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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Emir Sader: “Cabem às universidades públicas combater a ‘alienação’ e propor políticas que ampliem os direitos do cidadão”




Emir Sader, em congresso da Clacso no México (06-09/11/12):

“Cabem às universidades públicas combater a ‘alienação’ e propor políticas que ampliem os direitos do cidadão” 
Matéria da Carta Maior, por Marcel Gomes (07/11/12) indicada abaixo).

...Nesse meio acadêmico público tão cheio de mortos-vivos a re-produzir essa anti-vida caótica do mundo em decadência, esses zumbis se fazem de arrogantes representantes de uma des-ordem mundial pela qual têm especial apreço e, multiplicam por mil e um conteúdos e formas o que legitimam como saber para todos os demais sub-viventes, os homens e mulheres “alienados” de sua dignidade como seres de um universo bem provável infinito.

Tratam a universidade e seus setores como coisa privada, como clube de afins que se reúnem para, no mais das vezes, se adularem uns aos outros na soberba de quem manda fazer as receitas e discursos na cozinha e, dão ordens à senzala submissa que lhes serve a vaidade para manter a ordem imperante, intocável, impoluta.

São tão poucos os homens e mulheres dignos nesses campus desérticos quantos são numerosos, como as estrelas visíveis no céu noturno, aqueles acadêmicos e anêmicos que deslizam superioridade entre corredores e salas apinhadas de gente para abastecer o mercado de trabalho feito campo de guerra e de morticínio. Mas, o relativo brilho dessas senhoras e senhores cultos não é senão o vernizinho ou decoração feito de ouro roubado das terras e suas gentes simples - e ignorantes - querendo des-enfeiar suas asinhas de anjos decaídos e membros pequenininhos em contraste ao ego agigantado e mandão.

Pesquisitice aguda, corpos docentes, doentes, in-sanos, pobreza espiritual pura. Sabedoria zero, à esquerda e à direitice conservadora e mantida à óleo de Peroba que lustra seus altares e congressos de santos do pau oco. Des-educação, anti-educação, educação à distância da “universidade necessária”, isso o que nossos doutores da hegemônica lei acadêmica re-produzem na academia pública.

“Não há educação significativa sem o combate à alienação", aponta Emir Sader, “que os cientistas sociais pulem os muros das universidades e façam a teoria sobre a prática política”, nos fala o texto. 

E, das Estrelas infinitas chega o Quetzalcoatl - a Serpente Emplumada - para chamar, com-vocar, e-levar os cientistas sociais, pesquisadores e eternos estudantes à luta por um mundo melhor e do Bem Viver para todos quando essa antiga estrutura des-humana vai ruindo e virando pó nessa história infeliz que produziu e quis perpetuar esse estado de coisas. O tempo/espaço de vocês - Novos Velhos Acadêmicos - acabou. Chega!

Que venha a Guerra, que venha a Luz, que os homens e as mulheres de bem já se amam e se armam para acabar com tudo isso e re-criar esse Outro Mundo!

Dá-lhes, Sader!

Leo Nogueira Paqonawta
Filosomídia

Leia o texto completo de Emir Sader na Carta Maior (07/11/12)

Acompanhe a transmissão ao vivo do Congresso.

Acompanhe os demais eventos do congresso clicando aqui.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Demoniocracia (Inferno na Terra): liberdade é poder assistir televisão...



Demoniocracia (Inferno na Terra)


Povos de terceiro mundo.
Das mais baixas camadas sócio-economicas.
Unidos em maldição.
Onde os valores foram mudados?
Do ocidente e do oriente.
Perderam-se o respeito.
A dignidade e a cidadania.
A voz do povo nao era a voz de deus?
Aonde estão nossos pertences?
Quem impõe toda essa dor e ódio
O que será de nossos filhos?
A voz do lucro se tornou a voz de deus?
Quem calou as nossa vozes?
Quem calou as suas vozes?
"Terra dos livres, lar dos bravos"
Horriveis metodos de exploraçao
...deus salve a América.

Demoniocracia, inferno na terra
Demoniocracia e o fascismo implementado por g8 (U$A) nos paises endividados.
Facilitam subsidios para a politica de exclusão.
Sem luxo sem escolas sem liberdade de expressão.
Liberdade é poder assistir televisão.
Fazer girar a roda da destruição.
Discordar é proibido e rebelar-se é pena capital.
Inferno na terra, democracia do mal!
Demoniocracia, inferno na terra... INFERNO
É o mal...
exploração infantil,
pobreza,
alienação.
É o mal.


(OBS: vídeo não encontrado)

segunda-feira, 28 de março de 2011

Um incêndio, uma notícia, uma janela, um jornalista e um "alienado" do ConsciênciaNet


"Entreouvido durante o incêndio da UFRJ

Eram pouco mais de quatro horas da tarde quando eu observava, da janela de um núcleo de pesquisa da Escola de Comunicação da UFRJ, o desastre do incêndio no Palácio Universitário. Do lado de fora, uma multidão de alunos, professores, funcionários e jornalistas, em meio a policiais, bombeiros e guardas municipais. Curiosos de plantão da geração 2.0 clicavam tudo com seus celulares-máquina-fotográfica. “Chega”, pensei comigo mesmo. “Hora de ir para casa.”

Antes de encontrar as chaves, no entanto, fui surpreendido por uma batida na porta. Não consegui imaginar quem poderia ser. Abri e, surpreso, me deparei com um homem magro e irrequieto de meia-idade que carregava uma pesada câmera na mão esquerda. Já fazendo menção de entrar, foi logo se apresentando. “Sou da TV Globo”, explicou, cheio de si, como se aquela frase fosse seu passe-livre. Ingenuamente, disse que queria fazer uma tomada do incêndio dali. A vista da janela da sala de fato era privilegiada. Ninguém lá embaixo teria uma imagem tão boa quanto a de lá, o repórter fora esperto. “Não são nem dois minutos”, disse.

Fiz uma pausa antes de responder, só para esticar um pouquinho mais aquele momento. “Hum…”, comecei. “Estou saindo e não posso deixar você entrar.” Ele estacou. Por essa não esperava. “Mas é só uma tomada, é rapidinho, menos de um minuto!”, rogou, exasperado. “Não, sinto muito. Não vou deixar você entrar não.” Ele insistiu, incrédulo: “Mas são só trinta segundos e pronto!”

Quando ele percebeu que não tinha jeito, perguntou quantos anos eu tinha. “Vinte”, respondi. “Você vê televisão?” “Não, não tenho televisão em casa”, respondi enquanto pegava minhas coisas, ao que ele deu o veredito: “Você é um alienado…” Dei um sorriso. “Eu? Me desculpa, mas alienado é o seu trabalho e o que vocês fazem.”

Ele me deu as costas e foi-se embora. Eu respirei fundo. Às vezes, é o dia da caça."

Ricardo Cabral
28/03/2011

Reproduzido de ConscienciaNet.


Leia resposta "Sobre mídia, universidade e mercado" de Ricardo Cabral, aos comentários à postagem no ConscienciaNet clicando aqui.



"Eu acredito, portanto, que o que essas empresas fazem é um desserviço à sociedade. E foi por isso que me neguei a deixar que o câmera fizesse as imagens da sala do PET-ECO, um espaço universitário que deve servir à sociedade – porque os interesses privados a gente já viu onde nos levam. É claro que não quis prejudicar o trabalhador. Afinal, convenhamos que é um fato que nada lhe aconteceria por não filmar ali, existiam espaços de sobra para fazer as tomadas. Mas me neguei – e me negaria de novo – a permitir que uma sala da UFRJ pela qual eu era responsável naquele momento fosse usada por uma empresa e seus interesses. Não mudei o mundo e, confesso, não era o objetivo. Fui apenas fiel aos meus princípios, que são esses que expus acima". R.C.