Mostrando postagens com marcador BBC Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BBC Brasil. Mostrar todas as postagens

domingo, 1 de abril de 2012

Big Mother UK: "Grã-Bretanha 'poderá monitorar e-mails e sites' com nova lei"


Grã-Bretanha 'poderá monitorar e-mails e sites' com nova lei

O governo britânico deve anunciar em breve uma nova lei que o permite monitorar e-mails, telefonemas, mensagens de texto e buscas de internet de todos os cidadãos do país. O ministério do Interior diz que tais poderes são vitais para que os serviços de polícia e segurança possam investigar crimes sérios e terrorismo.

A nova lei, que pode ser anunciada no discurso da rainha Elizabeth 2ª em maio - obrigaria provedores de internet a darem acesso ao serviço de inteligência britânico às comunicações em tempo real, caso sejam requisitados.

A inteligência não poderia ter acesso às mensagens sem um mandado, mas poderia identificar com quem um indivíduo ou grupo mantém contato, com que frequência e por quanto tempo o contato aconteceu.

Grupos de liberdades civis expressaram preocupação e criticaram o plano. Uma ideia semelhante foi abandonada em 2008 após uma forte oposição pública.

O governo já tem acesso a uma grande quantidade de dados de comunicações no país, mas as regras sobre como estes dados podem ser utilizados são diversas.

Reproduzido de BBC
01 abr 2012


Veja mais:

“Proposed UK legislation could allow for monitoring email and internet browsing activity without a warrant”, por Nathan Ingraham (The Verge 01 abr 2012)

UK e-mail law 'attack on rights' (BBC 2009)

QueenLiz2 goes live on Facebook, though Her Maj will not be abused

NOT BAD — THE ROYAL FAMILY HAS MADE 209,000 friends in its first three days on Facebook. Rebranding what she has along called “The Firm” as The British Monarchy (TBM), Her Majesty Queen Elizabeth II this week opened for business on the web’s biggest social network where democracy in action means that, although we cannot strictly become Her Majesty’s “Friend” as with every other Facebook member, we can express her popularity by clicking on the notorious “Like” button. Nor can we “poke” the Queen or Prince Philip in the jargon of getting acquainted online, but we can certainly scrawl on their wall, though the First Footman of the Interweb reserves the right to remove offensive comments. Indeed, he was kept on his toes on Monday heading off a stream of republican abuse that included the phrase “scrounging layabouts”.

Innovations include an exclusive “Near Me” application which will enable British citizens as well as Al-Qaeda to track the Queen’s every move on a searchable map of the United Kingdom. The Court Circular, the topical record of official royal engagements produced by the royal household, is also available on Facebook. For the past 200 years The Times and two other newspapers have enjoyed this privilege.

The TBM Facebook group is however reluctant to share the monarch’s intimate tastes such as those reported in yesterday’s Times and elsewhere: that the Queen’s favourite tipples are gin and Dubonnet; that her TV viewing includes The Bill (a police soap), and Kirsty’s Home Videos (compilations of the British public at play) which she asks her servants to tape when she’s busy, as well as re-runs of horse-racing; and that her cornflakes reside in a Tupperware container on the breakfast table.

An aide said: “Facebook is probably the last bastion of social media the royal household had not yet entered, and the Queen is keen to be fully signed up to the 21st century. The important thing about Facebook is its international reach, as the Queen is head of state in 16 countries.” The 84-year-old Queen uses a mobile phone, has her own private email address, surfs the web and ventured into online networking in 2007 by launching TheRoyalChannel on One’s Tube, sorry, YouTube, followed by @BritishMonarchy on Twitter last year and Flickr this summer.

Royal.gov.uk remains the official website of The British Monarchy which represents all 17 “working members” of the Royal Family. It confirms their official surname as Mountbatten-Windsor, and reminds us that the traditional greeting from men is a neck bow (from the head only) whilst women do a small curtsy. Otherwise, a handshake is fine.

Reproduzido de Shapers of The 80s
10 nov 2010


Comentário de Filosomídia:

"Investigar crimes sérios e terrorismo"? De quem? Do povo insatisfeito, ou os crimes e terrorismo das altas classes no poder há séculos?

Mas, o Rupert Murdoch não fazia escandalosamente isso mesmo com seu jornal, que foi fechado? Fecharão o Parlamento, a Monarquia?

Viva o século XXI e a "Rede", viva a "Liberdade de Expressão"! Viva o Parlamento Inglês? Que mal exemplo a governança bretanha dá ao mundo com esse ato...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

A outra face do Facebook


A outra face do Facebook

Em matéria de rede de comunicação social, eu continuo, passadista que sou, a me lembrar dos arrastões na praia de Copacabana, quando nós, garotos, ajudávamos os pescadores a puxar o arrastão e, de quebra, pelo esforço, ganhávamos uns peixes razoáveis que levávamos para casa e que acabavam virando almoço ou jantar.

As poucos palavras trocadas com os pescadores (“Segura firme nesse rede, guri” “Sim, sinhô. Pode deixar”) eram a rede de comunicação social lá pelas alturas do Posto 4 e meio da Copacabana dos anos 40. Outros tempos, outras redes. As de vôlei, futebol, medicine-ball (alguém se lembra desse? Ainda há?), exigiam pouca ou nenhuma comunicação oral ou escrita.

Passam-se os tempos e, de repente, de repenguente, comunicação era o que todo mundo estava estudando. E só se falava em Umberto Eco e Roland Barthes. Hoje todos têm seus blogs ou colunas no jornal.

Rede, algumas senhoras usavam no cabelo e ficavam na porta de suas casas, ou seu edifício, futricando com outras senhoras também de rede, algumas com rolinhos amarelos. Social? Haviam as colunas, os cronistas, bordões e listas das e dos 10 mais. Quando se tinha que falar com alguém era um berro na rua para chamar a atenção ou um papo num bar simpático.

Assim nos comunicávamos socialmente, lançávamos nossas redes sociais, como quem no mar lança para a pesca, numa vida, pelo menos no meu entender, bem mais pacata e com menos gente envolvida. Quantos menos pessoas, melhor. Lei de Malthus.

Infelizmente, sou obrigado, como de hábito, que procuro evitar sempre que possível, a passar para nossos dias, esse 2011 que nos ronda, com sua barulheira infernal de gente se comunicando socialmente: a tiro, canhão e juros altos. E, claro, esse hieróglifo da informática.

O que nos leva direto para os populares Facebook e Twitter. Adorados por milhões, ignorados por outros tantos, mas, para ser franco, inevitáveis. Como uma morte assistida, no sentido de com auxílio técnico.

Os britânicos aqui, que adoram o que já foi novidade, como o Facebook, estão fulos da vida. Agora mesmo, nesta semana, uma jurada entrou em contato com uma ré via a rede que virou, assim, de comunicação legal, para irritação do juiz, público e sistema judicial de uma forma geral.

Na semana passada, conforme foi noticiado, esse popularíssimo site (conta com 687 milhões de solitários em sua lista, ambiciona chegar ao 1 bilhão), que eu prefiro chamar de sítio, por mero capricho léxico e rural, andou baixando tecnologia nova nos quatro cantos do computador.

Por isso, regozijo com aquela série animada, sacudida e politicamente incorretíssima, o South Park, que, num dos episódios que gravei e guardei, dá de pau na milionária bolação de Mark Zuckerberg, suposto “inventor” do sítio em questão, embora o excelente filme de David Fincher, assim como quem não quer nada, tenha tirado várias azeitonas do pastel premiado do jovem bilionário, na verdade um proxeneta da solidão dos outros.

Torço contra o “livro do rosto” ou mesmo “da face”. Torço para que não dure mais que os 2 ou 3 anos que, de regra, duram as coisas na internet. Torço para que a falência já esteja a caminho e ouviremos o estrondoso estourar de mais uma bolha cibernética.

Resumo o que houve e vou bater o ponto que está na minha hora. Na moita, oFacebook andou invadindo a privacidade de alguns milhões de tristes comunicadores sociais britânicos. Como e por quê? Utilizando-se, sem dar satisfações, sem avisar nem nada, a tecnologia do reconhecimento facial de seus usuários nestas terras. A novidade ajuda os “amigos do peito”, membros do sítio, a tag - pelo pouco que entendi uma engenhoca codificada que permite identificar isso, aquilo ou aquele outro – outros membros do imenso grupo “social”.

A coisa funciona automaticamente e o amiguinho tem que rebolar e se virar para a dolorosa festa de comunicação. Ainda há discriminação no meio, ululam os mais exaltados. Nos Estados Unidos o tag automático foi feito com aviso prévio de várias semanas. Aqui, nada.

Graham Cluley, um especialista em comunicação informática, que os há, coitados, levantou uma boa questão. Ele quer saber, agora que o Facebook sacou a sua fachada, irmão, o que pretende fazer com essa informação no futuro?”

A coisa deixou todos britânicos que participam dos folguedos faciais e librescos, ligeiramente apreensivos, para não dizer paranoicos.

Simples, minha gente, puxe conversa com o companheiro ou companheira ao seu lado no banco do parque, do ônibus ou do metrô. Seja ludita. Socialize à maneira antiga, uma toda de gestos e palavras bonitas e elegantes.

Ivan Lessa
15/06/2011

Reproduzido da BBC Brasil