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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Documentário: Quando Sinto Que já Sei


Quando Sinto Que já Sei

Despertar Filmes
74 minutos
Brasil
2014

Direção:
Antonio Sagrado Lovato
Raul Perez
Anderson Lima

A proposta do documentário Quando Sinto Que já Sei é levantar uma discussão sobre o atual momento da educação no Brasil. Carteiras enfileiradas, aulas de 50 minutos, provas, sinal de fábrica para indicar o intervalo, grades curriculares, conhecimento dividido em diferentes caixas. As escolas, como são hoje, oferecem os recursos necessários para que uma criança se desenvolva ou a transformam em um robô, com habilidades técnicas, mas sem senso crítico?

O projeto surgiu da nossa percepção de que valores importantes da formação humana estão sendo deixados fora da sala de aula. Decidimos explorar novas maneiras de aprender que estão surgindo e se consolidando pelo Brasil, baseadas na participação e na autonomia de cada pequeno ser humano.

Filmando de forma independente, visitamos projetos com propostas educacionais inovadoras. Ouvimos crianças, pais, professores, educadores, diretores e gente das mais diversas áreas, todas com o mesmo desejo: romper com o modelo convencional de escola.

Reproduzido de Quando sinto que já sei
30 jul 2014

Acompanhe e curta no Facebook, clicando aqui.


O Filme lançado em 29/07/14 está disponibilizado na íntegra, abaixo:

quinta-feira, 29 de março de 2012

El Avatar Verdadero: una mirada a la situación de la Amazonía Peruana


El Avatar Verdadero

Perú: Habrá panel de discusión luego del estreno de “El Avatar verdadero”
30 marzo 2012
Pontificia Universidad Católica del Perú

Es una película que puede verse desde muchos ángulos pero al final no puede evitarse admitir que la amazonía y sus riquezas -entre ellas, los pueblos indígenas-, merece respeto y necesita de soluciones efectivas para detener la contaminación. El Avatar verdadero de David Suzuki narra los conflictos de los pueblos awajún, wampis y harakmbut en la Cordillera del Cóndor por la explotación minera y de hidrocarburos.

La acuciosa periodista Claudia Cisneros será la moderadora tras la proyección del documental de una mesa conformada por María Luisa del Río (editora de Regiones de El Comercio), Bill Powers (director de Ingeniería de Etech International), Juan Luis Dammert (investigador de SPDA) y Oseas Barbarán (presidente de la Confederación de Nacionalidades Amazónicas del Perú).

El estreno es este viernes 30 de marzo a las 7:00 p.m. en el Centro Cultural de la PUCP, ubicado en avenida Camino Real 1075, San Isidro.

El Avatar… recibió excelentes críticas y varios reconocimientos cuando fue estrenado en 2011 en Canadá.

A través de la mirada del cientñifico Suzuki se contempla la actual disyuntiva entre el concepto de desarrollo estatal y la intención pueblos indígenas como los mencionados, quienes buscan preservar sus derechos e identidad cultural frente a cualquier amenaza externa.



The Real Avatar

Peru is in the midst of an unprecedented resource “rush” – 72% of the jungle has been zoned for oil development alone. And according to recent studies, in just 10 years nearly half the Peruvian rainforest–one of the most biologically diverse areas on Earth–may be past the point of no return if current rates of deforestation continue. In The Real Avatar, David Suzuki sets off for the Amazon to investigate the effect this rush is having on the native peoples who call this land their home.

Under the shadow of the Cordillera del Condor mountains, and near where the mighty Amazon river begins, live the Awajun and Wampis peoples, a proud, warrior nation, never conquered by the Incas or the Spanish. Today, they feel they are being invaded again: Peruvian and Canadian mining companies aim to set up a gold mine on land these natives say is their traditional territory. In fact, the Awajun had an agreement for the establishment of a National Park along the Cordillera that would protect their land. But the Awajun found their agreement broken, quite literally in two, when Peru's President gave half the area over to mining interests. Studies indicate that mining here would devastate the area's water system – water that flows to the downstream Awajun communities.
The Awajun were already part of a deadly confrontation with National Police in 2009 over Peru's plans for “developing” the Amazon – can more violence be avoided in the future?

In the southern province of Madre de Dios, native peoples fought successfully for over a decade to establish a communal Reserve to protect their lands from illegal mining and logging. The Reserve created was so protected that not even the natives themselves were allowed to use it. And yet today, this same Reserve finds itself nearly totally engulfed by Oil Block 76, sold to the Hunt Oil Corporation of Texas. As Hunt's exploratory work begins, the natives find themselves divided. Some feel oil development will bring jobs and money, while others fear the social and environmental impacts, and know their very way of life is at risk.
And for those nearby “Uncontacted” natives living in the forest in voluntary isolation, in the same way they have for thousands of years, the stakes are even higher.
In The Real Avatar, David Suzuki journeys to the Peruvian Amazon to see first-hand the forces threatening the way of life of its indigenous peoples, and to explore the magnificent beauty and richness of this now-vanishing land, this “Pandora” on Earth.

A dramatic story of cultures in conflict, with the fate of the Amazon hanging in the balance,The Real Avatar is shot in full HD and is produced and directed by Roberto Verdecchia.

Reproduzido de CBC Documentários

Veja trailer do Documentário clicando aqui. E, mais informações/documentários de David Suzuki clicando aqui.

sábado, 17 de março de 2012

Documentário: A Guerra contra a Democracia


"A Guerra contra a Democracia"
The War on Democracy


The War on Democracy - é um documentário do ano 2007 dirigida por Christopher Martin e John Pilger.

O documentário se centra na intromissão dos EUA nos assuntos políticos da América Latina, grande parte da temática se desenvolve ao redor da figura de Hugo Chávez na Venezuela. Igualmente se descreve a participação da CIA nos golpes de estado contra Jacobo Arbenz na Guatemala e Salvador Allende no Chile. Também se aborda o tema da situação econômica no Chile depois da ditadura de Augusto Pinochet e a ascensão de Evo Morales na Bolívia. O filme foi lançado no Reino Unido em 15 de junho de 2007.

O prestigiado jornalista John Pilger examina o papel dos Estados Unidos da América, a manipulação da política dos países Latino Americanos, a luta dos cidadãos para que acabe a fome e a pobreza. O filme revela entre outras coisas, as políticas da CIA para a continuidade no Iraque, Irão e Líbano. Chavez, apesar das pressões de Washington para o destituir, tem o apoio popular, sabendo-se que o seu povo o adora e que vive num regime democrático já algum tempo esquecido ou nunca vivenciado no mundo Ocidental. O presidente da Venezuela venceu 7 eleições com cerca de 80% dos votos.



Foto: John Pilger . Thecia.com.au

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Novo marco da mídia vai a consulta pública nos próximos dias


Novo marco da mídia vai a consulta pública nos próximos dias

Paulo Bernardo (Comunicações) prepara-se para pedir aval à presidenta Dilma Rousseff para fechar data e iniciar consulta. Segundo ele, objetivo é adequar Código Brasileiro de Telecomunicações, que em agosto completa 50 anos, à Constituição de 1988. Em seminário, ministro diz que é contra controle de conteúdo e a favor de limitar capital estrangeiro na internet.

Najla Passos

Brasília – A proposta de um novo marco regulatório para emissoras de rádio e TV, engavetada no ministério das Comunicações desde o início do governo Dilma, vai entrar em consulta pública nos próximos dias, informou nesta-terça (14/2/2012) o ministro Paulo Bernardo. E já promete pelo menos duas grandes polêmicas. Criar ou não mecanismos de controle público do conteúdo das emissoras. E limitar ou não da presença de capital estrangeiro em portais de internet de conteúdo jornalístico.

Na abertura de um seminário sobre políticas de telecomunicações nesta terça-feira (14), Bernardo se alinhou, no caso da regulação de conteúdo, com o que pensam as empresas de radiodifusão, para as quais a única forma de controle deve ser o controle remoto. Para movimentos pela democratização da mídia, deveria haver critérios mais rígidos para a garantia da qualidade.

“A nossa Constituição não prevê o controle prévio de conteúdo, a não ser em casos bem específicos, como na proibição de propaganda de cigarros, bebidas alcoólicas e agrotóxicos, como já é feito hoje”, afirmou.

O ministro reconheceu que o setor de radiodifusão é capaz de fazer pressão suficiente para intimidar o governo, como tem ocorrido historicamente. “O setor tem um peso muito grande no Brasil, não só economicamente, já que movimenta R$ 20 bilhões, mas porque seus serviços são extremamente populares entre a população”.


Entretanto, Paulo Bernardo disse que o governo não vai se deixar acuar pela alegação de que regulamentar a mídia é tolher a liberdade de expressão. “Essa discussão de limitação da liberdade de expressão está fora. O que vamos fazer é readequar a legislação do setor, que é de 1962, dentro dos aspectos que estão na Constituição”, explicou.


Em relação à participação de capital estrangeiro em sites jornalísticos, o ministro também defendeu posição que agrada grandes veículos de comunicação, em oposição às gigantes multinacionais das telecomunicações. Para Paulo Bernardo, se a limitação de 30% serve para TVs, rádios, jornais e revistas, deve pautar também os veículos da internet.

“Nós teremos que discutir se um jornal eletrônico é veículo de comunicação. Eu acho que é. O governo ainda não tem posição, ainda não discutimos isso. Mas se ficar definido que é, vamos ter que fazer cumprir a lei”, explicou. Segundo ele, a Advocacia Geral da União (AGU) já foi acionada para emitir parecer sobre o assunto, que também será debatido em outras esferas do governo.

Para o ministro, a discussão será jurídica, mas também técnica. “Precisamos saber também se esse reconhecimento teria efetividade, já que as empresas de conteúdo internacionais, a princípio, podem simplesmente alojar seus sites em outros países”, acrescentou.

A limitação da presença de capital estrangeiro nos sites de conteúdo jornalístico interessa as grandes empresas jornalísticas, que já sofrem a restrição nos veículos impressos, de rádio e TV, mas é vista com maus olhos pelas multinacionais das telecomunicações, que exploram serviços de telefonia e internet no Brasil e querem continuar como acionistas principais dos veículos que operam.

Paulo Bernardo confirmou que o projeto de novo marco toma como base a proposta herdada do governo Lula, de autoria do ex-ministro da Comunicação Social da Presidência Franklin Martins. “Nós trabalhamos no projeto e conseguimos avançar em alguns pontos. Agora, estamos realizando conversas internas no governo para finalizá-lo”, acrescentou.

Segundo ele, já estão agendadas conversas com outros órgãos do governo, como Casa Civil e Ministério da Cultura. Depois, o projeto será debatido com a presidenta Dilma, que irá bater o martelo sobre prazo e formato para disponibilizar a consulta pública. Só depois as conversas envolverão o Congresso Nacional e, por fim, a sociedade civil organizada.

Reproduzido de Carta Maior

Leia também:

"Bem-vindo ao século 21, ministro", no Blog da Cidadania por Eduardo Guimarães, clicando aqui.

Trecho: "Imagino que o ministro Paulo Bernardo não tenha assistido Ao Sul da Fronteira. Se tivesse assistido, jamais diria que os impérios dos barões da mídia são populares. O documentário mostra que, bem diferente disso, estão se tornando cada vez mais impopulares.

Chávez, Morales, Lula, Kirchner, Correa ou Castro, atualmente, são muito mais populares do que a mídia que o ministro teme. Não é por outra razão que se elegeram, reelegeram-se e, alguns, ainda elegeram seus sucessores CONTRA a “popularidade” da mídia conservadora."

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Jean-François Brient: A servidão moderna...


A servidão moderna é um livro e um documentário de 52 minutos produzidos de maneira completamente independente; o livro (e o DVD contido) é distribuído gratuitamente em certos lugares alternativos na França e na América latina. O texto foi escrito na Jamaica em outubro de 2007 e o documentário foi finalizado na Colômbia em maio de 2009. Ele existe nas versões francesa, inglesa e espanhola. O filme foi elaborado a partir de imagens desviadas, essencialmente oriundas de filmes de ficção e de documentários.

Conheça mais sobre o documentário na página "De la servitude moderne" clicando aqui. Faça o download gratuito do livro também.



Via Pobres & Nojentas

domingo, 13 de novembro de 2011

Los Olvidados. El Pueblo Mapuche, una historia de resistencia...



Los Olvidados. El Pueblo Mapuche, una historia de resistencia

El video “Los Olvidados. El Pueblo Mapuche, una historia de resistencia” narra la situación histórica y actual del pueblo Mapuche. Ha sido elaborado por la productora de programas del Principado de Asturias, España, en colaboración con Axencia Asturiana de Cooperación al Desarrollo.

El resultado de bastantes horas de grabación, sintetizados en este documental, del cual hablaremos después , para comentar las impresiones, pero que ya adelantamos, es muy adecuado, y sintetiza con cierta delicadeza la situación de este pueblo.  Y también propiciaotras visiones, otros debates, y acciones de Solidaridad.

La actualidad del momento la marca una Huelga de Hambre que empezó el 12 de julio. Por tanto 19 días de julio, 31 días de agosto, 17 días de setiembre, suman 67 días sin comer. Una Huelga que ya tiene resultados, no satisfactorios, pero que ha roto el cerco que el gobierno le puso a los Mapuche.

Una Huelga de Hambre a la que se sumaron 36 y 37 presos, con cambios, algunos salieron de la cárcel, un menor que se había incorporado quedó en libertad, otros dos menores quedaron en huelga, cuatro diputados no mapuches entraron a una cárcel y se quedaron unas horas, hasta que los sacaron a la fuerza, etc.

Recomendamos leer o mirar en Internet algunas entrevistasJuana Calfunao. Que salio esta semana de la cárcel de Temuco, tras más de cuatro años presa, y que la veremos en el video.

Su hijo Waikilaf está entre los presos en huelga y fue llevado ya alguna vez al hospital, como fueron llevados varios de ellos, también uno de los menores, por que la cosa es grave, o muy grave.

Tan grave como para el gobierno haya nombrado un Obispo como mediador, haya llevado al parlamento una ley reformada en casi nada, que los portavoces de los huelguistas califican de maquillaje, pero que continua la posibilidad de testigos sin rostro, detenciones preventivas larguisimas, fabricación de pruebas falsas a través del ocultamiento a los abogados defensores, y aplicación de leyes militares a ciudadanos civiles mapuche.

La otra reivindicación es esa: la desmilitarización del territorio mapuche.

Y el motivo central de todo ¿Cuál es? ¿Qué quieren estos mapuche rebeldes?

Para eso convendría echar un vistazo general a la historia del despojo en Chile. De las guerras y acuerdos o pactos entre la corona española y los mapuche, pero de la guerra de exterminio comenzada con más fuerza hace 200 años, con la llamada Independencia.

Las consecuencias hoy-día, son que el estado chileno regaló millones a colonos extranjeros que llegaban de Europa, la colonia alemana por ejemplo, para regalarles tierras Mapuche.

Que las empresas madereras  con capital extranjero reciben todos los beneficios del gobierno, para actuar, rodear con inmensas plantaciones, seguir sacándolos del territorio a los mapuche.

Que empresas como Endesa reciben todos los beneficios, los legales y los ilegales, para quedarse con los ríos y cuencas del BioBio y Ralco, generando una matriz de usurpación moderna que emparenta con aquel Bicentenario que mañana se está celebrando a bombo y platillo por la clase oligarquica criolla.

Nada extraño pues, que el Pueblo Mapuche ponga como lema en sus pancartas en las movilizaciones: Bicentenario nada que celebrar.

Y plantean la pregunta : ¿Existe alguna diferencia entre Valdivia y Piñera, entre Valdivia y Bachelet?

Chile, su gobierno y su parlamento ha sido de los últimos en Latinoamérica en signar el Convenio 169 de la OIT. Largos años de postergaciones, de intentar adulterar el Convenio de la ONU colocándole añadidos y letra chica, hasta que ahora hace un año, al fin, lo firmaron...

Y ahora, según el procedimiento, toca evaluar. No se sabe qué documentación presentará el gobierno…pero organizaciones Mapuche también han realizado su evaluación alterna esta semana, quien esté interesada que mire esos gravísimos incumplimientos, que tienen correlato con informes como los de los señores Stavenhagen y Anaya, Relatores de la ONU para Derechos Indígenas, a disposición de quienes quieran compartir esa visión técnico-legal.

La Huelga de hambre de los prisioneros Policitos Mapuche ha puesto patas arriba muchas cosas. También ha sacado  de la pasividad a otros sectores: del parlamento, de la curia eclesiástica, del estudiantado que están en ayunos masivos de apoyo, de los historiadores, que no solo han sacado rotundos comunicados, como el colegio de periodistas o el colegio de antropólogos, sino que han salido en manifestación por las calles de Santiago.

Hay una fuerza, hay un Newen, que el Pueblo Mapuche transmite, en el reclamo de sus derechos, en la denuncia de la ley pinochetista que solo a ellos se aplica, en la decisión de recuperación del Territorio robado.

Y modestamente reclamamos solidaridad, acompañamiento, también para que ninguno de los presos politicos mapuche  pierda la Vida en esta movilización.

Como la perdieron, por disparos de carabineros, los jóvenes Alex Lemún, Matias Catrileo, Jaime Mendoza Collío..que veremos en el video asturiano.

Postado em 20 set 2010.


Acesse os Vídeos 1, 2, 3 e 4

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Documentario: "La independencia Inconclusa"


LA INDEPENDENCIA INCONCLUSA, aborda los grandes temas pendientes de una América Latina que aún no cumple el sueño emancipador de los Libertadores, pero que en su Bicentenario sigue luchando por una definitiva independencia...

Esta monumental obra documental, es la primera coproducción en la historia del cine y televisión latinoamericanos, con una auténtica mirada integradora a nuestro continente. Un documental que plantea una reflexión y exploración crítica a nuestra historia republicana de 200 años, en un emotivo viaje a la memoria y que proyecta una perspectiva de cambio desde una visión contemporánea.

Los más diversos personajes de nuestra región, desde jefes de estado hasta gente común, pasando por líderes e intelectuales, hombres y mujeres representativos de nuestra diversidad identitaria, realizan un coral y notable Diálogo de América. Un apasionante retrato audiovisual de estos 200 años, atraviesa las luces y sombras de los principales hechos sociales, políticos, y culturales, entreverados con los héroes, pero también los villanos... protagonistas de esta historia jamás contada...

El Documental del Bicentenario

Largometraje 188 minutos en dos Partes.
Serie de 6 capítulos de 50 minutos c/u
Rodada en Cine Alta HD. Color y blanco y negro
...Producida por LUIS R. VERA PRODUCCIONES E. I. R. L.
En Coproducción con: Villa del Cine, Universidad Autónoma Metropolitana,
Metatrón Films,
Otra Cosa Producciones, ICAIC.

Con auspicio de ALBA Cultural y la participación de TELESUR.

Equipo creativo y técnico principal

Luis R. Vera: Guionista, Director, Productor
Sergio Trabucco: Productor ejecutivo



Saiba mais clicando aqui.

Lançamento em Belo Hortizonte/MG: dia 09 nov 2011
AFFEMG . 18:30 H

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A publicidade infantil é legítima?


A publicidade infantil é legítima?

Emiliano José

A publicidade é um negócio especial, motor do capitalismo. A atividade consegue fazer do produto uma mercadoria, transferir qualidades mágicas ao que se quer vender e ainda carrega consigo, por isso mesmo, uma carga enorme de criatividade, pois manipula a mente das pessoas. Realiza a transformação a que Marx se referia, transformando valor de uso em valor de troca. Ninguém compra um automóvel. Compra o que pensa ser aquele automóvel. E convence. E vende.

O capitalismo é o modo de produção das marcas a partir da publicidade. Isso foi registrado por Paul Baran e Paul Sweezy em seu notável livro O capital monopolista, de 1966. E esse capitalismo de marcas data do final do século XIX, início do século XX. Valem mais as marcas, o simbolismo que se empresta a elas, do que o produto concreto que representam. Então, a publicidade é algo extraordinário pela sua força, pelo seu poder de, sob vários aspectos, moldar o mundo.

Por isso, pergunto: será justo que nossas crianças continuem a ser constantemente bombardeadas por mensagens publicitárias destinadas a incentivar o consumo, a propalar uma visão consumista de mundo, a serem os porta-vozes do mercado junto aos seus pais? É correto que a publicidade no Brasil não experimente nenhuma regulamentação com relação à publicidade infantil?

Respondo logo que, do meu ponto de vista, não.  As crianças têm sido utilizadas não só para a venda de produtos infantis, como para estimular o consumo de produtos destinados a adultos. Lamentavelmente transformam-se em joguetes na construção do consumismo, na efetivação da transformação do valor de uso em valor de troca.

Não estou especulando. O mundo publicitário assume isso, sem culpa. Desculpem-me os leitores. Falar em culpa no mundo da publicidade é um equívoco completo. Tenho participado intensamente desse debate na Câmara Federal. Uma amiga do Instituto Alana, Gabriella Vuolo, que se dedica a combater o consumismo infantil, recentemente me mostrou um cartaz que dizia: “Venha ao Maximídia e aprenda a falar com quem mal aprendeu a falar”. Isso mesmo. Obsceno assim. A publicidade começa a mexer com os corações e mentes das crianças muito cedo. De modo planejado, científico.

Tratava-se, no caso a que me refiro, de um debate do Maximídia 2011, o 21º Encontro Internacional de Marketing e Comunicação, realizado pela Meio&Mensagem, em São Paulo, que ocorreria no dia 6 de outubro. “É a oportunidade de você e sua empresa aprenderem a falar com gente que influencia imensamente o consumo de milhões de adultos”.

Não há, portanto, dúvida quanto ao que se quer com a publicidade destinada ao público infantil – levar os adultos a comprar, e não somente produtos para as crianças. Os pequenos transformam-se no batalhão avançado do consumismo, os que primeiro devem convencer os pais a comprar, e a adquirir as mais variadas mercadorias, não apenas os produtos infantis.

As crianças – e falamos de uma idade que vai de zero a 12 anos – ainda não têm maturidade suficiente, como é natural, não têm experiência de vida, acreditam com mais facilidade nas coisas que ouvem e vêem, são pessoas vulneráveis. Crianças não sabem controlar seus desejos e são facilmente iludidas pelas atraentes, bem estudadas e pesquisadas mensagem publicitárias. São, portanto, facilmente manipuláveis. Como o diz quase abertamente o texto do cartaz a que me referi acima.

As conseqüências para as crianças são danosas, graves. Obesidade infantil, uma delas. A publicidade de alimentos não saudáveis contribui muito para a formação de maus hábitos alimentares. De cada 10 alimentos anunciados no Brasil, sete são guloseimas e comidas industrializadas, e 15% das crianças brasileiras já estão obesas e 33% com sobrepeso. Constitui um problema de saúde, inclusive, também, de natureza psicológica.

A erotização precoce é outra questão. Estimuladas pela publicidade, as crianças acabam pulando etapas importantes de seu desenvolvimento. Muito cedo, são induzidas a deixar de brincar, de desenvolver a sua imaginação, de fantasiar por si próprias, para se envolver com as fantasias que a publicidade lhes impõe, e passam a se preocupar em parecer mais velhas e atraentes, portando-se como adultas. Os pais às vezes não percebem tudo isso, e acabam entrando no jogo. Quantos pais e mães não se orgulham em apresentar uma filha de pouco anos como uma mulher, ou um menino como um homem feito?

Também é notório que crianças mais pobres, que não podem comprar o que o mundo publicitário anuncia, reagem contra a família e a sociedade. Violência e delinquência precoces também estão vinculadas ao consumo insatisfeito. Muitos jovens vão buscar no tranco, armados, o que o fantástico mundo da publicidade apregoa como algo permitido a todos.

A publicidade sem controle de bebidas alcoólicas também estimula o consumo precoce do álcool, com as conseqüências conhecidas. Ficamos discutindo as drogas e quase nos esquecemos da gravidade do consumo do álcool na infância e adolescência. Nossas crianças têm de ser protegidas desse bombardeio. Na Câmara Federal, há projetos destinados a isso, e nós os temos apoiado, promovido audiências públicas e insistido que tramitem rapidamente.

Sei que no Brasil, quando se fala em regulação, apela-se logo para a democracia, como se o mundo dos negócios estivesse profundamente preocupado com nosso destino político, como se o regime democrático estivesse correndo risco. Não está. Em outros países há regulação em relação ao assunto. Na Suécia, é proibida a publicidade na TV dirigida à criança menor de 12 anos em horário anterior às 21 horas. É proibido qualquer tipo de comercial que seja veiculado durante, imediatamente antes ou depois dos programas infantis – seja de produtos destinados ao público infantil ou adulto.

Na Inglaterra, é proibida a publicidade de alimentos com alto teor de gordura, sal e açúcar dentro e durante a programação de TV com apelo ao público menor de 16 anos, a qualquer hora do dia ou da noite, em qualquer canal ou emissora, como é proibida a publicidade para crianças, que ofereça produtos ou serviços por telefone, correio, internet ou celular.

Por lá também, para não confundir a criança, é proibido o uso de efeitos especiais que insinuem que o produto possa fazer mais do que efetivamente faz, o que ocorre no Brasil à saciedade. É proibida qualquer transmissão antes das 21h de publicidade comercial apresentada por personalidades ou personagens – inclusive bonecos, fantoches e marionetes – que apareçam regularmente em programas de TV apresentando ou endossando produtos ou serviços de particular interesse das crianças.

Na Alemanha, os programas infantis não podem ser interrompidos pela publicidade. Crianças não devem ser usadas para apresentar vantagens especiais e características de um produto que não seja adequado ao natural interesse e manifestação delas.  Na Noruega, é proibida a publicidade de produtos e serviços direcionados a crianças menores de 12 anos. E é proibida a publicidade durante programas infantis.

EUA, Bélgica, Canadá, Irlanda, Dinamarca, Holanda, Áustria, Portugal, Luxemburgo, Itália e Grécia são alguns outros países que têm legislações voltadas à proteção das crianças em relação à publicidade. Como se vê, não estaremos mal acompanhados caso consigamos avançar na legislação com algum tipo de proteção às nossas crianças diante do indiscriminado bombardeio publicitário.

Ninguém poderá rotular de autoritarismo qualquer regulação. Ao contrário. Todos os países a que nos referimos são países democráticos, e que zelam por suas crianças. Ao dar um passo para regular a publicidade infantil, avançaremos na proteção de nosso futuro. Será um gesto carinhoso, amoroso. O consumo é assunto de adultos. Crianças merecem ser protegidas.

*Emiliano José é deputado federal, integra o Conselho Curador da Fundação Perseu Abramo.

Reproduzido de Carta Capital . 11 de outubro de 2011

Assista também "Criança, a alma do negócio", clicando aqui.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A Doutrina do Choque: A Ascensão do Capitalismo do Desastre


O documentário é baseado no livro, de mesmo nome, de Naomi Klein. A doutrina do choque é um conceito que descreve como a exploração social e econômica do sistema capitalista, liberal e sem regulamentação, também chamado de Neoliberalismo, foi utilizado em períodos de mudanças de regimes políticos, catástrofes, guerras e crises financeiras.

Assista aos vídeos legendados de 01 a 06 clicando aqui ou ali.



"O capitalismo de desastre é uma resposta à crise"

O capitalismo de desastre não é um novo tipo de capitalismo, um novo sistema, " mas é um sistema aperfeiçoado”, explica Vânia Cury, professora de História da UFF, comentando um livro recente de Naomi Klein. Em entrevista a IHU On-Line, Vânia analisa o livro “A doutrina do choque: a Ascensão do Capitalismo de Desastre” e reflete sobre situações de conflito que permeiam a atualidade. “Essa exploração das situações de crise afetam as coletividades humanas, nos paralisa diante do medo, e nos torna impotentes diante da realidade”.

Instituto Humanitas/Unisinos (IHU On-line)

Conheça o site do Instituto Humanitas/Unisinos clicando aqui.

Criado pela jornalista e ativista canadense, Naomi Klein, o conceito de capitalismo de desastre revê questões relacionadas à obtenção de lucro em meio à calamidade. Segundo a professora do Instituto de Economia da Universidade do Rio de Janeiro, Vânia Cury, “essa exploração das situações de crise afetam as coletividades humanas, nos paralisa diante do medo, e nos torna impotentes diante da realidade”. Em conversa, por telefone, com a IHU On-Line, Vânia analisa o recente livro de Naomi Klein “A doutrina do choque: a Ascensão do Capitalismo de Desastre” e reflete sobre situações de conflito que permeiam a atualidade.

Segundo a professora, as pessoas já estão prontas para mudar em relação à situação do capitalismo atual e têm muita vontade de fazer isso. “A grande contribuição do livro de Naomi Klein, a meu ver, é exatamente essa. Embora ela faça um relato que pode nos parecer extremamente pessimista, dadas as condições que ela analisa o desenvolvimento do capitalismo, mostra também que há diversas formas de reação se esboçando no mundo. Elas são muito fragmentadas, estão desconectadas e espalhadas, mas há sim algumas iniciativas que vão sendo feitas no sentido de reunir essas forças e dar a elas uma consistência mais forte e mais integrada”, diz.

Vânia Maria Cury possui graduação em História pela Universidade Federal Fluminense, mestrado e doutorado em História pela Universidade Federal Fluminense. Atualmente, é professora aposentada da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Carta Maior
14 mai 2010

Confira a entrevista na página de Carta Maior clicando aqui.


Leia também um artigo de Naomi Klein, "Os saqueadores do dia contra os saqueadores da noite", sobre os "tumultos"  em Londres 2011, clicando aqui.


Leia também Naomi Klein "fez um discurso histórico à Assembleia Geral do Movimento Occupy Wall Street" (07/10/2011) na página da revista Fórum, clicando aqui.


Assista também ao trailer do documentário "Capitalismo: uma história de amor", de Michael Moore, clicando aqui.

Frase de depoimento no documentário: "as pessoas que não têm nada precisam se revoltar contra aqueles que têm tudo."

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Criança, a alma do negócio: um debate sobre consumismo na infância e sustentabilidade


Criança, a alma do negócio
Um debate sobre consumismo na infância e sustentabilidade

Data: 04 de junho de 2011
Local: Uma Paz . Parque Ibirapuera . São Paulo/SP

Debatedores:
Rachel Biderman e Marcelo Furtado

Maiores informações: