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sábado, 17 de maio de 2014

IV Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais: 16, 17 e 18 de maio em São Paulo


IV Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais

Nesta sexta-feira (16/05/14), às 11h, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da abertura do 4º Encontro Nacionalde Blogueiros e Ativistas Digitais, que ocorrerá nos dias 16, 17 e 18 de maio no Hotel Braston, em São Paulo. O evento será transmitido ao vivo no site do Instituto Lula.

Esta é a segunda participação de Lula no encontro. Em 2011 ele esteve no 2º Encontro Nacional dos Blogueiros, em Brasília. Enquanto presidente, Lula concedeu a primeira entrevista coletiva na história do Brasil a um grupo de blogueiros, em novembro de 2010. Em abril deste ano, já como ex-presidente, Lula voltou a participar de uma coletiva com Blogueiros.

Às 18h, em nova atividade da Caravana Horizonte Paulista, Lula e o ex-ministro Alexandre Padilha participam de plenária com a militância no Lar São Vicente de Paulo, em Sorocaba. O evento terá transmissão ao vivo no site da Caravana Horizonte Paulista.

4º Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais
Local: Hotel Braston
Rua Martins Fontes, 330 - Consolação, São Paulo/SP
Horário: 11h
Link da transmissão clicando aqui.
Programação clicando aqui.

Plenária com a militância
Local: Lar São Vicente de Paulo
Av. Betânia - 1255, Sorocaba/SP
Horário: 18h
Link da transmissão clicando aqui.

Reproduzido de Instituto Lula
16 mai 2014

domingo, 27 de maio de 2012

Encontro de Blogueiros conclui que a mídia quer ser regulada


O Encontro teve início na sexta-feira e foi aberto pelo ex-ministro da Comunicação Social Franklin Martins. Sua fala daria o norte aos debates que se seguiriam devido às informações e ponderações que encerrou.

(...) Franklin esclareceu três pontos importantes e de uma simplicidade espartana:

1) O marco regulatório das Comunicações não precisa ser complicado, basta seguir os preceitos da constituição que versam sobre a Comunicação Social.

2) Não existe dúvida de que um marco regulatório será feito. O discurso da mídia sobre querer regulá-la ser censura não passa de jogo de cena.

3) A regulação que se pretende é a da mídia eletrônica porque esta é feita de concessões públicas; a imprensa escrita não é concessão estatal, portanto só se regularia o direito de resposta.

Vejam que estes três pontos resumem tudo o que deve acontecer na Comunicação do Brasil nos próximos anos e explicam a razão de o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ter se manifestado favoravelmente à regulação dos meios de comunicação.

Então ficamos assim: a mídia tradicional precisa da regulação porque, em breve, a tecnologia permitirá às empresas de telefonia produzirem conteúdo e disputarem público com a televisão aberta – as telefônicas têm faturamento 10 vezes maior do que Globo e todas as outras tevês juntas.

O PIG precisa que o governo vete a exploração da comunicação social eletrônica pelas telefônicas ou será dizimado. Se fizer acordo com as telefônicas, será sócio minoritário. Ou seja: terá pequena parte do negócio. Alguém imagina a família Marinho sendo minoritária?

FHC, ao se manifestar favoravelmente à regulação da mídia, antecipa-se ao inexorável e, assim, praticamente propõe aos barões da mídia que não fiquem a reboque do processo.

A discurseira midiática sobre “censura” pretende apenas pressionar o Estado de forma que, quando chegar a hora de regular, não inclua no marco regulatório, por exemplo, veto à propriedade cruzada, ou seja, donos de televisões poderem ter jornais, rádios, portais de internet etc., tudo junto.

A forma de os movimentos sociais e a imprensa alternativa enfrentarem esse discurso se torna simples nas palavras de Franklin, pois lembram que tudo o que se quer em termos de regulação da mídia já figura na Constituição brasileira.

O que a mídia fará? Vai propor que se mude a Constituição? Certamente que vai. Tentará vetar a participação das telefônicas na produção de entretenimento e tentará adequar a Carta Magna a seus interesses.

A grande sacada das palavras de Franklin, portanto, é a de nos fazer poupar energia. Não precisamos mais debater se haverá ou não regulação, pois as consultas públicas sobre o marco regulatório devem vir no ano que vem – devido a este ser um ano eleitoral e 2014, também.

Dessas consultas, o assunto irá para o Congresso. É lá que será travada a batalha para dar ao Brasil uma legislação moderna… Ou não.

Enquanto ficamos lendo na mídia que é censura querer regulá-la, sua discurseira já constitui uma preparação para enfrentar uma regulação de seu próprio interesse, da qual pretende extirpar o que não lhe convém e inserir o que convém.

O grande papel dos blogueiros progressistas, daqui em diante, será o de propagar estes fatos e se prepararem para os embates que se darão no âmbito do processo que a mídia se nega a informar ao seu público.

Como regular ou não regular a mídia é um assunto fora de questão e verdadeira questão que irá prevalecer será COMO regular, resta refletir sobre como ela manipula seu público. Enquanto seus bate-paus se esfalfam para dizer que regulação é censura, quem se informa já sabe do que a maioria dos brasileiros nem sonha.

Veja envia repórter para cobrir o Encontro de Blogueiros

Acredite quem quiser: a revista Veja mandou ao Encontro de Blogueiros de Salvador um repórter de São Paulo que viajou às expensas da revista, alegadamente, para cobrir “mídias digitais”. O repórter jura que não veio por pauta política. Acredite quem quiser.

Reproduzido do Blog da Cidadania . Eduardo Guimarães
26 mai 2012


Assista à fala de Franklin Martins, e mensagem que o ex-Presidente Lula enviou ao evento, abaixo.



quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Blog novo no ar: Telejornais e Crianças no Brasil...


Via Láctea

Olavo Bilac

XIII

..."Ora (direis) ouvir estrelas! Certo 
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto, 
Que, para ouvi-las, muita vez desperto 
E abro as janelas, pálido de espanto... 

E conversamos toda a noite, enquanto 
A Via Láctea, como um pálio aberto, 
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto, 
Inda as procuro pelo céu deserto. 

Direis agora: "Tresloucado amigo! 
Que conversas com elas? Que sentido 
Tem o que dizem, quando estão contigo?" 

E eu vos direi: "Amai para entendê-las! 
Pois só quem ama pode ter ouvido 
Capaz de ouvir e entender estrelas"[1]

BILAC, Olavo. Antologia : Poesias. São Paulo: Martin Claret, 2002. p. 37-55.



[1] BILAC, Olavo. Antologia : Poesias. São Paulo: Martin Claret, 2002. p. 37-55.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Furo jornalístico em tempo de blogueiros e redes sociais


Ser o primeiro ou ser o mais confiável? Um velho dilema em novo contexto

"A preocupação com o furo está mais na cabeça dos repórteres e dos executivos do que na do público, para quem um minuto a mais ou a menos na recepção de uma notícia não faz muita diferença, principalmente porque são raras as pessoas que ficam o dia inteiro ligadas no noticiário.

Esta discussão, quase tão antiga quanto a atividade jornalística, ganhou hoje uma dimensão ainda maior por conta da velocidade de circulação das notícias, depois da generalização do uso de ferramentas digitais como blogs, twitter, comunidades virtuais e listas de discussão.

A grande questão é a quantidade de erros registrados em coberturas jornalísticas de acidentes e tragédias, onde os profissionais enfrentam com mais intensidade o clássico dilema entre ser o primeiro ou o mais confiável.  Nos sites onde o tempo de edição de cada nota muitas vezes não supera os 60 segundos, este dilema chega a ser dramático.

O problema é que a ecologia informativa da sociedade contemporânea mudou e as redações ainda não conseguiram se dar conta das conseqüências disso na produção de notícias. A cultura da competitividade e a briga pelo ineditismo informativo ainda são demasiadamente fortes entre os profissionais, apesar das possibilidades de "furos" (jargão para notícia dada antes de todos os concorrentes) jornalísticos serem hoje cada vez menores. Não dá para concorrer com milhares de blogueiros espalhados por todos os cantos do mundo".

Carlos Castilho . Observatório da Imprensa
em 18/2/2011

Leia o texto completo clicando aqui