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quarta-feira, 2 de março de 2011

Dissertação: "Dissertatio é isto: conte uma história"


Contação de história – o que é isso?



"Infelizmente, não são poucos os estudantes de mestrado que não sabem contar uma história. Eles não são bons para contar uma piada, não são bons para contarem um “causo” e não conseguem colocar no papel algo que atraia um leitor de bons jornais. Sendo assim, especialmente no campo das Humanidades, um tal inepto candidato a professor universitário não deveria ser professor universitário.

A culpa de termos péssimos contadores de história como professores universitários não deriva de algo como “somos um povo sem memória” ou “somos um povo de escolarização sofrida, fraca”. Isso é verdade, mas não é isso que nos faz termos na cultura universitária pessoas que, pela lei da profissão deveriam ser bons contadores de história e, no entanto, não são. O problema está no modo como a cultura universitária se esqueceu do próprio entendimento do que é uma dissertação. Dissertatio – é isto: conte uma história. Comece por “Minhas férias” ou “O carro do papai” e passe pela “A mulher na Guerra do Paraguai” ou “Distúrbios da fala da criança na pré-escola” ou “A lógica de Santo Anselmo”. Todavia, esse fio condutor se perdeu. O estudante quer “fazer pesquisa”. E quer uma chave milagrosa para, da pesquisa, produzir seu texto. Ele imagina, estupidamente, que fazendo a disciplina (!) “Métodos e técnicas de pesquisa” ou a disciplina “Metodologia científica” ele conseguirá resolver seu problema, o de produzir sua dissertação. O que ele não sabe é que não é aí que mora o problema. O problema todo está lá na escola primária dele. Ele não foi educado fazendo o “ditado”, a “descrição”, a “interpretação” e, finalmente, a “dissertação” – a “redação”, diriam alguns. Ele não aprendeu a contar uma história".

Paulo Ghiraldelli Jr, filósofo, escritor e professor da UFRRJ

02/03/2011

Leia o texto completo na página do autor clicando aqui.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Os pecados do curso de Pedagogia


"Caso eu tivesse de escolher um curso que gosto, mas que eu não faria, eu escolheria o curso de pedagogia. Ao menos não o faria se, para tal, eu tivesse de enfrentá-lo do modo como hoje este curso é desenvolvido na maioria das boas universidades. Do modo como ele tem caminhado, encontro cinco pontos problemáticos que parecem impossíveis de serem ultrapassados. Esses pontos giram em torno dessas cinco palavras: clássicos, estudo, infância, conteúdos e estágio. Olhando para essas palavras, fico com vontade de elencar cinco pecados do curso de pedagogia. Exponho-os de modo breve.

Pecado 1: carência de leitura dos clássicos da educação.
Pecado 2: Excesso de entrega de trabalhos e falta de horas de estudo.
Pecado 3: inexistência de estudos a respeito da infância.
Pecado 4: o curso de pedagogia é negligente quanto aos conteúdos do ensino fundamental.
Pecado 5. Excesso de estágio.

Podíamos ter um melhor ensino do mundo se conseguíssemos escapar desses cinco pecados no Brasil. Mas duvido que façamos isso, adoramos ser pecadores aqui do lado de baixo do Equador".

© 2010 Paulo Ghiraldelli Jr, filósofo, escritor e professor da UFRRJ
08 jul 2010

Leia o texto completo no Blog do Filósofo clicando aqui.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Liberdade de expressão? Onde?



"Só vou acreditar na honestidade da defesa da liberdade de expressão, vinda de um grupo qualquer, quando a idéia de liberdade defendida esteja além da de só substituir os discursos oficiais pelos discursos oficialescos".

© 2010 Paulo Ghiraldelli Jr. filósofo, escritor e professor da UFRRJPublicado em 23/09/2010.


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Foto do Blog do Ghiraldelli.