Mostrando postagens com marcador Amaury Ribeiro Jr.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amaury Ribeiro Jr.. Mostrar todas as postagens

sábado, 19 de maio de 2012

Gianni Carta: FHC, o midiático bailarino da pós-política


FHC, o midiático bailarino da pós-política

Gianni Carta
17 maio 2012

“O poderio do governo (de Dilma Rousseff), sobretudo sobre a pequena mídia, é crescente.” Palavras do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no Instituto FHC na terça-feira 15.  Autor de alguns livros acadêmicos de sociologia lidos por um punhado de gatos pingados há mais de três décadas, FHC continua sendo “a principal referência intelectual” da oposição partidária (leia PSDB) e dos seus simpatizantes (leia elites), escreveu Marcos Coimbra, colunista de CartaCapital.

Nesse trono dos intelectuais da direita, FHC esmera-se em semear contradições mil. Eis mais uma vez a acima citada (e haverá outras abaixo): o poder da pequena mídia é crescente. O ex-presidente esqueceu que foi eleito em grande parte graças à mídia conservadora, e principalmente pela tevê Globo, cria da ditadura? Naquela primeira eleição em 1994, o candidato de Roberto Marinho era FHC. O povo, ainda despreparado para votar no torneiro mecânico, votou no intelectual de gravata.

Em seguida, os supostos experts em economia da tevê global e de todos aqueles semanários conservadores como Veja e mais os diários Folha, Estado, Globo etc. inventaram que o presidente sociólogo foi o criador do plano real – e assim ele tirou o Brasil do buraco. A mídia internacional, especialmente a anglo-saxônica, comprou a versão dos colegas canarinhos. Vale acrescentar o seguinte: essas revistas e jornalões, assim como a tevê da família Marinho, estiveram por trás do golpe de Estado de 1964 e do golpe dentro do golpe.

Pergunta: o sociólogo presidente, que ganhou fama mundial com sua Teoria da Dependência, teve suposta formação marxista, e se autoexilou na França (ele poderia ter ficado aqui sem nenhum temor), reconhece como se contradiz? Apoiado pelas elites e uma mídia que distorce fatos, FHC agora culpa Dilma, que se opôs de verdade contra a ditadura, por ser defendida por uma “pequena mídia”. Pior seria como a defende o pessoal da blogosfera? Blogosfera, diga-se, também povoada por reacionários e mesmo assim Veja quer censurá-la. Um adendo já manjado, mas é bom repeti-lo para podermos refletir sobre o nível do jornalismo canarinho: o chefe da sucursal da Veja em Brasília trabalhou em parceria com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, agora atrás das grades, para produzir furos contra a esquerda. Os dois trocaram 200 telefonemas. O que leremos nas transcrições dessas “entrevistas”?

Provavelmente não leremos nada. A mídia que FHC aprova fecha-se em copas para que Roberto Civita, o dono da Veja, não compareça à CPI do Cachoeira. E o bicheiro de Goiás que corrompeu deputados e governadores gostaria de contar tudo…

De corrupção, aliás, FHC entende. Ele não disse, em outra manchete de jornalão tucano, que o governo de Dilma roubou mais que os seus dois governos? Dito de outra forma, os governos de FHC também roubaram, mas menos. É algo como dizer: você matou 100 pessoas, eu somente 25.

Convenhamos: faro para o que interessa à mídia FHC tem. É preciso falar de corrupção. O assunto, como diz Vladimir Safatle, colunista da CartaCapital, é “grave” e temos de lidar com ele. Mas e os outros assuntos? Por exemplo, como vai a social-democracia hoje?

Não espere a resposta de FHC, o líder intelectual da oposição. Na verdade, o Partido da Social-Democracia Brasileiro (PSDB) nunca foi social-democrata. E nem seu fundador-mor. Alguns meses atrás FHC disse a algum jornalão que ele deveria ser julgado pelo seu legado, não pela sua linhagem ideológica. De qualquer forma, essa linhagem ideológica é límpida como as águas do Mediterrâneo.

Mais recentemente, num artigo intitulado “Política e moral”, no qual FHC analisa um recente livro do seu amigo sociólogo Alain Touraine, os partidos estariam “petrificados”. “Lideranças respeitadas podem despertar a confiança perdida.” Indagou Marcos Coimbra: “Será que ele está se oferecendo para o papel?”

Claro que sim.

Fernando Henrique Cardoso se apresenta como apóstolo da pós-política para debater a corrupção, e em particular o Mensalão. (Será que FHC leu A Privataria Tucana, de Amaury Jr.?) E assim o ex-presidente quer despolitizar ainda mais quem o ouve.
Enquanto isso, os franceses elegeram para a Presidência François Hollande, um socialista.

Social-Democrata de verdade, Michel Rocard, o mais popular premier da V República da França, disse a CartaCapital: “Podemos dizer que agora nos aproximamos da social-democracia na França… De qualquer forma, a esquerda francesa está tomando uma responsabilidade na economia de mercado”.

Em outro encontro com Rocard, o ex-premier observou: “Importante não é o balé dos indivíduos, mas sim a correntes coletivas”.

FHC é apenas um bailarino.

Reproduzido de Carta Capital

domingo, 18 de dezembro de 2011

Sobre "o costumeiro silêncio ensurdecedor da mídia nativa": A Privataria Tucana


Só mesmo no Brazil-zil-zil

Mino Carta

Pergunto aos meus intrigados botões por que a mídia nativa praticamente ignorou as denúncias do livro de Amaury Ribeiro Jr., A Privataria Tucana, divulgadas na reportagem de capa da edição passada de -CartaCapital em primeira mão. Pergunto também se o mesmo se daria em países democráticos e civilizados em circunstâncias análogas. Como se fosse possível, digamos, que episódios da recente história dos Estados Unidos, como os casos Watergate ou Pentagon Papers, uma vez trazidos à tona por um órgão de imprensa, não fossem repercutidos pelos demais. Lacônicos os botões respondem: aqui, no Brazil-zil-zil, a aposta se dá na ignorância, na parvoíce, na credulidade da plateia.

Ou, por outra: a mídia nativa empenha-se até o ridículo pela felicidade da minoria, e com isso não hesita em lançar uma sombra de primarismo troglodita, de primeva indigência mental, sobre a nação em peso. Não sei até que ponto os barões midiáticos e seus sabujos percebem as mudanças pelas quais o País passa, ou se fingem não perceber, na esperança até ontem certeza de que nada acontece se não for noticiado por seus jornalões, revistonas, canais de tevê, ondas radiofônicas.

Mudanças, contudo, se dão, e estão longe de serem superficiais. Para ficar neste específico episódio gerado pelo Escândalo Serra, o novo rumo, e nem tão novo, se exprime nas reações dos blogueiros mais respeitáveis e de milhões de navegantes da internet, na venda extraordinária de um livro que já é best seller e na demanda de milhares de leitores a pressionarem as livrarias onde a obra esgotou. A editora cuida febrilmente da reimpressão. Este é um fato, e se houver um Vale de Josaphat para o jornalismo (?) brasileiro barões e sabujos terão de explicar também por que não o registraram, até para contestá-lo.

Quero ir um pouco além da resposta dos botões, e de pronto tropeço em - duas razões para o costumeiro silêncio ensurdecedor da mídia nativa. A primeira é tradição desse pseudojornalismo arcaico: não se repercutem informações publicadas pela concorrência mesmo que se trate do assassínio do arquiduque, príncipe herdeiro. Tanto mais quando saem nas páginas impressas por quem não fala a língua dos vetustos donos do poder e até ousa remar contracorrente. A segunda razão é o próprio José Serra e o tucanato em peso. Ali, ai de quem mexe, é a reserva moral do País.

Estranho percurso o do ex-governador e candidato derrotado duas vezes em eleições presidenciais, assim como é o de outra ave misteriosa, Fernando Henrique Cardoso, representativos um e outro de um típico esquerdismo à moda. Impávidos, descambaram para a pior direita, esta também à moda, ou seja, talhada sob medida -para um país- que não passou pela Revolução Francesa. Donde, de alguns pontos de -vista, atado à Idade Média. O movimento de leste para oeste é oportunista, cevado na falta de crença.

Não cabe mais o pasmo, Serra e FHC tornaram-se heróis do reacionarismo verde-amarelo, São Paulo na vanguarda. Estive recentemente em Salvador para participar de um evento ao qual compareceram Jaques Wagner, Eduardo Campos e Cid Gomes, governadores em um Nordeste hoje em nítido progresso. Enxergo-o como o ex-fundão redimido por uma leva crescente de cidadãos cada vez mais conscientes das -suas possibilidades e do acerto de suas escolhas eleitorais. Disse eu por lá que São Paulo é o estado mais reacionário da Federação, choveram sobre mim os insultos de inúmeros navegantes paulistas.

Haverá motivos para definir mais claramente o conservadorismo retrógado de marca paulista? E de onde saem Folha e Estadão, e Veja e IstoÉ, fontes do besteirol burguesote, sempre inclinados à omissão da verdade factual, embora tão dedicados à defesa do que chamam de liberdade de imprensa? Quanto às Organizações Globo e seus órgãos de comunicação, apresso-me a lhes conferir a cidadania honorária de São Paulo, totalmente merecida.

Reproduzido de Carta Capital
16 dez 2011

sábado, 17 de dezembro de 2011

Partidarização da mídia: o silêncio sobre o escândalo revelado na "Privataria Tucana"


Grande mídia esconde "A Privataria Tucana", mas obra faz sucesso nas livrarias

A grande imprensa tenta esconder as denúncias do livro A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr., mas o assunto é bastante comentado na internet e a obra rapidamente se esgotou nas livrarias. Apenas a revista Carta Capital, além da Record, deu destaque ao assunto. Para Nirlando Beirão, o caso deixou evidente a partidarização da mídia.



Reproduzido de R7 em 16/12/2011

Comentários de Filosomídia:


Ressalto a frase do comentarista Nirlando Beirão: "a gente não está sendo bem informado no Brasil"...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O muro de silêncio, por Maria Inês Nassif


Um sucesso de vendas cercado por um muro de silêncio

O livro "A Privataria Tucana", de Amaury Ribeiro Jr., foi lançado há quatro dias e já é um fenômeno de vendas cercado por um muro de silêncio. Produto de doze anos de trabalho - e, sem dúvida, a mais completa investigação jornalística feita sobre o submundo da política neste século -, o livro consegue mapear o esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que teria sido montado em torno do tucano José Serra. De quebra, coloca o PT em duas saias justas. Ao atirar para os dois lados, o livro-bomba do jornalista acabou conseguindo a façanha de ser ignorado pela mídia tradicional, pelo PT e pelo PSDB.

Maria Inês Nassif

O livro "A Privataria Tucana", de Amaury Ribeiro Jr., foi lançado há quatro dias e já é um fenômeno de vendas cercado por um muro de silêncio. Produto de doze anos de trabalho - e, sem dúvida, a mais completa investigação jornalística feita sobre o submundo da política neste século -, o livro consegue mapear o esquema de corrupção e lavagem de dinheiro montado em torno do político tucano José Serra - ex-deputado, ex-senador, ex-ministro, ex-governador, ex-prefeito e candidato duas vezes derrotado à Presidência da República. De quebra, coloca o PT em duas saias justas. A primeira delas é a constatação de que o partido, no primeiro ano de governo Lula, "afinou" diante do potencial de estrago da CPMI do Banestado, que pegou a lavanderia de vários esquemas que, se atingiam os tucanos, poderiam também resvalar para figuras petistas. O segundo mal-estar com o PT é o ultimo capítulo do livro, quando o autor conta a "arapongagem" interna da campanha do PT, que teria sido montada para derrubar o grupo ligado ao mineiro Fernando Pimentel da campanha da candidata Dilma Rousseff. Amaury aponta (como ele já disse antes) para o presidente do partido, Rui Falcão. Falcão já moveu um processo contra o jornalista por conta disso. O jornalista mantém a acusação.

Ao atirar para os dois lados, o livro-bomba do jornalista, um dos melhores repórteres investigativos do país, acabou conseguindo a façanha de ser ignorado pela mídia tradicional e igualmente pelo PT e pelo PSDB. O conteúdo de seu trabalho, todavia, continua sendo reproduzido fartamente por sites, blogs e redes sociais. Esgotado ontem nas livrarias, caminha para sua segunda edição. E já foi editado em e-book.

Os personagens do PSDB são conhecidos. O ex-caixa de campanha de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, aparece como o "engenheiro" de um esquema que operou bilhões de dólares durante as privatizações e os dois governos de Fernando Henrique Cardoso. A mesma tecnologia financeira usada por Oliveira foi depois copiada pela filha de Serra, Verônica, e seu marido, Alexandre Burgeois. Gregório Marin Preciado surge também como membro atuante do esquema. Ele é casado com uma prima do tucano nascido na Móoca, ex-líder estudantil e cardeal tucano.

Leia o texto completo na Carta Maior clicando aqui.

Folha de São Paulo ignora ombudsman e omite fatos sobre privataria tucana


Folha ignora ombudsman e omite fatos sobre privataria tucana

Este é o caso mais emblemático que já surgiu sobre a transformação dos maiores meios de comunicação do país em um partido político dissimulado do qual o jornalismo passa longe. Leia com atenção, porque este post contém a prova final de que não se deve dar o menor crédito ao “jornalismo” que veículos como o jornal Folha de São Paulo dizem fazer.

Ao fim da tarde da última quinta-feira (15/12), recebi e-mail de uma fonte que, por sua vez, recebeu de alguém que trabalha na redação da Folha cópia da “crítica interna” diária que os ombudsmans do jornal fazem circular há anos entre seus jornalistas. É uma bomba.

Antes de prosseguir, vale explicar que a “crítica interna diária” dos ombudsmans da Folha era publicada abertamente na internet até abril de 2008. A razão de o jornal ter decidido torná-las “secretas”, ou seja, só para consumo de sua redação, foi uma dessas críticas que o ex-ombudsman Mario Magalhães fizera.

Magalhães, como no texto da atual ombudsman, Suzana Singer, que vazou na quinta-feira, acusou o jornal de partidarismo contra o PT. Aliás, a maioria dos ombudsmans fez essa crítica, ainda que com menos intensidade.

Contrariado com a crítica de Magalhães, o jornal optou por não mais publicar a crítica diária na internet afirmando que seus inimigos políticos – um jornal que atua como partido político, é claro que tem inimigos políticos – estariam usando as críticas do ombudsman para atacar. Contrariado, o jornalista pediu demissão do cargo.

Lamentavelmente, soube que a Folha descobriu quem foi, em sua redação, que, no melhor estilo Wikileaks, vazou ontem a crítica interna arrasadora da atual ombudsman. Não é preciso pensar muito para concluir o que acontecerá com esse profissional.

Todavia, é preciso que as pessoas entendam o poder de propagação da internet. Caiu na rede, se espalha como fogo em mato seco. Quem não quer grande divulgação de alguma coisa, que não ponha na rede. O que não dá é para um blogueiro publicar alguma coisa que alguém lhe passa e depois retirar.

Seja como for, vamos rever o que foi que Suzana Singer escreveu e que, ao vazar, deixou a direção do jornal tão furiosa. Abaixo, a crítica interna da ombudsman divulgada na redação da Folha na última quinta-feira, 15 de dezembro.

Foto: UOL . 15 dez 2011

  
15 de dezembro de 2011
Crítica interna
ANTES TARDE DO QUE NUNCA
por Suzana Singer

Ainda bem que a Folha deu a notícia sobre o livro “A Privataria Tucana” (A11). A matéria está correta, com o destaque devido, mas o jornal deveria continuar no assunto, porque há mais pautas no livro.

Exemplo: por que Verônica Serra e o marido têm offshores? Não deveríamos investigar e questioná-los? É já publicamos que Alexandre Bourgeois, marido de Verônica, foi condenado por dever ao INSS? É verdade que as declarações que ela deu na época das eleições, sobre a sociedade com a irmã de Daniel Dantas, eram mentirosas? Fomos muito rigorosos com o caso Lulinha, por exemplo.

Outra frente é a o tal QG de dossiês anti-Serra na época da eleição presidencial, que a Folha deu com bastante destaque. O livro conta coisas de arrepiar a respeito de Rui Falcão. Ao mesmo tempo, sua versão de roubo dos seus arquivos parece inverossímel. Seria bom investigar, já que ele faz acusações graves contra a imprensa, especialmente “Veja” e “Folha”.

Teria sido bom editar um “acervo Folha conta a história da privatização” para lembrar ao leitor que o jornal foi muito duro com o governo FHC. É um erro subestimar a capacidade da internet – e da Record – de disseminar a tese do “PIG”. E também seria bom esclarecer, com mais detalhes, o que é novidade no livro sobre esse período.

O Painel do Leitor só deu hoje uma carta cobrando a cobertura do livro. Eu recebi 141 mensagens. Quem escreveu hoje criticou a matéria publicada por:

1) ter um viés de defesa dos tucanos;
2) não ter apresentado Amaury Ribeiro Jr. devidamente e não tê-lo ouvido;
3) exigir provas que são impossíveis (ligação das transações financeiras entre Dantas e Ricardo Sérgio e as privatizações);
4) não ter esse grau de exigência em outras denúncias, entre as mais recentes, as que derrubaram o ministro do Esporte (cadê o vídeo que mostra dinheiro sendo entregue na garagem?);
5) não ter citado que o livro está sendo bem vendido

__________________________________________


Mesmo que você seja um leitor de direita, adesista à mídia, reconheça que a ombudsman referendou, uma por uma, as teses da blogosfera progressista. Não só quanto ao viés tucano do jornal como, também, quanto ao poder de difusão da blogosfera.

Chega a ser ridículo a ombudsman ter que avisar ao jornal sobre esse poder. O fato, porém, é que veículos como Globo, Folha, Veja e Estadão, entre outros, parecem acreditar que o que não publicam, não aconteceu. Um dia pode ter sido assim, mas hoje em dia, com a internet, já era. A internet ajudou a derrubar ditaduras sangrentas no Oriente Médio. Não tem, portanto, qualquer dificuldade em fazer circular maracutaias de jornais.

Diante de crítica tão arrasadora de sua ombudsman, porém, o que é que fez a Folha? Aprofundou o partidarismo e a omissão e, em sua edição desta sexta-feira só publicou uma coisa sobre a privataria tucana, a nota que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso divulgou ontem se queixando do livro que desnuda o saque que seu governo praticou.

Vale registrar que os tucanos e a mídia, de mãos dadas e em uníssono, desqualificam o livro de Amaury Ribeiro, autor de “Privataria”, porque ele foi indiciado pela Polícia Federal , apesar de ter sido um indiciamento político feito para atender aos interesses eleitorais do PSDB ano passado, pois está sendo investigado por tucanos e mídia terem dito que trechos de seu livro seriam um “dossiê” contra José Serra, o que a publicação do livro, quinta-feira passada, desmente.

Mas se o fato de Amaury estar indiciado o desqualifica como cidadão e jornalista, então os indiciamentos e condenações de familiares de Serra e os processos a que o tucano responde não o desqualificam, também? Ou essa lógica só funciona para os adversários do PSDB e das empresas de comunicação que a ombudsman chama de “PIG”?

Reproduzido de Blog da Cidadania, por Eduardo Guimarães
16 dez 2011

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Jornal da Gazeta e Record News falam sobre o livro "Privataria Tucana"


Comentário de política com Bob Fernandes

Sete ministros da presidente Dilma já caíram. sempre em razão de denúncias de corrupção ou tráfico de influência. Em todos os casos, a mídia cumpriu seu papel. Investigou e manchetou. Impiedosamente. A oposição botou a boca no trombone, como lhe cabe fazer. Mas desde sexta-feira o que se ouve é um Estrondoso Silêncio.



Sexta-feira chegou às livrarias "A privataria tucana". 
De autoria do jornalista Amaury Ribeiro Jr, o livro trata de um milionário esquema de lavagem de dinheiro. Dinheiro que seria fruto de operações desde a época em que, no governo Fernando Henrique, o Brasil privatizou seu setor de telefonia.


O livro tem 340 páginas: 112 páginas são documentos. Documentos confidencias da CPI do Banestado, documentos obtidos em juntas comercias, e em paraísos fiscais. Personagens centrais do livro são o ex-diretor do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de OIiveira, e José Serra. Serra e alguns dos seus familiares.

Também na sexta-feira, a revista Carta Capital 
chegou às bancas com o mesmo tema: o livro de Amaury. Na sexta a revista Terra Magazine entrevistou Amaury, no sábado o jornal da Gazeta informou, as redes sociais debatem desde então. E é só. Nenhuma notícia nos telejornais, jornais, na chamada Grande Mídia. Só um silêncio ensurdecedor.


Se murmura que faltaria credibilidade a Amaury Ribeiro. Isso por ele ter sido indiciado pela Polícia Federal. Há um ano, sob acusação de espionar Serra e sua família. Em seu livro, Amaury diz que investigava, isso sim, era a espionagem no ninho tucano. Da campanha de Serra contra Aécio Neves.

Perguntas: alguém invocou credibilidade do Sombra, aquele que recebia e pagava e levou à queda do governador Arruda? E quando Roberto Jefferson denunciou o chamado mensalão? Os motivos que o levaram à denúncia, a sua carreira até então, silenciaram o noticiário? Não. E nem deveriam silenciar.

O policial João Dias, que recebia dinheiro como confessou, há pouco levou à queda do ministro dos Esportes, Orlando Silva. O policial fez a denúncia dizendo ter um vídeo onde entregava dinheiro para o ministro ou os seus. O vídeo não existe. Mas o noticiário seguiu, fatos surgiram e o ministro caiu.

E Paulo Lacerda? O íntegro, o competentíssimo, honesto delegado que refundou a Polícia Federal? Lacerda deixou a Abin, foi para o exílio em Portugal por conta de um grampo eletrônico que nunca existiu. Mas que serviu para começar a matar a operação Satiagraha. Aquela que prendeu Daniel Dantas. Dantas que também está no livro.

Os citados no livro A Privataria Tucana seguem em silêncio. A mídia, sempre pronta para investigar e manchetar, segue em silêncio. Um silêncio estrondoso. Se continuar assim, um silêncio profundamente revelador.

Assista ao vídeo clicando aqui.

12 dez 2011




Leia também a entrevista (12/12/11) por Gilberto Maringoni com Luis Fernando Emediato, editor do livro, na página de Carta Maior clicando aqui.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Privataria tucana: A reportagem investigativa da década


A reportagem investigativa da década

Luis Nassif
11/12/2011

(...)

Talvez o leitor leigo não entenda direito o significado desses esquemas offshore em paraísos fiscais. São utilizados para internalizar dinheiro de quem não quer que a origem seja rastreada. Nos anos 90, a grande década da corrupção corporativa, foram utilizados tanto por grandes corporações – como Citigroup, IBM – para operações de corrupção na América Latina (achando que com as offshores seriam blindadas em seus países), como por políticos para receber propinas, traficantes para esquentar recursos ilícitos.

Ou seja, não há NENHUMA probabilidade de que o dinheiro que entrou pelas contas de Verônica provenha de fontes legítimas, formalizadas, de negócios legais.

Ao mesmo tempo, Amaury mostra como esse tipo de atuação de Serra o levou a enveredar por terrenos muito mais pesados, os esquemas de arapongagem, os esquemas na Internet (o livro não chega a abordar), os assassinatos de reputação de adversários ou meros críticos. É um modo de operação bastante tipificado na literatura criminal.

No fundo, o grande pacto de 2005 com a mídia visou dois objetivos para Serra: um, que não alcançou, o de se tornar presidente da República; o outro, que conseguiu, a blindagem.

O comprometimento da velha mídia com ele foi tão amplo, orgânico, que ela acabou se enredando na própria armadilha. Não pode repercutir as denúncias de corrupção contra Serra porque afetaria sua própria credibilidade junto ao universo restrito de leitores que lêem jornais, mas não chegam ainda à Internet.

Ao juntar todas as peças do quebra-cabeças e acrescentar documentos relevantes, Amaury escancara a história recente do país. Fica claro porque os jornais embarcaram de cabeça na defesa de Daniel Dantas, Gilmar Mendes e outros personagens que os indispuseram com seus próprios leitores. (Só não ficou claro porque o PT aceitou transformar a CPI do Banestado em pizza. Quais os nomes petistas que estavam envolvidos nas operações?)

E agora? Como justificar o enorme estardalhaço em torno do avião alugado do Lupi (independentemente dos demais vícios do personagem) e esconder o enriquecimento pessoal de um bi-candidato à presidência da República?

Mesmo não havendo repercussão na velha mídia, o estrago está feito.

Serra será gradativamente largado ao mar, como carga indesejada, aliás da mesma forma que está ocorrendo com os jornalistas que fizeram parte do seu esquema.

A CPI dos Precatórios

No PDF, o livro “O jornalismo dos anos 90”.  A partir da página 147, minhas colunas sobre a CPI dos Precatórios, onde já se revelava todo o imenso esquema do crime organizado no país, os doleiros, a operação em Foz do Iguaçu, as concessões do Banco Central etc.

A ironia da história é que, em determinado momento, consegui convencer o banqueiro Fábio Nahoum – testa de ferro do Maluf – a passar informações ao relator da CPI, senador Roberto Requião. Como testemunhas do encontro, a repórter Mônica Bérgamo – que teve um comportamento impecável quando Requião e alguns colegas de Brasília tentaram desqualificar minhas revelações – e o então senador José Serra.

Não podia imaginar que um dos esquemas que operava na região era do próprio Serra.

Leia o texto completo na página do Luis Nassif Online clicando aqui.


Leia também a entrevista (12/12/11) por Gilberto Maringoni com Luis Fernando Emediato, editor do livro, na página de Carta Maior clicando aqui.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Vídeo: Amaury Ribeiro Jr. fala sobre as privatizações de estatais na era FHC


Amaury Ribeiro Jr. fala ao vivo sobre as privatizações de estatais na era FHC

O jornalista Amaury Ribeiro Jr, autor do livro "Privataria Tucana" – em que mostra com detalhes como o governo FHC operou esquemas milionários de desvios de recursos públicos durante as privatizações de empresas estatais –, dá entrevista pela internet na noite desta sexta-feira (9).

O livro de Ribeiro Jr. chegou às livrarias nesta sexta e já causou repercussão na blogosfera, reação oposta à da grande mídia, que ignorou o lançamento.

Coincidentemente, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou neste mesmo dia a ser centro de um evento promovido pelo jornal Folha de S.Paulo. Ele foi sabatinado por jornalistas da casa, por ocasião do lançamento de mais um livro de sua autoria, desta vez uma retrospectiva de seus anos à frente do país e sua vida pós-mandatos.

Na entrevista, foi questionado uma única vez sobre o livro de Ribeiro Jr e preferiu a esquiva. "Não estou sabendo", afirmou, sobre as acusações relatadas em "A Privataria Tucana". Ninguém mais voltou a fazer perguntas sobre as denúncias.

Assista ao vídeo com a entrevista de Amaury Ribeiro Jr. clicando aqui.

Reproduzido de Rede Brasil Atual
09 dez 2011

Leia também "Mídia censura livro sobre 'A privataria tucana" no Blog da Cidadania, por Eduardo Guimarães, clicando aqui.

Comentário de Filosomídia:

Repare, ao longo do vídeo, em como as grandes empresas de comunicação que monopolizam a produção de notícias no Brasil participam das maracutaias através do "distraimento", abordando outros fatos e os tornando relevantes, promovendo a "des-informação". O que sobra disso tudo para o leitor ou telespectador?

Blog da Cidadania: Mídia censura livro sobre "A privataria tucana"



Mídia censura livro sobre "A privataria tucana"


Nos últimos anos, qualquer livro de autoria de desafetos ou adversários políticos do ex-presidente Lula e/ou do PT recebeu monumental cobertura da grande mídia. Tais obras costumam ser anunciadas em portais de internet, revistas semanais, jornais, televisões e rádios apesar de não conterem nada além de insultos e acusações sem provas.

Que interesse público ou meramente jornalístico pode ter um livro que chama o ex-presidente Lula de “anta” ou outro que chama de “petralhas” os mais de um milhão de filiados do Partido dos Trabalhadores? Apesar disso, esses livros, escritos por pistoleiros contratados para caluniar e xingar, são anunciados o tempo todo pelos grandes meios de comunicação.

Neste fim de semana, chega ao público um livro que, apesar de jamais ter sido sequer mencionado em um grande jornal ou em qualquer outro grande meio de comunicação, era aguardado por dezenas de milhares de internautas que dele souberam através da blogosfera e de uma única revista semanal, a Carta Capital.

O livro recém-lançado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr., acusado no ano passado pela grande mídia de integrar complô para montar dossiê contra José Serra, pode não conter apenas acusações sem provas ou meros xingamentos. Segundo o autor, apresenta provas de roubo de dinheiro público no processo que o jornalista Elio Gaspari batizou como “privataria”.

É revelador como o livro A Privataria Tucana jamais recebeu um único comentário inclusive do autor do termo que resume o que foi o processo de privatização de empresas públicas durante o governo Fernando Henrique Cardoso, ou seja, um dos maiores saques sofrido pela nação em toda a sua história e que superou até a roubalheira da ditadura militar.

A imprensa que vive se dizendo “independente”, portanto, ao tentar esconder o livro “proibido” está dando a ele a maior contribuição que poderia.

Explico: se fosse uma obra fraca, com denúncias fracas, seria excelente alvo para veículos partidarizados como Globo, Veja, Estadão e Folha. Se a escondem, é porque seu conteúdo deve ser arrasador. E como quem se interessa por assuntos assim certamente tem acesso à internet e a blogs políticos, a censura aumentará o interesse.

Os grandes meios de comunicação fazerem de conta que não viram o livro, portanto, talvez seja tão importante quanto seu conteúdo, pois pessoas bem-intencionadas que têm dúvidas sobre o partidarismo político daqueles meios agora dispõem de prova incontestável desse partidarismo.

Ora, imprensa que se diz “independente”, se fosse mesmo não precisaria concordar com um livro considerado bombástico para noticiar seu lançamento ou para produzir análises de seu conteúdo. O lançamento da obra é um fato político saboroso para qualquer jornalista de verdade. Aliás, é escandaloso que o autor do termo “privataria” tenha se calado.

Este blogueiro AINDA não leu o livro, o que começará a fazer no fim de semana. Até aqui, portanto, não sabe se as denúncias são fundamentadas. Pelo tratamento que a obra está recebendo da mídia, é possível concluir que deve ter muito mais do que suposições e xingamentos.

Se assim for, a mera publicação da obra não desnudará tão-somente o partidarismo de uma máfia que se autoproclama “imprensa independente”; permitirá que os setores pensantes e decentes da sociedade descubram se o Brasil tem Poder Judiciário ou se são todos comparsas dos poderosos chefões midiáticos.

Reproduzido do Blog da Cidadania, por Eduardo Guimarães
09 dez 2011.

Leia também “Doe um livro ao Ministério Público Federal” (10/12/11) no Blog da Cidadania, clicando aqui.


Leia também "Chega às livrarias 'A privataria tucana' de Amaury Ribeiro Jr" (08/12/11) na Carta Capital, clicando aqui.


Assista ao vídeo "Nirlando Beirão conversa com apresentadores durante intervalo do jornal", no Jornal da Record News", clicando aqui.


Assista outro vídeo em "Amaury Ribeiro Jr. fala ao vivo sobre as privatizações de estatais na era FHC", na Rede Brasil Atual, clicando aqui.