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segunda-feira, 14 de maio de 2012

O risco da obsessão pela audiência


O risco da obsessão pela audiência

Luciano Martins Costa
Observatório da Imprensa
14/05/2012

O leitor de jornais pela internet pode notar que há alguma mudança nos títulos de reportagens e blogs, com textos mais chamativos e uma evidente predileção em usar expressões ambíguas. Também se pode observar que na maioria dos sites jornalísticos aumentou o espaço destinado a fofocas sobre celebridades, que agora aparecem misturadas a notícias sobre os acontecimentos urbanos e mais próximas do noticiário sobre futebol. Por outro lado, os jornais passaram a prestar mais atenção aos assuntos que surgem nas redes sociais digitais, o que pode dar a impressão de mais agilidade.

O motivo para essas mudanças mais ou menos sutis, que podem ser notadas nas últimas semanas, pode não ter relação direta com jornalismo, mas com um debate em curso em outro campo da comunicação – o da publicidade.

Discute-se mais precisamente o valor das métricas de audiência na internet e especialmente nas redes sociais. A questão está presente em eventos internacionais sobre mídia, nos quais alguns anunciantes questionam o preço cobrado por estratégias integradas que procuram manter o valor das mídias tradicionais e acrescentar o custo das ações nas novas redes digitais.

Supostamente, quando um produto é exposto ao mesmo tempo na televisão, em anúncios estáticos nos jornais e revistas e percorrem ações nas redes sociais digitais, sua exibição deverá ser notada por mais pessoas e, portanto, essa estratégia haverá de produzir mais resultados.

Como produzir receitas?

Acontece que essa visão linear, muito utilizada nos tempos da mídia unívoca, na qual o receptor tinha menos condições de interagir com a mensagem, não pode ser simplesmente replicada no ambiente hipermediado no qual o antigo leitor ou telespectador há muito deixou de ser um receptor passivo.

O que alguns anunciantes estão contestando é a garantia de resultado versus o preço cobrado.

Todo processo de comunicação precisa levar em conta que a disputa é pelo tempo e pela qualidade da atenção do sujeito que se quer alcançar. E se, atualmente, um número crescente de pessoas costuma colocar sua atenção simultaneamente em duas ou mais mídias, qual é o valor de cada uma delas?

Além disso, questiona-se a própria métrica, uma vez que as mensurações meramente demográficas, que informam quantas pessoas são expostas a determinados conteúdos, não asseguram com que disposição ou humor as mensagens estão sendo recebidas.

Eventualmente, uma campanha pode saturar o público e, em determinado momento, provocar uma reversão na intenção da mensagem, passando a produzir reações negativas capazes de se propagar instantaneamente pelas redes digitais.

As estratégias tradicionais de bombardeamento podem, portanto, gerar um efeito desastroso, se milhões de indivíduos ativos nas redes resolverem questionar algum aspecto da mensagem e se colocarem em posição antagônica com relação à proposta da comunicação.

Mas esse é um problema de quem produz publicidade ou ações de marketing. O que pode afetar a mídia jornalística é o engajamento do campo editorial nesse esforço para produzir receita nas versões digitais das empresas tradicionais.

Alhos e bugalhos

A busca incessante por audiência por parte das empresas pode alterar o conceito de valor da informação jornalística?

Esse é um risco permanente, uma vez que essas empresas precisam continuar se apresentando ao mercado como portadoras de relações valiosas com seus públicos. E sempre haverá os consultores “criativos” com ideias mirabolantes sobre o empacotamento do conteúdo noticioso em formatos mais atraentes e, portanto, mais interessantes para o anunciante.

Certas ações no ambiente digital lembram as edições de domingo dos diários, ainda muito comuns, nas quais uma capa publicitária produz um simulacro de jornal, com a intenção de chamar a atenção do leitor para determinado produto ou marca.

No jornal de papel, a consequência é o eventual aborrecimento de ter que separar a capa falsa para ter acesso ao conteúdo que interessa. Mas no caso das mídias digitais, um aborrecimento eventual pode se transformar em antipatia renovada. E uma antipatia nas redes sociais digitais pode produzir um desastre em termos de imagem e reputação.

A mídia jornalística precisa encontrar meios de se valorizar no ambiente da internet, mas pode ser perigoso fazer isso à custa da banalização do conteúdo, como ocorre quando se misturam questões de interesse variado como desafios da vida urbana e fofocas sobre celebridades.

Se há uma velha lição que ainda vale para o jornalismo é: não misturar alhos com bugalhos.

14/05/2012 na edição 693
Via Clipping FNDC

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Universidade da Beira/Portugal disponibiliza livros da área de comunicação para download grátis


A Universidade da Beira, em Portugal, disponibilizou uma série de livros relacionados com a área de comunicação para download grátis mediante autorização de seus respectivos autores e editoras. A maior parte dos livros foi lançada entre os anos de 2010 e 2011.

Confira quais são os livros disponibilizados pela universidade portuguesa:

Tradição e Reflexões: Contributos para a teoria e estética do documentário
Autor: Manuela Penafria
A obra fala do processo de produção de um documentário e mostra exemplos de histórias colocadas neste formato, como por exemplo o movimento operário brasileiro dos anos 70 ou até mesmo durante a era franquista espanhola.

Pragmática: Comunicação Publicitária e Marketing
Autor: Annamaria Jatobá Palacios e Paulo Serra
A coletânea divulga textos de pesquisadores portugueses, espanhóis e brasileiros com produção acadêmica voltada para a investigação de mecanismos linguístico-discursivos desenvolvidos por diferentes práticas sócio-discursivas, a exemplo da publicidade, comunicação organizacional e marketing.

O admirável Mundo das Notícias: Teorias e Métodos
Autor: João Carlos Correia
O livro pretende ser um manual onde se encontre uma abordagem aprofundada da literatura disponível sobre Estudos Jornalísticos.

Radiojornalismo hipermidiático: tendências e perspectivas do jornalismo de rádio all news brasileiro em um contexto de convergência tecnológica
Autor: Debora Cristina Lopez
A autora analisa emissoras all news brasileiras e se insere no contexto da revolução que afeta o rádio contemporâneo.

Jornalismo e convergência: Ensino e práticas profissionais
Autor: Claudia Quadros, Kati Caetano e Álvaro Larangeira
Nesta obra pesquisadores do Brasil, Espanha, Portugal e México discutem novas propostas teórico-metodológicas para o ensino do jornalismo digital. Diversas experiências de ensino também são relatadas, evidenciando problemas, busca de soluçoes, improvisações e criatividade diante de estruturas ainda em desenvolvimento do sistema de ensino.

A Gazeta “da Restauração”
Autor: Jorge Pedro Sousa (Coord.); Maria do Carmo Castelo Branco; Mário Pinto; Sandra Tuna; Gabriel Silva; Eduardo Zilles Borba; Mônica Delicato; Carlos Duarte; Nair Silva; Patrícia Teixeira
O livro procura explicar como foi introduzido o jornalismo em Portugal, quais os fatores que contribuíram para o desenvolvimento dessa atividade de disseminação de informação e conhecimento no país, qual a importância que, nesse contexto, teve a Gazeta apelidada "da Restauração", do que falava essa Gazeta e como falava dos assuntos que abordava.

Retórica e Mediatização: As Indústrias da Persuasão
Autor: Ivone Ferreira & Gisela Gonçalves
A obra mostra de que modo as novas mídias contribuem para a persuasão sobre produtos, marcas ou ideias políticas e até que ponto a retórica mediatizada tem acompanhado a evolução tecnológica e se adaptado às novas ferramentas comunicacionais. Além disso o livro também fala sobre os atores e temáticas que sobressaem dessa análise e de que forma o jornalismo incorpora novas formas retóricas para se tornar mais eficiente.

Ensaios de Comunicação Estratégica
Autor: Eduardo J. M. Camilo
No livro, o autor homenageia alguns amigos e aproveita para dar uma amostra representativa de textos que falam de comunicação estratégica, discursos políticos, teorias de comunicação publicitária e a análise do discurso publicitário (comercial).

Vitrine e vidraça: Crítica de Mídia e Qualidade no Jornalismo
Autor: Rogério Christofoletti
Através da obra, o autor procura discutir a qualidade no jornalismo e tenta refletir sobre democracia e responsabilidade social. O livro está atrelado também ao debate sobre a ética, a formação dos novos jornalistas, a inovação e a busca da excelência técnica.

Cidadania Digital
Autor: Isabel Salema Morgado e António Rosas
Neste livro, os autores vão procurar encontrar respostas para a questão da cidadania digital, apresentando análises de realidades diversas cujo enquadramento comum são os usos que os cidadãos fazem das redes digitais.

Cidadania Digital
Autor: Isabel Salema Morgado e António Rosas
Neste livro, os autores vão procurar encontrar respostas para a questão da cidadania digital, apresentando análises de realidades diversas cujo enquadramento comum são os usos que os cidadãos fazem das redes digitais.

Homo Consumptor: Dimensões Teóricas da Comunicação Publicitária
Autor: Eduardo José Marcos Camilo
O objetivo do autor é responder a uma única questão central: o que é a publicidade enquanto fenômeno de comunicação de massa? Na resposta, o autor reúne uma série de paradigmas teóricos que pretende que sejam alternativos aos que habitualmente estão integrados no domínio das ciências empresariais, com especial destaque para o do marketing.

Conceitos de Comunicação Política
Autor: João Carlos Correia, Gil Baptista Ferreira e Paula do Espírito Santo
Vislumbra-se com este livro um aprofundamento dos estudos nesta área visível da imprensa universitária e especializada e na formação de Grupos de Trabalho nas Sociedades Científicas nacionais e internacionais.

Marketing e comunicación
Autor: José Sixto García
A obra fala das relações existentes entre a comunicação, o jornalismo e o marketing. Também apresenta uma nova categoria do marketing voltada para a comunicação, chamada de Marketing da Comunicação.

O Paradigma Mediológico: Debray depois de Mcluhan
Autor: José António Domingues
O problema geral do livro remete para o exame do poder constitutivo da mediação em seis momentos fundamentais: teológico, filosófico, gramatológico, representacional, técnico-científico e digital.

Direitos do Homem, Imprensa e Poder
Autor: Isabel Salema Morgado
Entendida por muitos como marco civilizacional, coube-me procurar compreender como é percepcionada a Declaração Universal dos Direitos do Homem, na sua dupla projeção: como representação social objetivada no discurso e como enquadramento de uma certa prática política enquanto proposta de exercício do poder para todos os Estados.

Redefinindo os gêneros jornalísticos: Proposta de novos critérios de classificação
Autor: Lia Seixas
Com as novas mídias, surgem novos formatos, se hibridizam, se embaralham os gêneros. A noção de gênero entra, mais uma vez, em cheque. Por isso mesmo passa a ser vista com mais atenção. Alguns gêneros podem acabar, outros podem aparecer. Alguns se transformam, outros se mantêm.

Informação e Persuasão na web: Relatório de um projecto
Autor: Paulo Serra e João Canavilhas
O projeto procura estudar os princípios a que terá de obedecer a construção das páginas Web das instituições de ensino superior públicas portuguesas. Delineou-se, para a execução de tal objetivo, uma investigação focada nos utilizadores, e que confrontasse estes com as diversas possibilidades de organização da informação, de modo a apurar as que se revelariam, de facto, quer como as mais persuasivas, quer como as mais satisfatórias das necessidades e interesses desses mesmos utilizadores.

Webnoticia: Proposta de Modelo Jornalístico Para a Internet
Autor: João Canavilhas
O livro é parte da tese de doutorado "Webnoticia: Proposta de Modelo Jornalístico Para a Internet" e pretende ser uma pequena contribuição para a identificação de uma linguagem convergente para o webjornalismo.

Manual da Teoria da Comunicação
Autor: Joaquim Paulo Serra
A obra mostra como a comunicação assumiu um lugar tão central na nossa sociedade.

Jornalismo Digital de Terceira Geração
Autor: Suzana Barbosa
O livro Jornalismo digital de terceira geração reúne os artigos apresentados durante as “Jornadas Jornalismo On-line.2005: Aspectos e Tendências”, durante os dias 25 e 26 de Novembro, na Universidade da Beira Interior, Covilhã (Portugal). O livro agrega mais duas importantes contribuições produzidas pelos autores brasileiros Elias Machado, Marcos Palacios e Paulo Munhoz.

Sociedade e Comunicação: Estudos Sobre Jornalismo e Identidades
Autor: João Carlos Correia
A obra cita, no plano da indústria mediática, a tentativa de pensar formas alternativas de comunicação que privilegiem uma relação dinâmica com os públicos, aberta à crítica e à partilha de saberes, ao confronto de opiniões e de argumentos, à pluralidade de discursos, por oposição ao paradigma constituído pela comunicação de massa.

Comunicação e Política
Autor: João Carlos Correia
Este livro tem as qualidades e fraquezas do pioneirismo. Reflete um certo ponto da investigação portuguesa nos domínios da Comunicação e Política.

Comunicação e Poder
Autor: João Carlos Correia
A obra fala da comunicação e do poder como dois conceitos englobantes, alegadamente monumentais, dotados de uma vastidão conceitual suficientemente abrangente.

A Persuasão
Autor: Américo de Sousa
O estudo da persuasão pressupõe uma viagem pelos territórios teóricos que a sustentam: a retórica, a argumentação e a sedução.

A Informação como Utopia
Autor: Joaquim Paulo Serra
O libro mostra como a “sociedade da informação” tem as suas raízes no ideal iluminista de uma sociedade constituída por cidadãos que, partilhando o saber, podem decidir democraticamente, partilhando o poder.

Manual de Jornalismo
Autor: Anabela Gradim
É um manual extremamente conservador, tanto na forma de encarar a imprensa e o seu papel, como na ideologia e propostas implícitas e explícitas ao longo do texto

A Letra: Comunicação e Expressão
Autor: Jorge Bacelar
O autor fala de como o homem descobre maneiras de estabelecer registros que duram por muito tempo e como foi a evolução formal dos símbolos tipográficos ao longo das últimas décadas.

Jornalismo e Espaço Público
Autor: João Carlos Correia
O objetivo deste trabalho é, com recurso a uma perspectiva interdisciplinar, indagar sobre a natureza da relação entre a indústria jornalística e os seus públicos no contexto de uma sociedade de massa.

Semiótica: A Lógica da Comunicação
Autor: António Fidalgo
O livro discute a semiótica através de dois fatores que, de acordo com o autor, demarcam os estudos semióticos contemporâneos em comparação com os antigos e, simultaneamente, instituem a semiótica como ciência.

Reproduzido Universia. Faça o dowload/descarregue clicando aqui.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Jornalismo impresso versus Web


Especialistas em coisa nenhuma

Por Washington Araújo
Observatório da imprensa
27/06/2011 na edição 648

Ler jornal diariamente começa a ser algo, vamos dizer, maçante. Os olhos vasculham as páginas, pousam sobre as manchetes, mudam de direção uma e outra vez na vã tentativa de ler as entrelinhas. E assim, após vinte minutos de manuseio do calhamaço diário, fica-se com aquela sensação de que tudo que deveria ser lido já o foi. Mudei eu, como diria o poeta, ou mudou o jornal?

Mudamos os dois. Eu porque, a qualquer hora do dia, quando em movimento, recebo minha ração instantânea de notícias através do celular e quando estacionado através do iPad e depois do monitor de meu computador de mesa. O jornal porque, na eternidade de 24 horas, há muito deixou de concorrer com seu irmã caçula, a web. É que a caçula vara dias e noites abastecendo, com breves pílulas informativas, grande número de portais noticiosos.

É uma luta desigual. Esses tempos glorificam o rápido, o passageiro, o impermanente. E o jornal impresso é exatamente o contrário de tudo isso: é lerdo, demorado e ambiciona permanecer vivo ao longo de suas bem determinadas 24 horas. Notícia bem transmitida não pode mais ser apenas abarcada pelos olhos por intermédio de letras e de imagens estáticas. Não. Precisa nos encher os ouvidos com sua sinfonia de realidade e derramar ante nossos olhos as imagens do acontecimento, preferencialmente no momento mesmo em que acontece. As pessoas ouvidas em uma matéria publicada ganham vida na web ao se fazerem ouvir com sua própria voz, seja carregada de emoção ou vibrando na mais racional argumentação.

Credibilidade e verificação

Quando meus olhos deparam no meio virtual com algum endereço da web logo se dão conta que este se apresenta com sua roupa azulada, quebrando a monotonia do preto no branco. E logo meus dedos são acionados – se o assunto for realmente interessante, curioso – a premir aquele endereço. Enquanto isso, na página impressa, por mais que o editor tenha se esforçado em adicionar o mesmíssimo endereço virtual, ainda assim nenhum comando chega às pontas dos dedos. É um sinal inequívoco de que o leitor tradicional, o pré-internet, deve saciar sua fome com aquele prato feito e nada de ousar se estender mais no assunto.

Antigamente considerávamos pedantes as pessoas que faziam questão de mostrar sua cultura, pessoas sempre a postos para discorrer por longos minutos, quando não horas, sobre o pano de fundo em que surgiu dada notícia. Aos menos ilustrados eram feitas observações pejorativas como “aquele leitor de orelha de livro” ou “aquele que leu apenas uma ou duas notas de rodapé”. Atualmente, só é “menos ilustrado” quem quer – dada a profusão de fontes de pesquisas claramente assinaladas ao longo do minúsculo texto.

Os textos na internet primam pela concisão e pela confusão. São curtos e cheios de novos caminhos azuis (hiperlinks) a serem trilhados. Há quem defenda a ridícula ideia de que as pessoas se recusam a mastigar o que vão ingerir, seja alimento ou informação, preferem recebê-los mastigados e em porções minúsculas. E a pergunta é: que tipo de leitor está sendo gerado? Arrisco-me a aventar algumas respostas. Leitor de manchetes estampadas em sítios e de blogs. Leitor que pouco se importa com a fonte da informação, nada sabe sobre sua credibilidade, e menos ainda acerca de sua autenticidade.

Tempo de leitura

A impressão que tenho é que os novos leitores serão, sem esforço algum, especialistas em coisa alguma. Deixarão sempre para o futuro esta necessidade tão humana de se aprofundar sobre um assunto que lhe cause interesse. E como aquele amante de livros que se contenta em comprar livros e não em separar um tempo do dia para sua leitura, os novos leitores se contentarão apenas em criar fichários onde vão acumulando textos digitalizados ao lado de endereços na web que, com certeza, jamais serão acessados.

Dessa forma, com menos tempo dedicado à leitura, além de não se apropriarem do idioma, se privarão de uma visão completa da realidade que nos abarca e permeia. Teremos diante de nós não mais o leitor de orelha de livro e, sim, o guardador de textos e de endereços virtuais.

Washington Araújo é mestre em Comunicação pela UnB e escritor; criou o blog Cidadão do Mundo; seu twitter

terça-feira, 10 de maio de 2011

Como a internet está mudando a televisão


As mídias sociais estão revolucionando tudo, principalmente na área da comunicação. Mesmo com a internet ainda estando em fase de crescimento e principalmente pelo fato de os serviços relacionados ao acesso ainda serem muito contrários às pesquisas que mostram os brasileiros como um povo que passa muito tempo conectado.

televisão já é a muito tempo a principal ferramenta de comunicação de massa e continua a escrever tendências e exercer grande influência na sociedade. Mas este império criado pelas grandes emissoras do país também esta se rendendo a essa recente revolução.

Citamos aqui algumas constatações que comprovam que essas grandes empresas de comunicação estão se rendendo as novas tecnologias, seja por medo de ser substituído por elas ou apenas para oferecer um serviço mais completo aos tele-espectadores.

Jornalismo: Talvez uma das primeiras áreas da televisão a tentar se adaptar as novidades da internet. O jornalismo vem se adaptando com a internet, vemos programas jornalísticos de diversas emissoras fazendo matérias sobre acontecidos da web, tentando atrair de volta aquele público que está migrando para a internet...

Novelas: As novelas talvez sejam a melhor ferramenta que a televisão possui para exercer o seu poder. Podemos perceber essa influência quando vemos modas serem lançadas pela novela das 20h que está passando...

Programação: Já vemos que a internet vem mudando a grade de horários das grandes emissoras brasileiras. Como em qualquer empresa, as emissoras vivem em base a resultados e retorno por parte dos clientes, os espectadores no caso da televisão....


Publicidade: O assunto publicidade tradicional contra a nova publicidade já é assunto comum...

Entretenimento: Outra função que a televisão está perdendo é o poder de entretenimento que vem sendo “roubado” pela internet, principalmente na parte do público jovem...

Dennis Altermann

Leia o texto completo em Midiatismo clicando aqui.

sábado, 2 de abril de 2011

Facebook y Twitter entraron en las redacciones iberoamericanas

¿La producción de noticias es afectada por el uso de redes sociales? Esa fue una de las preguntas que condujo el análisis ‘¿Nos vemos en Facebook o Twitter? El uso de social media por 27 medios de 9 regiones en Argentina, Colombia, México, Perú, Portugal, España y Venezuela‘. Los resultados de este informe fueron presentados en el Simposio Internacional de Periodismo Online.

En total, se analizaron 5,010 mensajes enviados en los perfiles de medios en Twitter y Facebook. También se ha realizado 22 entrevistas a periodistas, community manager y editores de estos diarios.

“Los medios sociales entraron en las redacciones iberoamericanas para retar a las viejas agendas y la cultura tradicional de recopilación y edición de noticias”, concluye este informe.

Los “reyes” de los sitios de social media son Twitter y Facebook. Sin embargo, algunos medios como El País o El Correo Español-EPV han desarrollado sus propias redes.

En el gráfico podrán ver que “el titular con link” es el mensaje más enviado en las cuentas de Twitter y Facebook. Los ‘retweets’ alcanzan el 2.1% de los mensajes analizados.


Nuevas fuentes

Ya no hay duda que a través de las redes sociales se obtienen nuevas fuentes de información. En esta investigación se encontró que las cuentas oficiales en sitios de social media son consultadas constantemente.

Hay una particular atención en las alertas de usuarios sobre incendios, inundaciones o disturbios. De hecho, “se puede hablar de una cierta ‘fascinación’ sobre las posibilidades de los medios sociales como fuentes de noticias y, al mismo tiempo, de una impotencia porque los recursos son escasos”, se indica.

Asimismo, las interacciones no son solo entre usuarios y productores de noticias, también entre colegas de otros medios.

Descarga el estudio aquí.

Sofía Píchihua

Reproduzido de Clases de Periodismo


sábado, 19 de março de 2011

I Fórum da igualdade: uma outra comunicação é necessária


A CUT-RS e a Coordenação dos Movimentos Sociais do Rio Grande do Sul realizarão o “I Fórum da Igualdade: uma outra comunicação é necessária” nos dias 10,11 e 12 de abril de 2011, no Auditório Dante Barone da Assembléia Legislativa/RS. Nesta primeira edição, o Fórum da Igualdade debaterá a democratização dos meios de comunicação e o marco regulatório. O evento tem como objetivo ser um contraponto ao Fórum da Liberdade.

A democratização da comunicação, a liberdade de expressão e o fim do monopólio dos meios de comunicação no Brasil serão temas a serem debatidos pelos painelistas. Além disso, serão discutidos temas como o marco regulatório para o setor de comunicação no país e a implantação dos Conselhos Estaduais de Comunicação.

Para a CUT-RS é urgente a atualização da legislação para assegurar a liberdade de expressão e a democratização do direito à comunicação. Segundo o presidente da CUT, Celso Woyciechowski, “Estamos muito atrasados nos aspectos da comunicação no Brasil. Temos uma legislação que data de 1962. Desde então, ocorreram profundas transformações no campo das comunicações no Brasil e no mundo e não podemos mais permanecer assim”.

A partir de uma nova legislação, construiremos um projeto de lei que tramite pelo Congresso Nacional, seguindo todas as instâncias legítimas e democráticas que a sociedade brasileira acata e respeita. Regulação representa desenvolvimento, informação, igualdade a diversidade regional e respeito às minorias. Para tanto, a Central Única dos Trabalhadores está convidando painelistas e debatedores de renome nacional e internacional para contribuir com o debate proposto nesta primeira edição.

O Fórum terá 3 grandes painéis:

1- DEMOCRATIZAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E O MARCO REGULATÓRIO

2- DEMOCRATIZAÇÃO DA DEMOCRACIA: Existe Liberdade sem Igualdade?

3- PAPEL DO ESTADO E OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO.

Além disso, ocorrerão oficinas autogestionárias, que debaterão:

. A blogosfera progressista e o AI-5 da internet
. Mundo do trabalho e imprensa sindical
. Reformas Estruturais (política, tributária, previdenciária, urbana, agrária, …)
. 600 propostas da Conferência Nacional de Comunicação 2010
. O Fim do Jornal Impresso
. Rádios comunitárias /Rádios WEB/Digital
. Charges
. Jornal Boca de Rua
. Movimento Rock and Roll e comunicação (Jakobasko)
. Implantação do Conselho Estadual de Comunicação (Sind. Jornalistas)

Nomes confirmados:

. Bia Barbosa (Intervozes)
. Vera Spolidoro (Secom RS)
. Celso Schroeder (Presidente da FENAJ)
. Marcelo Branco (Softwarelivre.org)
. Pedrinho Guareschi (Prof. UFRGS)
. João Pedro Stedile (MST)
. Altamiro Borges (Site Vermelho)
. Vito Giannotti

Reproduzido da página da CUT/RS

sexta-feira, 11 de março de 2011

“El futuro de los diarios de papel está en la red”


"Director de El País: “El futuro de los diarios de papel está en la red”

El director de El País, Javier Moreno, señaló en el XII Congreso de Periodismo Digital celebrado en Huesca que la prensa tiene un desafío y una oportunidad que la industria todavía no ha comprendido en su real magnitud.

Para el director del diario español el futuro de los diarios de papel está en la red: “En unos años, pocos o muchos, dejará de haber periódicos impresos en papel (audio)”.

Aunque reconoció que los diarios todavía juegan un papel formidable en la democracia advirtió que “la web ofrece la posibilidad de una información tan profunda, tan en detalle y de tal modo inacabable que la comparación hace palidecer al más pintado defensor del periódico tradicional, incluso de los buenos periódicos que siguen habiendo”

Moreno llamó la atención sobre cómo los ciudadanos habían dejado de ser pasivos lectores. “Cada vez más ciudadanos escriben y publican sus propias opiniones, transmiten información y hacen circular fotos que previamente han hecho con sus móviles”, detalló. En suma,  están haciendo todo aquello “que antes  solo -o principalmente- hacíamos los periodistas”. “En muchas ocasiones debemos reconocer que lo hacen mejor que los periodistas profesionales”, indicó.

“Todos los ciudadanos que hoy comparten sus conocimientos, sus intereses y sus obsesiones en la red eran invisibles hace 15 años. Las nuevas tecnologías, la web en general, más específicamente los blogs, Twitter, Facebook y demás , les han permitido emerger del segundo plano, y a veces tomar la delantera. La reacción de las redacciones en general, de muchos periodistas profesionales y de la totalidad de las empresas periodísticas en estos últimos 15 años, ha oscilado entre el desdén y la irritación creciente”, sostuvo.

Moreno consideró que ya no se puede seguir haciendo periódicos al margen de los aportes de los ciudadanos, del flujo de buena información en Twitter, de los lectores que critican, opinan, discuten y valoran en las redes sociales".

Reproduzido de Clases se Periodismo

Escute os audios clicando aqui.

quinta-feira, 10 de março de 2011

TV y prensa digital supera a medios tradicionales en EE.UU.


Hasta que llegó el momento. La televisión y prensa digital ya supera el consumo de medios tradicionales en los Estados Unidos, según un reporte de PricewaterhouseCoopers (PwC).

De acuerdo con la agencia Servimedia, los usuarios estadounidenses entre 18 y 60 años dedican 7.3 horas a la semana a ver televisión en la red, ya sea por streaming o descargando archivos. El consumo televisivo alcanza 6.1 horas en promedio.

El consumo en línea se incrementa entre los adultos jóvenes de 18 a 34 años, que gastan unas 8 horas semanales frente a las 5.6 horas que usan para ver TV tradicional.

En el caso de la prensa, esta historia se repite. Los estadounidenses dedican 4.4 horas en promedio a la semana para leer diarios, revistas o libros a través de la red o sus móviles, mientras que la cifra se reduce a 1.9 horas para el formato impreso.

Otros resultados:

. 5.1 horas a la semana para ver películas en Internet, mientras que solo 1,5 horas en el cine.

. 2.4 horas a la semana para juegos en consolas versus 2.1 horas en la red.

. “En conjunto, el consumo digital de ocio, entretenimiento y prensa promedia las 19,3 horas, frente a las 15,8 del tradicional”, según Servimedia.

Sofia Pichihua

Reproduzido de Clases de Periodismo

domingo, 6 de março de 2011