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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Lalo Leal: Quem pratica censura no Brasil é a mídia



Lalo Leal: Quem pratica censura no Brasil é a mídia

“Existe censura no Brasil, mas ela é feita pela imprensa, uma imprensa que é majoritária que não abre espaço, por exemplo, para os movimentos sociais”. Esse foi o tom dado por Laurindo Leal Filho, professor e pesquisador da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, ao falar sobre a 68° Assembleia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) e a luta por um novo marco regulatório das comunicações no Brasil.

Joanne Mota, da Rádio Vermelho em São Paulo

Durante a entrevista Lalo Leal fez uma ampla reflexão sobre os debates levantados durante a assembleia da SIP, dentre eles refletiu sobre a declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que durante sua participação no evento da SIP falou: “vivemos hoje uma espécie de democracia ditatorial na América Latina”.

Para Lalo essa afirmação do ex-presidente “é totalmente equivocada”. Segundo o pesquisador, “observamos hoje na América Latina uma total liberdade de expressão, basta ver as campanhas que a mídia faz contra o governo no Brasil e na Venezuela, por exemplo”.

Lalo lembra que “a liberdade de expressão no Brasil ficou resguardada a poucas famílias que detém o controle, a muitos anos, dos meios tanto eletrônicos como impressos”.

Sobre a necessidade de um novo marco regulatório, o pesquisador reafirmou que não como continuar com uma legislação que possui 50 anos e que foi concebida em um momento cultural muito distante.

“O nosso marco regulatório precisa, urgentemente, ser atualizado. Precisamos de uma nova lei que dê conta de todas as modificações tecnológicas e culturais. E enquanto essa lei não vem a democracia brasileira não avançará, pois quando garantimos o amplo, plural e diverso debate é que, efetivamente, estamos dando espaço para todos e ratificando a democracia”, externou Lalo Leal.

Ouça a entrevista na íntegra clicando aqui.

Reproduzido de Portal Vermelho
21 out 2012

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Precisamos regulamentar imprensa no Brasil, afirma Lula



Precisamos regulamentar imprensa no Brasil, afirma Lula


Vanessa Silva/ Portal Vermelho
Portal CUT
18/10/2012

Ex-presidente se soma à mobilização “por um novo marco regulatório da comunicação”

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está na Argentina, onde cumpre intensa agenda política: almoçou com a presidenta Cristina Kirchner, na quarta (17) e participa, nesta quinta (18) de um congresso empresarial. Em entrevista ao jornal La Nación, ecoando o amplo debate a respeito da entrada em vigor da lei dos meios naquele país, Lula foi taxativo ao avaliar a situação do Brasil: “aqui precisamos instalar uma discussão política sobre um novo marco regulatório da comunicação”.

Lula também falou sobre o menor crescimento econômico do Brasil neste ano e destacou a necessidade de uma reformulação no FMI e nos organismos internacionais como a ONU. Com relação ao polêmico julgamento do mensalão e a possibilidade de ele também ser julgado, é categórico: “eu já fui julgado. A eleição de Dilma foi um julgamento extraordinário. Um presidente com oito anos de mandato sair com 87% de aprovação é um tremendo julgamento”.

Meios de comunicação

Eu penso que poucos líderes políticos do mundo foram e são tão criticados pela imprensa como eu. No entanto, não reclamo. Eu nunca tive a imprensa a meu favor, e não é por isso que deixei de ser presidente com a maior aprovação de meu país. Me parece que devemos acreditar na sabedoria dos leitores, dos ouvintes de rádio e dos telespectadores. Eles saberão julgar os valores do comportamento de um político, e também do comportamento da imprensa.

Acredito que no Brasil precisamos instalar uma discussão política sobre um novo marco regulatório da comunicação. A última regulação é de 1962, não há nenhuma explicação para que no século 21 tenhamos a mesma regulação que em 1962, quando não havia telefones celulares, nem internet. A evolução que teve nas telecomunicações não está regulada. Essa briga existe na Argentina, na Venezuela, no México, onde Ricardo Salinas e Slim estão em guerra todo santo dia. E no Brasil preparamos uma conferência nacional – na qual participaram partidos, meios de comunicação, telefonia – e elaboramos uma proposta de regulação, que precisa ser discutida com a sociedade. Não há modelo definitivo, não há o modelo de O Globo, da Folha, de Lula ou de Dilma, isso não existe. Então vamos começar uma discussão com a sociedade para saber o que é o mais importante para que os meios de comunicação sejam cada vez mais retransmissores de conhecimento, de informação, cada vez mais livres e sem ingerência do governo.

Relações internacionais

O fato de querermos fazer uma reforma nas instituições multilaterais não depende da crise. A crise apenas agravou este debate. O Brasil, há pelo menos 15 anos luta para que a ONU seja reformada, e que tenha uma representação do mundo geográfico correspondente a 2012 e ao século 21 e não que represente o mundo de 1948. Não há explicação para que apenas cinco países tenham o controle dos assuntos mais importantes do mundo, sem que haja um representante da América Latina, da África, sem um país de 1 bilhão de habitantes como a Índia ou mesmo a Alemanha.

Queremos que a ONU e o Conselho de Segurança sejam representativos da realidade de hoje, e não do passado.

O FMI também tem que ser reformado para que possa funcionar como um banco que possa ajudar os países em crise e não como um banco para fazer pressão nas economias dos países pobres. Na crise atual dos Estados Unidos e Europa, o FMI não sabe o que fazer. Ninguém sequer quer escutar o FMI! É como se não servisse para nada! Dá a impressão de que foi criado para Argentina, Brasil, Bolívia ou México e não para a Alemanha nem Grécia. É por isso que nós queremos fazer um debate.

Integração

Sonho com a integração da América Latina. A integração não é um discurso, deve transformar-se em um ato cotidiano de cada cidadão e de cada governante. E ainda nos resta muito por fazer.

Irã

Vejamos o caso do Irã. Todos os dias vejo notícias que dizem que o Irã quer construir uma bomba atômica. Eu não acredito nisso. Eu desejo para o Irã o mesmo que desejo para o Brasil: utilizar a energia nuclear para fins pacíficos. E com esta ideia eu fui ao Irã. Os membros do Conselho de Segurança nunca tinham conversado com [Mahmoud] Ahmadinejad. A política foi terceirizada, colocam assessores para conversar e os presidentes nunca conversam. E quando eu disse que ia conversar com Ahmadinejad para que ele se comprometesse a aceitar as regras que eram impostas pela AIEA, disseram que era ingênuo. Fomos ao Irã, estivemos dois dias juntos com a Turquia, e conseguimos que o Irã se comprometesse com o que os norte-americanos e a União Europeia queriam. Para a minha surpresa, quando Ahmadinejad aceitou e nós apresentamos um documento assinado, o que aconteceu? Sancionaram o Irã. Por quê? Porque não era aceitável que um país do terceiro mundo tivesse conseguido o que eles não conseguiram.

Chávez

É necessário analisar a Venezuela não em comparação com o Brasil ou Argentina, nem com a Europa. Tem que analisar a Venezuela de Chávez em comparação com a Venezuela antes de Chávez. E melhorou muito a Venezuela. O povo pobre ganhou dignidade. A América do Sul ganhou muito com o Chávez. Porque antes até os vasos sanitários eram importados dos Estados Unidos. Hoje importa de outros países: Brasil, Argentina… A Venezuela começou a olhar a América Latina e por isso defendi a entrada da Venezuela no Mercosul. Pela importância estratégica da Venezuela, é uma das maiores reservas de petróleo do mundo e de gás, tem um potencial energético extraordinário. Nós precisamos, enquanto Unasul, discutir como nos tornar sócios dessa riqueza que temos. Por isso penso que Chávez foi importante para a Venezuela. (…) Com a minha chegada ao poder, a de Kirchner, de Chávez, de Evo Morales, foi que as pessoas começaram a perceber que gostamos de nossos países, que começamos a ver nossos países a partir de nossa própria realidade. Isso mudou. Quando cheguei ao governo, a relação comercial entre Brasil e Argentina era de 7 bilhões. No ano passado, foi 40 bilhões de dólares.

Mercosul

Penso que o que fizemos na América do Sul já é muito. O problema é que éramos países com uma cultura colonizada, com uma mente colonizada. Fomos doutrinados para que nos víssemos como adversários, como inimigos e os amigos estavam no norte. Quando na verdade, não tem que ter inimigos nem no Norte, nem aqui, temos que construir o que for bom para Argentina e Brasil. Lembro que há muito tempo realizamos reuniões onde muitos países diziam que o Mercosul já não interessava, que o Mercosul tinha acabado, e que havia que implementar a Alca. Hoje, nem o governo norte-americano fala da Alca. Sequer eles.

Mensalão

Não me manifesto sobre esse processo, primeiro porque naquela época eu era presidente da república e creio que um ex-presidente não pode opinar sobre a Suprema Corte. Principalmente quando o processo está em desenvolvimento. Vamos esperar que termine o processo e então com certeza poderei emitir minha opinião.

Eu já fui julgado. A eleição de Dilma foi um julgamento extraordinário. Um presidente com oito anos de mandato sair com 87% de aprovação é um tremendo julgamento e não me preocupo com nada. Cada poder: Executivo, Legislativo ou Judicial, tem suas próprias responsabilidades e cada um deve cumprir com a mesma.

Economia

Sejamos sinceros. Há uma desaceleração econômica promovida pelo próprio governo. Obviamente há problemas com a crise econômica, mas acontece que em 2010 nós crescemos muito, o consumo era exageradamente alto e era necessário diminuir um pouco esse ímpeto da economia. Essa redução do governo também foi afetada pela crise internacional. Houve uma diminuição das exportações. As exportações da Argentina caíram quase 20%, houve uma diminuição importante, e no nível mundial a diminuição foi somente 6%. Era necessário controlar a inflação. As informações que tenho da presidência e do ministro da Fazenda é que a inflação está controlada e para o próximo ano, Brasil voltará a crescer mais ou menos 4,5%.

Volta à presidência

Um político não pode nunca descartar [esta hipótese]. O problema é que cada vez que fazem esta pergunta... se eu digo que não o descarto, a imprensa diz: “Lula admite que será candidato”. Se eu digo o contrário, dizem “Lula nunca mais será presidente”. Eu sou um político, e creio que já cumpri minha parte. Toda a minha vida tive vontade de provar que era capaz de fazer o que eu reivindicava, e creio que conseguimos fazer muito mais. Hoje, o principal legado que deixamos para a sociedade brasileira, além dos 40 milhões de brasileiros que ascenderam à classe média, além do aumento do salário mínimo, dos 17 milhões de empregos formais criados, o principal legado é a relação entre o Estado e a sociedade. Realizamos 73 conferências nacionais. As principais políticas de meu governo foram decididas em plenários, onde havia debates no âmbito municipal, estatal e nacional. Eram políticas de todas as áreas, tudo foi discutido. Queria provar a mim mesmo que um governante nunca, em hipótese alguma, deve ter medo de conversar com a sociedade. Não podemos ver em cada pessoa que nos cerca na rua um inimigo. Porque muitas vezes temos que nos perguntar por que é inimigo agora se votou em mim.

Reproduzido de clipping FNDC
18 out 2012

Foto: Foto: Juani Roncoroni/Estadão . Via Portal Vermelho
O ex-presidente Lula visita a presidente argentina, Cristina Kirchner, no Palácio do Governo, em Buenos Aires, nesta quarta-feira (17)

Leia também:

"PT retomará debate sobre a mídia?", por Altamiro Borges (20/10/12) do Blog do Miro, via clipping FNDC clicando aqui.

"Chávez e a derrota dos barões da imprensa", por Roberto Amaral (22/10/12) no Brasil de Fato, via clipping do FNDC clicando aqui.

"Venezuela: ministro quer construção coletiva da comunicação", por Prensa Latina no Portal Vermelho (22/10/12) via clipping do FNDC clicando aqui.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Quem mais maltrata você? Sua operadora de telefonia celular? Seu banco? Pelas companhias aéreas?

Quem mais maltrata você?

Moisés Naím
Folha Online
20/07/2012

Por quem você se sente mais maltratado? Por sua operadora de telefonia celular? Seu banco? Pelas companhias aéreas? As relações entre as empresas e seus clientes estão carregadas de conflitos de interesses recobertos por uma capa de hipocrisia, publicidade e marketing.

Em última análise, as empresas querem arrancar o máximo possível de dinheiro de seus clientes, e estes querem pagar o mínimo possível. Criar lealdade à marca e não perder clientes são as principais motivações que levam as empresas a tratar bem a seus clientes. Nada de novo. Não obstante, as empresas insistem em nos convencer que são nossas aliadas amáveis e que suas decisões com relação a preços, qualidade e serviços também são guiadas pela ética. As coisas não têm ido bem ultimamente para esta ideia.

O Barclays Bank, por exemplo, pagou uma multa de US$452 milhões por ter manipulado as taxas de juros interbancárias (a taxa Libor, que alguns cínicos agora andam chamando, em inglês, Lie-More, ou mente-mais). "Não somos os únicos!" disse o presidente do Barclays antes de renunciar. Seu colega do JP Morgan Jamie Dimon insiste que os bancos não precisam de mais controles, já que seus valores éticos, seu seus controles próprios e a concorrência garantem que suas decisões estejam alinhadas com os interesses da sociedade. Mas Dimon foi surpreendido por perdas ocultas de US$2 bilhões em seu banco (ou US$5 bilhões. Ou mais. Ainda não se sabe).

Dimon se disse indignado com a desonestidade dos banqueiros do JP Morgan (pequeno detalhe: são seus empregados). Rajat Gupta, o ex-chefe da prestigiosa consultoria McKinsey & Co ("somos uma organização guiada por valores") acaba de ser condenado em Nova York por ter passado a seu cúmplice informações secretas e valiosas sobre o Goldman Sachs, empresa da qual Gupta era diretor. O banco HSBC também está pedindo desculpas: em 2007 e 2008 sua subsidiária no México enviou aos EUA US$7 bilhões em cédulas supostamente depositadas por cartéis do narcotráfico.

E, por falar no México: de acordo com a OCDE (organismo formado pelos países mais ricos do mundo), os preços excessivos cobrados pela AmericaMovil --a empresa de telefonia de Carlos Slim-- custam aos consumidores desse país US$26 bilhões por ano. Mas pagar a mais para fazer uma ligação telefônica não é tão perigoso quanto tomar um medicamento que, ao invés de curar, mata. A empresa farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK) acaba de ser multada em US$3 bilhões por promover medicamentos que causam efeitos negativos ou até a morte. O valor da multa é muito alto, mas não tão alto quando os US$8,2 bilhões que a empresa teve de lucro em 2011.

O que está acontecendo? Essa explosão de comportamentos empresariais abusivos e corruptos é algo novo, ou é simplesmente que agora estamos mais bem informados? As duas coisas. Mas o certo é que o velho princípio do "caveat emptor", frase latina que significa que é o comprador quem deve tomar todas as precauções, porque o risco é todo dele e não de quem vende a ele, é mais válido hoje que nunca. A enorme complexidade do comércio moderno coloca os consumidores em desvantagem. Mas a boa notícia é que hoje os compradores têm acesso a mais informação que nunca antes sobre o que compram e quem vende a eles. O banco Barclays e a GSK acabam de descobri-lo.

Tradução de Clara Allain

O escritor venezuelano Moisés Naím, do Carnegie Endowment for InternationalPeace, foi editor-chefe da revista "Foreign Policy". Escreve às sextas na versão impressa de "Mundo"


Reproduzido de clipping FNDC
20 jul 2012

sábado, 20 de agosto de 2011

“Los poderosos medios de comunicación han perdido credibilidad”



“Los poderosos medios de comunicación han perdido credibilidad”

Entrevista a Pedro Brieger

Por Luis Cuello . Otra Prensa
18 August, 2011

Una agitada agenda desarrolló el periodista y sociólogo argentino Pedro Brieger en suelo chileno, que incluyó visitas a universidades y colegios movilizados. En la víspera de su regreso a Buenos Aires, Brieger nos habló de su interés por el proceso que se vive en Chile y sobre el papel de los grandes medios en los nuevos escenarios políticos.

Se dice que los medios hegemónicos argentinos presentan una imagen ejemplar de Chile y de su modelo económico. ¿Cambió el enfoque de estos medios con la crisis en la educación?

Hay medios que han tenido una afinidad ideológica con el modelo económico y social de Chile, como el diario La Nación, no necesariamente Clarín. Pero si es verdad que en los grandes medios se suele citar a Chile como un ejemplo. En realidad hay un problema que va más allá de Chile, y es que muchos medios, políticos y comunicadores sociales hablan bien de Chile para hablar mal del gobierno argentino. No es que sepan mucho de Chile. Suelen decir “el gobierno argentino hace todo mal, no somos un país serio como Brasil, Chile y Uruguay”. Y no explican en que es serio Chile, Uruguay o Brasil. Es más una consigna. He tenido la oportunidad de entrevistar a políticos y cuando elogiaban el modelo chileno les preguntaba ¿qué está elogiando?

En este tiempo se habla mucho más de Chile. Sin pedantería ni falsa modestia, creo que instalé el tema de las protestas sociales en Chile en los medios argentinos, porque fui el primero que comenzó a hablar, porque lo seguía de cerca.

Cómo decía ayer en la Casa Central de la Universidad de Chile, no me conformo con los despachos de las agencias. Sigo Otra Prensa, El Ciudadano, El Mostrador, El Clarín de Chile, la prensa del sur, cuando fue el conflicto de HidroAysén.

En tu última columna te preguntas si caminamos hacia una refundación. ¿Es posible transformar un país con los mismos medios de comunicación herederos del autoritarismo, esencialmente conservadores, que ejercen una suerte de monopolio ideológico? ¿Hasta que punto funcionan como un dique de contención a los procesos de cambio?

Si bien esto es cierto, también es verdad que muchos medios de comunicación -no todos- se acomodan. Cuando cayó el gobierno de Ben Alí en Túnez o Mubarak en Egipto, casi de la noche a la mañana medios que eran afines a un gobierno que estaba hace treinta años, se convirtieron en grandes demócratas, en periódicos abiertos, casi como si siempre hubieran estado a la vanguardia en contra del régimen. Otros no, porque responden a cuestiones ideológicas muy profundas.

Creo que el rol de los medios alternativos es muy importante.

Hay que tomar en cuenta que Evo Morales tiene a todos los medios en contra y gana una elección tras otra, Rafael Correa tiene a la inmensa mayoría de los medios en contra y gana las elecciones. También ocurre con Chávez, Lula, con Cristina Fernández, y ganan.

Crisis de los médios

Creo que hoy hay una crisis en los medios de comunicación, en los poderosos medios de comunicación, entre otras cosas porque han perdido credibilidad. Esta consigna “la tele miente” que se levanta en Chile es similar a la que se levanta en Argentina, “Clarín miente”. Clarín ha perdido una parte importante de sus lectores. Hoy Clarín casi se ha convertido en un partido político opositor al gobierno de Cristina Fernández, ya no es un diario.

Cuando se dice que algunos medios de comunicación reemplazan a los partidos políticos desacreditados, eso es real.

Leia a entrevista completa na página de Otra Prensa! clicando aqui.

Conheça a página de Pedro Brieger clicando aqui.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Os jovens "marginais" e "criminosos" para a Globo News e in-prensa em geral...


"Sociólogo surpreende GlobNews sobre jovens que protestam na Inglaterra. Sem achismo,mostra crise social grave, e a desonestidade de tratar como delinquente manifestações que, fossem em Caracas ou em Havana, seriam tratadas como ações de "corajosos jovens democratas".

Via Facebook, Milton Temer, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato etc.

quinta-feira, 17 de março de 2011

“El Pueblo contra la Televisión Denigrante”


Foro El Pueblo contra la Televisión Denigrante en Caracas

16 de marzo de 2011

Con la participación de las reconocidas periodistas Mary Pili Hernández y Tania Díaz, así como del experimentado investigador Daniel Hernández, culminará este viernes 18 de marzo, a las 9:00 a.m., en la Universidad Nacional Experimental de la Fuerzas Armadas (UNEFA), el primer ciclo de los Foros “El Pueblo contra la Televisión Denigrante”, cuya aceptación ha sido total en todo el territorio nacional.

En todos los escenarios, la disertación y el diálogo estuvieron como motores primordiales de la comunicación para enfrentar a los medios privados con su “televisión basura”.

Con una activa participación en las ciudades de Puerto la Cruz, Maracaibo, Maracay, Valencia, Barquisimeto, Porlamar y San Cristóbal, ahora es el turno de la ciudad de Caracas y nada mejor que sea en la UNEFA (Chuao), para cerrar esta primera etapa de amplia discusión.

Mary Pili Hernández, periodista y ex directora de los canales de televisión Canal I y Venezolana de Televisión, explicará con sólidos argumentos por qué es necesario la supervisión de los mensajes difundidos por algunos prestadores de servicio a nivel nacional, en los cuales los metamensajes están a la orden del día. Tal y como explicaron otras figuras de la radio y TV venezolana, como es el caso del dramaturgo Román Chalbaud, y los actores Simón Pestana, Alexander Solórzano, Lilita Pestana y Dilia Waikkarán.

Por su parte, Tania Díaz, ex ministra del Poder Popular para la Comunicación y la Información y actual conductora del programa “Dando y Dando” que transmite VTV, será otra de las invitadas para imprimirle mayor criterio al Foro.

Otro de los ponentes al evento a realizarse este viernes, será el profesor Daniel Hernández, destacado investigador y comunicólogo, quien continuará transmitiendo reflexiones y enseñanzas a los asistentes.

Con estos tres personajes, la ONG Periodistas por la Verdad, y el Movimiento de Periodistas Revolucionarios Fabricio Ojeda estiman cumplir en esta primera etapa con la concienciación de combatir los dañinos temas y mensajes que los medios privados insisten en transmitir para condenar al pueblo con su televisión denigrante.

Reproduzido de Aporrea