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quarta-feira, 30 de maio de 2012

A mídia usa a mentira como norma e arma contra os povos


A mídia usa a mentira como norma e arma contra os povos

Vermelho
Redação
28/05/2012

O jornalista José Reinaldo Carvalho, editor do Vermelho, participou na última sexta-feira (25) de uma mesa de debates sobre a campanha midiática contra Cuba, durante a 20ª Convenção Nacional de Solidariedade realizada de 24 a 26 de maio em Salvador (BA). Leia a íntegra da sua intervenção.

A guerra midiática, que podemos igualar a uma espécie de terrorismo, o terrorismo midiático, constitui a “guerra fria” da atualidade, a continuação, no terreno da luta de ideias, da ofensiva do imperialismo e das classes dominantes retrógradas em todo o mundo contra os países e forças políticas empenhados na batalha pela emancipação nacional e social.

É uma guerra que tem a mentira como norma e arma. Os meios de comunicação a serviço do imperialismo estadunidense, das demais potências aliadas e das classes dominantes retrógradas se transformaram em uma verdadeira usina de mentiras.

Esses veículos de comunicação se transformaram em grandes conglomerados privados que, além de auferirem grandes lucros, se põem a serviço do sistema como um todo, defendendo políticas conservadoras, neoliberais e antipopulares.

No seu arsenal de mentiras e engodo, está um inesgotável repertório propagandístico por meio do qual procuram apresentar os Estados Unidos e demais países imperialistas como modelos de democracia. Querem impor seu modelo político como o único democrático, sua ideologia como o pensamento único a ser seguido, seus valores como a quintessência da civilização.

Contudo, nunca se atentou de maneira tão intensa, flagrante e abrangente contra as maiores conquistas civilizacionais: a democracia, a liberdade, a igualdade, a fraternidade, os direitos humanos, os direitos sociais, a soberania nacional e autodeterminação dos povos, o direito internacional e a paz.

A mídia se tornou cúmplice de crimes, de golpes de Estado, da contrarrevolução, do terrorismo de Estado e de guerras de agressão e rapina contra os povos e nações independentes. É a mídia quem prepara o terreno para essas agressões, é ela que constrói, com artifícios e o engodo, opiniões favoráveis à guerra, naturalizando-a, tornando-a acontecimento banal, e conquista a opinião pública para suas posições. Foi assim com a preparação das guerras da Bósnia e do Kossovo, na antiga Iugoslávia, nos anos 1990, no Afeganistão, em 2001, no Iraque em 2003, na Líbia em 2011 e é assim agora na Síria. As coberturas ditas jornalísticas sobre esses episódios dramáticos são sempre parciais, unilaterais e arbitrárias.

A mídia age da mesma maneira contra Cuba e a Venezuela. Quanto à Ilha revolucionária caribenha, sempre foi assim desde que a Revolução triunfou. A mídia coadjuvou as agressões, o bloqueio, os atentados contra Fidel, os esforços para estrangular o país.

Vale dizer também que, quando o assunto é a Revolução cubana, a mídia sempre fracassou e se mostrou ignorante. Quem não se lembra de quanto tempo passaram em Cuba, praticamente acantonados, batalhões de jornalistas, depois da queda do muro de Berlim (1989), esperando o momento espetacular em que no chamado efeito dominó cairia a última pedra. Na sua estupidez, faziam vaticínios: “É hoje”, “é amanhã”, “na próxima semana é inevitável a queda”, “deste mês não passa” (...) .

Mais de 20 anos transcorreram desde então e Cuba segue mais forte do que nunca, mais revolucionária e socialista do que nunca.

Relembro um episódio edificante e ilustrativo sobre o tema de que estamos falando. No dia 3 de abril de 1990, teve lugar em Havana, o líder da revolução, Fidel Castro, concedeu uma entrevista coletiva. Compareceram 246 jornalistas, dos quais 110 se credenciaram e foram a Cuba especialmente para o evento, 53 representantes de 22 órgãos da imprensa norte-americana, 57 jornalistas da Alemanha, França, México, Espanha, Inglaterra, Japão, Índia, Suíça, Brasil, Itália, Portugal, Bélgica, Nicarágua e Austrália, além de 60 jornalistas permanentemente credenciados em Havana.

Entre outros assuntos, Fidel tratou da firmeza ideológica do PC Cubano, em contraste com a vacilação de outros. “Cuba é o símbolo da resistência. Cuba é o símbolo da defesa firme e intransigente das ideias revolucionárias. Cuba é o símbolo da defesa dos princípios revolucionários. Cuba é o símbolo da defesa do socialismo” (...) “O povo cubano vai saber estar à altura de sua responsabilidade histórica”... “E aqueles que mudaram de nome, não sei a quem vão enganar com isso! Imaginem que amanhã nós mudemos de nome e digamos: Senhores, o congresso aprovou que em vez de Partido Comunista de Cuba nos chamemos Partido Socialista de Cuba, ou Partido Social-Democrata de Cuba. Vocês creem que realmente mereceríamos algum respeito? Porque os que mudam de nome são os que mudaram de ideias ou perderam toda a sua confiança nas ideias, perderam suas convicções.”

Agora, lhes pergunto, alguma dúvida sobre por que atacam Cuba do ponto de vista político e ideológico? Não perdoam Cuba, seu povo, o Partido Comunista, sua liderança por se manterem fiéis às suas convicções.

É ilustrativo também mencionar os episódios da criação da “Rádio Martí” em 1985 e da “TV Martí” em 1990, engendros infames do império, para difamar o país, fazer propaganda contrarrevolucionária na Ilha. Na mesma entrevista coletiva aqui referida, Fidel chamou essa rádio e essa TV de ”lixo”, um “insulto à honra do país”, condenando ao mesmo tempo o inescrupuloso uso do nome do Apóstolo da Independência, José Martí.

Dizia Fidel na coletiva de imprensa: “Toda a concepção da ‘Rádio Martí’ – com amargura pronuncio este nome – era uma concepção agressiva, de propósito subversivo contra nosso país. Isto tinha todo um objetivo político. É ademais também violadora das leis internacionais”.

E mais adiante, o comandante da Revolução cubana demonstrava que o objetivo do imperialismo norte-americano com a criação da “Rádio Martí” era “estabelecer uma estação de rádio subversiva, de caráter político, dirigida a desestabilizar o país, a influir nos acontecimentos políticos”.

Nos dias de hoje, o imperialismo continua com o uso do seu lixo, distorcendo e mentindo, fomentando a contrarrevolução, transmitindo uma visão distorcida como se em Cuba reinasse o caos, transformando delinquentes em heróis, financiando e concedendo prêmios internacionais a blogueiros e blogueiras, falsos jornalistas e organizações subversivas.

A mídia mancomuna seus esforços com a Usaid e o Instituto Internacional Republicano, com sede nos EUA, o qual atua em cooperação com a chamada Solidariedade Espanha, para financiar blogueiros e “ativistas sociais”, com computadores e outros meios eletrônicos, a fim de realizar ações de caráter subversivo, clandestino e secreto, para fazer propaganda negativa de Cuba e organizar manifestações oposicionistas, que não passam de pequenas reuniões de mercenários a serviço da contrarrevolução.

O imperialismo norte-americano estendeu o bloqueio a Cuba à área da internet, vedando ao país o acesso à banda larga, ação na qual também demonstrou ignorância e desconhecimento da força da Revolução e de sua capacidade para mobilizar a solidariedade. A Venezuela bolivariana, numa demonstração do seu internacionalismo, está ajudando Cuba também na solução deste problema.

Por tudo isso, considero urgente a organização de um movimento para se contrapor à ofensiva da mídia contra Cuba, ao cerco midiático, ao terrorismo midiático, o que pode e deve ser uma das tarefas desta Convenção de Solidariedade.

Compartilhamos a resolução da BrigadaMundial contra o Terrorismo Midiático, realizada de 22 a 26 de novembro do ano passado em Cuba, por convocação do Icap, com a presença de comunicadores de 19 países da América Latina, América do Norte, Europa, Ásia e Oceania, que expressou a firme vontade de defender as ideias da Revolução Cubana pela nova via da informática. A Brigada decidiu desenvolver estratégias, propor objetivos, recomendar ações e iniciativas e organizar novos encontros.

Compartilhamos a proposta de criar a Rede Internacional de Ciberativistas da Solidariedade e o Jornalismo Solidário.

Em nossa concepção de jornalismo, uma publicação, impressa ou virtual, um site, um blog, uma rede, são instrumentos de resistência, de luta para transformar o mundo, veículos da luta de ideias. Como disse Fidel, é como se a Internet tivesse sido feita para Cuba.

Acreditamos no poder mobilizador e transformador do Jornalismo Solidário, de resistência e de luta. Por esta razão, o Portal Vermelho sente-se partícipe deste movimento de solidariedade e das suas campanhas. Deste modo, pertencemos também à Revolução cubana e somos porta-vozes das nobres causas que defende. Somamo-nos ao amplo movimento de solidariedade a Cuba, à luta contra o bloqueio e pela libertação dos cinco heróis cubanos que cumprem longas e pesadas penas em cárceres do império.

Reproduzido de Portal Vermelho via Clipping FNDC
28 mai 2012

terça-feira, 13 de março de 2012

Los muros gritan lo que los medios callan: El miedo paraliza, el coraje se organiza


“El miedo paraliza, el coraje se organiza”

Mireya P. Ruiz Esparza y Benjamín Becerra

Y ya que estamos hablando de muros,
un muro sin graffiti es como un mundo sin rebeldes,
es decir, no vale la pena.
Don Durito de la Lacandona


Con este nombre, Convergencia Gráfica, integrada por La Otra Gráfika, Escuela de Cultura Popular Mártires del 68, Sublevarte Colectivo, Justseeds, Cordyceps, ZAM, Furia de las Calles, Gráfica de Lucha, Casa Naranja y Hacklab Autónomo, lanzó una convocatoria invitando “a artistas plástic@s, gráfic@s y visuales, estudiantes de arte y a cualquier persona entusiasta del dibujo, la ilustración y la imagen” a enviar gráfica  copyleft para pegotes y banderas. Se lee en la convocatoria publicada el 18 de mayo de 2011: “Los pegotes y banderas constituirán una campaña gráfica contra la violencia, la impunidad, la militarización, el terrorismo de Estado y su aliada la delincuencia organizada, y por ni un muerto y ni una muerta más”.

Esta convocatoria gráfica se suma a las movilizaciones en contra de la guerra de Felipe Calderón, además de sumarse de alguna manera, a través de imágenes, a la reflexión sobre esta guerra que se ha dado en el marco del intercambio epistolar sobre Ética y Política. El Subcomandante Insurgente Marcos, en la Carta Primera a Don Luis Villoro “Apuntes sobre las guerras”,  devela que no se puede hablar de ética y política si no se parte del contexto, de la realidad en la que se habla. Y la realidad que el pueblo mexicano vive es la guerra que ejecuta el México de arriba.

Desde 1997, el SCI Marcos ya nos había explicado que la guerra desarrolla un proceso de destrucción/despoblamiento y reconstrucción/reordenamiento. En estos tiempos de guerra, nos es más claro el significado del primer binomio: la destrucción del territorio conquistado, como destrucción de las bases materiales de la soberanía nacional; y el despoblamiento, como destrucción del tejido social. Hablemos de lo último.

La destrucción del tejido social se vive a partir de lo que identificamos claramente como el infame resultado de esta guerra: las muertes, las muchas muertes que ha sufrido la sociedad mexicana, pero no toda, fundamentalmente la sociedad de las y los de abajo. La violencia, la desaparición forzada, la muerte, nos llevan a otra forma de vivir la destrucción del tejido social: el miedo. Pregunta el subcomandante Marcos: “¿Qué relaciones sociales se pueden mantener o tejer si el miedo es la imagen dominante con la cual se puede identificar un grupo social, si el sentido de comunidad se rompe al grito de ‘sálvese quien pueda’?”

La respuesta es: ninguna. El miedo, como lo expresa el nombre de la convocatoria gráfica, generalmente paraliza y más cuando no tiene visiblemente un causante determinado al cual poder hacerle frente. El peligro que causa el miedo es mucho más temible si no está claramente identificado. Esto crea un sentimiento global de inseguridad que genera efectos individuales y sociales muy concretos: desconfianza, inhibición de la comunicación con otros, desvinculación de procesos organizativos, aislamiento social, en suma: disminución en la capacidad que tiene el individuo de controlar su vida, ya que vive en un estado constante de vulnerabilidad.

Esto nos recuerda una enseñanza del Viejo Antonio, que le compartió el Sub a Eduardo Galeano en 1995: “que uno es tan grande como el enemigo que escoge para luchar, y que uno es tan pequeño como grande el miedo que se tenga”.

Leia o texto completo em Revista Rebeldia, clicando aqui.

Via Colectivo Tejiendo (Bogotá/Colômbia)


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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Occupy Wall Street: A Message Of Solidarity From Archbishop Desmond Tutu


A Message Of Solidarity From Archbishop Desmond Tutu

Sisters and Brothers, I greet you in the Name of Our Lord and in the bonds of common friendship and struggle from my homeland of South Africa. I know of your own challenges and of this appeal to Trinity Church for the shelter of a new home and I am with you! May God bless this appeal of yours and may the good people of that noble parish heed your plea, if not for ease of access, then at least for a stay on any violence or arrests.

Yours is a voice for the world not just the neighborhood of Duarte Park. Injustice, unfairness, and the strangle hold of greed which has beset humanity in our times must be answered with a resounding, "No!" You are that answer. I write this to you not many miles away from the houses of the poor in my country. It pains me despite all the progress we have made. You see, the heartbeat of what you are asking for--that those who have too much must wake up to the cries of their brothers and sisters who have so little--beats in me and all South Africans who believe in justice.

Trinity Church is an esteemed and valued old friend of mine; from the earliest days when I was a young Deacon. Theirs was the consistent and supportive voice I heard when no one else supported me or our beloved brother Nelson Mandela. That is why it is especially painful for me to hear of the impasse you are experiencing with the parish. I appeal to them to find a way to help you. I appeal to them to embrace the higher calling of Our Lord Jesus Christ--which they live so well in all other ways--but now to do so in this instance... can we not rearrange our affairs for justice sake? Just as history watched as South Africa was reborn in promise and fairness so it is watching you now.
In closing, be assured of my thoughts and prayers, they are with you at this very hour.

God bless you,

+ Desmond Tutu

Archbishop Emeritus of Cape Town

Reproduzido de Occupy Wall Street
15 dez 2011