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sábado, 17 de dezembro de 2011

Partidarização da mídia: o silêncio sobre o escândalo revelado na "Privataria Tucana"


Grande mídia esconde "A Privataria Tucana", mas obra faz sucesso nas livrarias

A grande imprensa tenta esconder as denúncias do livro A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr., mas o assunto é bastante comentado na internet e a obra rapidamente se esgotou nas livrarias. Apenas a revista Carta Capital, além da Record, deu destaque ao assunto. Para Nirlando Beirão, o caso deixou evidente a partidarização da mídia.



Reproduzido de R7 em 16/12/2011

Comentários de Filosomídia:


Ressalto a frase do comentarista Nirlando Beirão: "a gente não está sendo bem informado no Brasil"...

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Jornal da Gazeta e Record News falam sobre o livro "Privataria Tucana"


Comentário de política com Bob Fernandes

Sete ministros da presidente Dilma já caíram. sempre em razão de denúncias de corrupção ou tráfico de influência. Em todos os casos, a mídia cumpriu seu papel. Investigou e manchetou. Impiedosamente. A oposição botou a boca no trombone, como lhe cabe fazer. Mas desde sexta-feira o que se ouve é um Estrondoso Silêncio.



Sexta-feira chegou às livrarias "A privataria tucana". 
De autoria do jornalista Amaury Ribeiro Jr, o livro trata de um milionário esquema de lavagem de dinheiro. Dinheiro que seria fruto de operações desde a época em que, no governo Fernando Henrique, o Brasil privatizou seu setor de telefonia.


O livro tem 340 páginas: 112 páginas são documentos. Documentos confidencias da CPI do Banestado, documentos obtidos em juntas comercias, e em paraísos fiscais. Personagens centrais do livro são o ex-diretor do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de OIiveira, e José Serra. Serra e alguns dos seus familiares.

Também na sexta-feira, a revista Carta Capital 
chegou às bancas com o mesmo tema: o livro de Amaury. Na sexta a revista Terra Magazine entrevistou Amaury, no sábado o jornal da Gazeta informou, as redes sociais debatem desde então. E é só. Nenhuma notícia nos telejornais, jornais, na chamada Grande Mídia. Só um silêncio ensurdecedor.


Se murmura que faltaria credibilidade a Amaury Ribeiro. Isso por ele ter sido indiciado pela Polícia Federal. Há um ano, sob acusação de espionar Serra e sua família. Em seu livro, Amaury diz que investigava, isso sim, era a espionagem no ninho tucano. Da campanha de Serra contra Aécio Neves.

Perguntas: alguém invocou credibilidade do Sombra, aquele que recebia e pagava e levou à queda do governador Arruda? E quando Roberto Jefferson denunciou o chamado mensalão? Os motivos que o levaram à denúncia, a sua carreira até então, silenciaram o noticiário? Não. E nem deveriam silenciar.

O policial João Dias, que recebia dinheiro como confessou, há pouco levou à queda do ministro dos Esportes, Orlando Silva. O policial fez a denúncia dizendo ter um vídeo onde entregava dinheiro para o ministro ou os seus. O vídeo não existe. Mas o noticiário seguiu, fatos surgiram e o ministro caiu.

E Paulo Lacerda? O íntegro, o competentíssimo, honesto delegado que refundou a Polícia Federal? Lacerda deixou a Abin, foi para o exílio em Portugal por conta de um grampo eletrônico que nunca existiu. Mas que serviu para começar a matar a operação Satiagraha. Aquela que prendeu Daniel Dantas. Dantas que também está no livro.

Os citados no livro A Privataria Tucana seguem em silêncio. A mídia, sempre pronta para investigar e manchetar, segue em silêncio. Um silêncio estrondoso. Se continuar assim, um silêncio profundamente revelador.

Assista ao vídeo clicando aqui.

12 dez 2011




Leia também a entrevista (12/12/11) por Gilberto Maringoni com Luis Fernando Emediato, editor do livro, na página de Carta Maior clicando aqui.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Blog da Cidadania: Mídia censura livro sobre "A privataria tucana"



Mídia censura livro sobre "A privataria tucana"


Nos últimos anos, qualquer livro de autoria de desafetos ou adversários políticos do ex-presidente Lula e/ou do PT recebeu monumental cobertura da grande mídia. Tais obras costumam ser anunciadas em portais de internet, revistas semanais, jornais, televisões e rádios apesar de não conterem nada além de insultos e acusações sem provas.

Que interesse público ou meramente jornalístico pode ter um livro que chama o ex-presidente Lula de “anta” ou outro que chama de “petralhas” os mais de um milhão de filiados do Partido dos Trabalhadores? Apesar disso, esses livros, escritos por pistoleiros contratados para caluniar e xingar, são anunciados o tempo todo pelos grandes meios de comunicação.

Neste fim de semana, chega ao público um livro que, apesar de jamais ter sido sequer mencionado em um grande jornal ou em qualquer outro grande meio de comunicação, era aguardado por dezenas de milhares de internautas que dele souberam através da blogosfera e de uma única revista semanal, a Carta Capital.

O livro recém-lançado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr., acusado no ano passado pela grande mídia de integrar complô para montar dossiê contra José Serra, pode não conter apenas acusações sem provas ou meros xingamentos. Segundo o autor, apresenta provas de roubo de dinheiro público no processo que o jornalista Elio Gaspari batizou como “privataria”.

É revelador como o livro A Privataria Tucana jamais recebeu um único comentário inclusive do autor do termo que resume o que foi o processo de privatização de empresas públicas durante o governo Fernando Henrique Cardoso, ou seja, um dos maiores saques sofrido pela nação em toda a sua história e que superou até a roubalheira da ditadura militar.

A imprensa que vive se dizendo “independente”, portanto, ao tentar esconder o livro “proibido” está dando a ele a maior contribuição que poderia.

Explico: se fosse uma obra fraca, com denúncias fracas, seria excelente alvo para veículos partidarizados como Globo, Veja, Estadão e Folha. Se a escondem, é porque seu conteúdo deve ser arrasador. E como quem se interessa por assuntos assim certamente tem acesso à internet e a blogs políticos, a censura aumentará o interesse.

Os grandes meios de comunicação fazerem de conta que não viram o livro, portanto, talvez seja tão importante quanto seu conteúdo, pois pessoas bem-intencionadas que têm dúvidas sobre o partidarismo político daqueles meios agora dispõem de prova incontestável desse partidarismo.

Ora, imprensa que se diz “independente”, se fosse mesmo não precisaria concordar com um livro considerado bombástico para noticiar seu lançamento ou para produzir análises de seu conteúdo. O lançamento da obra é um fato político saboroso para qualquer jornalista de verdade. Aliás, é escandaloso que o autor do termo “privataria” tenha se calado.

Este blogueiro AINDA não leu o livro, o que começará a fazer no fim de semana. Até aqui, portanto, não sabe se as denúncias são fundamentadas. Pelo tratamento que a obra está recebendo da mídia, é possível concluir que deve ter muito mais do que suposições e xingamentos.

Se assim for, a mera publicação da obra não desnudará tão-somente o partidarismo de uma máfia que se autoproclama “imprensa independente”; permitirá que os setores pensantes e decentes da sociedade descubram se o Brasil tem Poder Judiciário ou se são todos comparsas dos poderosos chefões midiáticos.

Reproduzido do Blog da Cidadania, por Eduardo Guimarães
09 dez 2011.

Leia também “Doe um livro ao Ministério Público Federal” (10/12/11) no Blog da Cidadania, clicando aqui.


Leia também "Chega às livrarias 'A privataria tucana' de Amaury Ribeiro Jr" (08/12/11) na Carta Capital, clicando aqui.


Assista ao vídeo "Nirlando Beirão conversa com apresentadores durante intervalo do jornal", no Jornal da Record News", clicando aqui.


Assista outro vídeo em "Amaury Ribeiro Jr. fala ao vivo sobre as privatizações de estatais na era FHC", na Rede Brasil Atual, clicando aqui.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

“Vizinhos do Crime”: uma lição de Jornalismo de Ana Paula Padrão


Pela janela do quarto,
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle…

Adriana Calcanhoto
Esquadros

"Do dia 17 a 19 de janeiro, o Jornal da Record exibiu uma reportagem especial intitulada “Vizinhos do Crime”. Nela, a jornalista Ana Paula Padrão e sua equipe demonstram as condições de vida dos jovens moradores da Vila Gilda, conjunto de moradias precárias – palafitas, na maioria – em uma região de manguezal em Santos. A reportagem foi exibida em três partes e mostrou desde o mundo do crime se apresentando como alternativa para os jovens – e o preço a ser pago por isto que é a perspectiva curta de vida (e os que se enveredam por isto demonstram, na reportagem, terem plena consciência disto) – e as tentativas quixotescas de alguns membros da comunidade de apresentar outras alternativas como o MC Careca, na arte, e o futebol (clique aqui para ver).

Curioso que o futebol está na alma dos jovens daquele bairro porém em perspectivas diferentes: um menino de 13 anos joga no infantil do Santos F.C e contou sua ida à Espanha para representar o alvinegro praiano em uma competição internacional e a camisa deste mesmo Santos FC aparece no rosto dos meninos do tráfico para esconder sua identidade.

O que chama a atenção nesta reportagem é a ousadia de Ana Paula Padrão de sair da assepsia do estúdio do telejornal que apresenta e ir para a rua, “amassar barro” literalmente. Lembrei-me de uma ocasião em que alunos de jornalismo da Universidade Metodista de Piracicaba, onde lecionei durante 17 anos, foram visitar os estúdios do SBT onde a jornalista Ana Paula Padrão apresentava um telejornal. Certo momento, um aluno perguntou sobre a questão da “importância da boa aparência para apresentar jornal de televisão”. Ana Paula Padrão ficou furiosa, respondeu “boa aparência o c…; eu fui repórter durante muito tempo, perdi feriados, Natal, passei por inúmeras situações para ser reconhecida profissionalmente” foi mais ou menos as palavras dela, indignada.

(...) Independente de qualquer coisa, Ana Paula Padrão deu uma lição de jornalismo. Principalmente porque este tipo de matéria incomoda".

Dennis de Oliveira

Leia o texto completo no Blog do Dennis de Oliveira, na Revista Fórum, clicando aqui.

Veja os três vídeos da reportagem de Ana Paula Padrão, na página da Rede Record, clicando aqui.


Como tirar os jovens do crime?

Na nova série do Jornal da Record, Ana Paula Padrão vai mostrar que na dura realidade das favelas, a convivência com o tráfico é inevitável.  Um dos  muitos dramas vividos pelos moradores de comunidades carentes e abandonadas.

Você vai ver o que há em comum em moradores de barracos nos morros e palafitas no mangue: a ausência do poder público e os jovens que entram para o crime. A convivência com as drogas, com as armas.

E exclusivo: você vai ver um laboratório onde se faz a cocaína cor-de-rosa. Em lugares assim, como proteger as crianças?

Você vai conhecer o garoto que teve as pernas atravessadas por uma bala. E o menino do morro que conseguiu vencer as barreiras e já é craque no futebol.