quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Concentração das comunicações nos EUA


"Barack Obama recua, concentração aumenta

Por Venício A. de Lima em 27/1/2011
Observatório da Imprensa
http://observatoriodaimprensa.com.br/images/transp.gif
Há pouco mais de dois anos (18/11/2008) publiquei neste Observatório artigo motivado por mensagem recebida de Josh Silver, diretor da organização não-governamental Free Press, que chamava a atenção para as grandes transformações que deveriam ocorrer na mídia estadunidense se o presidente eleito Barack Obama cumprisse as promessas de campanha (ver "Comunicações nos EUA: O que muda com Barack Obama?").

Volto ao assunto agora, motivado pelo mesmo Josh Silver.

Após a fusão da Comcast – a maior operadora de TV a cabo e maior provedora de internet dos EUA – com a NBC-Universal (NBCU), autorizada pela Federal Communications Commission (FCC), no último dia 18 de janeiro, ele admite ter perdido as esperanças e mostra como, uma a uma, as promessas de Obama estão sendo descumpridas com prejuízos óbvios para a pluralidade e a diversidade na mídia dos EUA (ver "Comcastrophe: Obama’s FCC Approves Enormous Corporate Media Merger for Comcast/NBC").

De que se trata

As informações disponíveis dão conta de que o negócio de 30 bilhões de dólares, isto é, a compra de 51% da NBCU pela Comcast, faz surgir o maior grupo de comunicação dos Estados Unidos. A Comcast passa a controlar também um enorme leque de programas de televisão e um arquivo com mais de quatro mil filmes. A nova empresa terá 16,7 milhões de assinantes de banda larga, 23 milhões de usuários de TV por assinatura, estações de transmissão e dezenas de canais que incluem a rede de televisão NBC, USA Network, Bravo e MSNBC, além da participação de 32% no serviço de vídeos online Hulu".

Leia o texto completo no Observatório da Imprensa clicando aqui.

Cómo ven videos los usuarios de social media

clique para aumentar

"La forma de ver videos ha cambiado totalmente desde la aparición de YouTube. Ahora, durante el reinado de las redes sociales ¿ha cambiado nuestra forma de ver videos?  Lab42 ha publicado una infografía sobre los hábitos de consumo en usuarios de social media en los EE.UU".

Crie seu próprio jornal a partir de posts do Twitter ou Facebook


"Um site chamado Paper.li (http://paper.li) permite que os internautas criem seus próprios jornais com as mensagens que recebem pelo Twitter ou Facebook. O usuário pode escolher montar seu jornal a partir de mensagens de seus contatos, tags ou de listas de seguidores ou amigos.

O jornal virtual reúne notícias, fotos e vídeos com as últimas atualizações de seus contatos. Além disso, o internauta pode escolher o título do jornal, temas, idioma e colaboradores. O britânico The Guardian foi um dos primeiros veículos impressos a integrar seu conteúdo de redes sociais no Paper.li. Visite a página de tecnologia do jornal.

O projeto Paper.li é uma iniciativa da Swiss Federal Institute of Technology EPFL, em Laussane (Suiça)".

Redação

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A proposta de regulação da mídia na Inglaterra


"A Ofcom, agência independente de regulação da mídia britânica, divulgou sua proposta inicial para 2011 e 2012. O documento, ainda sujeito a modificações a partir de encontros públicos abertos à comunidade, apresenta ideias para a regulação da televisão, rádio, internet e companhias de telecomunicação. O assunto é fonte de intensos debates na Grã-Bretanha. Por lá, o debate entre educação X regulação é muito forte. Interessante a seção "entendendo as mudanças comportamentais de cidadãos e consumidores". Entre outras coisas, o documento afirma que os britânicos estão conectados a alguma mídia em 55% do tempo em que estão acordados". 

Via Blog Comunicar para mudar o mundo

Conheça a proposta da Ofcom clicando aqui.

Periodismo Ciudadano y la ética del bloguero


“Juan José Retamal, Director estratégico OCD-Iberoamérica, ofreció ayer una excelente charla en el evento Buenas Prácticas en Comunicación On Line que realizó la Asociación Nacional de Anunciantes (Anda) de Perú. Compartimos su presentación Periodismo Ciudadano y la ética del bloguero".

Para ver a apresentação na página Clases de Periodismo clique aqui.

"A manipulação das informações pela mídia é mais perigosa do que aquela feita pelos governos”



"Julian Assange, fundador do WikiLeaks, concedeu uma entrevista exclusiva aos internautas brasileiros. Essa iniciativa só foi possível graças à ação articulada da blogosfera e, claro, aos internautas que enviaram questões. No total foram cerca de 350 perguntas, das quais doze foram escolhidas. Na entrevista, Assange explica por que trabalha em parceria com a grande mídia e debate a manipulação de informação e como o vazamento de dados pode alterar a atuação dos governos. Assange ainda teve de explicar porque devemos confiar nele e no Wikileaks".

Rodrigo Viana . Blog O Escrevinhador
26.01.2011


"Julian Assange também esclarece que sua organização não é “exclusivamente de esquerda, mas uma organização pela verdade e pela justiça”. As declarações foram dadas em entrevista exclusiva a internautas brasileiros, que foi publicada por diversos blogs – entre eles, o Blog do Nassif, Viomundo, Proto-Blog, Nota de Rodapé, Maria Frô, Trezentos, O Escrevinhador, Blog do Guaciara".



Por Marcelo Salles . Fazendo Mídia
26.01.2011



Leia mais trechos da entrevista na página do Fazendo Mídia clicando aqui e no Blog O Escrevinhador clicando aqui.

Violações aos direitos humanos não revogam concessões no Brasil


"Relacionar o controle público dos meios de comunicação a regulação de conteúdo se consolidou como um dos maiores tabus do Brasil nos últimos oito anos. O pavor que a pauta se aproximasse da censura foi instaurado pelos grandes empresários, esparramou-se pela classe política, até chegar no cidadão comum. Assim, setores do governo e organizações sociais foram transformados em algozes por defender a permanência do termo.

Sem os mesmos espaços para se explicar, qualquer reivindicação associada ao conteúdo se confrontou com reações desproporcionais, quando o teor, na maioria das vezes, solicitava apenas o cumprimento da legislação ou enquadramento do país a acordos internacionais.

O resultado é que pouca coisa avançou no Brasil em termos de regulação de conteúdo. E o pior, esse tema se tornou um dos maiores obstáculos para a sociedade compreender a natureza pública da comunicação e o porquê de se realizar reformas imediatas no marco regulatório.

Laurindo Leal Filho, apresentador do Ver Tv 
na Tv Brasil, narra que, nos últimos 15 anos, a sociedade civil aumentou seu senso crítico, enquanto a televisão buscou formatos apelativos para disputar a audiência. Para ele, os caminhos das reivindicações de conteúdo sempre foram democráticos tornando importante sua manutenção: "O que aconteceu é que houve confusão deliberada para caracterizar regulação de conteúdo com censura, proibição. Isso ajuda a desqualificar discussões mais amplas como propriedade cruzada".

Professor aposentado da USP, Laurindo explana que resumir a questão ao controle remoto é argumento dos concessionários, sem sustentação na realidade nacional: "O que é oferecido ao público é via interesse comercial. Colocam no ar programação semelhante. Qual a consequência? Ao telespectador não sobra alternativa na programação", defende o professor".


Pedro Caribé . Observatório do Direito à Comunicação
26.01.2011


Leia o texto completo clicando aqui.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A pedagogia do grande irmão platinado


“Outro dia li um artigo de alguém criticando o que chamava de pseudo-esquerda que fica falando mal do BBB, mas que também dá sua espiadinha. E também li outras coisas de pessoas falando sobre o quanto há de baixaria no “show de realidade” da Globo. Fiquei por aí a matutar. E fui observar um pouco deste zoológico humano que a platinada oferece na suas noites. Agora é importante salientar que a gente nem precisa assistir para saber tudo o que se passa. É só estar vivo para saber. As notícias estão no jornal, no ônibus, no elevador, em todos os lugares.


Então esse papo de que quem critica é hipócrita porque também vê não tem qualquer sentido. As coisas da indústria cultural nos são impostas de forma quase que totalitária. É praticamente impossível fugir destes saberes. Mesmo no terminal, esperando o ônibus, lá está o anúncio luminoso onde buscamos o horário do busão, dando as “notícias” dos broders. É invasivo e feroz.

(...) Então, fazer a crítica a esse perverso programa não é coisa de pseudo-esquerda. Deve ser obrigação de qualquer um que pensa o país. A questão do “grande irmão” não é moral. É ética. Trata-se da consolidação, via repetição, de uma pedagogia, típica do capitalismo, que pretender cristalizar como verdade que para que um seja feliz, outro tenha que ser “eliminado”.

O show da Globo é uma violência explícita, cruel, nefanda, sinistra e miserável. É coisa ruim, malcheirosa. Penso que há outras formas de a gente se divertir, sem que para isso alguém tenha de se ferrar! Até mesmo os mais importantes cientistas mundiais já alardearam a verdade inconteste: vence quem coopera. Onde as pessoas, juntas, buscam o bem viver, ele vem”...

Elaine Tavares

Leia o texto completo no Blog Palavras Insurgentes clicando aqui.

Latinoamérica: trabajo infantil entre cifras y realidad


"Mientras algunos esperan algo más de la vida,
hay algunos que esperan comer cada día".

Edwin Paucar 
Adolescente y trabajador peruano

La campaña mundial contra el trabajo infantil, especialmente en sus peores formas, se encuentra en una encrucijada. Se ha pasado de una optimista previsión formulada hace tan sólo cuatro años sobre la proximidad del fin del trabajo infantil, al más reciente informe de la OIT, en el que se arrojan dudas respecto a la posibilidad de que la meta pueda alcanzarse en el año objetivo de 2016. El Programa Internacional de la OIT para la Erradicación del Trabajo Infantil y la comunidad internacional han decidido ahora renovar tal empeño.

En una conferencia internacional celebrada el 10 y 11 de mayo y organizada por el Gobierno de los Países Bajos se adoptó una nueva "hoja de ruta" dirigida a alcanzar los objetivos fijados en 2006. Constance Thomas, Directora del IPEC, examina los logros alcanzados y los retos pendientes en la lucha contra el trabajo infantil. "En 2006, en el segundo Informe Global de la OIT sobre trabajo infantil dio cuenta del avance significativo en la lucha contra el trabajo infantil. Animada por esta tendencia positiva, la OIT estableció un objetivo visionario: eliminar para 2006 el trabajo infantil en sus peores formas".

Cristiano Morsolim
Educador italiano y operador de redes internacionales.
Co-fundador del Observatorio sobre Latinoamérica SELVAS.
Colabora con Jubileo Sur, Latindadd, Cadtm


Leia o texto completo na página do ADITAL, Noticias de América Latina y Caribe,  clicando aqui

Las mejores noticias libres de publicidad en una sola web



The Washington Post y USA Today lanzaron Ongo, una web de selección de noticias, que ofrecerá información de una veintena de periódicos de EE.UU. sin publicidad y con aplicaciones especiales para tabletas electrónicas.

AP presenta la nota con este titular: Nuevo cibersitio cobrará por ofrecer noticias que ya son gratis. Sin embargo, no es necesariamente así: se espera que el lector valore la selección a cargo de cinco editores.

La nueva web está bajo la dirección de  Alex Kazim (antes comandó Skype) y  busca “reflejar las diversas maneras en que los usuarios prefieren leer, organizar y compartir sus noticias digitales”, según la compañía.

Ongo permitirá el acceso a los contenidos de The Washington Post, USA Today, “extractos” de The New York Times y “contenido seleccionado” del Financial Times, por una tarifa básica de 7 dólares al mes.


Leia mais na página Clases de Periodismo clicando aqui.

Escola americana adota iPad como material escolar


O iPad está virando um objeto tão comum na vida dos americanos que uma escola no Estado americano do Tennessee está adotando a tablet como parte do material escolar.

Leia mais na página do Mac + Terra clicando aqui.

Manifesto pela Mídia-Educação: Por que deveríamos estar ensinando os jovens sobre os meios de comunicação?


Some truisms and a few provocations

"As media educators, we have spent so long campaigning for our field that most of us could probably rehearse the basic rationale in our sleep. Why should we be teaching young people about the media? Well, most of us would probably begin with assertions about the statistical significance of the media in children’s lives. Back in 1980, Len Masterman pointed out that children were spending more time watching television than they were spending in school – and in fact that claim was probably true twenty years earlier. Surveys repeatedly show that, in most industrialised countries, children now spend significantly more time engaging with the media than on any other activity apart from sleeping. This in itself might appear to suffice, at least if we believe that schooling ought to be relevant to children’s lives outside school.

However, we might want to go on to make some broader claims about the economic, social and cultural importance of the media in modern societies. The media are major industries, generating profit and employment; they provide us with most of our information about the political process; and they offer us ideas, images and representations (both factual and fictional) that inevitably inform and shape our view of reality. The media are the major contemporary means of cultural expression and communication: to become an active participant in public life necessarily involves making use of the modern media. The media, it is argued, have now taken the place of the family, the church and the school as the major socialising influence in contemporary society".

Manifesto pela Mídia-Educação

David Buckingam
Centre for the Study of Children, Youth and Media
Institute of Education, London University


Leia o texto completo de Davi Buckingham clicando aqui.

Leia mais sobre o Manifesto clicando aqui.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Jornalismo, blogs e redes sociais: entre a civilização e a barbárie


"A recusa de considerar-se visões de mundo diferentes da nossa separa-nos da universalidade humana e mantém-nos mais perto do pólo da barbárie" (Tzvetan Todorov)

Em seu livro O medo dos bárbaros, o pensador búlgaro Tzvetan Todorov atualiza os já tão desgastados conceitos de civilização e barbárie, trazendo uma definição muito útil destes termos para pensarmos o mundo contemporâneo.

O autor distancia-se das noções de civilização e barbárie que ficaram conhecidas principalmente com a experiência do neocolonialismo ou com a vertente da antropologia relacionada ao multiculturalismo. Tentando estabelecer critérios transculturais na definição dos dois conceitos, Todorov defende que a barbárie acontece quando negamos a plena humanidade do outro e a civilização, em um movimento contrário, aprimora-se quando reconhecemos a plena humanidade em pessoas diferentes de nós. No entanto, nenhuma cultura (ou indivíduo) seria absolutamente bárbara ou definitivamente civilizada, já que estes dois pólos seriam possíveis em qualquer ação humana, constitutivos de nossa humanidade.

Pensando então que barbárie pode ser entendida como a desumanização do outro, podemos concluir que boa parte das atitudes jornalísticas da grande mídia sempre foi pautada pela característica central da barbárie: deslegitimação de adversários políticos, criminalização de movimentos sociais, desumanização da pobreza e dos “criminosos”, eis alguns dos vários exemplos da incapacidade de muitos meios de comunicação de respeitar as diferenças e as visões de mundo contrárias aos seus interesses.


(...) os jornalistas e demais indivíduos, grupos sociais, partidos políticos, entre outros, não estão (em boa parte) apenas reproduzindo nas novas ferramentas de comunicação os mesmos preconceitos, intolerâncias e práticas de desumanização da diferença que sempre marcaram a maioria dos meios de comunicação não virtuais. Será que os blogs e as redes sociais contribuem para o fortalecimento da civilização, entendida como o reconhecimento da plena humanidade no outro (e na sua cultura e visão de mundo diferente)? Penso que o debate sobre essa questão não deve ser adiado, pois a confusão entre tecnologia e “progresso” (seja no jornalismo em particular ou na sociedade como um todo) ainda reúne um grande contingente de iludidos.

Icaro Bittencourt . Colaboração para o Jornalismo B

Leia o texto cpmpleto clicando aqui.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Em defesa da liberdade na rede


"Quando se fala da luta pela inclusão digital e a defesa do software livre no Brasil, impossível não lembrar o nome do sociólogo e professor da faculdade Cásper Líbero Sérgio Amadeu. E não é à toa. Foi coordenador do Governo Eletrônico da prefeitura de São Paulo na gestão Marta Suplicy, sendo responsável pela criação da rede pública de telecentros, considerado o maior programa de inclusão digital do país. Já no governo Lula, ocupou a presidência do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) da Casa Civil, participando da criação da criação do Comitê de Implementação de Software Livre (CISL).

Saiu do governo em 2005, mas nem por isso sua atuação tem sido menos pública. Mantém um blog (samadeu.blogspot.com) e recentemente foi um dos criadores do blog coletivo 300 (www.trezentos.blog.br), com variados autores e temáticas atestando que “a vida não se limita as relações de mercado capitalistas”, segundo descrição da própria página eletrônica.

É em defesa da liberdade de criação e de conteúdo presente em iniciativas como essa que Amadeu, junto com outros inúmeros ativistas, se mobiliza contra o projeto de lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que criminaliza várias ações corriqueiras hoje na rede como downloads de textos, músicas e vídeos convertidos para formato digital e a gravação deste em meios eletrônicos como CDs, DVDs ou mesmo um MP3. “E não faz isso de maneira clara porque traz como agenda oculta os interesses da indústria de copyright, os interesses da indústria bancária. Ele tenta atender a interesses que são da associação anti-pirataria, da associação fonográfica norte-americana”, critica.

Na entrevista a seguir, Amadeu fala da importância da internet hoje como instrumento para estimular a diversidade cultural e democratizar a comunicação e também de como a estrutura das redes pode modificar o cerne do sistema capitalista. “Compartilhar na rede é mais eficiente do que guardar ou competir. Isso coloca em questão a idéia de eficiência na rede e a dificuldade do capitalismo industrial. A lógica da repetição já foi alterada para a lógica da invenção, vale mais ser capaz de inventar do que de reproduzir”, argumenta".

Por Antonio Martins, Glauco Faria e Renato Rovai . Revista Fórum


Confira a entrevista com Sérgio Amadeu na Revista Fórum, clicando aqui.

Le Monde: Quando a tecnologia torna-se arquiteta da nossa privacidade


Texto no Le Monde e Newsweek falam de como estamos afetados por essas novas tecnologias. Estamos plugados desde o amanhecer até a noite e, que no final das contas, as "tecnologias podem nos tornar mais isolados do que nunca", ainda que estejamos conectados a mais pessoas do que podemos encontrar pelo dia...


"Combien de fois par jour vérifiez-vous votre e-mail ? Dès votre réveil ? Avant de vous coucher ? Une douzaine de fois entre les deux ? Si vous êtes comme beaucoup d'entre-nous, le clignotant rouge de votre BlackBerry est la première chose que vous voyez chaque matin – vous avez un message ! – et la dernière lumière à disparaître quand vous vous endormez", rappelle Jessica Bennett pour Newsweek.

Ajoutez Twitter, Facebook et le reste de nos médias sociaux à ces obsessions et la connectivité permanente qui était censée nous simplifier la vie est devenue le boulet que l'on traîne avec soi du matin au soir. L'avantage de ces gadgets, bien sûr, c'est la connectivité qui nous permet de répondre à un mail sur la route et qui nous permet de rester en contact avec plus de personnes que nous sommes capables d'en rencontrer en une journée. Reste que pour Sherry Turkle, ces technologies nous rendent plus isolées que jamais”

Hubert Guillaud

Lei o texto completo, em francês, na página do Le Monde Technologies clicando aqui.

Leia também no Newsweek, "One hundred tweets of solitude", na página do Newsweek clicando aqui.

Abraço para as rádios comunitárias


Governo pode rever padrões para transmissões de rádios comunitárias


Por Débora Zampier . Agência Brasil
Publicado em 22/01/2011 . 17:20

Brasília - O secretário executivo do Ministério das Comunicações, Cézar Alvarez, se reuniu neste sábado (22) com representantes da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) para discutir reivindicações do setor. Alvarez tomou conhecimento das principais questões levantadas no dia de encerramento do 7º Congresso Nacional da Abraço, realizado durante esta semana em Brasília.

Foi a primeira vez em 14 anos que o governo federal estabeleceu um canal de diálogo com a associação e o tom foi de conciliação. "Há uma determinação expressa da presidente Dilma Rousseff ao ministro [do Planejamento] Paulo Bernardo no sentido de trabalhar a relação com rádios comunitárias - com a Abraço em particular como uma das maiores [entidades representativas] do setor - dentro de uma qualificação da radiodifusão como um todo", disse Alvarez.

O secretário garantiu que as rádios comunitárias terão espaço no Ministério das Comunicações, mas não definiu nada sobre a criação de uma subsecretaria para atender o setor. A proposta de criação de uma subsecretaria foi aprovada na 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), em dezembro de 2009.

Leia o texto completo clicando aqui.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Razão & Sensibilidade: o porão da universidade?


"Não é novidade que para refletirmos sociologicamente sobre a universidade pública hoje, devemos levar em conta as tendências de boa parte da sociedade civil e as diretrizes que o Estado tem levado a adotar desde sua criação. Que existem formulações e perspectivas que de uma forma ou de outra querem redefinir a correspondência desejável entre a civilização emergente e a “universidade necessária”. Pois enquanto a sociedade civil está predominantemente determinada pelo jogo das forças sociais internas, o Estado e os governos locais parecem estar crescentemente determinados pelo jogo das forças sociais e políticas que operam de fora para dentro do Brasil.

(...) Platão (427-347 a. C.), o pai da filosofia política ocidental, tentou de várias formas se opor à polis e ao que ela entendia por liberdade por meio de uma teoria política na qual os critérios políticos eram derivados não da política, mas da filosofia, de uma Constituição detalhada cujas leis correspondiam a ideias somente acessíveis ao filósofo e, finalmente, influenciando um governante para que transformasse essa legislação em realidade – intento que quase lhe custou a liberdade e a própria vida. A fundação da Academia foi outro de tais intentos, ao mesmo tempo em oposição à polis, por situá-la fora da arena política, e em consonância com o conteúdo desse espaço político especificamente greco-ateniense, que é o fato de falarem os homens uns com os outros. Com isso emergiu, ao lado da esfera da liberdade política, um novo espaço de liberdade que sobrevive até a nossa época na forma da liberdade das universidades e da liberdade acadêmica.

Embora criada, como é sabido, à imagem de uma liberdade originalmente experimentada como política e presumivelmente entendida por Platão como cerne ou gênese da definição da vida em comum da maioria no futuro, essa liberdade resultou efetivamente na introdução de um novo conceito de liberdade no mundo. O fato é que, em contraposição a uma liberdade puramente filosófica válida somente para o indivíduo, para o qual tudo que é político é tão remoto que somente o corpo do filósofo habita a polis, essa liberdade da minoria é política por natureza. Melhor dizendo, o espaço livre da Academia devia ser um substituto plenamente válido da praça do mercado, a ágora, o espaço central da liberdade na polis. Para se manter como tal, a minoria tinha de exigir que sua atividade, seu falar uns com os outros, fosse dispensada das atividades da polis da mesma forma como os cidadãos de Atenas eram dispensados das atividades destinadas a ganhar o pão de cada dia.

Para Hannah Arendt ela precisava ser libertada da política no sentido grego, isto é, para ser livre no espaço da liberdade acadêmica, da mesma forma como o cidadão tinha de se libertar das necessidades práticas da vida para estar livre para a política. Para entrar no “espaço acadêmico”, os poucos tinham de sair do espaço da política real, da mesma forma como os cidadãos tinham de deixar a privacidade de seus lares para ir à praça do mercado. Assim como a libertação do trabalho e das preocupações cotidianas era um pré-requisito para a liberdade do homem político, a libertação da política era um pré-requisito para a liberdade do acadêmico.

A fundação da Academia, porém, revelou-se extraordinariamente importante para aquilo que ainda hoje entendemos por liberdade. Platão talvez acreditasse que a Academia pudesse algum dia conquistar e governar a polis. Mas sua única consequência efetiva, para os sucessores de Platão e os filósofos subsequentes, foi que a Academia garantiu à minoria o espaço institucionalizado de uma liberdade entendida desde o começo como contraposta à liberdade da “praça do mercado”. Ou seja, ao mundo das falsas opiniões e dos discursos enganosos se deveria opor o seu correlato, o mundo da verdade e do discurso compatível com a verdade, a ciência da dialética em oposição à arte da retórica".

Ubiracy de Souza Braga . Espaço Acadêmico

Leia o texto completo clicando aqui.

Foto: A Escola de Atenas, pintura de Rafael Sanzio (1483-1520), pintura que se encontra no Colégio Apostólico, Vaticano. Platão, ao centro vestido de vermelho, segura um tratao ( o Timeu) e aponta para o alto.