens, pois eles
não poderão mais estar em lugar nenhum", diz a herdeira do criador da
Turma da Mônica e inspiradora de seu principal personagem.
Mônica ainda
defende que a autorregulamentação da
publicidade se aprimore, mas rechaça as proibições. "O Brasil possui hoje
22 normas que restringem a publicidade dirigida à criança, mais do que o Reino
Unido, com 16 normas, e que os Estados Unidos, com 15. Se há excessos – e numa
sociedade complexa como a nossa, é claro que eles ocorrem – é preciso continuar
a aperfeiçoar essas normas", defende Mônica. "Mas proibir totalmente
tanto a publicidade quando o licenciamento de marcas, como propõe o Conanda, é
condenar os brasileiros a consumir única e exclusivamente a produção de
conteúdo infantil estrangeira."
O
vice-presidente do Conar, Edney Narchi, também critica a resolução do Conanda.
"A mão pesada do Estado constitui uma afronta à liberdade de expressão e
vilipendia o direito de cada família brasileira de criar seus filhos da maneira
que acha correta”.
Papel dos pais. O
papel dos responsáveis é um dos principais pontos de discussão dos dois lados.
A presidente da Associação Brasileira de
Licenciamento, Marici Ferreira, afirma que a resolução do Conanda usa a
displicência dos pais no cumprimento do seu papel em "dizer não".
"Pais ocupados e ausentes começaram a encontrar dificuldade para balancear
regras e liberdade, autonomia a autoridade", afirma em nota. Ela ainda diz
que a resolução tem "viés claramente paternalista" e "tenta
ocupar quando minimiza o papel dos pais na educação e se investe da autoridade
de decidir o que é melhor para seus filhos".
Karageorgiadis,
do Instituto Alana, rebate. "Os pais certamente têm um papel
fundamental na educação das crianças, mas a responsabilidade pela criança não é
exclusiva dos pais, é dever do Estado, família e sociedade assegurar à essa
criança prioridade absoluta", diz.
Em 2015, a
briga seguirá no Congresso. Um projeto
de lei do deputado Milton Monti (PR-SP) tenta derrubar a decisão
do Conanda. Em novembro, o projeto recebeu parecer contrário da deputada
Benedita da Silva (PT-RJ) na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara.
A questão ainda passará pela Comissão de Constituição e Justiça antes de seguir
para votação na Câmara e no Senado.
Reproduzido de Carta
Capital
22 dez 2014
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Manifiesto: "Creemos en la Televisión Infantil"
Reunidos en la
Universidad Internacional de Andalucía, en su sede de la Rábida
(Huelva-España), entre los meses de octubre y noviembre del 2014, con motivo
del I Curso de Experto en “Producción de Contenidos Audiovisuales para Público
Infantil”; un nutrido grupo interdisciplinar, con representantes del mundo de
la industria, el arte y la enseñanza, procedentes de 11 países iberoamericanos,
y tras varios meses de debate y puesta en común decidimos por unanimidad, y sin
ningún tipo de duda, creer en la televisión infantil.
"Creer en
la televisión infantil supone en primer lugar reivindicar su existencia, asumir
que los niños tienen derecho a ser reconocidos como un público singular y
complejo. Pero supone además plantearse qué es lo que hace que un programa
reciba esta calificación ¿su horario de emisión?, ¿su narrativa?, ¿sus fines
comerciales? No creemos en cualquier programa que se autoproclame para
niños. No. Creemos en una verdadera televisión infantil.
Creemos en la
Universidad y la Academia como agentes fundamentales del proceso de creación de
contenidos para los niños. Lo son, porque una fundamentación teórica dota a la
televisión infantil de un -más que merecido- reconocimiento como producto
cultural digno de estudio. Un objeto poliédrico e ideológico, íntimamente
ligado a los procesos socioculturales, que evoluciona y forja conciencias.
Creemos en la Universidad, como impulsora del encuentro de los distintos
agentes del proceso de producción, que abre espacios de reflexión y
replanteamientos permanentes.
Creemos en una
televisión infantil que estudia a su audiencia con rigor, que se sirve de
la investigación cualitativa para entender al niño más allá de su faceta como
consumidor. Estudios que pongan de manifiesto las auténticas necesidades y aspiraciones
de una infancia avocada a vivir en una sociedad audiovisual, de una infancia
con el derecho inalienable de disponer de una televisión de calidad.
Creemos por
tanto que los estados democráticos no pueden ser ajenos a esta necesidad. Creemos
en una televisión pública a la vanguardia de la producción de contenidos
infantiles, creativa, innovadora, arriesgada. Capaz de competir con las cadenas
privadas, pero sin perder su vocación formadora, su sensibilidad social, su
localismo y su capacidad de hablar a un niño concreto, geográfica y
políticamente localizado, que desea pensar su lugar en la sociedad como
ciudadano y no como consumidor.
Y a la vez, y
sin ningún complejo, creemos en la industria. Pero no en cualquier industria.Creemos
en una industria fuerte y sólida, fuente de trabajo para los profesionales de
nuestros países. Industrias nacionales que compitan de tú a tú con los imperios
mediáticos norteamericanos. Industrias valientes, sin complejos, que no
parasiten las instituciones, sino que sepan ganarse a golpe de calidad el
reconocimiento de su público. Una industria comprometida con las nuevas
tecnologías, aventurera, que incorpore el uso de las narrativas
transmediáticas, los nuevos dispositivos y la participación de los usuarios en
sus producciones. Con profesionales formados y competentes, cuyos
conocimientos, solo sean superados por la pasión a su trabajo. Creemos en una
industria internacional, que sepa competir en el mejor sentido de la palabra.
Una industria iberoamericana, que entienda la simbiosis de capitales,
profesionales, y cultura como el único camino para hacerse un hueco en el
mercado internacional.
Creemos en la
televisión infantil, como una forma de cultura, como una necesidad de las
sociedades, y como una industria rentable y con futuro. Pero sobre todo,
creemos en la televisión infantil porque creemos en el niño. La infancia que es
principio y final de todo nuestro proceso, ha de ser nuestro referente y
nuestra piedra angular. El niño como un espectador inteligente y con sentido
crítico, cuyos derechos no se reducen a consumir lo que la televisión le
ofrece, sino a ser interpelado, entretenido e inspirado a partes iguales. Un
niño de este siglo que tiene derecho a expresarse, que puede crear y
producir contenidos digitales y cuyas producciones deben ser tomadas en
cuenta por esa televisión infantil.
Solo así
podremos crear una televisión desde y para el niño. Solo así. Asumiendo la
responsabilidad que implica volver a nuestros países, mirar al horizonte y
decir con convicción:Creemos en la Televisión Infantil".
Firmado:
Estudiantes del I Curso de Experto “Producción de Contenidos Audiovisuales para
el Público Infantil”
Dirección y
Coordinación del Curso: Prof. Dra. Jacqueline Sánchez Carrero, Prof. Mag.
Yamile Sandoval Romero, Lic. Enrique A. Martínez López.
Huelva, España.
Otoño de 2014.
Para saber más
de este I Curso de Experto visita su
blog.
Reproduzido de Fundación
Audiovisual de Andalucia (03/12/2014) . Via Jacqueline Sánchez Carrero
. Taller Telekids
10 dez 2014
sábado, 25 de outubro de 2014
Telejornalismo Infantil: A televisão brasileira conta com poucas produções jornalísticas voltadas ao público infantojuvenil
Telejornalismo Infantil
A televisão brasileira conta com poucas
produções jornalísticas voltadas ao público infantojuvenil
Muita gente
ainda se lembra do antigo Globinho, criado e apresentado na Rede Globo por
Paula Saldanha – a mais importante experiência já feita em televisão aberta no
país. O Ver TV debate esse vazio histórico e experiências
internacionais bem sucedidas.
Participam do programa o pedagogo e publicitário Leopoldo Nogueira e Silva, doutorando em educação e infância pela Universidade Federal de Santa Catarina. Para ele, “é muito importante que um telejornal para crianças falasse coisas que interessassem às crianças, do universo infantil, das suas brincadeiras e dos seus interesses como um todo”, defende.
Participam do programa o pedagogo e publicitário Leopoldo Nogueira e Silva, doutorando em educação e infância pela Universidade Federal de Santa Catarina. Para ele, “é muito importante que um telejornal para crianças falasse coisas que interessassem às crianças, do universo infantil, das suas brincadeiras e dos seus interesses como um todo”, defende.
Já a psicóloga
especialista em psicanálise infantil Ana Olmos critica a postura das
redes de televisão, que normalmente não experimentam novos formatos, terminando
por fazer sempre mais do mesmo.
O Ver TV recebe Maurício
Valim, diretor do Cartãozinho Verde, programa esportivo da TV Culturapara
o público infantil. Ele aponta que o modelo de financiamento das televisões,
marcado pela venda de espaços publicitários, pode ser o causador da falta de
experimentação e programas para o público infantil.
O programa ouve Paula
Saldanha, criadora do programa Globinho, da TV Globo, e Maria Inês
Delorme, professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ),
autora do livro Domingo é dia de felicidade: as crianças e as notícias.
Reproduzido de Ver
TV
24 out 2014
Conheça também a dissertação "Telejornais e crianças no Brasil: a ponta do iceberg" (UFSC, 2011), de Leopoldo Nogueira e Silva, clicando aqui.
Assista outros episódios do Ver TV (2010) sobre o tema, clicando aqui.
Conheça também a dissertação "Telejornais e crianças no Brasil: a ponta do iceberg" (UFSC, 2011), de Leopoldo Nogueira e Silva, clicando aqui.
Assista outros episódios do Ver TV (2010) sobre o tema, clicando aqui.
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Pronunciamento da Presidenta Dilma no programa eleitoral de 24/10/14 contra o terrorismo midiático
Pronunciamento da Presidenta Dilma no
programa eleitoral de 24/10/14
Meus amigos e
minhas amigas, eu gostaria de encerrar minha campanha na TV de outra forma, mas
não posso me calar frente a esse ato de terrorismo eleitoral articulado pela
revista Veja e seus parceiros ocultos. Uma atitude que envergonha a imprensa e
agride a nossa tradição democrática. Sem apresentar nenhuma prova concreta e
mais uma vez baseando-se em supostas declarações de pessoas do submundo do
crime, a revista tenta envolver a mim e ao presidente Lula nos episódios da
Petrobras que estão sob investigação da justiça.
Todos os
eleitores sabem da campanha sistemática que a revista move há anos contra Lula
e contra mim, mas dessa vez a Veja excedeu todos os limites. Desde que
começaram as investigações sobre ações criminosas do Senhor Paulo Roberto Costa
eu tenho dado total respaldo a Policia Federal e ao Ministério Público até a
sua edição de hoje, às vésperas das eleições que em todas as pesquisas, apontam
a minha nítida vantagem sobre meu adversário a maledicência da Veja tentava
insinuar que eu poderia ter sido omissa na apuração dos fatos.
Isso já era um
absurdo, isso já era uma tremenda injustiça, hoje a revista excedeu todos os
limites da decência e da falta de ética pois insinua que eu teria conhecimento
prévio dos maus feitos na Petrobras e que o presidente Lula seria um de seus
articuladores. A revista comete esta barbaridade, esta infâmia contra mim e
contra o presidente Lula sem apresentar a mínima prova.
Isso é um
absurdo, isso é um crime, é mais do que clara a intenção malévola da Veja de
interferir de forma desonesta e desleal nos resultados das eleições. A começar
pela antecipação da edição semanal para hoje sexta-feira, quando normalmente
chega às para as bancas no domingo, mas como das outras vezes e nas outras
eleições Veja vai fracassar no seu intento criminoso, a única diferença é
que dessa vez ela não ficará impune. A justiça livre desse país seguramente vai
condená-la por esse crime. Ela e seus cúmplices tão pouco conseguirão sucesso
no seu intento criminoso.
O povo
brasileiro tem maturidade suficiente para discernir entre a mentira e a
verdade. O povo brasileiro sabe que não compactuo e nunca compactuei com a
corrupção. A minha história mostra isso. Farei o necessário doa a quem doer, de
investigar e de punir quem mexe com o patrimônio do povo.
Sou uma
defensora intransigente da liberdade de imprensa, mas a consciência livre da
nação não pode aceitar que mais uma vez se divulgue falsas denúncias no meio de
um processo eleitoral em que o que está em jogo é o futuro do Brasil. Os
brasileiros darão sua resposta à Veja e seus cúmplices nas urnas e eu darei
minha resposta na justiça.
Dilma
Presidenta
Pronunciamento
da Presidenta Dilma em trecho de seu programa eleitoral
Transcrição via
Conversa
Afiada
24 out 2014sábado, 18 de outubro de 2014
#EuSou13
#EuSou13
Eu sou o
negro, pardo, pobre, tingindo de pluralidade as brancas classes do Ensino
Superior.
Eu sou a
esperança clara da Reforma Política.
Eu sou a
primeira conversa, do primeiro contato, do Invisível Social com um médico.
Eu sou a
comida na boca de um povo que, pela primeira vez na história, saiu da linha da
fome, mas não saiu nos jornais.
Eu sou a
assinatura na carteira de trabalho da empregada doméstica e dos milhões de
novos trabalhadores formais.
Eu sou a mãe
que recebe auxílio para alimentar o filho e garantir o mínimo de cidadania e
humanidade.
Eu sou a
inflação controlada e a economia firme durante um terremoto econômico mundial.
Eu sou a
desigualdade atingindo os menores índices da história do Brasil.
Eu sou os
cofres públicos revigorados depois de uma desenfreada e desastrosa abertura
para o capital estrangeiro.
Eu sou a memória
olhando de frente para o passado.
Eu sou a Justiça
com poder e autonomia para punir e investigar qualquer corrupção, independente
da origem.
Eu sou o real
como moeda forte e em proporção realista com o euro e o dólar.
Eu sou a
inclusão de uma nova classe média que frequenta shoppings, compra carros, e
exerce pela primeira vez o poder de escolha.
Eu sou o
salário mínimo em nível recorde, garantindo a dignidade do trabalhador.
Eu sou o sono
da primeira criança da família a dormir num quarto de verdade.
Eu sou o
churrasco de domingo com os vizinhos, que agora também puderam financiar a sua
casa e ter um lar.
Eu sou a
viagem ao exterior do pesquisador sem fronteiras.
Eu sou o
primeiro diploma da minha família, que nunca antes sequer tinha pisado numa
universidade.
Eu sou o
pré-sal e a perspectiva de um futuro ainda melhor para o nosso país.
Eu sou a
cultura recebendo investimentos em toda a cadeia produtiva e sendo vista como
bem simbólico e não só material.
Eu sou as
estatais fortes, garantindo emprego e crescimento para o país.
Eu sou o
jovem que pode optar por uma ampla oferta de formação técnica.
Eu sou o Estado
presente e solidário.
Eu sou a
travesti, funcionária pública, que pela primeira vez recebe o seu ordenado sob
seu nome social.
Eu sou o pai
e a mãe de família que puderam ter uma casa, através do maior programa
habitacional do país.
Eu sou 13 por
essas e por muitas outras razões.
Eu sou o meu voto.
O meu voto não é só pra mim.
O meu voto é para o Outro.
O meu voto é para Todos.
#EuSou13
Este vídeo
foi realizado de forma independente por artistas por artistas do Rio Grande do
Sul.
Via Muda Mais
18 out 2014
Confira o vídeo que artistas,
produtores e cineastas produziram, de forma independente, no Rio Grande do Sul:
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Dilma não quer mais o monopólio da Globo: O Brasil está maduro para uma Ley de Medios
"Eu
acredito (a regulamentação dos meios de comunicação) é um dos temas do meu
segundo governo"
Dilma não quer mais o monopólio da Globo
O Brasil está maduro para uma Ley de
Medios
Em entrevista
a blogueiros sujos, Dilma defendeu o
cumprimento da Constituição Federal de 1988 em relação à regulamentação dos
meios de comunicação no Brasil. Para ela, há uma demanda pela regulação do
setor. “A Constituição diz que os meios de comunicação não podem ser objetos de
monopólio e oligopólio. Eu acredito que a regulação tem uma base, que é a base
econômica. Acho que é um ganho da sociedade a liberdade de expressão, e vocês,
blogueiros, representam isso”, afirmou nesta sexta-feira (26/09/14), ao ser questionada
por Miro Borges, do Blog do Miro. E continuou: “Todo mundo percebe que é um
setor que tem que ser regulado”.
“Não é que eu
não fiz nada. Ninguém regulou até hoje, mas está maduro para fazermos isso (a
regulamentação.). Fica claro que as pessoas demandam”, ressaltou a Presidenta
para quem, o Brasil, neste quesito, tem algumas vantagens diante a outras democracias. “No Brasil tenta
confundir regulação econômica com controle de conteúdo. Não tem nada a ver uma
coisa com a outra. Não há bolivarianismo nisso. O país tem uma vantagem: temos
uma ótima Constituição, que é moderna”.
Dilma ainda
citou características do país para justificar a intenção. Aqui, existem duas
coisas na regionalização: diversidade regional e cultural. “Além disso, a mídia
é um grande negócio. Se for oligopolizada, ela não dará conta da diversidade
cultural que temos”, ressaltou a petista, para completar: “É um setor como
qualquer outro, tem que ser regulado.”
A Presidenta
mencionou exemplos de outros países que enfrentaram o problema. “Regulou-se nos
Estados Unidos e voltou a concentrar, por isso é preciso sempre estar atento.
Eu acredito que esse é um dos temas do meu segundo governo”, finalizou Dilma
sobre o tema.
Na sabatina,
ela afirmou que o Brasil não pode vê-la como vítima nesse período eleitoral.
Ela, sem citá-la, se referia à candidata adversária Marina Silva (PSB). “Não
posso dar ao Brasil demonstração de que sou vítima. Tem pessoa que gosta de
aparecer como vítima. Eu não gosto”, respondeu ao ser indagada sobre a eleição
deste ano. “Eleição é briga de posições, é contrapor posição”.
Alisson
Matos, editor do Conversa
Afiada.
Reproduzido
de Conversa
Afiada
26 set 2014Assista ao vídeo (por Luiz Carlos Azenha) clicando aqui.
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Documentário: Quando Sinto Que já Sei
Quando
Sinto Que já Sei
Despertar
Filmes
74 minutos
Brasil
2014
Direção:
Antonio
Sagrado Lovato
Raul Perez
Anderson
Lima
A
proposta do documentário Quando
Sinto Que já Sei é levantar
uma discussão sobre o atual momento da educação no Brasil. Carteiras
enfileiradas, aulas de 50 minutos, provas, sinal de fábrica para indicar o
intervalo, grades curriculares, conhecimento dividido em diferentes caixas. As
escolas, como são hoje, oferecem os recursos necessários para que uma criança
se desenvolva ou a transformam em um robô, com habilidades técnicas, mas sem
senso crítico?
O projeto
surgiu da nossa percepção de que valores importantes da formação humana estão
sendo deixados fora da sala de aula. Decidimos explorar novas maneiras de
aprender que estão surgindo e se consolidando pelo Brasil, baseadas na
participação e na autonomia de cada pequeno ser humano.
Filmando
de forma independente, visitamos projetos com propostas educacionais
inovadoras. Ouvimos crianças, pais, professores, educadores, diretores e gente
das mais diversas áreas, todas com o mesmo desejo: romper com o modelo
convencional de escola.
Reproduzido
de Quando sinto que já sei
30 jul
2014
Acompanhe
e curta no Facebook, clicando aqui.
O Filme lançado em 29/07/14 está disponibilizado na íntegra,
abaixo:
domingo, 13 de julho de 2014
Lei da mídia democrática: apoie essa ideia!
Lei da mídia
democrática: apoie essa ideia!
Roteiro,
Direção e Edição: Pedro Ekman
Produção
Executiva: Diogo Moyses
Fotografia:
Pedro Miguez e André Moncaio
Assistente
de Câmera: João Paulo Araújo
Produção:
Juliana Milan
Eletricista:
Marcos Vinícios
Maquiagem:
Rachel Ramos
Animação:
Raphael Luz
Ilustrações:
Pedro Ekman
Correção
de cor: Janaina Eduardo
Locução:
Daniele Ricieri
Desenho
de som: Ágata Silveira
Sistema
Estatal: Pedro de Carvalho
Sistema
Público: Iara Moyses
Sistema
Privado: Tomás Rodrigues Ekman
Dança
do Siri: Miguel Prazeres Gameiro
Realizacão: Intervozes
Apoio:
Fundação Friedrich Ebert Stiftung
Produção:
Molotov Filmes
Nenhuma criança ou seu responsável foram remunerados pela participação neste filme. Entendemos que o agenciamento de crianças para o trabalho não é uma boa forma para o registro audiovisual infantil. Todas as situações registradas foram feitas em um contexto educativo de situações presentes no cotidiano de cada uma.
Reproduzido
de Canal Intervozes
10
jul 2014
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Festival de Curtas-metragens ENTRETODOS recebe vídeos com a temática direitos humanos
Inscrições abertas: Festival de Curtas-metragens
ENTRETODOS recebe vídeos com a temática direitos humanos
A 7ª
edição do Festival de Curtas-Metragens em Direitos Humanos ENTRETODOS receberá
inscrições, até 15 de julho, de produções amadoras ou profissionais
como documentário, ficção, experimental ou animação que abordem o tema
direitos humanos. A captação pode ser em qualquer formato, incluindo vídeos
feitos com celulares e câmeras digitais. A duração máxima é de 25 minutos e
deve ser falado ou legendado em português.
Os
trabalhos selecionados serão exibidos na Mostra Competitiva com o tema
‘Cidadania Cultural’ e concorrerão nas categorias Melhor Curta-Metragem, Melhor
Roteiro, Prêmio Cidadania Cultural, Prêmio Visão Social e Prêmio de Educação em
Direitos Humanos, escolhidos pelo Júri Oficial da Mostra, além do Prêmio de
Melhor Curta-Metragem escolhido pelo público.
Ao
longo do ano serão feitas atividades diversas como mostras, debates,
cineclubes, formações para reforçar o assunto direitos humanos. A programação
será gratuita e em toda a cidade. Ainda estão previstas atividades itinerantes
para levar a mostra ou parte dela a outras cidades brasileiras.
O
ENTRETODOS ocorre anualmente na cidade de São Paulo e é realizado pela
Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), por meio da
Coordenação de Educação em Direitos Humanos e pela Secretaria Municipal de
Cultura (SMC) com o apoio da Secretaria Municipal de Educação (SME). O Festival
se propõe a fomentar a construção educativa da cultura de direitos
humanos e estimular a produção audiovisual sobre o tema.
Mais
informações e inscrição, clique
aqui.
Edital
na íntegra publicado no Diário Oficial da Cidade aqui.
Reproduzido
de Periferia
em Movimento
19
mai 2014
terça-feira, 22 de abril de 2014
sábado, 19 de abril de 2014
Íntegra da transcrição e vídeo da coletiva de Lula aos blogueiros 2014
Íntegra
da transcrição da coletiva de Lula aos blogueiros
Apr
17, 2014
Primeiro
mandatário a conceder entrevista a blogueiros, em 2009, o ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva participou de nova coletiva no último dia 8 de abril.
Entre assuntos abordados, eleição, manifestações, democracia, PT, Petrobras,
economia, saúde, Copa do Mundo, mensalão e Reforma Política.
Leia
mais em “Dilma
é a melhor pessoa para vencer as eleições”, diz Lula em entrevista a blogueiros.
Neste link também estão disponíveis os vídeos e áudio completo da entrevista.
José
Chrispiniano – Bom dia presidente, bom dia blogueiros, blogueira, nossa
representante feminina. O presidente Lula foi, em novembro de 2010, o primeiro
presidente a dar uma coletiva exclusiva para jornalistas de internet, para
blogueiros. E agora, mais de três anos depois da Presidência, a gente retoma
aqui no Instituto Lula pra fazer este bate-papo com vocês, essa coletiva.
A
dinâmica vai ser a seguinte: uma pergunta para cada um, uma rodada, com algumas
perguntas vindas do Twitter e do Facebook, e depois, se der tempo (a ideia é
ter uma hora e meia), a gente abre rodada livre aqui, tá legal?
Quem
começou essa coletiva, em 2010, foi o Rovai. A gente vai começar de novo essa
pergunta com Renato Rovai, da Fórum. Deixa eu só apresentar as outras pessoas
presentes: tá a Conceição Lemes, do Vi o Mundo; o Altamiro Borges, do Blog do
Miro; o Miguel do Rosário, do Blog Cafezinho; o Marco, do Sul 21; o Rodrigo
Viana, do Escrevinhador; Fernando Brito, do Tijolaço; Eduardo Guimarães, do
Blog da Cidadania, e o Kiko Nogueira, do Diário do Centro do Mundo. Rovai:
Lula
– Deixa… Antes de ter a primeira pergunta, Chrispiniano, deixa eu fazer um
pequeno introdutório aqui, pra saber por que é que nós estamos conversando
somente agora, depois de quase quatro anos, ou seja… Há muito tempo que o companheiro
Franklin vem defendendo que eu desse uma entrevista para os blogueiros. Há
muito tempo. E eu sempre tive muito cuidado, porque não é fácil o papel de ser
ex-presidente. Você tem que ter todo um cuidado de não dar palpite nas pessoas
que estão governando. Ou seja, às vezes é preciso mais tranquilidade, mais
reflexão do que quando você estava na Presidência. Ou seja, como se comportar
você pra não interferir no exercício do mandato da pessoa que está governando.
Sobretudo quando essa pessoa foi indicada por você, foi eleita com o teu apoio.
Muitas vezes eu fico imaginando que tem políticos que não gostam de eleger
sucessor, porque é mais fácil ser oposição. Então, tem político que fica
trabalhando, “bom, não vou eleger meu sucessor; deixar o adversário ganhar,
porque eu começo a fazer oposição no dia seguinte”.
Leia
a íntegra da entrevista clicando aqui.
Reproduzido
de Instituto
Lula
Em entrevista a
blogueiros, Lula descarta ser candidato, pede debate politizado sobre Petrobrás
e defende Constituinte e regulação da mídia - 08 de abril de 2014
sábado, 1 de março de 2014
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Apologia ao crime versus liberdade de comunicação, por Venício A. de Lima
Apologia ao crime versus liberdade de
comunicação
Venício A. de Lima
Diante da
apologia feita pela âncora do telejornal SBT Brasil de “justiceiros” vingadores
que espancaram, despiram e acorrentaram pelo pescoço um suspeito adolescente,
de 15 anos, a um poste no Flamengo, no Rio de Janeiro (ver aqui),
permito-me relembrar artigo que publiquei no Observatório da Imprensa em
dezembro de 2008, “A liberdade de comunicação não é absoluta”.
Logo após o
desfecho do “sequestro de Santo André”, o Ministério Público Federal (MPF), por
intermédio da procuradora Regional dos Direitos do Cidadão, Adriana da Silva
Fernandes, ajuizou contra a Rede TV! uma Ação Civil Pública (ACP) na Vara Cível
da 1ª Subseção Judiciária de São Paulo, em função de sua cobertura
“jornalística” dos fatos.
Ao justificar
sua competência para tratar do caso, o MPF lembrou que a RedeTV! é
concessionária de um serviço público federal e que faz parte de suas funções
constitucionais “a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos
interesses sociais e individuais indisponíveis”. Além disso, a lei complementar
que dispõe sobre as atribuições do MP lhe atribui expressamente “zelar pelo
efetivo respeito dos Poderes Públicos da União e dos serviços de relevância
pública e dos meios de comunicação social aos princípios, garantias, condições,
direitos, deveres e vedações previstos na Constituição Federal e na lei,
relativos à comunicação social”.
De outro
lado, quando apresentou as razões de direito, foram reafirmados princípios
normativos recorrentemente questionados pelos representantes do sistema privado
de radiodifusão, tais como os limites da liberdade de imprensa; o caráter de
serviço público das concessionárias e sua consequente subordinação ao direito
público; e a necessidade de “controle quando (a concessionária) incorrer em
abuso”, no interesse da sociedade.
Diante das
semelhanças com a situação que envolve a jornalista do SBT, vale a longa
citação:
“A
Constituição Federal garante plenamente a liberdade de expressão e de
manifestação do pensamento, de criação, de expressão e de informação, vedando
qualquer censura de natureza política, ideológica ou artística (art. 220, caput
e § 2º). No entanto a liberdade de comunicação social não é absoluta, devendo
estar em compasso com outros direitos inseridos na Constituição Federal, dentre
eles o direito à privacidade, à imagem e à intimidade dos indivíduos (art. 220,
§ 1º; e art. 5º, X), bem como os valores éticos e sociais da pessoa e da
família (art. 221, IV).
Ademais, o
art. 53 da Lei nº 4.117/62 declara que constitui abuso, no exercício da
liberdade de radiodifusão, o emprego desse meio de comunicação para a prática
de crime ou contravenção previstos na legislação em vigor no país, inclusive
para incitar a desobediência às leis ou decisões judiciárias; comprometer as
relações internacionais do país; ofender a moral familiar, pública, ou os bons
costumes; colaborar na prática de rebeldia desordens ou manifestações
proibidas.
É importante
dizer que, ao contrário do que pensa o senso comum, a Ré não é “proprietária”
do canal em que opera. É, na verdade, uma concessionária do serviço público
federal de radiodifusão de sons e imagens, e, como tal, está sujeita às normas
de direito público que regulam esse setor da ordem social.
Justifica-se
o regime jurídico de direito público porque, diversamente do que acontece nas
mídias escritas, as emissoras de rádio e TV operam um bem público escasso: o
espectro de ondas eletromagnéticas por onde se propagam os sons e as imagens.
Trata-se de um bem público de interesse de todos os brasileiros, pois somente
por intermédio da televisão e do rádio é possível a plena circulação de ideias
no país.
A liberdade
de comunicação deverá ser protegida sempre que cumprir sua função social, mas
será submetida a controle quando incorrer em abuso. Referida liberdade é uma
garantia instituída pela sociedade e para a sociedade, não se podendo admitir,
portanto, que seja utilizada contra esta”.
O
comportamento da âncora do SBT Brasil, infelizmente, não constitui uma exceção
no jornalismo que tem sido praticado na radiodifusão brasileira. Exatamente por
isso e pelo rotineiro recurso das concessionárias desse serviço público ao
argumento da “liberdade de expressão absoluta”, vale relembrar o caso da
RedeTV!
Com a
palavra, o Ministério Público.
__________
Venício A. de Lima é jornalista e
sociólogo, professor titular de Ciência Política e Comunicação da UnB
(aposentado), pesquisador do Centro de Estudos Republicanos Brasileiros
(Cerbras) da UFMG e autor de Política de Comunicações: um Balanço dos Governos
Lula (2003-2010), Editora Publisher Brasil, 2012, entre outros livros
Reproduzido
de Teoria
e debate
13 fev 2014
Assinar:
Postagens (Atom)












