Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens

domingo, 29 de abril de 2012

"A boa energia que se irradia do cuidado corrobora na cura"...


Quem cuida do cuidador?

Leonardo Boff
29/04/2012

As primeiras e mais ancestrais cuidadoras são nossas mães e avós que desde o início da humanidade cuidaram de sua prole. Caso contrário, não estaríamos  aqui escrevendo  sobre o cuidado. E lembremos as mães-crecheiras com todo o seu zelo.

Neste contexto queremos mencionar duas figuras, verdadeiros arquétipos do cuidado: o médico suiço Albert Schweitzer (1875-1965) e a enfermeira inglesa Florence Nightingale (1820-1910).

Albert Schweitzer era exímio exegeta bíblico e um dos maiores concertistas de Bach de seu tempo.  Aos trinta anos já com fama em toda a Europa, largou tudo, estudou medicina para, no espírito das benaventuranças de Jesus, cuidar dos mais pobres dos pobres (os hansenianos) em Lambarene no Gabão. Numa de suas cartas  confessa explicitamente: ”o que precisamos não é de missionários que queiram converter os africanos, mas de pessoas dispostas a fazer aos pobres o que deve ser feito, se é que o Sermão da Montanha e as palavras de Jesus possuem algum valor. Minha vida não está nem na arte nem na ciência mas em ser um simples ser humano que no espírito de Jesus faz algo por insignificante que seja”. Foi dos primeiros a ganhar o Prêmio Nobel da Paz.

Por cerca de quarenta anos viveu e trabalhou num hospital por ele construido com o dinheiro de tournés de concertos de Bach. Nas poucas horas vagas, teve tempo para escrever vasta obra centrada na ética do cuidado e do respeito pela vida. Formulou assim seu lema: “a ética é a responsabilidade ilimitada por tudo o que existe e vive”. Numa outra obra  assevera:”a idéia chave do bem consiste em conservar a vida, desenvolvê-la e elevá-la ao mais alto valor; o mal consiste em destruir a vida, prejudicá-la e impedir que se desenvolva plenamente; este é o princípio necessário, universal e absoluto da ética”.

Outro arquétipo do cuidado foi a enfermeira inglesa Florence Nightingale. Humanista e profundamente religiosa, decidiu melhorar os padrões da enfermagem em seu país.

Em 1854 com outras 39 companheiras Florence se deslocou para  campo de guerra na Criméia da Turquia, onde se empregavam bombas de fragmentação que produziam muitos feridos. Aplicando no hospital militar,  a prática do rigoroso cuidado, em seis meses reduziu de 42% para 2% o número de mortos. Esse sucesso granjeou-lhe notoriedade universal.

De volta a seu pais e depois nos EUA, criou uma rede hospitalar que aplicava o cuidado como eixo  norteador da enfermagem e como sua ética natural. Florence Nightingale continua  a ser  uma referência inspiradora.

O operador da saúde é por essência um curador. Cuida dos outros como missão e como opção de vida. Mas quem cuida do cuidador, título de um belo livro do médico Dr. Eugênio Paes Campos (Vozes 2005)?

Partimos do fato de que o ser humano é, por sua natureza e essência, um ser de cuidado. Sente a predisposição de cuidar e a necessidade de ser ele também cuidado. Cuidar e ser cuidado são existenciais (estruturas permanentes) e indissociáveis.


É notório que o cuidar é muito exigente e pode levar o cuidador ao estresse. Especialmente se o cuidado constitui, como deve ser, não um ato esporádico mas uma atitude permanente e consciente. Somos limitados, sujeitos ao cansaço e à vivência de pequenos fracasos e decepções. Sentimo-nos sós. Precisamos ser cuidados, caso contrário, nossa vontade de cuidar se enfraquece. Que fazer então?


Logicamente, cada pessoa precisa enfrentar com sentido de resiliência (saber dar a volta por cima) esta situação dolorosa. Mas esse esforço não substitui o desejo de ser cuidado. É então que a comunidade  do cuidado, os demais operadores de saúde, médicos e o corpo de enfermagem devem entrar em ação.

O enfermeiro ou a enfermeira, o médico e a médica sentem necessidade de serem também cuidados. Precisam se sentir acolhidos e revitalizados, exatamente, como as mães fazem com seus filhos e filhas. Outras vezes sentem necessidade do cuidado como suporte, sustentação e proteção, coisa que o pai proporciona a seus filhos e filhas.

Cria-se então o que o renomado  pediatra  R. Winnicott chamava de “holding”, quer dizer, aquele conjunto de cuidados e fatores de animação que reforçam  o estímulo para continuarem no cuidado para com pacientes.

Quando este espírito de cuidado reina, surgem relações horizontais de confiança e de mútua cooperação, se superam os constrangimentos,  nascidos da necessidade de ser cuidado...

Feliz é o hospital  e mais felizes  são ainda aqueles pacientes que podem contar com um grupo de cuidadores. Já não haverá “prescrevedores” de receitas e aplicadores de fórmulas mas “cuidadores” de vidas enfermas que buscam saúde.

A boa energia que se irradia do cuidado corrobora na cura.

Reproduzido de Leonardo Boff
28 abr 2012

Saiba mais sobre os Terapeutas da Alegria UFSC clicando aqui.

Projeto de extensão da UFSC desde março de 2008, os Terapeutas da Alegria tem como princípio fundamental a utilização da arte e da cultura como ferramentas terapêuticas para minorar o sofrimento das pessoas em hospitais.

Materializa-se por meio da aplicação de técnicas artísticas com o protagonismo do ator-palhaço.

O projeto é aberto a acadêmicos de todas as áreas e pessoas da comunidade. Essas, após dois semestres de preparação e capacitação, recebem um certificado e estão aptos para levar o seu personagem ao ambiente hospitalar e proporcionar momentos de descontração e alegria aos pacientes, seus familiares, acompanhantes e profissionais.

terça-feira, 26 de abril de 2011

"Casa dos Autistas": Comédia MTV dezmerecendo o 10 em humor


Deputado do RS aciona Ministério Público contra programa da MTV Brasil

Na sketch, que busca ser uma sátira do Casa dos Artistas do SBT, o dia-a-dia as pessoas com disfunção global do desenvolvimento é retratado.

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) ingressou, nesta segunda-feira (25), com uma representação no Ministério Público Federal para que sejam tomadas providências com relação a um quadro do Programa Comédia MTV, chamado “Casa dos Autistas”. Nasketch, que busca ser uma sátira do Casa dos Artistas do SBT, o dia-a-dia as pessoas com disfunção global do desenvolvimento é retratado, a partir de uma visão particular dos humoristas do canal musical.

No documento, o deputado classifica o “Casa dos Autistas” como um programa discriminatório que explora de maneira preconceituosa a imagem das pessoas com transtornos globais do desenvolvimento. A representação do deputado Pimenta está baseada na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da qual o Brasil é signatário. O texto da Declaração diz que “os Estados Partes proibirão qualquer discriminação baseada na deficiência e garantirão as pessoas com deficiência igual e efetiva proteção legal contra a discriminação por qualquer motivo”.

Reproduzido de D24am
25 abr 2011

Leia mais sobre a repercussão desse esquete deznecessário clicando aqui, em Autismo "Uma lição de vida" ali,  e a Carta de Repúdio no Blog "Estou Autista", de Luiz Kakaki Junior acolá. Mais em "Rever os meios" clicando aqui, e no Blog "Botecoterapia" clicando aqui.

Assine em Petição pública o Abaixo-assinado contra o Programa MTV Casa dos Autistas clicando aqui.

Leia declarações de Marcelo Adnet sobre o Programa: "sempre fui contra esta cena" clicando aqui e ali.

Seu navegador não suporta o vídeo.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Comportamento de risco pode ser influenciado por imagens de filmes e televisão


Dando o exemplo: comportamento de risco pode ser influenciado por imagens de filmes e televisão

Um estudo que revisou mais de 25 anos de pesquisa na área aponta que ser exposto a imagens de atividades arriscadas – incluindo filmes, videogames e televisão – aumenta a incidência de comportamento de risco.

A metanálise buscou os dados colhidos em diversas pesquisas feitas entre 1983 e 2009 e que, juntas, somavam mais de 80 mil entrevistados entre 16 e 24 anos. Os estudos usavam diversos métodos, formatos de mídia e focavam diferentes tipos de comportamentos de risco. Os resultados da metanálise, liderada por Peter Fisher, pesquisador da Universidade de Regensburg, na Alemanha, foram publicados no periódico Psychological Bulletin.

De acordo com o autor, os efeitos desse tipo de exposição midiática podem ser sentidos em curto e longo prazo, ou seja, os comportamentos ligados a essa exposição podem aflorar anos depois e quanto maior o tempo de exposição, maior o nível de riscos assumidos.

“A partir de nossa metanálise, a ‘glorificação do risco’, como aparece na TV e nas mídias de uma forma em geral, pode ter consequências e contribuir para aumentar os limites para os comportamentos arriscados e isso, como sabemos, também envolve consumo de álcool e outras drogas e, consequentemente, pode levar a fatalidades diversas, como as vistas no trânsito, por exemplo”, diz Fisher. “Nossos resultados vão à direção de diversas linhas de pesquisas atuais que corroboram a ligação entre risco e influência midiática e como isso afeta nossa cognição e nossas emoções.”

UOL Notícias . 08 abr 2011


domingo, 16 de janeiro de 2011

Há dois anos: Letting Infants Watch TV Can Do More Harm Than Good


"ScienceDaily (Jan. 16, 2009) — A leading child expert is warning parents to limit the amount of television children watch before the age of two, after an extensive review published in the January issue of Acta Paediatrica showed that it can do more harm than good to their ongoing development.

Professor Dimitri A Christakis, from the Seattle Children’s Research Institute and the University of Washington, USA, has also expressed considerable concerns about DVDs aimed at infants that claim to be beneficial, despite a lack of scientific evidence.

And he points out that France has already taken the matter so seriously that in summer 2008 the Government introduced tough new rules to protect the health and development of children under three from the adverse effects of TV.

Professor Christakis’ extensive review looked at 78 studies published over the last 25 years and reiterates the findings of numerous studies he has carried out with colleagues into this specialist area".

Leia o texto complete clicando aqui. Para ler mais sobre o tema clique aqui.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Assistir mais de duas horas de televisão aumenta riscos de doenças cardíacas


"Um estudo realizado nos domicílios do Reino Unido com mais de 4 mil adultos constatou que pessoas com o hábito diário de assistir 2 horas de televisão têm duas vezes mais chances de desenvolver doenças cardíacas. Segundo a pesquisa, a probabilidade é a mesma para quem faz uso de computadores em casa.

Para os entrevistados que disseram passar mais de 4 horas à frente de monitores foi avaliado um risco 125% maior de propensão à problemas cardiovasculares, como ataque cardíaco. Este resultado foi atingido depois de uma comparação com pessoas que não assistem mais do que 2 horas de televisão por dia. 

Sobre as explicações científicas para comprovar esta tese, o documento, publicado pelo periódico especializado Journal of the American College of Cardiology, diz que passar muito tempo à frente da TV corrobora para a inflamação de uma proteína do nosso corpo. "Um quarto das associações entre o tempo gasto diante de um monitor e problemas cardiovasculares se explicou coletivamente pela proteína C-reativa (...)”, diz o estudo.

O cientista Emmanuel Stamakis, especialista em saúde pública, respondeu quais fatores foram levadas em conta ao formular o estudo. “Estas associações foram independentes dos tradicionais fatores de risco, como o tabagismo, a hipertensão, o índice de massa corporal, a classe social, bem com (a prática ou não de) exercícios", disse o pesquisador encarregado pela produção da pesquisa cardiológica com telespectadores".


Leia mais na página do Comunique-se clicando aqui.