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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A Doutrina do Choque: A Ascensão do Capitalismo do Desastre


O documentário é baseado no livro, de mesmo nome, de Naomi Klein. A doutrina do choque é um conceito que descreve como a exploração social e econômica do sistema capitalista, liberal e sem regulamentação, também chamado de Neoliberalismo, foi utilizado em períodos de mudanças de regimes políticos, catástrofes, guerras e crises financeiras.

Assista aos vídeos legendados de 01 a 06 clicando aqui ou ali.



"O capitalismo de desastre é uma resposta à crise"

O capitalismo de desastre não é um novo tipo de capitalismo, um novo sistema, " mas é um sistema aperfeiçoado”, explica Vânia Cury, professora de História da UFF, comentando um livro recente de Naomi Klein. Em entrevista a IHU On-Line, Vânia analisa o livro “A doutrina do choque: a Ascensão do Capitalismo de Desastre” e reflete sobre situações de conflito que permeiam a atualidade. “Essa exploração das situações de crise afetam as coletividades humanas, nos paralisa diante do medo, e nos torna impotentes diante da realidade”.

Instituto Humanitas/Unisinos (IHU On-line)

Conheça o site do Instituto Humanitas/Unisinos clicando aqui.

Criado pela jornalista e ativista canadense, Naomi Klein, o conceito de capitalismo de desastre revê questões relacionadas à obtenção de lucro em meio à calamidade. Segundo a professora do Instituto de Economia da Universidade do Rio de Janeiro, Vânia Cury, “essa exploração das situações de crise afetam as coletividades humanas, nos paralisa diante do medo, e nos torna impotentes diante da realidade”. Em conversa, por telefone, com a IHU On-Line, Vânia analisa o recente livro de Naomi Klein “A doutrina do choque: a Ascensão do Capitalismo de Desastre” e reflete sobre situações de conflito que permeiam a atualidade.

Segundo a professora, as pessoas já estão prontas para mudar em relação à situação do capitalismo atual e têm muita vontade de fazer isso. “A grande contribuição do livro de Naomi Klein, a meu ver, é exatamente essa. Embora ela faça um relato que pode nos parecer extremamente pessimista, dadas as condições que ela analisa o desenvolvimento do capitalismo, mostra também que há diversas formas de reação se esboçando no mundo. Elas são muito fragmentadas, estão desconectadas e espalhadas, mas há sim algumas iniciativas que vão sendo feitas no sentido de reunir essas forças e dar a elas uma consistência mais forte e mais integrada”, diz.

Vânia Maria Cury possui graduação em História pela Universidade Federal Fluminense, mestrado e doutorado em História pela Universidade Federal Fluminense. Atualmente, é professora aposentada da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Carta Maior
14 mai 2010

Confira a entrevista na página de Carta Maior clicando aqui.


Leia também um artigo de Naomi Klein, "Os saqueadores do dia contra os saqueadores da noite", sobre os "tumultos"  em Londres 2011, clicando aqui.


Leia também Naomi Klein "fez um discurso histórico à Assembleia Geral do Movimento Occupy Wall Street" (07/10/2011) na página da revista Fórum, clicando aqui.


Assista também ao trailer do documentário "Capitalismo: uma história de amor", de Michael Moore, clicando aqui.

Frase de depoimento no documentário: "as pessoas que não têm nada precisam se revoltar contra aqueles que têm tudo."

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Occupy E-V-E-R-Y-W-H-E-R-E!


Occupy E-V-E-R-Y-W-H-E-R-E

Michael Moore Tonight at #OccupyWallStreet: "This Is a Historic Day" (Day 19, 10/5/11)

Tonight, Wednesday, October 5th, 2011, Mike made his fifth visit to #OccupyWallStreet and delivered the following address from the steps on the east side of Liberty Plaza (Zuccotti Park) amplified by the 'human microphone':

"This is a historic day. This movement has come together because the people wanted it to happen. Not because of a leader. Not because of a dues-paying organization, but because the people wanted it. I love the human microphone and I'll tell you why. Because this isn't just my voice or his voice or her voice. It's all of our voices. Let's keep the movement like this. Do not let politicians co-opt this movement. Each one of you here today represents another 100,000 Americans who couldn't be here today but are happy that you are here. And they will be there in their cities. The occupy movement is everywhere. Occupy! Everywhere!

"The men on the top floors of these buildings -- especially you, Goldman Sachs -- they are responsibly for ruining the lives of millions of people -- hundreds of millions of people -- on this planet. Someone in the media just asked me, 'Who organized this?' I said [points up to buildings], 'They organized this!'

"They took their boot and put it on the necks of the American people and now the American people want that boot removed. Now. Not next year. Now! We've had it. Enough is enough. The dirtiest word in corporate America is 'enough.' They can't get enough. They weren't satisfied with being just filthy rich. They wanted to be something better than filthy rich and this is what they got. They may have stolen trillions of dollars but we are here to say we want that money back. When do we want the money back? When do we want the money back?

"They have overplayed their hand. It's too bad they weren't satisfied with all the billions they had accumulated. But like addicts, they had to have more. They're out of control. They have an addiction problem to greed and we are here to conduct an intervention."

Intervening on a daily basis at http://www.michaelmoore.com

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Mídia esconde protestos em Wall Street


Mídia esconde protestos em Wall Street


Altamiro Borges
28/09/2011


Milhares tomam o centro financeiro do capitalismo: ““1% de ricaços dos EUA exploram 99% da sociedade”


Desde 17 de setembro, milhares de pessoas estão acampadas numa praça próxima a Wall Street, o principal centro financeiro do mundo capitalista, em Nova York. Elas protestam contra o “1% de ricaços dos EUA que exploram 99% da sociedade” e que são culpados pela grave crise econômica que abala o país desde 2008, gerando desemprego, despejos e miséria.


O movimento batizado de Occupy Wall Street foi convocado pelas redes sociais e teve como referência as revoltas na Espanha e no mundo árabe. Ele exige que o governo de Barack Obama, tão covarde diante das elites, adote medidas mais duras de combate à especulação financeira, eleve os impostos da minoria abastada e invista em políticas de geração de emprego e renda.


O significado da ocupação


Diariamente, ocorrem assembleias, debates e atividades culturais. Artistas famosos, como o diretor de cinema Michael Moore e a atriz Susan Sarandon, já estiveram no local prestando solidariedade aos manifestantes. Várias lideranças políticas, religiosas e dos movimentos sociais também se revezam no local para dar apoio ao protesto, formado principalmente por jovens. Intelectuais de renome, Noam Chomsky e Amy Goodman, produziram artigos sobre o significado deste inédito movimento.


“Wall Street e as instituições financeiras iniciaram o ciclo vicioso que levou a imensa concentração de riqueza e, com ela, também do poder político, em um pequeníssimo setor da população, uma fração de 1%. Ao mesmo tempo, o restante da população foi transformado no que às vezes é chamado de ‘precariado’ - lutando para sobreviver numa existência precária. Wall Street e as instituições financeiras também praticam com impunidade quase completa suas atividades nefastas: não só são ‘grandes demais para quebrar’; também são ‘grandes demais para ir pra cadeia’. Os corajosos e honrados protestos em curso em Wall Street devem chamar a atenção pública para essa calamidade”, escreveu Noam Chomsky.


“Não queremos distúrbios”


Apesar do significado do protesto, o prefeito de Nova York, o “republicano” Michael Bloomberg, oitavo homem mais rico dos EUA (fortuna calculada em US$ 20 bilhões), esbanja truculência. “Não queremos esse tipo de distúrbio aqui”, disse na semana passada. No sábado (24), acatando as suas ordens, a polícia investiu com violência contra os acampados, prendendo mais de 80 jovens e ferindo várias pessoas.


Além da energia dos manifestantes e da truculência da polícia, chama atenção a atitude pusilânime da mídia. Como denuncia Amy Goodman, a maior parte da imprensa estadunidense simplesmente omite o protesto. “Se 2 mil ativistas do grupo conservador Tea Party se manifestassem em Wall Street, provavelmente haveria a mesma quantidade de jornalistas cobrindo o acontecimento”.


A seletividade da imprensa colonizada


No Brasil, a mídia colonizada segue o mesmo padrão “jornalístico”. Não fala nada sobre a ocupação de Wall Street. Até agora, os jornalões publicaram apenas pequenas notinhas; já as emissoras de televisão nem tocaram no assunto. Se fosse um protesto em Caracas contra Hugo Chávez ou em Havana contra Raul Castro, a mídia burguesa faria o maior escarcéu. Seria manchete todos os dias.


A seletividade da mídia é algo realmente impressionante: omite o que não interessa a ela e realça o que serve aos seus interesses políticos e econômicos, à sua visão de classe. E ainda tem gente que acredita na imparcialidade e na neutralidade da chamada "grande imprensa".


Reproduzido do Blog do Miro


Leia e veja  mais na página de OCCUPY WLL STREET clicando aqui.


Na página de ADBUSTERS clicando aqui.


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quinta-feira, 17 de março de 2011

Estudantes convocam mobilização nacional nos EUA


Estudantes secundaristas de Wisconsin estão convocando uma greve para sexta-feira (18/03/2011) às duas da tarde. O convite se estende a todo o país, com o objetivo de realizar um protesto massivo de estudantes secundaristas às duas da tarde, na última hora de aula. Todos devem sair, escolher um ponto de encontro e realizar a sua manifestação. "Que se escute a voz dos estudantes falar sobre o que estes adultos estão fazendo com a educação. A propósito, estão afetando a educação de uma tal maneira que vão prejudicar as pessoas pelo resto da vida", diz Michael Moore em entrevista à Amy Goodman.

Amy Goodman e Michael Moore - Democracy Now

Leia o texto completo, com tradução de Katarina Peixoto, na página da Carta Maior, clicando aqui.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Carta de Michael Moore aos estudantes de Wisconsin


Carta de Michael Moore aos estudantes de Wisconsin

"Os adultos jovens, em todos os cantos do mundo, principalmente no Oriente Médio, tomaram as ruas e derrubaram ditaduras. E, isso, sem disparar um único tiro. A coragem deles inspira outros. Vivemos hoje momento de imensa força, nesse instante, uma onda empurrada por adultos jovens está em marcha e não será detida", diz Michael Moore em carta enviada a estudantes do Estado de Wisconsin, que saíram às ruas contra um projeto para cortar direitos trabalhistas dos funcionários públicos do Estado.

Redação

Milhares de servidores públicos unidos a grupos estudantis realizaram protestos sábado (19) em frente ao Capitólio do estado norte-americano do Winsconsin, na cidade de Madison. Foi o quinto dia de manifestações contra um projeto de lei apresentado pelo novo governador, o republicano Scott Walker. O objetivo do projeto é cortar gastos do orçamento estadual através da supressão de direitos trabalhistas em todo o Estado. O suposto equilíbrio das contas do Estado ocorreria com a anulação dos convênios coletivos com os funcionários públicos. Entusiasmado com a mobilização dos estudantes, o cineasta Michael Moore enviou uma carta aberta para eles pedindo que se rebelem. Segue a carta:


Caros Estudantes

Que inspiração, a de vocês, que se uniram aos milhares de estudantes das escolas de Wisconsin e saíram andando das salas de aula há quatro dias e agora estão ocupando o prédio do State Capitol e arredores, em Madison, exigindo que o governador pare de assaltar os professores e outros funcionários públicos !

Tenho de dizer que é das coisas mais entusiasmantes que vi acontecer em anos.

Vivemos hoje um fantástico momento histórico. E aconteceu porque os jovens em todo o mundo decidiram que, para eles, basta. Os jovens estão em rebelião – e é mais que hora!

Vocês, os estudantes, os adultos jovens, do Cairo no Egito, a Madison no Wisconsin, estão começando a erguer a cabeça, tomar as ruas, organizar-se, protestar e recusar a dar um passo de volta para casa, se não forem ouvidos. Totalmente sensacional!!

O poder está tremendo de medo, os adultos maduros e velhos tão convencidos que que fizeram um baita trabalho ao calar vocês, distraí-los com quantidades enormes de bobagens até que vocês se sentissem impotentes, mais uma engrenagem da máquina, mais um tijolo do muro. Alimentaram vocês com quantidades absurdas de propaganda sobre “como o sistema funciona” e mais tantas mentiras sobre o que aconteceu na história, que estou admirado de vocês terem derrotado tamanha quantidade de lixo e estejam afinal vendo as coisas como as coisas são.

Fizeram o que fizeram, na esperança de que vocês ficariam de bico fechado, entrariam na linha e obedeceriam ordens e não sacudiriam o bote. Porque, se agitassem muito, não conseguiriam arranjar um bom emprego! Acabariam na rua, um freak a mais. Disseram que a política é suja e que um homem sozinho nunca faria diferença.

E por alguma razão bela, desconhecida, vocês recusaram-se a ouvir. Talvez porque vocês deram-se conta que nós, os adultos maduros, lhes estamos entregando um mundo cada vez mais miserável, as calotas polares derretidas, salários de fome, guerras e cada vez mais guerras, e planos para empurrá-los para a vida, aos 18 anos, cada um de vocês já carregando a dívida astronômica do custo da formação universitária que vocês terão de pagar ou morrerão tentando pagar.

Tradução: Vila Vudu
Reproduzido da Carta Maior



Leia o texto completo clicando aqui.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Michael Moore crea High School Newspaper, un espacio de periodismo ciudadano para estudiantes


Los estudiantes han formado históricamente un colectivo destacado en los movimientos sociales y de contestación política, en cualquier lugar del planeta. Un protagonismo que estos días se está haciendo más visible y evidente en las revoluciones surgidas en diversos países del Magreb y Oriente Medio, pero que no sólo se da en esas regiones. 

En Madison, capital del estado de Wisconsin, en Estados Unidos, también están dejando oír su voz.

En este caso -y junto a los trabajadores-, los estudiantes se están movilizando en respuesta a una ley impulsada por el gobernador republicano Scott Walker que, además de recortar los salarios a los empleados públicos, atenta directamente contra los sindicatos, eliminando su derecho a negociar colectivamente. Una ley contra la que los estudiantes se manifiestan por cuanto afecta directamente a sus profesores.

Ambos escenarios, aunque muy alejados entre sí -no sólo geográficamente-, han servido de inspiración a Michael Moore para lanzar una iniciativa, High School Newspaper, que sirva de altavoz para las ideas y opiniones de la juventud estadounidense. Él mismo lo explica en su blog:

Justo ahora, estamos viviendo un momento increíble de la historia. Y este momento se está dando porque la juventud, por todo el mundo, ha decidido que ya es suficiente. Los jóvenes se están rebelando -y ya era hora. Vosotros, los estudiantes y jóvenes desde El Cairo, Egipto, a Madison, Wisconsin, os estáis levantando, tomando la calle, organizando, protestando y negándoos a moveros hasta que vuestras voces sean escuchadas. ¡Jodidamente increíble! Esto ha hecho que a los poderosos se les caigan los pantalones del susto, los adultos que estaban convencidos de haber hecho un trabajo estupendo tratando de idiotizaros y distraeros con tonterías inútiles para que os sintiérais impotentes, tan sólo otro eslabón en la cadena, otro ladrillo en la pared.

[...] A pesar de la diferencia de edad que me separa de vosotros, los recientes sucesos me han motivado y me gustaría aportar mi granito de arena y echar una mano. He decidido dejar parte de mi website a los estudiantes de secundaria para que ellos -tú- tengan la oportunidad de llevar su palabra a millones de personas. Durante mucho tiempo me he preguntado cómo es que que no podemos escuchar las verdaderas voces de los jóvenes en los medios. ¿Por qué vuestra voz vale menos que la de un adulto?

Leia o texto completo em Periodismo Ciudadano clicando aqui.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Wikileaks por Natália Viana: Larry Flint e Michael Moore


"Nos últimos dias dois jornalistas, digamos, “não-ortodoxos” escreveram para defender Julian Assange e a empreitada do WikiLeaks.

Não são quaisquer  jornalistas, mas pessoas que trabalharam para reinventar a profissão e deixar de lado as caretices que a engessavam – e que enfrentaram repetidas batalhas judiciais por isso – Larry Flint, publisher da Hustler Magazine, e o documentarista Michael Moore".

Leia o texto de Natália Vale na Carta Capital Wikileaks clicando aqui.
Leia também "Michael Moore ajuda a pagar caução de Assange" clicando aqui.