Mostrando postagens com marcador TV por assinatura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TV por assinatura. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Classificação indicativa na TV por assinatura entra em vigor em 30 dias


Classificação indicativa na TV por assinatura entra em vigor em 30 dias

Redação
Tela Viva
06/08/2012

O Ministério da Justiça publicou nesta segunda, 06/08/12, portaria (1.642/2012) que regulamenta a classificação indicativa na TV por assinatura. De acordo com a portaria, as programadoras, as empacotadoras e as distribuidoras do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC) são corresponsáveis pelo cumprimento das normas de classificação indicativa.

As operadoras de TV por assinatura estão dispensadas de vinculação horária (regra que vincula a classificação indicativa ao horário de exibição) desde que disponibilizem e divulguem a forma de utilização de sistema de bloqueio de canais e de programas e possibilite ao usuário acessar a qualquer tempo, durante a exibição de um programa, a informação completa de sua classificação indicativa. Patrece uma determinação simples, mas não é, já que muitas operações analógicas não têm condições de oferecer os dados de classificação na forma de metadados para serem exibidos no guia de programação em tempo real.

Não estão sujeitas a classificação indicativa competições esportivas, programas e propagandas eleitorais, programas jornalísticos e publicidade. As obras audiovisuais com exibição prevista em serviço de acesso condicionado e já classificadas pelo Ministério da Justiça para outros veículos devem manter a classificação indicativa atribuída.

As obras audiovisuais serão classificadas em: "Livre"; "Não recomendado para menores de 10 anos"; "Não recomendado para menores de 12 anos"; "Não recomendado para menores de 14 anos"; "Não recomendado para menores de 16 anos"; e "Não recomendado para menores de 18 anos", de acordo com o grau de incidência de conteúdo de sexo, drogas e violência. As regras entram em vigor em 30 dias.

Reproduzido de Tela Viva
06 ago 2012

Leia também:

Campanha alerta pais sobre a importância da classificação indicativa, na página do Ministério da Justiça, clicando aqui.

Novo Guia prático da classificação indicativa (2012), clicando aqui.


 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Vale a pena pagar para ver TV?


Vale a pena pagar para ver TV?

Laurindo Lalo Leal Filho
Vermelho/Carta Maior
14/05/2012

Hoje quem paga para ver TV no Brasil paga caro. Pesquisa realizada pela Ancine (Agência Nacional de Cinema) constatou que os brasileiros desembolsam muito mais pelo serviço de TV por assinatura do que os consumidores de outros seis países latinos: Portugal, Espanha, Chile, Argentina, Peru e Equador.

(*) Artigo publicado originalmente na Revista do Brasil, edição de maio/2012.

Houve tempo em que identificávamos os canais de TV pelos números. “O programa passou no 4 ou no 7? Ou será que foi no 2”. Não era assim? Os canais iam do 2 ao 13 que, com os intervalos entre um e outro, somavam sete nas grandes cidades. Ninguém, àquela altura, poderia imaginar que existiriam um dia canais 127 ou 519. Ainda por cima pagos.

Hoje pagar para ver TV não é mais novidade. Até fevereiro deste ano mais de 13 milhões de brasileiros já faziam isso, número que deve dobrar em cinco anos.

Melhor distribuição de renda e uma possível, mas ainda não confirmada redução no preço dos pacotes oferecidos, podem explicar esse crescimento.

Hoje quem paga para ver TV no Brasil paga caro. Pesquisa realizada pela Ancine (Agência Nacional de Cinema) constatou que os brasileiros desembolsam muito mais pelo serviço de TV por assinatura do que os consumidores de outros seis países latinos: Portugal, Espanha, Chile, Argentina, Peru e Equador.

O preço máximo de um canal de TV paga no Brasil era de R$ 3,74 no final de fevereiro, duzentos por cento mais caro do que o valor máximo cobrado na Espanha (R$ 1,83). O preço mínimo de um canal no Brasil é de R$ 1,74. No Peru de 56 centavos de Real.

Na Argentina, o pacote da DirecTV com 97 canais custa R$ 83,52 mensais, enquanto o da Tvfuego, com 74 canais, R$ 65,10. No começo de março a Net cobrava no Rio de Janeiro R$ 69,90 por um pacote de 30 canais e a Sky R$ 74,90 por 40 canais.

Mas não só isso que os brasileiros pagam. O serviço é cobrado duas vezes já que além do pagamento mensal, os assinantes são obrigados a ver muita propaganda, paga pelo telespectador e embutida nos preços dos produtos ou serviços anunciados.

Durante anos o mercado da TV por assinatura no Brasil foi ocupado por um duopólio: a Net no cabo e a Sky via satélite. Dividiram um bolo publicitário em expansão que, segundo a ABTA (Associação Brasileira de TV porAssinatura) cresceu 20% nos dois últimos anos passando de 1 bilhão em 2010 para R$ 1,2 bilhão em 2011.

À essa receita, juntam-se além da assinatura paga pelo telespectador, os valores cobrados de canais religiosos e de vendas para serem incluídos nos pacotes das operadoras.

Tanto dinheiro não corresponde à qualidade do serviço oferecido.

Assinantes queixam-se da repetição constante dos filmes exibidos, do tempo destinado aos anúncios, dos canais incluídos nos pacotes e que não lhes interessam, para não falar da cobrança extra (o “pay-per-view”) exigida pela exibição de determinados jogos de futebol.

Pesquisas confirmam essa insatisfação. Até o ano passado as emissoras com maior audiência na TV paga eram aquelas com sinal aberto: Globo, vista por 37% dos assinantes, Record (11%), SBT (6,4%) e Bandeirantes (3,7%). Só no quinto lugar aparecia uma TV fechada, a Discovery Kids, com 3,1%, seguida da SportTV com 2,6%.

Como se vê, não são as programações exclusivas da TV paga que levam muita gente a ter televisão por assinatura. A razão está na qualidade do sinal oferecido, livre de chuviscos e interferências comuns em regiões montanhosas e nos grandes centros urbanos, cada vez mais ocupados por altos edifícios. Para grande parte do público, a TV por assinatura serve apenas para substituir a antena convencional.

Com a nova lei da TV paga o conteúdo tende a melhorar um pouco já que os canais deverão reservar um espaço, ainda pequeno, para produções nacionais. Elas substituirão parte dos velhos e repetidos enlatados impostos pelas operadoras ao púbico.

Mas, por outro lado, consolidará uma da práticas mais criticadas pelos assinantes: a veiculação de publicidade, estabelecida agora em um limite de até 25% do total da programação. Com isso o pagamento duplo torna-se lei.

Distorção a ser corrigida por um novo marco regulatório para a comunicação, há tanto tempo esperado no Brasil, capaz de garantir também ao consumidor o direito de montar o pacote de canais que lhe interessa, livrando-o das programações impostas arbitrariamente pelas operadoras.

Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão (Summus Editorial). Twitter: @lalolealfilho. Artigo publicado originalmente na Revista do Brasil, edição de maio/2012.

Reproduzido de Carta Maior
14/05/2011

sexta-feira, 16 de março de 2012

O novo padrão Globo de popularidade


O novo padrão Globo de popularidade

Bárbara Sacchitiello
Meio & Mensagem
06/03/2012

Na dramaturgia, jornalismo e entretenimento, emissora direciona sua linguagem e estilo para atingir suas metas de audiência com o apoio da nova classe média nacional


Não é de hoje que a Rede Globo vem moldando sua programação ao gosto da tal nova classe de consumidores brasileiros. A apresentação da grade de programação de 2012 – realizada na noite dessa segunda-feira, 5, para a imprensa e para o mercado publicitário, em São Paulo – não deixou dúvidas de que são esses milhões de brasileiros que influenciarão o estilo, a linguagem e a cara que a emissora adotará nesse e nos próximos anos.


“Os acontecimentos econômicos do Brasil tem de ser levados em consideração quanto montamos a nossa programação. As classes C, D e E, apesar de sempre terem existido, conseguiram, nos últimos anos, ampliar seu potencial de consumo graças a melhoria salarial e uma melhor distribuição de renda. Temos que acompanhar esse processo com a nossa dramaturgia, o jornalismo, o esporte e todo o entretenimento que oferecemos aos espectadores”, explicou o diretor geral da Rede Globo, Octavio Florisbal, durante a coletiva de imprensa no evento.

Uma rápida observação das principais novidades da grade deste ano denotam essa exaltação das classes mais populares. As novas novelas da grade (Avenida Brasil, que substituirá Fina Estampa, Cheias de Charme, que entrará no lugar de Aquele Beijo, as 19h e até mesmo o remake de Gabriela, na faixa das 23h) são recheadas de personagens e cenários bem típicos da maior parte da população de classe média do País. A linguagem dos jornalísticos da casa e das transmissões esportivas também têm a preocupação de serem compreensíveis para todo o grande público. O novo programa da jornalista Fátima Bernardes, que irá ocupar as manhãs da emissora a partir do segundo semestre, também mesclará entretenimento, prestação de serviços e jornalismo, a fim de cativar quem busca informação mas não dispensa um pouco de lazer na telinha.

Esse namoro com a classe C, entretanto, não desvia a emissora dos padrões de qualidade e de excelência profissional que ela sempre pregou. A própria apresentação da grade foi realizada em clima de superprodução, com o elenco da casa se revezando no palco, em uma apresentação para mais de mil convidados – a grande maioria profissionais de agências de publicidade e do mercado anunciante. A classe, aliás, foi bastante homenageada durante o evento. Ao subir ao palco, Fátima Bernardes ressaltou a importância dos profissionais de propaganda na construção da grade, do estilo e da liberdade de expressão da TV Globo. O apresentador Fausto Silva também agradeceu aos publicitários, ressaltando a importância dos programas de auditório. “As pessoas do mercado sabem o quanto uma ação conduzida por um âncora de TV tem de impacto sobre o público. Por isso que sempre me envolvi diretamente com a área comercial, para transmitir essas mensagens da melhor maneira possível”, disse Faustão, em sua participação no evento.

Em busca dos 19 pontos


Uma grade variada, vários astros e estrelas de peso no elenco, investimento na tecnologia de produção e transmissão e a aquisição de importantes produtos para colocar no ar têm um único objetivo: fazer com que o público não troque a programação da Globo por outros canais, pela internet ou por outros afazeres.


Questionado sobre o atual cenário de declínio de audiência na TV Aberta, Octávio Florisbal atribuiu o fenômeno ao crescimento da base de assinantes da TV paga. “Até 2014 devemos ter um total de 25 milhões de lares no Brasil com TV por assinatura. Essas pessoas, que antes não tinham outras opções de canais, hoje já podem escolher muitos outros para assistir. Acredito que seja para esse meio que tenha migrado os nossos 3 pontos de audiência na média geral, que perdemos desde o final da década de noventa, quando saiu o primeiro balanço do Painel Nacional de Audiência”, acredita o executivo.

Para 2012, Florisbal revela que a meta da emissora continuará sendo atingir os 19 pontos na média diária de audiência. No ano passado, a Globo conseguiu chegar somente aos 18. Para concretizar essa missão, além da variedade da programação, a emissora também apostará no aprimoramento tecnologico. A produção de conteúdo para internet e mídia moveis serao prioridade em 2012, bem como a ampliação da emissora na transmissão do sinal digital. Segundo Florisbal, aé 2014, a Globo pretende levar a TV Digital para 70% dos municípios brasileiros.

Em relação à grade, como de costume, a emissora priorizará o atual modelo, com poucas variações em relação ao conteúdo que já está no ar. Entre as novidades estão um novo programa de variedades, que será comandado por Pedro Bial (ainda sem data de estreia definida) e o retorno do humorístico Casseta & Planeta. O Big Brother Brasil, cuja 12a edição ainda está no ar, já tem mais uma temporada garantida em 2013.

A extinção dos infantis


Outro ponto de destaque da coletiva do diretor geral da emissora foi a revelação de que, em 2012, a programação infantil da Globo será praticamente extinta. Como as manhãs da emissora serão preenchidas com o novo programa de Fátima Bernardes, a TV Globinho acabou perdendo seu espaço, ficando somente com uma edição nas manhãs de sábado.


“Internacionalmente, as emissoras de TV Aberta não exibem mais conteudo infantil. Ele está cada vez mais restrito à TV paga, com canais direcionados só para isso. Acreditamos que isso também começará a acontecer no Brasil. Além disso, manter uma programação para crianças é muito complicado, pois ela não dá retorno nem em audiência – uma vez que eles preferem assistir os programas infantis da TV paga – e também não trazem retorno comercial, porque as restrições para publicidade infantil são muito rígidas”, justificou Florisbal. “Certamente, quem irá absorver esse público é o SBT, que já faz, há muitos anos e muito bem, uma programação infantil na TV Aberta”, pontuou Florisbal.

Reproduzido de clipping FNDC

Grifos de Filosomídia

Leia também: "TV para todos", por  Alline Dauroiz e Thaís Pinheiro no Estado de SP, clicando aqui: "Há menu para todos os gostos, mas a segmentação perde espaço na TV paga, que se consagra como produto de massa, sendo consumida hoje por 32 milhões de brasileiros".


Foto: O Estado de SP

terça-feira, 13 de março de 2012

Abertura para a arte e cultura do Brasil nas TVs "fechadas"...


Vídeo foi produzido em conjunto entre a Carta Carioca e o DCE Vladimir Herzog - FACHA em resposta as mentiras do comercial produzido pela SKY!


Conheça a Lei 12845/2011 clicando aqui.



Veja o informe da Sky abaixo, veiculado em revista de circulação nacional:



A presidente da Frente Parlamentar  Mista em Defesa da Cultura, deputada Jandira Feghali,  reagiu indignada à campanha da empresa SKY que, em nome de seus assinantes, promove uma campanha contra a Lei 12.485/11, o novo marco regulatório para o setor áudio visual. Veja, abaixo, nota divulgada pela parlamentar:

“Tive conhecimento da Campanha que a empresa SKY está promovendo contra a Lei 12.485/11, novo marco regulatório para o setor de áudio visual. Considero que não há porque alegar inconstitucionalidade ou ilegalidades em uma lei que tramitou no Congresso Nacional por mais de quatro anos, sendo três anos na Câmara e mais de um ano no Senado Federal. Passou pela Comissão de Constituição e Justiça nas duas Casas. Foi amplamente debatida, em cinco audiências públicas com participação dos vários setores sociais interessados no tema.

O novo Marco Regulatório do Setor Audiovisual é um avanço que a sociedade brasileira obteve, garantindo espaços de exibição para  manifestações da cultura brasileira e da produção nacional em espaços públicos concedidos para teletransmissões, conforme dispõe o artigo 21 da constituição, Inciso XI, onde se define como  competência da União  “explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão, os serviços de telecomunicações, nos termos da lei,  que disporá sobre a organização dos serviços, a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais”.

A campanha promovida pela Sky é francamente uma disputa por reserva de mercado, camuflada pelo argumento da intervenção estatal no direito de opção do cidadão à programação. A lei não impede que seja ofertada programação estrangeira, mas conforme citei, garante espaço para as manifestações culturais brasileiras. Na prática, três horas e meia por semana de veiculação de conteúdo nacional.  Cabe às empresas dos canais pagos se adequarem, mantendo sua grande atual, mas ampliando o espaço para a produção nacional. Também destaco, que nas disposições transitórias da Lei está estabelecido que os atuais contratos serão mantidos respeitando o princípio de não retroação da Lei, somente em sua renovação é que as empresas deverão se adaptar às novas exigências. Por fim, cabe registrar que a regulamentação da lei ainda está em andamento e, neste sentido, cabe negociação de pontos controversos.

A Sky tem o direito democrático de demonstrar sua contrariedade com o teor da lei, no entanto, é inadmissível ver uma empresa fazer campanha se intitulando representante de usuários sem legitimidade para tal e questionando todo o processo legislativo que resultou neste marco legal, ao passar informações incorretas sobre a legitimidade e legalidade da Lei.  Repudio, portanto, esta campanha difamatória e irresponsável.”

01 mar 2012