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sábado, 23 de junho de 2012

A comunicação como direito e bem comum


A comunicação como direito e bem comum

Redação
21/06/2012

O Rio de Janeiro foi o cenário do II Fórum Mundial de Mídias Livres, nos dias 16 e 17 de junho, no marco da Cúpula dos Povos - Rio+20. Após debater aspectos como direitos da comunicação, gênero, tecnologias e políticas públicas, em sua sessão plenária o Fórum reuniu as propostas formuladas, que incluem, entre outras, iniciar um processo para elaborar uma Carta de princípios das Mídias Livres. Por sua vez, acordou encaminhar várias das propostas à Plenária da Cúpula sobre "Defesa dos Bens Comuns contra a Mercantilização”.

Nesse marco, um dos objetivos é fortalecer a articulação entre movimentos sociais e mídias livres, para enfrentar a hegemonia das grandes mídias nos debates ambientais e sociais.

Da mesma forma, aborda-se a importância de políticas públicas para impulsionar a educação midiática no sistema escolar. Neste sentido, nos debates foi ressaltada a importância de um currículo educativo que não ensine somente a ler e a receber os conteúdos midiáticos com olhos críticos, mas também que forme uma cidadania com capacidade de apropriação das ferramentas e destrezas para ser produtora de conteúdos.

Considerando a educação como um bem comum, o Fórum propõe igualmente que os movimentos utilizem e se apropriem das mídias livres para fortalecer a solidariedade entre os povos que estão em luta pelos direitos e pela liberdade, a fim de romper a barreira midiática.

Também objetiva lutar por novos marcos regulatórios que garantam a liberdade de expressão para todos/as e pela universalização do serviço de banda larga pública e de qualidade.

Os intercâmbios abordaram também a diversidade das lutas em matéria de direitos, tendo em conta a situação de repressão e censura que ainda existe em muitas partes do mundo – particularmente no Oriente Médio-, mas também os debates que foram abertos em outros países, especialmente na América Latina, sobre novos direitos e a necessidade de políticas para romper os monopólios e oligopólios das mídias. Nesse âmbito, ressaltou-se a nova legislação argentina que estabelece a repartição igualitária das frequências de rádio e televisão entre mídias públicas, privadas e sem fins lucrativos. E desde o país sede do Fórum, Brasil, se informou a campanha "Regula Dilma” que será lançada no dia 27 de agosto para exigir à presidenta a elaboração de um novo marco regulatório de comunicação.

Com esse espírito, as propostas para a Plenária de Convergência contemplam também denunciar o fato de que as mídias corporativas mundiais inibem e limitam a liberdade de expressão; mas que também vários governos a censuram. Neste sentido, foi sugerida a ideia de organizar uma grande campanha internacional pelo direito à comunicação e à liberdade de expressão para todos e todas.

A notícia é da ALAI | Minga Informativa de Movimentos Sociais Convergência de Comunicação dos Movimentos na Cúpula

Reproduzido de clipping FNDC
21 jun 2012

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Abertas as inscrições para o III BlogProg: 25-27 de maio 2012 em Salvador


Agora está confirmado: O III Encontro Nacional de Blogueir@s ocorrerá em Salvador, Bahia, nos dias 25, 26 e 27 de maio. A estrutura do evento, que deve reunir cerca de 500 ativistas digitais de todo o país, já está quase toda montada. A comissão nacional organizadora do BlogProg tem realizado os últimos esforços para garantir alojamento e refeição para todos os participantes. A inscrição para encontro vai até o dia 11 de maio. O valor é de R$ 60,00 para os ciberativistas e de R$ 30,00 para estudantes.


Convidados:

. Ignácio Ramonet – criador do Le Monde Diplomatique e autor do livro “A explosão do jornalismo”;
Amy Goodman – fundadora do movimento Democracy Now e ativista do Ocupe Wall Street;
Osvaldo Leon – Diretor da Agência Latino-Americana de Informação (Alai).

Para maiores informações e programação clique aqui.






Leia também:


"Ignacio Ramonet: não existe a tão aclamada neutralidade da imprensa" e outros textos compilados por Filosomídia clicando aqui.


"Why 'Occupy Wall Street' makes sense", por Amy Goodman (17/09/2011) no The Guardian, clicando aqui.


"Amy Goodman: Occupy Wall Street e o novo mundo", no Portal Vermelho (19/11/2011) clicando aqui.


"Democratização das Comunicações e da Mídia: foco e amplitude", por Osvaldo León publicado por DHNET clicando aqui.


"Comunicação na agenda política", entrevista com Osvaldo León publicado na Rádio Mundo Real (04/01/2011) clicando aqui.


"Uma Alianza de Medios para la Democratización de la Comuncación", por Osvaldo León na página do IMEL (26/12/2010) clicando aqui.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Meios para a democratização da comunicação: recuperação e atualização das tradições emancipatórias e de resistência popular


Construindo uma agenda democrática em comunicação

Na América Latina, estamos reinventando a democracia. Presenciamos uma etapa sem precedentes que recupera e atualiza as melhores tradições emancipatórias e de resistência popular.

O aprofundamento desse processo requer o protagonismo dos espaços de participação coletiva para garantir e fortalecer as políticas públicas de integração regional, o reconhecimento de direitos e a justiça econômica, social e cultural.

Ao mesmo tempo, é imprescindível enfrentar as tentativas de restauração da ordem neoliberal que hoje se expressam com centralidade articuladora nas práticas destituintes e golpistas dos monopólios da comunicação.

Por isso, acreditamos ser fundamental a democratização da comunicação, a articulação dos meios informativos populares e o fortalecimento dos meios públicos.

Assim, a consolidação de uma agenda para a comunicação democrática exige o impulso dos movimentos sociais, dos Estados nacionais e das instâncias regionais de integração.

Os meios de informação, comunicadores e comunicadoras da América Latina e do Caribe que compartilhamos esses princípios e necessidades assumimos que somos parte das forças sociais que defendem a transformação social, econômica, cultural e também de comunicação em Nossa América.

Comprometemo-nos a articular um esforço conjunto em nossa área de atuação ― a comunicação social ― que contribua para esse processo. Ademais, convidamos a somarem-se a esse núcleo inicial aquelas pessoas que, a partir da comunicação, se sintam desafiadas por esses princípios.

Agenda temática comum:

Foram identificados os seguintes critérios e abordagens comuns:

- Acompanhar campanhas de atores sociais através da informação;
- Convergir em coberturas jornalísticas referentes a certas datas simbólicas ou eventos;
- Realizar um trabalho informativo que contribua para a unidade dos movimentos sociais;
- Difundir o pensamento crítico e reforçar o caráter instrutivo da informação e da comunicação.

Para o próximo período, definimos os seguintes temas comuns para nossa agenda informativa:

- Desmilitarização
- Direitos da Mãe Terra
- Integração
- Democratização da comunicação
- Soberania
- Descolonização
- Direitos humanos
- Solidariedade Internacional

Leia mais em Alainet clicando aqui.