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segunda-feira, 12 de março de 2012

A democracia e sua expressão: Os lobos aparecendo como cordeiros nas mídias e na vida das gentes...



A democracia e sua expressão

Elaine Tavares

O teórico do jornalismo, Adelmo Genro Filho, já havia revelado no seu livro “O Segredo da Pirâmide” que, apesar de ser filho dileto do capitalismo, existem momentos nos quais o jornalismo não pode esconder as contradições da vida real. Daí a possibilidade do seu caráter revolucionário. Penso que é o que temos visto, nos últimos dias, na televisão. Apesar da posição sempre servil das emissoras com relação ao poder, e das informações aparentemente desconexas, se procurarmos juntar os fios das informações, podemos ter um quadro sem retoques da tão defendida democracia liberal. Nela, ao contrário do que dizem os porta-vozes dos governos, o que não existe é a liberdade. Mas é preciso aclarar: a liberdade dos pobres. A eles é vedado o direito a qualquer reivindicação. Se ficarem quietos, agüentando tudo, está certo. Mas se resolverem gritar contra qualquer filigrana do poder, a força da “democracia” aparece com um estrondo sem lugar.

Todos os dias, a pedagogia da sedução do sistema capitalista joga para dentro das cabeças a idéia de que a democracia do mundo ocidental é a melhor coisa que pode acontecer aos povos. Foi assim quando os Estados Unidos quis invadir o Afeganistão. Pintaram os talibãs como diabos e diziam que a alegria só voltaria ao país se ali entrasse a democracia. Invadiram, depuseram o talibã, implantaram a democracia e tudo seguiu como antes: violência, terror, mortes. Depois foi a vez do Iraque. Sadam era o demônio antidemocrático. E lá foram os soldados estadunidenses a levar a democracia. Resultado: violência, terror e milhões de mortos. Cenas que seguem se repetindo até hoje. Ora, se a democracia iria resolver tudo, como não resolveu? Ano passado foi a Líbia que mereceu a visita da democracia. Que se passa por lá agora? Por que os meios não nos contam? Reina a paz? A mesma que eles querem impor à Síria, agora a bola da vez para receber a democracia.

Mas, não precisamos ir muito longe, no Oriente Médio, para ver como a democracia se comporta. Basta uma olhadinha para nós mesmos. A desocupação da comunidade do Pinheirinho no final de janeiro, com todos os requintes de brutalidade, é um exemplo bem claro. Os empobrecidos, sem casa, sem esperança, sem nada, ocuparam uma terra abandonada. Lá ergueram suas casas e lá viveram por oito anos. Uma vida. Agora, a justiça (assim, com minúscula) decide que ali não é lugar de pobre morar e começa todo um processo de demonização das pessoas. São bandidos, marginais, gentes sem estofo. Não merecem a pena de ninguém, daí que as cenas brutais das casas sendo destruídas, das famílias sendo despejadas, dos animais sendo mortos e outras tantas gentes sendo presa ou desaparecida já não comove boa parte das pessoas. O recado da democracia já havia sido dado: aquelas criaturas não eram gente, logo, a violência é bem vinda. É limpeza.

Hoje, assisti as cenas na Bahia, divulgadas pelos jornais nacionais. Os repórteres falam dos vândalos que saqueiam lojas, dos bandidos que circulam pela madrugada baiana, das “badernas” dos familiares dos policiais em greve e, é claro, os grevistas são pintados como os grandes responsáveis pelo caos que se instalou na bela capital baiana. Então mostram a atitude acertada do governo central que mandou jovens do exército nacional para garantir a lei e a ordem. E mostram alguns moradores saudando a vinda do exército para salvá-los. Os confrontos em frente a Assembléia onde estão os trabalhadores em greve são mostrados como distúrbios irracionais. Nenhuma das reportagens toca no nome do governador baiano, Jaques Wagner, como se o governo não tivesse absolutamente nada a ver com isso. Quando seu nome aparece é como o cara que vai garantir o carnaval, nem que tenha de trazer todo o exército para as ruas. Claro, a folia dos endinheirados é mais importante do que liberar uns poucos caraminguás aos policiais.

Pois essa é tão amada democracia burguesa. A lei e a ordem dos poderosos, dos que tem o dinheiro, dos que tem o poder. Qualquer rugosidade nessa paz do poder, e os remédios são imediatamente utilizados sem qualquer piedade. Há que impedir que a “doença” se alastre e há que agir com rapidez. E as doenças são, comumente, os empobrecidos, os sem-teto, sem terra, sem trabalho, os explorados, gente que vive assim, não porque quer, mas porque é levada à margem pela ganância e a sede de lucros de quem manda. Mas esses precisam ficar quietos, acatar todas as leis que são criadas contra eles, precisam aceitar de cabeça baixa todas as decisões que os graúdos lhes impõe, ainda que sejam injustas e imorais.

E a coisa é tão bem arrumadinha que, por vezes, as próprias “vítimas” – que é a maioria da população – aceitam a idéia de que é preciso viver na paz, sem perturbar a ordem dos que mandam. Aceitar o cabresto e viver das migalhas.

Ocorre que gente há que diz não. Não aceita. Não quer. Gente há que quer morar, viver, comer sorvete, levar o filho ao parquinho, ver um bom filme no cinema. Gente há que não se deixa enganar pelo canto vazio da ideologia que se expressa na escola, na família, na TV. Gente há que luta, que se rebela, organizadamente ou não.

O quadro da democracia burguesa é mais ou menos assim. Os que são jogados na miséria e na exploração, ou se revoltam individualmente e roubam, matam, perdem sua humanidade, ou se organizam em sindicatos, movimentos, e lutam coletivamente por mudanças. Uma coisa ou outra sempre vai acontecer, ou as duas juntas ao mesmo tempo. Não dá para fugir disso. É da condição humana caminhar para a beleza. Ninguém pode aceitar viver sem isso.

Assim, sejamos espertos, observemos as notícias com o grosso lápis da história e vamos ligando os fios. O desenho final é o quadro da opressão massacrando aqueles que querem participar do banquete, enquanto na televisão os lobos aparecem como cordeiros, e os cordeiros como lobos. Um espelho invertido que precisa ser quebrado. Já vimos essa história aqui mesmo na pele, com a revolta da catraca, ou a luta dos professores pelo simples cumprimento de uma lei.

Reproduzido de Pobres & Nojentas
06 fev 2012


Comentário de Filosomídia:


É, pois é... e tem os tolos, os globobocalizados, os porquinhos de espírito e os espíritos de porcos que fariam bem se se jogassem das ribanceiras ao mar... e, quando eu crescer, quero ser bonezinho vermelho, com estrela e tudo...

Demoniocracia (Inferno na Terra): liberdade é poder assistir televisão...



Demoniocracia (Inferno na Terra)


Povos de terceiro mundo.
Das mais baixas camadas sócio-economicas.
Unidos em maldição.
Onde os valores foram mudados?
Do ocidente e do oriente.
Perderam-se o respeito.
A dignidade e a cidadania.
A voz do povo nao era a voz de deus?
Aonde estão nossos pertences?
Quem impõe toda essa dor e ódio
O que será de nossos filhos?
A voz do lucro se tornou a voz de deus?
Quem calou as nossa vozes?
Quem calou as suas vozes?
"Terra dos livres, lar dos bravos"
Horriveis metodos de exploraçao
...deus salve a América.

Demoniocracia, inferno na terra
Demoniocracia e o fascismo implementado por g8 (U$A) nos paises endividados.
Facilitam subsidios para a politica de exclusão.
Sem luxo sem escolas sem liberdade de expressão.
Liberdade é poder assistir televisão.
Fazer girar a roda da destruição.
Discordar é proibido e rebelar-se é pena capital.
Inferno na terra, democracia do mal!
Demoniocracia, inferno na terra... INFERNO
É o mal...
exploração infantil,
pobreza,
alienação.
É o mal.


(OBS: vídeo não encontrado)

quinta-feira, 1 de março de 2012

Liberdade: escrevo teu nome...


Liberdade


Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira
Traduzido de Liberté de Paul Éluard

Nos meus cadernos de escola
Nesta carteira nas árvores
Nas areias e na neve
Escrevo teu nome

Em toda página lida
Em toda página branca
Pedra sangue papel cinza
Escrevo teu nome

Nas imagens redouradas
Na armadura dos guerreiros
E na coroa dos reis
Escrevo teu nome

Nas jungles e no deserto
Nos ninhos e nas giestas
No céu da minha infância
Escrevo teu nome

Nas maravilhas das noites
No pão branco de cada dia
Nas estações enlaçadas
Escrevo teu nome

Nos meus farrapos de azul
No tanque sol que mofou
No lago lua vivendo
Escrevo teu nome

Nas campinas do horizonte
Nas asas dos passarinhos
E no moinho das sombras
Escrevo teu nome

Em cada sopro de aurora
Na água do mar nos navios
Na serrania demente
Escrevo teu nome

Até na espuma das nuvens
No suor das tempestades
Na chuva insípida e espessa
Escrevo teu nome

Nas formas resplandecentes
Nos sinos das sete cores
E na física verdade
Escrevo teu nome

Nas veredas acordadas
E nos caminhos abertos
Nas praças que regurgitam
Escrevo teu nome

Na lâmpada que se acende
Na lâmpada que se apaga
Em minhas casas reunidas
Escrevo teu nome

No fruto partido em dois
de meu espelho e meu quarto
Na cama concha vazia
Escrevo teu nome

Em meu cão guloso e meigo
Em suas orelhas fitas
Em sua pata canhestra
Escrevo teu nome

No trampolim desta porta
Nos objetos familiares
Na língua do fogo puro
Escrevo teu nome

Em toda carne possuída
Na fronte de meus amigos
Em cada mão que se estende
Escrevo teu nome

Na vidraça das surpresas
Nos lábios que estão atentos
Bem acima do silêncio
Escrevo teu nome

Em meus refúgios destruídos
Em meus faróis desabados
Nas paredes do meu tédio
Escrevo teu nome

Na ausência sem mais desejos
Na solidão despojada
E nas escadas da morte
Escrevo teu nome

Na saúde recobrada
No perigo dissipado
Na esperança sem memórias
Escrevo teu nome

E ao poder de uma palavra
Recomeço minha vida
Nasci pra te conhecer
E te chamar

Liberdade






Leia o original em Francês de Paul Éluard clicando aqui.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Liberdade! Liberdade! Abram alas e asas sobre a UFSC!


Reitoria UFSC 2012
Chapa 5: Roselane e Lúcia

Consideramos importante que a comunidade universitária participe da construção deste projeto de universidade. Assim, todos/as estão convidados/as para participar desta campanha de construção da UFSC que QUEREMOS, valorizando o diálogo, garantindo o fortalecimento de uma universidade pública, gratuita, laica, transparente, democrática, crítica, referenciada socialmente e com aproveitamento total, através de uma gestão administrativa profissional.

Para isso, contamos com sua participação.
Vamos construir a UFSC QUE QUEREMOS.

A UFSC QUE TEMOS, reúne um grande número de pessoas com grande potencial de trabalho, que conseguem em grupos ou individualmente vencer os obstáculos cotidianos gerados por uma estrutura de poder que não consegue estabelecer uma gestão administrativa institucional adequada ao desenvolvimento e fortalecimento conjunto da universidade.

A UFSC QUE QUEREMOS, é a universidade pública, gratuita, qualificada, plural e comprometida com desenvolvimento sustentável e a melhoria da sociedade como um todo, através do exercício da ética e do rigor científico e intelectual, buscando para tanto autonomia e liberdade acadêmica para o exercício de suas funções cruciais: o ensino, a pesquisa e a extensão.

LIBERDADE! LIBERDADE! ABRA AS ASAS SOBRE NÓS!
ABRAM ALAS PRA NOSSA BANDEIRA, QUE JÁ CHEGOU A HORA!

Reitoria UFSC 2012
Chapa5: Roselane e Lúcia

Visitem o blog da Chapa 5 e participe, porque chegou a hora da mudança!
Reitoria UFSC 2012 Roselane & Lúcia

sábado, 8 de outubro de 2011

Lo sueño siempre que la tristeza no me lo impide...


Lo sueño siempre que la tristeza no me lo impide, H.R. Herzen

Me encantaría vivir en un lindo pueblo o en un increíble castillo compartiendo mi cotidianidad y mis deseos con todas las personas que considero bonitas a mi alrededor. Y también quiero morir ahí, no me importa cuándo, pero ahí. Y espero y confío que le digan a todas las personas que también consideran bonitas que vengan, que hay sitio para todas cuando el cariño nos gobierna. Parto de la base de que los y las amantes de mis amantes deberían ser siempre mis amistades y, si el cuerpo nos reclama, quizá también mis amantes. No lo dudo, que nadie lo dude.

Y claro que se lo repito a todas y a todos los personajes que se me cruzan en la vida y que genero con ellos una relación linda y agradable o explosiva y trepidante; creo que no engaño a nadie por ello. Lo escribo, lo grito, lo bailo, lo canto, lo pinto y lo sueño siempre que la tristeza no me lo impide. A partir de ahora ya lo tienes por escrito. Puedes mirar para otro lado, puedes criticar por el placer de hacerlo, puedes despotricar y asegurar que es sólo una burda estrategia más de las muchas que tengo para embaucar a inocentes pescaditos que caerán en mis redes malignas y mentirosas. Puedes ver contradicciones, incoherencias, absurdos, paradojas, discordancias, incongruencias o desatinos, pero los días que me levanto con fuerzas, que suelen ser casi todos, esa es mi firme apuesta, ironía de una vida sin ilusiones.

Ya sabes que cuando una persona entra en mi vida, es decir, en mi corazón, quiero que se quede para siempre, hasta que la muerte nos separe. Y sé que habrá momentos, épocas y situaciones de acercamiento y alejamiento, de obsesión y descanso, de risa y llanto, de atracción y hasta de repulsión, de planes y proyecciones como también de hundimiento de cimientos para quizá volverlos a levantar. Habrá demasiado de todo y mucho de nada, caminares compenetrados y miradas esquivas, bailes pegados y orquestas aburridas, sexo imparable y camas frías, paseos exquisitos y huidas por la espalda, días de sol y túneles sin salida, comilona de perdices y sabores amargos.


Si no creyera en la balanza, ya me habría hecho dilapidar en este absurdo disparate; eso es, ya hubiera acatado las órdenes sutiles del patriarcado dominante y habría agachado la cabeza para conseguir marido, hipoteca, patrón, dios, miedo, uniforme, apariencia, amo, represión, consumo, estrés, mascota...

Y repito en todos los susurros al oído, en todas las conversaciones de iguales, en todos los espacios que puedo: quiero que nos amemos en libertad y que nos cuidemos generosamente, deseo que alimentemos y nunca cortemos las alas de la curiosidad a muchas hijas e hijos fruto de infinitas noches, mañanas, tardes y ratos de sexo, pasión y placer lindo y agradable; juntas, revueltas, en pareja, en tríos o de cuatro en adelante, como más nos guste o apetezca en el momento, pero siempre con horizontes de cariño y ternura.

Sé que me moriré cualquier día y no habré sentido que esa maravillosa utopía es real, porque es eso, una camino a seguir con estrellas fugaces de fondo que te hacen ir de un lado a otro para nunca llegar al destino. Es un ideal, una quimera, una fantasía, una ilusión, un sueño y una invención fruto de la imaginación, el anhelo y hasta de la alucinación de la enfermedad obsesiva que me invade. Como cantaba Sabina, “no hay nostalgia peor que añorar lo que nunca jamás sucedió”. Y la nostalgia eterna me parece una cagada de vida.

Ese castillo no tiene que ser un lugar físico, puede ser una red de emociones, una conexión de cariños, una malla de sentimientos, una urdimbre de deseos, una trama de afectos, un tejido de caricias, una relación de relaciones. Y que fuera hogar de todas y que sea un lugar de acogida o de paso para visitantes, cómplices o amantes ocasionales. Preferiría que eso fuera en una playa o muy cerca, que hiciera un tórrido calor la mayor parte del año, que fuera en total armonía con la naturaleza, con mucho trabajo y dedicación, con música, baile y arte impregnando cada recoveco. Que los conflictos y problemas existan pero los sepamos solucionar sin traumas ni pérdidas irreparables.

¿Egoísmo? Inventemos entonces la palabra “nosismo” (ego, yo; nos, nosotras) y partamos de una concepción de la vida en que nuestro interés colectivo guíe nuestro actuar por ética, razón, pasión o necesidad. Y aunque parece (de apariencia) muy bonito no es tan fácil el camino. Suena muy idílico, pero algo tan básico como volar con otros vientos cuando lo deseamos y no sentirnos culpables por dejarnos arrastrar por mareas indefinidas es un modo de vida incompatible con el esquema patriarcal que demasiado daño provoca cuando el caminar al lado de alguien no es acompasado.

Y me encantaría que mis tristes escudos y protecciones se rompan en añicos y que mis aburridas anclas se hundan en las arenas movedizas del amor y el deseo. Pero para ello necesito confirmar y reconfirmar y también escuchar y leer que tenemos la confianza y la tranquilidad de vivir libremente y a nuestra manera para instalarnos en ese bonito castillo cerca de la playa. La intención no es desconfiar pero me he pasado la vida llorando por dentro de tristeza con un dolor incrustado entre las costillas que condiciona claramente lo que hago y querría hacer en mi vida. He visto, vivido y sufrido demasiadas obsesiones mal canalizadas que precisamente me hacen huir y protegerme de las bellas e ilusionantes ilusiones que me despiertan algunas personas espectacularmente bonitas, interesantes, atractivas y amorosas.

Y así, me repito insistentemente que es fundamental relacionarme con personas que vivan lo más parecido a mí algunas cosas básicas; no simplemente que les parezca bien, les haga gracia o hasta asientan con la cabeza ante lo que apuesto como modo de vida en sociedad. Forma parte de la construcción de castillos de arena, de vidrio, de cartas o en el aire pero con cimientos firmes; el castillo del amor y la amistad libre y respetuosa donde lo importante no es el futuro indefinido e incierto sino el ahora concreto y real, donde el sexo con otras personas no fractura relaciones y las proyecciones son sanas y equilibradas entre los deseos presentes y a veces fugaces y los caminos desconocidos de la vida.

Esto que lees aquí son sólo palabras que hasta te parecerán vacías o contradictorias, pero mi gran apuesta es que se conviertan en hechos reales, sin miedo, para que nuestros caminos sean más ligeros cada día y soltemos lastre y prevenciones a medida que nos conocemos. Agradezco infinitamente al universo encontrarme con personas que se juegan la vida por ello.

Reproduzido do Blog Antes muerta que sumisa (Totamor)
06 out 2011

Lia, sentia, flutuava e ouvia muito "away from here"...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Guy Debord: Sociedade do espetáculo


"Espetáculo: essa continua sendo a face mais visível da sociedade

Vez ou outra é bom relembrar certas ideias e conceitos que ajudam a lançar luz sobre o tempo presente e delinear os contornos do futuro. Uma dessas ideias é a que trabalha com o conceito de Sociedade do Espetáculo, pensado pelo escritor francês Guy Debord. Poucas teorias talvez reflitam tão bem nossos tempos de uma “modernidade moderna”.


O espetáculo alimenta-se e é alimentado pela anulação crescente do ser humano diante de um mundo tão cheio de coisas, imagens e pessoas. Alimenta-se do fácil, do descartável, daquilo que te endurece no lugar de te fazer conhecer por você mesmo, no lugar de te libertar. O espetáculo é o sintoma da pressa, da falta de tempo, da aceleração em que se converteram os nossos dias insanos e neuróticos.

O excesso do espetáculo é a melhor imagem para a falta do ser humano. É tanta luz, é tanta voz, tanto som, que diante dele ficamos cegos, mudos, surdos, e é exatamente isso que essa sociedade espera de nós! Para Debord, apenas a realização da arte, da poesia, da utopia, seria capaz de nos libertar!

Guy Debord em seu antifilme Sociedade do Espetáculo (1973) demonstra que a Revolução pode sim trazer a liberdade. Os Situacionistas, ou seja, aqueles que criam situações que propiciam o avanço e a materialização dos conceitos libertários conseguiriam pela proliferação de sua prática neutralizar o controle e o efeito nocivo que a televisão, o cinema e os gandes meios de comunicação exercem sobre as massas. O fim dessa repressão psicológica e física sobre o povo representaria a realização da arte, da poesia, da utopia. (descrição do vídeo no You Tube)."

Reproduzido da página de Educação Política: mídia, economia e cultura - por Glauco Cortez

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