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sábado, 18 de maio de 2013

TV UFSC inaugurou canal aberto e digital


TV UFSC inaugurou canal aberto e digital

A TV UFSC estreou no dia 18 de maio, sábado, sua programação local com sinal aberto para a Grande Florianópolis, em transmissão digital a partir das 11 horas. A cerimônia será presidida pela reitora Roselane Neckel e teve a presença do presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Nelson Breve. A TV UFSC é mantida pela Universidade Federal de Santa Catarina, tem sede em Florianópolis e funciona desde 1998 como canal por assinatura.

Numa programação compartilhada com a TV Brasil, ligada à Empresa Brasil de Comunicação, o canal 63.1 terá conteúdo voltado à valorização de produções direcionadas à cultura, educação e costumes locais. A programação local é de responsabilidade da TV UFSC e a nacional da TV Brasil. O transmissor digital, adquirido pelo Instituto Nacional para Convergência Digital (INCoD) e localizado no Morro da Cruz, terá uma área de cobertura que pode alcançar cerca de um milhão de pessoas, dependendo da topografia de cada região. O telespectador que não tiver um aparelho de tv digital pode adquirir um sintonizador para HDTV.

Para a reitora Roselane Neckel, trata-se de uma tevê em avançado processo de consolidação. “Esta experiência acumulada será fundamental para nossa equipe, pois partilhamos princípios comuns. A TV Brasil tem hoje uma programação vasta, de qualidade, voltada para um público diversificado. A partir desta parceria, a comunidade terá acesso, inclusive, a programas regionais que contribuem para o melhor conhecimento da diversidade cultural do nosso país, ao mesmo tempo que a nossa produção também estará acessível a muito mais pessoas, de diferentes perfis. Isto só para citar alguns aspectos, porque os benefícios são muitos”.

 Parceria

Com a parceria com a TV Brasil, o canal universitário vai oferecer uma programação informativa, cultural, artística, científica e cidadã. Um dos grandes atrativos da emissora nacional são os programas direcionados para o público infanto-juvenil, como o “ABZ do Ziraldo”, que tem como ideia principal incentivar o hábito da leitura. Apresentado pelo escritor e cartunista Ziraldo, é exibido com participação de uma plateia repleta de crianças que estudam em escolas públicas. As animações, como “Batatinhas” e “Anabel”, também fazem parte da grade.

No entretenimento, programas como “Samba na Gamboa” dão ritmo à programação. A proposta de apresentar MPB às novas gerações também ganha espaço em “Musicograma”. Cada edição possui um tema voltado para o viés regional, herança musical, escolas de samba, duos e instrumentos. Mas é no “Viola, minha viola” que o altar da tradicional música de raiz se levanta. O programa é um dos mais antigos da televisão brasileira, com 31 anos de transmissão. Além da música, a grade também possui filmes e documentários nacionais e internacionais, com temas de várias épocas e gêneros.

Quem traz informações sobre o que acontece no Brasil e no mundo é o “Sem Censura”. As descobertas mais recentes da medicina, a preservação do meio ambiente, a busca pela melhoria da qualidade de vida, a informação cultural, as formas de lazer fazem do programa um sinônimo de diversão com responsabilidade. Já o “Roda Viva” é uma produção que, dentro de sua orientação para o Jornalismo Público, oferece aos telespectadores um dos mais importantes programas de entrevistas da televisão brasileira. O seu acervo conta com personalidades nacionais e internacionais na área das artes, política, economia, cultura, esportes, educação e saúde.

Pensamento crítico

“A TV aberta nos possibilita levar à comunidade de Florianópolis e região informação de qualidade sobre Ciência, Tecnologia, Inovação, Arte e Cultura. Este pode ser um instrumento essencial para democratizar a comunicação e ajudar a disseminar conhecimento, estimulando o pensamento crítico. Esta é, sem dúvida, uma das principais funções da universidade e com uma tevê aberta, o alcance é ainda maior. Também é preciso destacar que a tevê pode se consolidar como um excelente laboratório de ensino, pesquisa e extensão para os nossos alunos”, comemora a reitora Roselane Neckel.

Pensando nisso, a TV UFSC preparou uma programação especial para a semana de estreia do sinal aberto. No programa “Cinema Catarinense”, três filmes estreiam na tv aberta. O longa-metragem “A Antropóloga” retrata aspectos da cultura herdada dos colonizadores açorianos na Costa da Lagoa. O diretor, Zeca Nunes Pires, é um dos profissionais com produção cinematográfica mais representativa de Santa Catarina. Já o filme “Memórias de Jorge Lacerda” traz um resumo da vida e obra do político catarinense, contado através de imagens, discursos, obras literárias e memórias de um homem que conseguiu ser a um só tempo forte e atuante na política, sem deixar a intelectualidade de lado. E, por último, o documentário “De Saint Exupéry a Zeperri”. Autor de um dos maiores best-sellers universais, “O Pequeno Príncipe”, Antoine de Saint-Exupéry, tido como o “poeta da aviação”, trabalhou na antiga companhia de correio aéreo francesa Aéropostale. Em suas escalas em Florianópolis, o piloto-escritor conheceu os pescadores e seu nome de difícil pronúncia incitou o apelido “Zeperri”, cristalizado na cultura e no folclore da região. Cruzando testemunhos de franceses e brasileiros, o documentário alia relatos orais à pesquisa histórica para reconstituir um capítulo praticamente desconhecido de um escritor cuja vida e obra remontam ao mito.

Além de apresentar notícias, entrevistas, trabalhos acadêmicos, shows de artistas locais e nacionais, filmes catarinenses e clássicos do cinema de domínio público, o canal universitário promete para este ano maior interatividade com o telespectador. Já nessa semana de estreia será exibido o especial “Memórias do Esporte Olímpico”. São dez documentários contando as histórias de luta e superação de atletas que, pouco a pouco, foram sendo esquecidos na história do esporte.

A programação, que continuará sendo transmitida pelo Canal 15 da NET (TV a cabo), pode ser conferida em www.tv.ufsc.br e www.tvbrasil.ebc.com.br.

Reproduzido de Portal UFSC Notícias
17 mai 2013

Foto: Leo Nogueira Paqonawta

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ernesto Laclau em Buenos Aires (12/11/12): Democracia y Medios de Comunicación



Conversa/Oficina com Ernesto Laclau

"Democracia y Medios de Comunicación"
12 de novembro de 2012
Buenos Aires/Argentina

La TV Pública abre una vez más sus puertas.

Los invitamos a la Charla – Taller sobre “Democracia y Medios de Comunicación”, que dará el Dr. Ernesto Laclau, el próximo lunes 12 de noviembre.

Es posible presenciarla (previa inscripción a rrii@tvpublica.com.ar) o verla en vivo y participar activamente, ingresando a www.tvpublica.com.ar.

¡Los esperamos!

sábado, 23 de junho de 2012

Especialistas discutem os rumos da TV digital e da comunicação pública no Brasil


Especialistas discutem os rumos da TV digital e da comunicação pública no Brasil

Redação
Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé
21/06/2012

Na noite desta quarta-feira (20), a pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Cosette Castro e o assessor da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) Diogo Moisés protagonizaram debate sobre os avanços do campo público na TV digital. O evento aconteceu em São Paulo, como parte do Ciclo de Debates Panorama da Comunicação e Telecomunicações, promovido pelo Ipea, Socicom e Barão de Itararé. A mediação foi de Fernanda Carneiro, jornalista do Ipea.

Cosette Castro apresentou um amplo panorama da TV digital no Brasil, abrangendo aspectos mercadológicos, políticos e acadêmicos. Segundo a pesquisadora, o projeto de TV digital no Brasil é isolado e desconexo em relação a outras áreas, o que fragiliza a proposta. A campanha em torno da TV digital, segundo ela, também é ineficiente. “O Fórum Brasileiro de TV Digital e o governo parecem empurrar um para o outro a missão de construir uma campanha sólida”, afirma.

De acordo com ela, a campanha brasileira é veiculada em horários ruins, geralmente depois das 22h, com pouca frequência e em poucos veículos. Como exemplo, Castro cita o caso da Argentina: “Há uma ampla e atraente campanha, chamada Televisión Digital Abierta, com histórias animadas e musicadas, compreensíveis e informativas”. Ela chama a atenção para o fato de que a ideia de TV digital no Brasil não releva seu caráter de serviço público, limitando a inovação apenas à questões técnicas, como melhorias de imagem e som.

A pesquisadora definiu conteúdos e aplicativos digitais como “programas de software para computadores, celulares, videojogos, revistas digitais, televisão e convergência tecnológica em geral”. Ela ressaltou que os conteúdos podem ser desenvolvidos tanto em código aberto – como o Ginga –, como em código fechado. Os aplicativos têm capacidade de melhorar a qualidade de vida, afirma. “Uma pessoa que depende do INSS pode marcar consulta sem sair de casa, por exemplo”.

Segundo Castro, os projetos de desenvolvimento de conteúdos, serviços e aplicativos digitais não passam de protótipos e a indústria de conteúdos digitais ainda não saiu do plano teórico, sendo que o país foi responsável pela criação do Ginga. “Desde 2003, o país investiu 150 milhões na área de tecnologia digital, mas apenas 0,1% foram, de fato, empregados. O investimento em conteúdos digitais gera PIB, favorece o mercado de trabalho, aumenta a oferta e procura de conteúdos, além de estimular a cultura nacional”, afirma.

Dentre outros fatores apontados por ela em sua pesquisa, receberam destaque o atraso da legislação em comunicação, especialmente a eletrônica; a necessidade de revitalização da TV pública e a constante descontinuidade dos projetos relacionados à TV digital e ao setor. “A falta de continuidade nos projetos impede o desenvolvimento de políticas públicas sólidas na área, o que afeta, também, os investimentos no setor”.

Os desafios da TV pública

Diogo Moisés explicou as dificuldades da comunicação pública no Brasil a partir do exemplo da EBC, criada em 2007. “O sistema público de comunicação no país ainda é uma intenção. Até o momento, tivemos apenas pílulas dele”, afirma. Em sua avaliação, a EBC ainda está na “primeira infância”, tendo enfrentado muitas dificuldades desde seu nascimento, já que assumiu passivos da Radiobrás.

Segundo Moisés, a defasagem nos campos da comunicação pública e da TV digital está intimamente relacionada. “É um processo político complexo, que passa pela arquitetura regulatória, recursos financeiros e formação”, opina. Em sua visão, o governo precisa organizar o setor e planejar investimentos, construindo políticas públicas de longo prazo. “A grande lição até agora é que os investimentos e projetos não podem ser descontinuados”.

Ainda em relação à EBC, Moisés ressaltou que a instituição está sendo construída em pleno período de transformação da comunicação. Mesmo com o disparate entre os recursos financeiros de uma TV pública e de veículos comerciais, ele acredita que os produtos têm de ser pensados de forma “transmidiática”. “Teremos um portal para agregar produção colaborativa, multimídia e multiplataforma”, afirma, acrescentando que “multiplataforma não é apenas pegar um produto de TV e colocar em um hotsite, mas pensar novas dinâmicas de interatividade e participação”, afirma.

Formação e capacitação

Tanto Moisés quanto Castro avaliam que o campo do ensino é fundamental para o desenvolvimento das áreas de TV digital e TV pública. Segundo os debatedores, há uma carência aguda em recursos humanos e formação na área. “Faltam iniciativas e recursos para capacitação e atualização profissional e acadêmica na área”, afirma Castro. Os dois defenderam o projeto da Escola Nacional de Comunicação Pública, que ofereceria uma formação distinta do ensino mercadológico predominante nas instituições de ensino do país.

Reproduzido de clipping FNDC
21 jun 2012

quinta-feira, 15 de março de 2012

Uma "emissora pública" como "prolongamento da mídia privada"...


Folha, TV Cultura e as más notícias

Alberto Dines
Observatório da Imprensa
14/03/2012

A inglesa BBC ou a americana PBS armariam parcerias de longo prazo com emissoras privadas dos respectivos países? Dificilmente. Mas sentem-se à vontade para associar-se entre si. A Fundação Ford, por sua vez, bancou o projeto de Fred W. Friendly (1915-1998) para a criação do Public Broadcasting System e anos mais tarde financiou a entrada da British Broadcasting Corporation nos Estados Unidos.

O sistema televisivo em países democráticos é um tabuleiro com vetores diferenciados, claramente identificados e distribuídos equitativamente com o objetivo de equilibrar conteúdos. A iniciativa privada disputa a concessão de canais para explorá-los comercialmente dentro de normas e regulamentos aprovados pela sociedade – e, para contrabalançar seu potencial econômico e político, o poder público cria canais públicos de TV (caso dos EUA e Reino Unido) ou estatais de interesse público (caso do Brasil). Uma terceira alternativa é o projeto de TV comunitária que ainda não conseguiu viabilizar-se como alternativa plena.

Cada vetor tem funções e papéis específicos funcionando dentro dos princípios democráticos de poder e contrapoder. Esse conflito funcional e orgânico funciona como a plataforma de uma sociedade estável, equilibrada e dinâmica.

Fato consumado

A parceria do Grupo Folha com a TV Cultura de São Paulo é, paradoxalmente, boa para o telespectador e ruim para a TV brasileira. Simplesmente porque anula as imperiosas diferenciações entre os parceiros. A TV pública é uma alternativa à TV comercial. Seu papel é eminentemente crítico, sua função é, digamos, “republicana” para promover um equilíbrio entre o interesse público e os demais interesses que envolvem a TV comercial. E esta também tem importante função crítica opondo-se aos interesses políticos, culturais ou religiosos das TVs públicas e/ou estatais.


O programa TV Folha que a TV Cultura passou a apresentar aos domingos anula a diferenciação e o contraditório. É mais um produto saído da nossa usina de “cordialidades” e complacências. Transforma uma emissora pública em um prolongamento da mídia privada, emascula afetivamente a sua independência, poda o seu DNA alternativo, contestador e cidadão. Simultaneamente, elimina da pauta de um jornal intransigente como a Folha de S.Paulo apreciável coleção de palpitantes assuntos na esfera cultural e política.

A anunciada adesão da Editora Abril a este perigoso esquema federativo (com um programa às terças-feiras) só confirma esta análise. O programa da Folha é pago pela montadora Renault, os comerciais exibidos não são de caráter institucional – como se espera da propaganda em redes públicas –, vendem carros ostensivamente.

Folha e TV Cultura certamente dividirão o faturamento, isso significa que não se trata de mero intercâmbio entre produtores de conteúdo e plataformas divulgadoras. A TV Cultura transfere-se com armas e bagagens para o campo comercial. É uma péssima notícia para todas as partes. Inclusive para as emissoras comerciais que passam a contar com concorrentes inesperados.

O Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta aprovou a metamorfose ou terá que engoli-la como fato consumado? Houve tentativas de aproximação da TV Cultura com a outra rede pública, a TV Brasil?


Leia também "Os novos parceiros da TV Cultura", por Luciano Martins Costa, clicando aqui.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Manifesto em defesa do operador único de rede de TV


Manifesto em defesa do operador único de rede de TV

Nós, deputados federais, representantes das emissoras do campo público (educativas, culturais, universitárias, legislativas e comunitárias), militantes dos movimentos sociais, profissionais da cultura, cineastas, produtores independentes, comunicadores e acadêmicos, membros da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com participação popular, composta por 194 deputados e 99 entidades da sociedade civil, preocupados com a indefinição sobre o processo de criação e funcionamento do Operador Único de Rede de TV Pública Digital, manifestamos nossa defesa de um sistema que garanta o acesso pleno a todos os canais do campo público. O operador será responsável pela transmissão dos sinais de diversas emissoras do campo público, nacionais e locais, que deverão fazer parte do sistema.

Com o livre acesso ao Operador de Rede, canais comunitários, universitários, legislativos, estatais ou públicos poderão ser acessados pelos cidadãos no novo sistema digital, ampliando a diversidade de conteúdos, para além dos atuais canais comerciais da TV aberta. Sem ele, corremos o risco de tornar inacessível para a maior parte da população os canais do campo público.

Lembramos também que é fundamental garantir a presença do rádio digital no operador de rede, assim como a interatividade plena, já possível através de um midleware criado por pesquisadores brasileiros, o Ginga, já usado em 12 países. Sendo garantida sua inclusão em todos os equipamentos brasileiros, será possível o acesso a serviços eletrônicos do governo e a criação de uma rede de intercâmbio de conteúdos entre as TVs do campo público e mesmo produtores independentes.

Pleiteamos que esta questão de OPERADOR DE REDE seja uma prioridade do Governo Federal e seus entes, envolvendo todos os segmentos do governo relacionados ao tema, Ministério das Comunicações, Ministério da Cultura, Casa Civil, Telebrás, EBC, entre outros, sendo este decorrente de ações interministeriais que precisam ser decididas no menor espaço de tempo possível, como forma de viabilizar a criação de uma rede com todos os canais do campo público, de forma gratuita para todos, e que seja definida a multiprogramação em todas suas vertentes.

Frentecom

Frente Parlamentar pela Libedade de Expressão e o Direito à Comunicação com participação popular

18 jul 2011 . Frentecom


TV digital


Televisão digital ganhará impulso é no campo público, com operador único, diz especialista

Ana Rita Marini
FNDC
26/07/2011

A TV digital poderá dar sua maior contribuição à sociedade brasileira na medida em que forem priorizadas a diversidade de canais e a interatividade - e percebidas a sua facilidade de uso e utilidade. Neste processo, a criação de um Operador Nacional Único de Rede de TV Pública é fundamental. Para o engenheiro Alexandre Freire da Silva Osorio, diretor de tecnologia da Frente Nacional pela Valorização das TVs do Campo Público (Frenavatec), na TV digital o telespectador torna-se usuário e as TVs públicas têm papel central no cenário de digitalização da transmissão. A seguir, a entrevista que o pesquisador concedeu ao e-Fórum:

Por que a TV digital não "deslancha" no Brasil?

Alexandre Osorio: Entendo que estamos nos atendo à TV digital terrestre, de sinal aberto. Essa é uma questão que possui várias componentes. Para essa análise, prefiro adotar o ponto de vista do usuário (termo mais apropriado que 'telespectador', em se tratando de TV digital interativa). Segundo um modelo denominado TAM (sigla em inglês para Modelo de Aceitação de Tecnologias), os fatores que condicionam a aceitação de uma nova tecnologia por uma pessoa podem ser divididos em duas categorias básicas, a saber, a facilidade de uso percebida e a utilidade percebida.

Entre os fatores que influenciam na percepção da facilidade de uso, encontram-se aqueles que dizem respeito aos dispositivos eletrônicos integrantes dessa nova tecnologia - e aqui quero me ater aos terminais de acesso, termo que dou preferência ao invés de caixas conversoras, por remeter à interatividade e assim contribuir para que a TV digital finalmente deixe de ser compreendida como uma mera conversão de sinais (de analógico para digital, em alta definição ou não).

É importante que os terminais de acesso, quer seja embutidos em aparelhos de TV ou externos, sejam acessíveis. Essa é uma condição básica, necessária apesar de insuficiente. Um impulso importante seria dado com ações de fomento à indústria e à inovação, com intuito de valorizar a tecnologia nacional para esses dispositivos, como de resto, para toda a cadeia de equipamentos ligados à TV digital.

Leia a entrevista completa na página do FNDC clicando aqui.

Conheça o Manifesto em Defesa do Operador Único de Rede de TV, da FRENTECOM clicando aqui.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Telespectadores consideram TV Brasil uma alternativa às emissoras comerciais


"Mesmo com índices de audiência ainda baixos se comparados com as emissoras comerciais abertas, a TV Brasil, carro-chefe da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), tem se mostrado uma alternativa cultural e informativa para muitas pessoas. Ela é a televisão nacional que mais exibe filmes brasileiros, produções independentes e tem uma elogiada programação infantil.

É a única que mantém um programa de crítica de mídia (Observatório da Imprensa) e tem uma janela direta para os telespectadores, por meio do quadro Outro Olhar, em que qualquer cidadão pode ter seu vídeo exibido em horário nobre pelo telejornal da emissora. Também talvez seja um dos únicos canais que privilegia o continente africano, com produções que falam da África e um correspondente de jornalismo na região.


"Quem assiste percebe que ali há um certo oásis na TV”, diz o jornalista e ouvidor-geral da EBC, Laurindo Leal Lalo Filho. Segundo Lalo, as maiores audiências e elogios da TV Brasil vêm dos conteúdos que o telespectador não encontra em outras emissoras. É o caso da programação infantil, que tem os índices de audiência mais elevados da TV. E seguindo a mesma lógica, de ser complementar, que fez com que a empresa começasse a transmitir jogos do campeonato brasileiro da série C este ano".

Jacson Segundo . Observatório do Direito à Comunicação

Leia o texto acima completo clicando aqui.

Leia também a entrevista de Ana Rita Marini com Laurindo Leal Filho, "TV a serviço do espírito crítico", no Observatório da Imprensa, clicando aqui.