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sexta-feira, 30 de março de 2012

Ipea e Socicam lançam Panorama da Comunicação e das Telecomunicações


Ipea e Socicam lançam Panorama da Comunicação e das Telecomunicações

Redação
Agência Brasil
30/03/2012

Brasília - O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Federação Brasileira das Associações Científicas de Comunicação (Socicom) lançam hoje (30) a segunda edição do Panorama da Comunicação e das Telecomunicações no Brasil 2011-2012. Será às 14h no campus da Asa Norte da Universidade Católica de Brasília.

O documento é composto de 1.200 páginas, divididas em quatro volumes, escritos por mais de 70 colaboradores. O primeiro é dedicado aos indicadores e aborda temas como o Programa Nacional de Banda Larga, a regulação e infraestrutura da comunicação, segurança da informação, cobertura do jornalismo econômico e a comunicação pública, entre outros.

O segundo volume avalia a participação do Brasil em congressos de comunicação em 2011, a cibercultura, a realidade brasileira do cinema e do audiovisual, a Conferência Brasileira e a Folkcomunicação.

O volume três da publicação é dedicado à história da comunicação no Brasil. Também são analisados os aspectos mais importantes da comunicação em cada região ao longo da história. O último volume aborda a indústria criativa e de conteúdos digitais, os avanços no campo público da televisão digital, as tendências profissionais e ocupacionais para a área e a regulação na comunicação e telecomunicação brasileira.

Edição: Graça Adjuto


Panorama da Comunicação e Telecomunicações no Brasil

Lançamento dos 3 volumes do livro Panorama da Comunicação e das Telecomunicações no Brasil, resultado da parceria IPEA - Socicom, que contou com apoio da área de Conteúdos, Serviços e Aplicações do PNBL.

primeiro volume traz um estudo sobre as tendências nas Telecomunicações no Brasil e reflexões sobre a Comunicação.

segundo volume apresenta as associaçoes de pesquisa em comunicação que compõem a Socicom e o trabalho que estão realizando.

E o terceiro volume relata quatro estudos fundamentais para se pensar a indústria de conteúdos e serviços digitais no país:

. levantamento das escolas de graduação e pós-graduação emComunicação, número de professores, pesquisadores, tipos de pesquisa, e etc;

. tendências no mercado de trabalho e novas profissões a partir das TICs;

. tendências da industria criativa e de  conteúdos digitais no Brasil;

. estudo comparativo em 11 países sobre temas relacionados à comunicação: marco regulatório, cursos, mercado, e etc.

A proposta dessa parceria é que o estudo seja atualizado anualmente, constituindo series históricas, a criação de indicadores para area decomunicação e conteúdos digitais, e a criação de um observatorio (como existe nos países europeus) que disponilibize publicamente o avanço das políticas de comunicação e telecomunicações no país.

Reproduzido de Blog do Planalto

Clique nos links para acessar/descarregar os documentos.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Vem aí debate sobre regulação dos meios de comunicação


Entrevista do Presidente Lula a Rádios Comunitárias

Blog do Planalto

Os ativistas da comunicação no Brasil devem se preparar para um importante debate que vai ganhar corpo a partir do ano que vem: a mudança na regulação dos meios de comunicação do País. O alerta foi dado pelo presidente Lula nesta quinta-feira (2/12) no Palácio do Planalto, em Brasília (DF) em entrevista coletiva a oito rádios comunitárias. Segundo informou, o Ministério das Comunicações do governo Dilma Rousseff vai priorizar esse debate, com ampla participação da sociedade, porque a legislação brasileira é ultrapassada e não reflete o mundo altamente tecnológico e conectado à internet que temos hoje. A discussão está na mesa:

O novo Ministério está diante de um novo paradigma de comunicação. Quero alertar vocês porque esse debate vai ser envolvente, tem muita gente contra e muita gente a favor. Certamente, o governo não vai ganhar 100% e quem é contra não vai ganhar 100%. Eu peço que vocês se preparem para esse debate. Se a gente fizer um bom debate conseguiremos encontrar um caminho do meio. Esse será o papel do novo Ministério de Comunicações.

Lula expressou a vontade de se dedicar às discussões a respeito do Marco Regulatório das Comunicações após o fim do mandato, já que, segundo disse, poderá ter um discurso que não podia ter na função de presidente da República. Ele disse que como militante político exercerá um papel centralizador dos debates da sociedade brasileira para politizar a questão do marco regulatório e “resolver a história das telecomunicações de uma vez”. Para isso, ΅é preciso ter força política” e embasamento, para vencer “o monopólio”que existe atualmente nas comunicações.

Na opinião do presidente, é preciso mudar urgentemente o padrão da comunicação brasileira, que não reflete a pluralidade do País e não contribui para a difusão da diversidade cultural. Lula disse que não é mais possível que uma pessoa que mora na região Norte, por exemplo, só tenha acesso à programação de São Paulo e do Rio de Janeiro. Na opinião dele, “sem querer tirar nada de ningúem”, é preciso que se dê a oportunidade para que moradores do Sudeste tenham acesso às informações de todo o País e para que todas as regiões estejam em contato com sua própria cultura.

A democracia tem uma mão para ir e uma para voltar. Por isso é que nós trabalhamos a necessidade que você tenha uma programação regional para uma interação mais forte. Acho que poderemos avancar.

Leia e escute a entrevista clicando aqui.