Mostrando postagens com marcador Adnews. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Adnews. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Os desafios do mercado de mídia brasileiro


Os desafios do mercado de mídia brasileiro

Luciano Martins Costa
30/05/2012 na edição 696

Nesta sexta-feira, 1º de junho, comemora-se o Dia da Imprensa. Em meio a desafios provocados por suas próprias decisões no cenário de grandes rupturas tecnológicas e importantes mudanças na sociedade brasileira, as empresas nacionais de comunicação enfrentam dificuldades para alcançar o desempenho registrado nos últimos anos por outros setores da economia.

As projeções dos profissionais de mídia para 2016 indicam que o mercado brasileiro do setor deve crescer R$ 10 bilhões a menos do que o previsto. Em março deste ano, a Associação Brasileira das Agências de Publicidade havia anunciado que o mercado apresentaria um salto para R$ 80 bilhões nos próximos quatro anos. Nesta quarta-feira, 30, revela-se que o valor será de R$ 70 bilhões.

Há apenas dois meses, esperava-se para 2012 um faturamento de R$ 39,9 bilhões, que, com um crescimento inédito estimulado pelos grandes eventos esportivos programados para 2014 e 2016, chegaria a dobrar nesse período. No entanto, segundo lembra a publicação especializada Adnews, o investimento das empresas em publicidade ficará em R$ 30 bilhões neste ano e já se constata uma previsão de crescimento mais modesta. Alguns fatores indicam que a Copa do Mundo e as Olimpíadas do Rio de Janeiro não irão produzir o milagre da multiplicação de anúncios que se esperava.

As informações citadas pela Adnews foram retiradas do Mídia Dados 2012, lançado terça-feira durante o 5º Congresso Brasileiro da Indústria da Comunicação, realizado em São Paulo entre os dias 28 e 30. O anuário do setor, que neste ano sai em um calhamaço de mais de 850 páginas, acompanha a evolução do mercado publicitário desde 1998, e permite observar o desenvolvimento do negócio que representa a principal fonte de receita das empresas de comunicação. Embora essa análise exija muita dedicação e tempo, um olhar sobre os gráficos revela que as chamadas mídias tradicionais estão travadas, muito provavelmente por causa de questionamentos em relação ao custo, diante da ampla oferta de meios representada pela tecnologia digital.

Como diz uma das profissionais entrevistadas para o Mídia Dados: “Mídia é dinheiro. A chance de um cliente questionar determinada ação é grande – e você precisa ter todos os argumentos, os técnicos, os estratégicos, os criativos”.

O lugar do lugar comum

A questão das escolhas sobre onde vai o dinheiro da comunicação das empresas anunciantes torna-se central num cenário que se mostra progressivamente mais diversificado e, portanto, mais competitivo. Como em todas as circunstâncias de mudança, aquilo que já está estabelecido precisa constantemente confrontar o novo. E, no caso da mídia, a tradição está com jornais, revistas e TV aberta. O rádio, que se caracteriza como um meio “líquido”, no conceito desenvolvido pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, transita com mais facilidade pelas mudanças tecnológicas e de costumes.

O problema da transição presente é que as novas tecnologias provocam, pela primeira vez desde o surgimento da imprensa – forma primária de publicização –, o questionamento do próprio conceito de mediação. Como se pode observar em algumas das entrevistas apresentadas no anuário Mídia Dados, muitas empresas estão retomando para seus quadros o controle estratégico da decisão sobre onde colocar o dinheiro da comunicação.

Percebe-se uma tendência em agregar as funções antes destinadas separadamente à publicidade, marketing e aquilo que se convenciona chamar comunicação corporativa, ou relações com a imprensa. O alto custo da mídia faz com que muitas organizações estejam repensando seus investimentos em publicidade tradicional e passem a avaliar o potencial das mídias digitais.

Nesse sentido, hipoteticamente, alguns meios tradicionais como jornais e revistas poderiam se apresentar como elementos de ancoragem das mensagens institucionais, usando o prestígio de suas marcas para propor ações combinadas entre campanhas publicitárias do tipo tradicional e interações diretas com o público, através das redes sociais da internet.

Mas, para isso, as empresas de comunicação jornalística precisariam estar dispostas a abrir mão de seu discurso centralizador e verticalizado, o que exigiria mudanças na configuração das redações, em processos decisórios e até mesmo na linguagem. Além disso, é preciso, como sempre, surpreender o público. Mas, presos a modelos conservadores, os meios tradicionais de comunicação se tornaram o lugar do lugar comum.

30 mai 2012

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A universalização da comunicação


A universalização da comunicação

Marcos Alves*
Coletiva.net
28/05/2012

De tempos em tempos, surgem novas tendências que, silenciosamente, vão mudando nosso mundo e definindo novos rumos para a sociedade. Primeiramente estas tendências chegam despretensiosamente, quase na escuridão, e após um tempo invadem nossos hábitos e a forma como nos relacionamos com o mundo, como se estivessem lá há anos.

Foi assim com os veículos automotores, que tiveram sua produção em massa iniciada “somente” no ano de 1903, e olhando nos dias de hoje parece que desde a pré história andamos de carro. Mais recentemente, quem não se lembra que no Brasil, logo ali, na década de 80, nem todo mundo tinha telefone fixo, pois as linhas eram escassas e custavam o preço de uma casa. O telefone era considerado um “artigo de luxo” ou “ferramenta de trabalho” – a palavra “celular” então, nem existia!

Bom, como todos sabem, a “ferramenta de trabalho” caríssima da década de 80 hoje fica “empoeirada” na estante da sala – o telefone fixo – substituída na maioria das vezes pelo celular – o qual, lembra, há 20 anos nem existia! Então, silenciosamente, passamos pelo ciclo: produto inexistente > produto caro para negócios > produto massivo e acessível.

E claro, junto com a “acessibilidade” a vários produtos novos, vêm as novas regras para garantir o bom uso e a aderência do novo recurso à vida em sociedade – horários para execução de telemarketing, locais de uso proibido do celular, classificação de spams, e por aí vai!

Mas nem tudo são restrições quando se trata de novas tecnologias. Desbravadores e inovadores, tanto do lado dos clientes quanto dos fornecedores, aventuram-se por um mercado novo e na esmagadora maioria das vezes colhem os frutos virgens e maduros de áreas inexploradas e lucrativas. E o mercado de novas tecnologias e área de comunicações encontra posição de destaque na criação de inovação. O grande volume de informações e as oportunidades existentes quando se juntam controle, uso inteligente e comunicação, fazem a cada dia novas empresas e negócios bilionários.

Nesta linha, uma tendência explosiva que segue a mesma maré que impulsionou o surgimento dos iPads, iPhones e smartphones em geral, é a migração de recursos corporativos de comunicação unificada para a nuvem.

Poderosos recursos de controle, gestão de comunicação, contato multicanal e prospecção, antes disponíveis somente em centrais de atendimento de grande porte, começam a ser disponibilizados em ferramentas SaaS a serem usadas de acordo com as necessidades e tamanho do negócio. Centrais de telecomunicações de grande porte e milhões de Reais podem ser “parcialmente alugadas” pela net, colocando o poder de comunicação de uma corporação nas mãos de um indivíduo!

Estes recursos abrem novas perspectivas em vários campos: profissionais de vendas podem trabalhar independentemente, sublocando recursos de comunicação a custo reduzido por contra própria, ou sob a gestão de grupos consolidados. Empresas podem recrutar pessoas para atendimento de acordo com seu perfil, desconsiderando a localidade geográfica de sua residência. E recursos de controle e comunicação inacessíveis a pequenas empresas, com potencial de aumento de produtividade de até cinco vezes, podem ser considerados viáveis em um primeiro momento e indispensáveis no futuro.

Nos Estados Unidos, serviços de comunicação em nuvem, com ofertas em vários modelos, já são comuns há mais ou menos 1 ano. No Brasil soluções completas ainda são escassas e, embora exista forte demanda, o mercado de provedores de serviços convergentes de comunicação ainda repousa no berço esplêndido ladeado por altas tarifas e acolchoado por serviços básicos. Entretanto, desbravadores e inovadores surgem oferecendo serviços diferenciados e transformando o que antes eram serviços caros e corporativos em produtos eficientes, acessivos e baratos na nuvem. Surgem silenciosa, com despretensiosamente, mas nos passos firmes da única coisa certa: a mudança e a evolução.

E como sempre, quem viver verá… e quem não se abstiver de mudar, viverá…

* Marcos Alves é diretor de Tecnologia da Callix. O artigo foi publicado originalmente nos site www.adnews.com.br

Reproduzido de clipping FNDC
28 mai 2012

terça-feira, 17 de abril de 2012

Comunicação com as nuvens...


A nova geração: a universalização da comunicação

Marcos Alves*
Adnews
16/04/2012

De tempos em tempos, surgem novas tendências que, silenciosamente, vão mudando nosso mundo e definindo novos rumos para a sociedade. Primeiramente estas tendências chegam despretensiosamente, quase na escuridão, e após um tempo invadem nossos hábitos e a forma como nos relacionamos com o mundo, como se estivessem lá há anos.

Foi assim com os veículos automotores, que tiveram sua produção em massa iniciada “somente” no ano de 1903, e olhando nos dias de hoje parece que desde a pré história andamos de carro. Mais recentemente, quem não se lembra que no Brasil, logo ali, na década de 80, nem todo mundo tinha telefone fixo, pois as linhas eram escassas e custavam o preço de uma casa. O telefone era considerado um “artigo de luxo” ou “ferramenta de trabalho” – a palavra “celular” então, nem existia!

Bom, como todos sabem, a “ferramenta de trabalho” caríssima da década de 80 hoje fica “empoeirada” na estante da sala – o telefone fixo – substituída na maioria das vezes pelo celular – o qual, lembra, há 20 anos nem existia! Então, silenciosamente, passamos pelo ciclo: produto inexistente > produto caro para negócios > produto massivo e acessível.

E claro, junto com a “acessibilidade” a vários produtos novos, vêm as novas regras para garantir o bom uso e a aderência do novo recurso à vida em sociedade – horários para execução de telemarketing, locais de uso proibido do celular, classificação de spams, e por aí vai!

Mas nem tudo são restrições quando se trata de novas tecnologias. Desbravadores e inovadores, tanto do lado dos clientes quanto dos fornecedores, aventuram-se por um mercado novo e na esmagadora maioria das vezes colhem os frutos virgens e maduros de áreas inexploradas e lucrativas. E o mercado de novas tecnologias e área de comunicações encontra posição de destaque na criação de inovação. O grande volume de informações e as oportunidades existentes quando se juntam controle, uso inteligente e comunicação, fazem a cada dia novas empresas e negócios bilionários.

Nesta linha, uma tendência explosiva que segue a mesma maré que impulsionou o surgimento dos iPads, iPhones e smartphones em geral, é a migração de recursos corporativos de comunicação unificada para a nuvem.

Poderosos recursos de controle, gestão de comunicação, contato multicanal e prospecção, antes disponíveis somente em centrais de atendimento de grande porte, começam a ser disponibilizados em ferramentas SaaS a serem usadas de acordo com as necessidades e tamanho do negócio. Centrais de telecomunicações de grande porte e milhões de Reais podem ser “parcialmente alugadas” pela net, colocando o poder de comunicação de uma corporação nas mãos de um indivíduo!

Estes recursos abrem novas perspectivas em vários campos: profissionais de vendas podem trabalhar independentemente, sublocando recursos de comunicação a custo reduzido por contra própria, ou sob a gestão de grupos consolidados. Empresas podem recrutar pessoas para atendimento de acordo com seu perfil, desconsiderando a localidade geográfica de sua residência. E recursos de controle e comunicação inacessíveis a pequenas empresas, com potencial de aumento de produtividade de até cinco vezes, podem ser considerados viáveis em um primeiro momento e indispensáveis no futuro.

Nos Estados Unidos, serviços de comunicação em nuvem, com ofertas em vários modelos, já são comuns há mais ou menos 1 ano. No Brasil soluções completas ainda são escassas e, embora exista forte demanda, o mercado de provedores de serviços convergentes de comunicação ainda repousa no berço esplêndido ladeado por altas tarifas e acolchoado por serviços básicos. Entretanto, desbravadores e inovadores surgem oferecendo serviços diferenciados e transformando o que antes eram serviços caros e corporativos em produtos eficientes, acessivos e baratos na nuvem. Surgem silenciosa, com despretensiosamente, mas nos passos firmes da única coisa certa: a mudança e a evolução.

E como sempre, quem viver verá… e quem não se abstiver de mudar, viverá…

*Diretor de Tecnologia da Callix

Reproduzido de clipping FNDC

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

YouTube quer se tornar o centro da internet


YouTube quer se tornar o centro da internet

Redação . Adnews
10/01/2012

O investimento do YouTube na criação de canais com conteúdo próprio tinha um foco específico: o site quer se tornar a parte central na vida dos internautas.

"O que queremos é que os usuários passem mais tempo no YouTube", explicou Robert Kyncl, vice-presidente de parcerias do site de vídeos do Google, em entrevista à Reuters durante a CES (Consumer Electronics Show), em Las Vegas (10-13 jan 2012).

O YouTube já conta com 800 milhões de espectadores mensais, responsáveis pelo consumo de 500 milhões de vídeos por dia apenas via celular. Mas isso ainda é pouco para a empresa, que quer se tornar mais popular.

Para isso, conta com a colaboração da indústria de tecnologia, que precisa desenvolver produtos compatíveis com o YouTube, como as TVs conectadas.

"Nós nos beneficiamos muito do que os fabricantes de bens eletrônicos de consumo fazem com seus aparelhos, ou seja, integrar acesso à internet", afirmou Kyncl. "Isso nos permite atingir mais consumidores."

Hoje o site já funciona em cerca de 350 milhões de dispositivos, incluindo televisores, smartphones e tablets. A quantidade de vídeos consumidos via mobile dobrou no prazo de um ano, segundo Kyncl, que se recusou a revelar a quais taxas o YouTube deve crescer em 2012.

"Erramos em nossas projeções do ano passado. Fomos conservadores demais", afirmou. "Não é só o YouTube. Há também a Netflix e o Hulu. Seja em tablets, celulares ou televisores. A tendência continuará."

Reproduzido de Adnews via Cliping FNDC