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segunda-feira, 25 de março de 2013

“O poder capitalista na Comunicação é contrário à dignidade humana”, diz Comparato


“O poder capitalista na Comunicação é contrário à dignidade humana”, diz Comparato

Unidade entrevistou o jurista Fábio Konder Comparato, professor doutor titular aposentado da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, doutor em Direito pela Universidade de Paris e doutor Honoris Causa da Universidade de Coimbra sobre os meios de comunicação brasileiro.  

Unidade - Qual a sua análise sobre o poder dos meios de comunicação no Brasil. O senhor acredita que a Justiça brasileira tem atuado em benefício dos grandes veículos de imprensa?

Fábio Konder Comparato – Evidentemente, em todos os países capitalistas, os grandes meios de comunicação de massa se tornaram um poder concorrente ao poder estatal. E, de acordo com o espírito do capitalismo, este poder é exercido de modo oculto e dissimulado. Os grandes jornais, rádios, televisões nunca dizem que tem algum poder sobre o mercado ou sobre a esfera política. Mas, na verdade, este poder é exercido e a apresentação dos veículos de comunicação de massa como órgãos que obedecem a lei e que não fazem censura é profundamente falsa. Mas quem foi que aprovou a lei? Não foram aqueles que obedecem ao poderio dos grandes meios de comunicação de massa? E estes meios de comunicação empresariais de massa são contrários à censura? Eles mesmos exercem uma censura brutal em seu âmbito de atuação.

Unidade – Como o sr. vê o fim da Lei de Imprensa. Que consequências esta decisão do STF tem para a sociedade brasileira?

FKC  - A meu ver, todos os poderes públicos estão hoje submetidos à influência dominante dos grandes meios de comunicação de massa. O Poder Judiciário, em especial, teme muito os grandes jornais, as grandes televisões. E eu mesmo fui vítima de um caso paradigmático. Em fevereiro de 2009, o jornal Folha de S. Paulo, publicou um editorial no qual, comparando o regime militar brasileiro com outros regimes militares da América Latina, sobretudo do Cone Sul, afirmava que no Brasil havíamos tido uma “ditabranda”. Como eu não leio editoriais, eu só tomei conhecimento dele no dia seguinte, por que um leitor do jornal, de Minas Gerais, mandou uma carta onde se dizia indignado com este neologismo. Eu, então, cedendo a meu impulso siciliano, enviei uma carta ao jornal na qual dizia claramente que o diretor de redação e o jornalista que redigiu o editorial deveriam ambos pedir desculpas ao povo brasileiro de joelhos em praça pública. É que eles ofenderam gravemente a consciência do povo brasileiro. Eles poderiam publicar ou não publicar a minha carta. Hoje esta possibilidade de não publicar se tornou muito forte. Por que, desde 2009, é que não existe mais Lei de Imprensa no Brasil.

Unidade – O sr. sofreu alguma represália por ter escrito esta carta à Folha de S. Paulo?

FKC - Sim. O jornal publicou a minha carta. Mas publicou embaixo da carta uma nota da redação dizendo que “o professor Fábio Konder Comparato é cínico e mentiroso, por que nunca criticou outros regimes ditatoriais como o cubano”. Para grande infelicidade do jornal, o então ombudsman do jornal, Carlos Eduardo Lins e Silva, publicou uma nota em que dizia que aquela nota da redação continha um “equívoco”, por que o professor Comparato, em uma edição da mesma Folha, tinha publicado uma carta criticando o regime cubano. Evidentemente que o ombudsman foi convidado a se retirar. Confesso que fiquei muito abalado. Mas, uma publicação dessas, na época o jornal de maior circulação, dizer que eu era cínico e mentiroso me abalou muito. Então, eu movi uma ação por danos morais. Eu perdi em primeira instância e perdi no Tribunal por unanimidade. 

Unidade – O sr. acredita que tenha perdido por qual motivo. Pelo temor dos juízes de confrontar um veículo de comunicação?

FKC – Eu acho que sim, mas há também o fato do jornal ter se utilizado de um ex-desembargador para convencer os seus antigos pares de que deveriam votar contra mim. Eu entendo que esta posição do Tribunal foi de grande fraqueza. Eu não fiz a defesa pessoal no meu caso. Mas, se tivesse feito, subiria à tribuna e começaria dizendo: “Senhores desembargadores. Vossas Excelências são cínicos e mentirosos. E, diante do tumulto que isso ocasionaria, eu diria: foi exatamente esta reação que tive quando recebi estes epítetos.

Unidade - Como o sr. analisa o papel da imprensa no Brasil? Alguns colegas chegam a chamar a imprensa como Partido da Imprensa Golpista (PIG). O sr. acredita que a imprensa se preste a este papel?

FKC – Eu não tenho opinião sobre isso. Eu tenho uma convicção. Tanto que eu tomei a iniciativa da propositura de uma Ação de Inconstitucionalidade por omissão no Supremo Tribunal Federal. E a razão é simples: a nossa Constituição Federal foi promulgada no dia 5 de outubro de 1988 e até hoje, passados mais de 24 anos, o Congresso Nacional não regulamentou dispositivos fundamentais da Constituição como, por exemplo, a proibição do monopólio e do oligopólio. Para dar um exemplo, a Rede Globo é a quarta maior rede de televisão mundial. O Congresso Nacional deixou de regulamentar o artigo 221 da Constituição que determina que a programação das emissoras de TV e de rádio obedeça alguns princípios fundamentais como preferência às matérias de conteúdo cultural, educativo e artístico. Essa ação foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal em nome do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)e também da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Comunicação e Publicidade. E eu quero assinalar o fato que a Presidência da República, por meio do advogado geral da União, deu parecer contrário a esta ação, ou seja, confirmou que os poderes da República são submetidos à influência dominante dos meios de comunicação de massa. Mas a Procuradoria Geral da República deu parecer favorável. E nós estamos aguardando a decisão.

Unidade – O sr. chegou a acompanhar o que acontece na Argentina e no Equador em relação às empresas de comunicação. Os países da América Latina estão mais evoluídos em relação à regulamentação da mídia?

FKC – Isso corresponde à diferença de caráter entre os brasileiros e os demais povos hispano-americanos. O brasileiro tem caráter dúplice. Ele é fundamentalmente ambíguo. Ele tem uma aparência de respeito à Democracia, aos poderes constituídos. E, na verdade, há uma dominação capitalista dos empresários sobre os poderes públicos. Já no caso dos povos hispano-americanos, eles são muito mais claros e definidos nas suas opções. Inegavelmente, os regimes militares argentino, uruguaio e chileno foram mais cruéis que o regime brasileiro, o que não significa que tivemos uma “ditadranda”. Durante o regime militar daqueles países do Cone Sul, o Poder Judiciário foi afastado. Ele entrou em hibernação. E nós mantivemos o Poder Judiciário funcionando sob o tacão e a espada do Poder Militar. Isso é realmente uma vergonha nacional. Pois bem, terminados os regimes militares no Brasil e no Cone Sul, nós promulgamos uma Lei de Anistia e até hoje os assassinos, torturadores e estupradores do regime militar não foram sequer indiciados, sem falar em condenação penal. Enquanto que nesses outros países, por exemplo, como na Argentina, mais de 100 militares já foram condenados. E antigos chefes de Estado estão na cadeia até hoje. 

Unidade – Quais as alternativas que o sr. aponta para que a sociedade brasileira possa fazer frente ao grande poderio que as empresas de comunicação possuem no nosso país?

FKC – Eu acho que a principal missão hoje de todos aqueles que querem resgatar a honra deste país e instituir um regime claramente republicano e democrático, consiste em lutar contra o oligopólio empresarial dos meios de comunicação de massa. E isso tem que ser feito de forma organizada. Por exemplo, existe um setor da Comunicação Social que não foi oligopolizado pelo capitalismo, que é a internet. E nós temos que trabalhar neste setor para mostrar a generalidade da opinião pública e, sobretudo, aos jornalistas e às novas gerações, que este poder capitalista sobre os meios de comunicação de massa é absolutamente contrário à dignidade da pessoa humana. No momento em que desmoralizamos os titulares do poder, eles começam a cair. Não se trata de fazer revoluções. Trata-se simplesmente de mostrar como eles são sujos, da cabeça aos pés. E eu acho que isso deve ser feito. E eu acho que vocês jornalistas têm muito mais capacidade do que nós, não jornalistas, para organizar isso.

No SJSP

Reproduzido de Contexto Livre

22 mar 2013

domingo, 25 de novembro de 2012

"En el medio digital" por Gisela Busaniche no Canal Encuentro


En el medio digital

Gisela Busaniche
Canal Encuentro

Una producción de Canal Encuentro sobre cómo los medios de comunicación construyen su versión de la realidad. Bajo la conducción de Gisela Busaniche, cada programa profundiza un panorama mediático diferente.

Con la llegada de Internet a las familias, se crea un nuevo hábito: mirar videos, chatear y bloguear por Internet. Hoy, el lector que lee un diario en Internet puede dejar un mensaje, responder una idea, ser parte de la noticia. La agenda va cambiando y hay muchas noticias que circulan primero por la Web y después llegan a los diarios.

¿Cómo se preparan el periodismo y los medios de comunicación para insertar a estos internautas? Los blogs se multiplican y el periodismo se democratiza. Los fotologs crean nuevas tribus urbanas. La Web cambia la vida cotidiana, y al periodismo también.

El recorrido de las redacciones, las características de cada género y las entrevistas a periodistas, editores y directores acercan al espectador al detrás de escena de la noticia y proponen una lectura reflexiva de los medios y el periodismo.

¡Los esperamos!

Los invitamos a sumarse al Facebook de la TV Pública.

Reproduzido de Facebook Programa 678
25 nov 2012





quinta-feira, 31 de maio de 2012

Os desafios do mercado de mídia brasileiro


Os desafios do mercado de mídia brasileiro

Luciano Martins Costa
30/05/2012 na edição 696

Nesta sexta-feira, 1º de junho, comemora-se o Dia da Imprensa. Em meio a desafios provocados por suas próprias decisões no cenário de grandes rupturas tecnológicas e importantes mudanças na sociedade brasileira, as empresas nacionais de comunicação enfrentam dificuldades para alcançar o desempenho registrado nos últimos anos por outros setores da economia.

As projeções dos profissionais de mídia para 2016 indicam que o mercado brasileiro do setor deve crescer R$ 10 bilhões a menos do que o previsto. Em março deste ano, a Associação Brasileira das Agências de Publicidade havia anunciado que o mercado apresentaria um salto para R$ 80 bilhões nos próximos quatro anos. Nesta quarta-feira, 30, revela-se que o valor será de R$ 70 bilhões.

Há apenas dois meses, esperava-se para 2012 um faturamento de R$ 39,9 bilhões, que, com um crescimento inédito estimulado pelos grandes eventos esportivos programados para 2014 e 2016, chegaria a dobrar nesse período. No entanto, segundo lembra a publicação especializada Adnews, o investimento das empresas em publicidade ficará em R$ 30 bilhões neste ano e já se constata uma previsão de crescimento mais modesta. Alguns fatores indicam que a Copa do Mundo e as Olimpíadas do Rio de Janeiro não irão produzir o milagre da multiplicação de anúncios que se esperava.

As informações citadas pela Adnews foram retiradas do Mídia Dados 2012, lançado terça-feira durante o 5º Congresso Brasileiro da Indústria da Comunicação, realizado em São Paulo entre os dias 28 e 30. O anuário do setor, que neste ano sai em um calhamaço de mais de 850 páginas, acompanha a evolução do mercado publicitário desde 1998, e permite observar o desenvolvimento do negócio que representa a principal fonte de receita das empresas de comunicação. Embora essa análise exija muita dedicação e tempo, um olhar sobre os gráficos revela que as chamadas mídias tradicionais estão travadas, muito provavelmente por causa de questionamentos em relação ao custo, diante da ampla oferta de meios representada pela tecnologia digital.

Como diz uma das profissionais entrevistadas para o Mídia Dados: “Mídia é dinheiro. A chance de um cliente questionar determinada ação é grande – e você precisa ter todos os argumentos, os técnicos, os estratégicos, os criativos”.

O lugar do lugar comum

A questão das escolhas sobre onde vai o dinheiro da comunicação das empresas anunciantes torna-se central num cenário que se mostra progressivamente mais diversificado e, portanto, mais competitivo. Como em todas as circunstâncias de mudança, aquilo que já está estabelecido precisa constantemente confrontar o novo. E, no caso da mídia, a tradição está com jornais, revistas e TV aberta. O rádio, que se caracteriza como um meio “líquido”, no conceito desenvolvido pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, transita com mais facilidade pelas mudanças tecnológicas e de costumes.

O problema da transição presente é que as novas tecnologias provocam, pela primeira vez desde o surgimento da imprensa – forma primária de publicização –, o questionamento do próprio conceito de mediação. Como se pode observar em algumas das entrevistas apresentadas no anuário Mídia Dados, muitas empresas estão retomando para seus quadros o controle estratégico da decisão sobre onde colocar o dinheiro da comunicação.

Percebe-se uma tendência em agregar as funções antes destinadas separadamente à publicidade, marketing e aquilo que se convenciona chamar comunicação corporativa, ou relações com a imprensa. O alto custo da mídia faz com que muitas organizações estejam repensando seus investimentos em publicidade tradicional e passem a avaliar o potencial das mídias digitais.

Nesse sentido, hipoteticamente, alguns meios tradicionais como jornais e revistas poderiam se apresentar como elementos de ancoragem das mensagens institucionais, usando o prestígio de suas marcas para propor ações combinadas entre campanhas publicitárias do tipo tradicional e interações diretas com o público, através das redes sociais da internet.

Mas, para isso, as empresas de comunicação jornalística precisariam estar dispostas a abrir mão de seu discurso centralizador e verticalizado, o que exigiria mudanças na configuração das redações, em processos decisórios e até mesmo na linguagem. Além disso, é preciso, como sempre, surpreender o público. Mas, presos a modelos conservadores, os meios tradicionais de comunicação se tornaram o lugar do lugar comum.

30 mai 2012

domingo, 6 de novembro de 2011

Ignacio Ramonet: "Hoy los medios de comunicación constituyen un poder"


Ignacio Ramonet: "Hoy los medios de comunicación constituyen un poder"

La manipulación de los grandes medios

- Ante esta sensación de frustración que vive la gente, ¿cómo se transmiten distintos sentidos a una opinión pública que es manipulada a través de los grandes medios de comunicación?

Hay un enorme condicionamiento intelectual. La comunicación, los medios de comunicación de masa, se ligan, casi juntos, para cualquiera que sea su opinión, defender un esquema según el cual la solución neoliberal no sólo es única sino que es la mejor. La idea es hacernos creer que estamos en el mejor de los mundos y, aunque vayamos mal, probablemente en otros países se está peor y si aplicásemos otra política sería aún peor. Esta es la maqueta. Ahí los medios de comunicación juegan un papel ideológico. Defienden una concepción de la sociedad, defienden una concepción del mundo en la que ellos creen porque los medios de comunicación están, ellos mismos, muy implicados en la nueva economía.

- ¿Los medios de comunicación cambiaron su situación en la pirámide de poder?

De hecho, los medios de comunicación que antes aparecían como un cuarto poder, porque podían criticar el funcionamiento del poder desde el exterior, hoy constituyen un poder, y siguen sin querer aceptar la idea que son un poder y que por consiguiente tienen que ponerse en causa de ellos mismos. Veamos lo que acaba de ocurrir en Estados Unidos con América Online (AOL) y Times Warner: es una verdadera revolución, empresas muy antiguas de prensa que defendían el cuarto poder como el Time, que existe desde los años ´20, o la Warner, de la cual todo el mundo ha visto sus películas, han sido absorbidas por una empresa que no tiene ni 10 años de antigüedad.

Y por otra parte una empresa que tiene menos cifras de negocios que Time Warner, una empresa que gana mucho menos dinero que Time Warner, una empresa que tiene menos empleados que Time Warner. Y entonces ¿cómo una empresa que tiene menos capital, menos beneficios, menos asalariados que Time Warner ha podido comprar Time Warner? Unicamente porque lo que cuenta hoy es la valorización bursátil de la empresa y America Online a pesar de los resultados muy mediocres, es una de las empresas de Internet que gana dinero, tiene una valorización bursátil gigantesca, seis veces superior a la Time Warner, entonces la ha podido absorber tranquilamente. Esta empresa tiene ahora una valorización bursátil por ejemplo, que es superior al PBI de Argentina y pesa más que la Argentina en la Bolsa, que toda la Argentina con todas las empresas argentinas, pesa exactamente el 60 por ciento del PBI de España, que es la undécima potencia industrial del mundo.

- ¿Cuál es el rol de los grandes medios de comunicación? ¿Entiende que modificaron sus objetivos originarios?

El rol no es el de comunicar. Antes la comunicación en su sentido amplio tenía tres objetivos: informar, educar y distraer. Cuando tú observas lo que ha ocurrido con America Online, en realidad ahora lo que busca una empresa de comunicación es, primero, vigilar y saber lo que tú compras, qué es lo que tú consumes, qué es lo que tú lees, etc., porque como lo vas a hacer mediante Internet vas a dejar huellas y voy a poder hacer un retrato robot de quién tú eres para venderte luego lo que yo deseo. Eso es lo que me interesa y es lo que vale dinero, que yo sepa quién tú eres. Cuando es más difícil saber cómo es quien lee un periódico o quien asiste la televisión.

Segundo, el objetivo es anunciar, cuanto más se anuncia mejor. Y tercero, es vender, el medio te vende cosas directamente. Cuando tú compras un periódico, en el periódico también hay publicidad, pero tú no puedes utilizar el periódico para comprar esa publicidad, tienes que utilizar el teléfono, o tienes que tomar tu auto e irte al mercado para comprarlo. Mientras que ahora cuando estás manipulando en Internet, el ordenador te sirve para consumir la publicidad, para dejar las huellas que te hacen vigilar y para comprar. Tú compras con tu ordenador. Esa es una revolución. Y lo que hace AOL, precisamente, haya absorbido a Time Warner es este cambio fundamental. Estamos en una era de información en la que ya no hay contenido, ya no interesa para nada, el contenido además se regala hoy en día. La idea es precisamente vender, instalarnos en un mundo futurista con la idea de que ese mundo es mejor que el precedente y por consiguiente se juega con la ideología de la dicha.

Fuente  02/08/2010 La concentración de las comunicaciones con su consecuente limitación del derecho a la información, la imposición por esa vía de un pensamiento único y el profundo papel ideológico que protagonizan las corporaciones mediáticas para tal fin son, entre muchos otros, los puntos que aborda el ex director del periódico francés Le Monde Diplomatique, Ignacio Ramonet, en una extensa entrevista que concedió al director de comunicación de la Central

Reproduzido de La pista oculta
08 maio 2011

Leia também na página do IHU Unisinos, "Os jornalistas hoje são mais exigidos do que antes" (15/09/2011), clicando aqui.

terça-feira, 29 de março de 2011

A África nos meios de comunicação social


"A África nos meios de comunicação

(...) Para os africanos, as palavras não são neutras. Elas fazem o que dizem. O contínuo chamar a África como uma terra de enfermidades, pobreza, corrupção e miséria, equivale a uma opressão perpétua. Chegou a hora de cantar para a África um canto novo, de rechaçar aquelas vozes que só podem falar das calamidades da África, inclusive quando querem falar bem da África. Não se pode prescrever um completo tratamento de uma enfermidade sem atacar suas causas. Para deter o diário massacre da África nos meios de comunicação, é absolutamente necessário identificar os responsáveis e as razões que os levam a isso. Por trás da falsa propaganda se sente que há um grande medo de que, se disser a verdade sobre isso, a África poderia levar a uma radical revisão de posições, pressupostos e crenças sobre a África, e em alguns casos poderia querer exigir compensação para a África. Mas a falta de verdade não beneficia a ninguém, nem aos que mentem nem àqueles a quem se mente. Pertencemos juntos à família humana. O que afeta um indivíduo ou uma nação afeta a inteira família humana. Se uma pessoa for super-rica e outra vive na extrema pobreza, o desequilíbrio afeta todos, pois ninguém resulta ser autenticamente humano.

A imagem da África nos meios de comunicação social (MCS) chama o mundo a um auto-exame. Se a África for um «continente escuro» quem está nessa escuridão precisa revisar seu esquema de cores, vendo que a África é a terra de flores, fauna e flora de extraordinárias cores, uma terra de gente morena, sorridente e feliz. Se a África for o continente esquecido, o peso desta lembrança recai sobre aqueles que a esquecem, de forma que eles também possam crescer em conhecimento libertador. Se a imagem é distorcida nos MCS, tais meios precisam mudar seus métodos, por seu próprio bem e integridade.

A África oferece ao resto do mundo sua vibrante existência, sua humanidade, seu perdão, sua compaixão, seu sentido de hospitalidade e seus muitos outros valores evangélicos inatos. A verdade liberta e proporciona nova energia para viver. A existência da África é um convite à comunidade mundial para reconsiderar sua atitude, fazer um repasse de sua memória, empreender uma purificação, reavivar seu sentido de verdade e justiça em favor de sua própria auto-libertação, em primeiro lugar. Que o mundo seja sincero e verdadeiro a respeito do conhecimento da África. Que lembre os incalculáveis lucros que extraiu e continua extraindo da África, o berço da humanidade, da ciência e da religião organizada, desde tempos imemoriais. Que fique claro então que o mundo não ganha nada ignorando este continente, raiz de sua própria origem, massacrando-o diariamente nos MCS e alimentando as pessoas com uma informação distorcida.

A verdade nos faz livres. Também faz alguém sentir-se bem por dentro e transmitir energia positiva. A pessoa racista, como a sexista, é sua própria vítima (vítima do racismo ou do sexismo respectivamente). Se o mundo estiver verdadeiramente interessado em conhecer e em dizer a verdade sobre a África e sua relação com ela (econômica, política e moralmente), comporá uma nova canção para o continente. As canções revelam algo de seus compositores. Que os meios componham novas canções para a África como um sinal de sua renovada consciência e desejo de crescer com a África para uma nova Humanidade. O mundo mesmo se beneficiará disso, pela verdade que libera. A África possui esta verdade, para que o mundo faça ressonar sua poesia – não sua elegia – nos MCS mundiais. Quando isto acontecer, o mundo deixará de utilizar o estereótipo de que na África tudo é mau. Então, o velho adágio «Pode algo de bom vir da África?» deixará lugar a um novo: «O que há de bom para a Humanidade, que não venha da África?».

Teresa OKURE, SHCJ
Lagos, Nigeria

Leia o texto acima complete clicando aqui.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Ignacio Ramonet: o quinto poder


"Há muitas e muitas e muitas décadas que a imprensa e os meios de comunicação representam, no contexto democrático, um recurso dos cidadãos contra os abusos dos poderes. Na realidade, os três poderes tradicionais – legislativo, executivo e judiciário – podem falhar, se equivocar e cometer erros. Com maior freqüência, é claro, nos Estados autoritários e ditatoriais, onde o poder político se torna o principal responsável por todas as violações de direitos humanos e por todas as censuras contra as liberdades.

Mas também são cometidos graves abusos nos países democráticos, embora as leis sejam democraticamente votadas, os governos eleitos por sufrágio universal e a justiça seja – em teoria – independente do poder executivo. Ocorre o fato desta condenar, por exemplo, um inocente (como esquecer o caso Dreyfus, na França?); do Parlamento votar leis discriminatórias para com determinadas categorias da população (foi o caso, nos Estados Unidos, durante mais de um século, em relação aos afro-americanos, e volta a ser, hoje, em relação a pessoas originárias de países muçulmanos devido ao Patriot Act); dos governos adotarem políticas cujas conseqüências se revelarão funestas para todo um setor da sociedade (é o caso, atualmente, dos imigrantes "sem-documentos" em inúmeros países europeus).

Em tal contexto democrático, os jornalistas e os meios de comunicação consideraram, com freqüência, ser um dever importante denunciar estas violações de direitos. Às vezes, pagaram caro por isso: atentados, "desaparecimentos", assassinatos, como ainda se pode constatar na Colômbia, na Guatemala, na Turquia, no Paquistão, nas Filipinas e em outros países. Foi por este motivo que, durante muito tempo, se falou no "quarto poder". Definitivamente, e graças ao senso cívico dos meios de comunicação e à coragem de jornalistas audaciosos, as pessoas dispunham deste "quarto poder" para criticar, rejeitar e resistir, democraticamente, às decisões ilegais que poderiam ser iníquas, injustas e até criminosas para com pessoas inocentes. Dizia-se, muitas vezes, que era a voz dos sem-voz.

(...) Os grandes meios de comunicação privilegiam seus interesses particulares em detrimento do interesse geral e confundem sua própria liberdade com a liberdade de empresa, considerada a principal de todas as liberdades. Mas a liberdade de empresa não pode, de forma alguma, prevalecer sobre o direito dos cidadãos a uma informação rigorosa e verificada, nem servir de pretexto para a difusão consciente de notícias falsas ou de difamações.

(...) Um dos direitos mais preciosos do ser humano é o de comunicar livremente suas idéias e suas opiniões. Nenhuma lei deve restringir, arbitrariamente, a liberdade de expressão ou a liberdade de imprensa. Mas esta só pode ser exercida por empresas de comunicação mediante a condição de que não sejam transgredidos outros direitos dos cidadãos tão consagrados quanto este, de poder ter acesso a uma informação não contaminada. As empresas de comunicação não devem – sob o artifício de estarem protegidas pela liberdade de expressão – poder divulgar informações falsas, nem conduzir campanhas de propaganda ideológica ou outros tipos de manipulação.

O Observatório Internacional da Mídia considera que a liberdade absoluta dos meios de comunicação, reivindicada em coro pelos patrões dos grandes grupos da mídia mundial, somente poderia ser exercida às custas da liberdade de todos os cidadãos. Estes grandes grupos irão reconhecer que, de agora em diante, acaba de nascer um contrapoder e que este tem vocação para unir todos aqueles que se identificam no movimento social planetário e que lutam contra o confisco do direito de expressão. Jornalistas, professores, ativistas sociais, leitores de jornais, ouvintes de rádio, telespectadores ou usuários da internet, todos se unirão para forjar uma arma coletiva de debate e de ação democrática. Os senhores da globalização declararam que o século 21 seria o das empresas globais; o Observatório Internacional da Mídia (Media Watch Global) afirma que este será o século em que a comunicação e a informação finalmente pertencerão a todos os cidadãos".

Ignacio Ramonet

Publicado na edição brasileira do Le Monde Diplomatique nº 45, outubro de 2003, <www.diplo.com.br>; tradução: Jô Amado; intertítulos da redação do OI

Leia o texto completo no Observatório da Imprensa clicando aqui.

Castells, sobre internet e rebelião: “é só o começo”


"A aliança entre meios de comunicação convencional e novas tecnologias é o caminho a seguir no futuro, para enfrentar com êxito os grandes desafios?

Os grandes meios de comunicação não têm escolha. Ou aliam-se com a internet e com o jornalismo cidadão, ou irão se marginalizando e tornando-se economicamente insustentáveis. Mas hoje, essa aliança ainda é decisiva para a mudança social. Sem Al Jazeera não teria havido revolução na Tunísia.

Em um artigo intitulado “Comunicação e Revolução”, você recordou que em 5 de fevereiro a China havia proibido a palavra Egito na Internet. Acredita que existem condições para que possa ocorrer, no gigante asiático, um movimento popular parecido com o que esta percorrendo o mundo árabe?

Não, porque 72% do chineses apoiam seu governo. A classe média urbana, sobretudo os jovens, estão muito ocupados enriquecendo-se. Os verdadeiros problemas do campesinato e operários — ou seja, os verdadeiros problemas sociais da China — encontram se muito longe. O governo resguarda-se demais, porque a censura antagoniza muita gente que não está realmente contra o regime. Na China, a democracia não é, hoje, um problema para a maioria das pessoas, diferente do que ocorria na Tunísia e no Egito.

Esse novo tipo de comunicação, globalizada, atomizada e que se nutre se da colaboração de milhões de usuários, pode chegar a transformar nossa maneira de entender a comunicação interpessoal? Ou é apenas uma ferramenta potente a mais, à nossa disposição?

Já transformou. Ninguém que esta inserido diariamente nas redes sociais (este é o caso de 700 dos 1,2 milhões de usuários) segue sendo a mesma pessoa. Mas não é um mundo exotérico: há uma inter-relação online/off-line.

Como esta comunicação mudou, e muda a cada dia, é uma questão que se deve responder por meio de investigação acadêmica, não através de especialistas em fofocas. E por isso empreendemos o Projeto Internet Catalunha na UOC.

Podemos dizer que os ciber-ataques serão a guerra do futuro?

Na realidade, esta guerra já faz parte do presente. Os Estados Unidos consideram prioritária a ciberguerra. Destinaram a este tama um orçamento dez vezes maior que todos os demais países juntos. Na Espanha, as Forças Armadas também estão se equipando rapidamente na mesma direção. A internet é o espaço do poder e da felicidade, da paz e da guerra.

É o espaço social do nosso mundo, um lugar hibrido, construído na interface entre a experiência direta e a mediada pela comunicação, e sobretudo, pela comunicação na internet".

(*) Entrevista com Jordi Rovira, republicada da página Outras Palavras, do Le Monde Diplomatique Brasil. Tradução: Cauê Seigne Ameni.
15 mar 2011.

Leia o texto completo em Fazendo Media clicando aqui.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Estados Unidos: Internet es la plataforma preferida para informarse

Las estadísticas indican que las personas gastan mucho más tiempo que antes en revisar noticias. El último estudio de Pew Research Center denominado State of the Media 2011 revela que la web está ganando terreno rápidamente mientras que otros formatos pierden audiencia.

En 2010, el sector digital fue el único que creció. Además, los cables televisivos se unieron al ranking de medios que sufren una caída. ¿Cuál es la situación actual de los medios en Estados Unidos?



Este gráfico presenta que los usuarios prefieren las noticias digitales. En diciembre pasado, el 41% de los estadounidenses citó a Internet como el lugar donde buscan “la mayoría de las noticias nacionales e internacionales”. Este porcentaje se elevó en 17% respecto al año anterior.

Además, el siguiente cuadro muestra que, en términos de ingresos económicos por publicidad, el único sector que sigue cayendo es el periodismo impreso.



Por otro lado, las redacciones tradicionales están haciéndose cada vez más pequeñas en comparación con las que había una década atrás. No obstante, el informe precisa que publicaciones de AOL y Yahoo! están creciendo, así como la de Bloomberg Goverment.

Puedes descargar el estudio aquí.

Sofia Pichihua

Reproduzido de Clases de Periodismo

quinta-feira, 10 de março de 2011

Conferencia Armand y Michèle Matterlart en Quito


El trabajo activo de los Mattelart, de Armand y de Michèle, desde sus textos, intervenciones y militancia, ha sido y es un gran aporte para la investigación comunicacional, no solo de nuestra región, sino del mundo. Las conferencias serán el 22 de marzo a las 17H00.

Evento abierto a todo público

Sus perspectivas de análisis son válidas para comprender el mundo e integrar metodologías que no responden a una línea única de significaciones ni de interpretaciones, siempre desde la vertiente crítica del pensamiento.

Las conferencias son:

1.    Comunicación y movimiento popular. Un momento emblemático: Chile 1970-1973 - Michèle Mattelart.

2.    De la información a lo mundial: memoria de una trayectoria compleja - Armand Mattelart

Fecha: Martes, 22 de marzo, 2011, CIESPAL
Hora: 17H00

Maiores informações e inscrições na página de CIESPAL, clicando aqui.

quarta-feira, 9 de março de 2011

La ética periodística y los derechos de niñas, niños y adolescentes


La responsabilidad profesional de las y los comunicadores sociales se refiere al hecho de informar con “veracidad, oportunidad y precisión”, y esa misma responsabilidad debe ser asumida en relación con las niñas, niños y adolescentes, de tal manera que las noticias e informaciones relativas a ellos y ellas tengan un sustento de diversidad de fuentes, se respeten sus derechos e integridad, y profundicen en las situaciones y contextos en los que se suscita un acontecimiento. Las y los comunicadores sociales son narradores de lo que pasa, y en ese sentido es necesario que sean concientes de lo que dicen y de lo que no dicen y de cómo se expresan estos mensajes.

La fraternidad necesaria entre la libertad de prensa y los derechos de la niñez y adolescencia

La libertad de expresión y el derecho a la información sirven para controlar los excesos del poder y son complementarios de otros derechos, como el que se refiere a la niñez y adolescencia. Las niñas, niños y adolescentes son sujetos de derecho, no pueden ser tratados como objetos, sino como actores sociales. Por lo tanto, la información relacionada con ellos y ellas debe concentrar el énfasis en la condición de sujetos de las niñas, niños y adolescentes y no tratarlos como beneficiaros del asistencialismo, víctimas de violencia, o victimarios. Así se conseguirá la concordancia entre la ética periodística y la condición de sujetos de las niñas, niños y adolescentes, de tal manera que a costa de la libertad de expresión no se vulnere el derecho ajeno.

El uso político y religioso de niñas, niños y adolescentes

Son utilizados como objetos del asistencialismo en mensajes en los que figura su nombre y/o su imagen con fines de proselitismo político o religioso. Por ejemplo, en algunas notas de prensa se publican fotografías de niños que han sido reclutados por una red terrorista; y en algunas notas sobre la campaña presidencial estadounidense aparecen adolescentes junto a uno de los candidatos. La organización terrorista y el candidato estadounidense están utilizando a las niñas, niños y adolescentes, pero los medios de comunicación deberían tener el cuidado de no difundir esa clase de mensajes.

Proteger la identidad de niñas, niños y adolescentes en caso de violencia y maltrato

Cuando las niñas, niños y adolescentes sufren algún tipo de maltrato o de violencia física, sexual o psicológica es imprescindible omitir su identidad o cualquier referencia a su entorno que permita la identificación. Son muchos los medios en los que se cambia o se omite el nombre de la niña, niño o adolescente, pero se difunde el nombre de un familiar, el barrio en que vive y hasta la dirección, datos que facilitan la identificación.
Lo usual es reemplazar el nombre de la niña, niño o adolescente afectado por un nombre ficticio sin apellido para evitar dañar a posibles homónimos. Lo que si se puede  indicar es la edad que tiene y su género.

Cuándo omitir su identidad

También se debe omitir cualquier información relativa a su identidad cuando la niña, niño o adolescente ha sido víctima de una infracción penal. Y cuando la niña, niño o adolescente ha sido acusado o sentenciado por alguna contravención se debe omitir su identidad, salvo en el caso de que los representantes legales de una o un adolescente de 15 años manifiesten su autorización (de preferencia por escrito), o cuando una o un  adolescente mayor de 15 años autorice la difusión de su imagen o su identidad.

No utilizarlos ni exponerlos a la discriminación

A veces, sin infringir la ley, los medios de comunicación pueden abusar de la libertad de expresión y difundir informaciones que vulneren directa o indirectamente la integridad de las niñas, niños y adolescentes. Por eso los medios deben autorregularse en su tratamiento de la información relativa a la niñez y adolescencia, y cuidar la dignidad y el respeto que se merecen.

Es necesario advertir que se puede lesionar social y psicológicamente a una niña, niño o adolescente al hacerlo participar en mensajes publicitarios, exposiciones inadecuadas para su edad, espectáculos y producciones de contenido pornográfico.

Leia o texto completo na página da Agencia de Comunicación de Niñas, Niños y Adolescentes, clicando aqui.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Prometeus - La Revolucion de los Medios


Este vídeo nos lo puso Ouali Benmeziane en el BarCamp Valencia para dar el punto de partida a su charla sobre Los Buscadores y la Web 2.0: social media optimisación y reputación online. Una de las charlas a la que asistí y de la que mas conclusiones saqué. El vídeo trata sobre la evolución en el consumo de la información y la posibilidad de que todo (y todos) llegue a ser controlado por una sola empresa.

Prometeus - La Revolucion de los Medios
Parte 1 e 2

En el año 2015 las personas tienen acceso a una información profunda. Sin embargo, la prensa, como la conocemos, deja de existir. El camino a 2015 comenzó en el siglo XX.

El Hombre es Dios.
El està en todas cosas, el es cualquiera, el conoce todas cosas.
Este es el nuevo mundo de Prometeus.
Todo comienza con la Revolucion de los medios de comunicaciòn de masa,con Internet, al final del siglo pasado.
Todo lo relaccionado con los viejos medios desaparece: Gutemberg, los derechos de autor, la radio, la television, la pubblicidad.
El Viejo Mundo reacciona: màs restricciones al derecho de autor, nueva leyes contra las copias no autorizadas.
Al mismo tiempo,en Internet, aparecen las radios gratuitas;
TIVO, la televisiòn Internet, permite evitar la publicidad.
El Wall Street Journal sale en Internet.
Google lanza Google News.
Millones de personas leen, todos los dias, el mayor periòdico on line: Ohmynews es escrito por miles de periodistas.
Flickr se convierte en el mayor archivo de fotografìas de la historia:
You Tube para las pelìculas.
El poder a las masas.
Surge una nueva figura: el "prosumer", productor y consumidor de informaciones. Cualquiera puede convertirse en un "prosumer".

Leia o texto acima completo clicando aqui.