quinta-feira, 3 de março de 2011

Uma canção não tão antiga e uma (des)homenagem...


Dear Mr. President


Pink

Dear Mr. President,
Come take a walk with me. (Take a walk with me)
Let's pretend we're just two people and
You're not better than me.
I'd like to ask you some questions if we can speak honestly.

What do you feel when you see all the homeless on the street?
Who do you pray for at night before you go to sleep?
What do you feel when you look in the mirror?
Are you proud?

How do you sleep while the rest of us cry?
How do you dream when a mother has no chance to say goodbye?
How do you walk with your head held high?
Can you even look me in the eye
And tell me why?

Dear Mr. President,
Were you a lonely boy? (Were you a lonely boy)
Are you a lonely boy? (Are you a lonely boy?)
How can you say
No child is left behind?
We're not dumb and we're not blind.
They're all sitting in your cells
While you pave the road to hell.

What kind of father would take his own daughter's rights away?
And what kind of father might hate his own daughter if she were gay?
I can only imagine what the first lady has to say
You've come a long way from whiskey and cocaine.

How do you sleep while the rest of us cry?
How do you dream when a mother has no chance to say goodbye?
How do you walk with your head held high?
Can you even look me in the eye?

Let me tell you 'bout hard work
Minimum wage with a baby on the way
Let me tell you 'bout hard work
Rebuilding your house after the bombs took them away
Let me tell you 'bout hard work
Building a bed out of a cardboard box
Let me tell you 'bout hard work
Hard work
Hard work
You don't know nothing 'bout hard work
Hard work
Hard work
Oh

(How do you sleep at night?)
(How do you walk with your head held high?)
Dear Mr. President,
You'd never take a walk with me.
Would you?

Querido Sr. Presidente

Querido Sr. Presidente
Venha dar uma volta comigo
Vamos fingir que somos apenas duas pessoas e
Você não é melhor do que eu
Eu gostaria de fazer-lhe algumas perguntas se pudermos conversar honestamente

O que você sente quando vê tantos sem-tetos nas ruas?
Por quem você reza a noite antes de dormir?
O que você sente quando olha no espelho?
Você está orgulhoso?

Como você dorme enquanto o resto de nós chora?
Como você sonha quando uma mãe não tem a chance de dizer adeus?
Como você anda com a sua cabeça erguida?
Você pode pelo menos me olhar nos olhos
E me dizer como?

Querido Sr. Presidente
Você era um garoto sozinho?
Você é um garoto solitário?
Como você pode dizer
Nenhuma criança é deixada para trás?
Nós não somos bobos e não somos cegos.
Eles estão todos sentados em suas celas
Enquanto você abre o caminho para o inferno

Que tipo de pai tiraria os direitos da própria filha fora?
E que tipo de pai poderia odiar a própria filha se ela fosse gay?
Eu só posso imaginar que a primeira-dama tem a dizer
Você já percorreu um longo caminho de uísque e cocaína.

Como você dorme enquanto o resto de nós chora?
Como você sonha quando uma mãe não tem nenhuma chance de dizer adeus?
Como você anda com a cabeça erguida?
Você pode pelo menos me olhar nos olhos?

Deixe-me te dizer sobre trabalho duro:
Salário minimo com um bebê a caminho
Deixe-me te dizer sobre trabalho duro:
Reconstruir sua casa depois que as bombas a levaram embora
Deixe-me te dizer sobre trabalho duro:
Construir uma cama com caixas de papelão
Deixe-me te dizer sobre trabalho duro
Trabalho duro
Trabalho duro
Você não sabe nada sobre trabalho duro
Trabalho duro
Trabalho duro
Oh

Como você dorme a noite?
Como você anda com a cabeça erguida?
Querido Sr. Presidente
Você nunca daria uma volta comigo...
Daria?

Reino Unido: Pare Rupert Murdoch


Caros amigos, 

Em 24 horas, quase metade da mídia britânica poderá ser comprada por um dos piores magnatas da mídia global.

Rupert Murdoch explorou o seu vasto império midiático para forçar a guerra no Iraque, eleger George W. Bush, espalhar ressentimento contra muçulmanos e imigrantes, alimentar o ceticismo climático e enfraquecer a democracia ao atacar impiedosamente políticos que não obedecem suas ordens.

O controle sobre a mídia britânica irá expandir massivamente a influência do Murdoch em enfraquecer esforços globais pela paz, direitos humanos e o meio ambiente. O Reino Unido está em pé de guerra sobre as aquisições do Murdoch e até o governo aliado ao Murdoch está dividido ao meio, mesmo há horas de terem que tomar uma decisão. A solidariedade global impulsionou os protestos pró-democracia no Egito - agora ela pode ajudar a Grã-Bretanha. Vamos gerar um chamado global urgente contra o Rupert Murdoch. Assine a petição para os líderes do Reino Unido:


O Murdoch enfraquece governos democráticos ao redor do mundo ameaçando políticos eleitos com sua mídia manipulativa e perversa, caso elas não se aliem a ele. Ele manipulou a democracia nos EUA, Reino Unido e Austrália por anos, mas agora ele quer o controle total. Nos EUA a maioria dos candidatos presidenciais Republicanos são empregados remunerados do Murdoch! Quando a sua Fox News Network foi menosprezada pelo Barack Obama como propaganda ideológica, ele deu voz ao grupo ultra conservador “tea party”, noticiando constantemente, e geralmente de forma ofensiva, ataques contra o Obama, a reforma na saúde e agenda pela paz, Isso resultou em uma grande vitória para os Republicanos nas eleições do Congresso em 2010.

Nós podemos virar o jogo contra esta poderosa ameaça à democracia. Ano passado, o Murdoch se reuniu com o Primeiro Ministro canadense, que enviou o seu assessor chefe para lançar uma rede de televisão do “estilo Murdoch” no Canadá. Um chamado massivo de membros da Avaaz do Canadá preveniram que essa rede fosse financiada com dinheiro público. Na semana passada outra campanha da Avaaz pressionou o governo canadense a manter padrões jornalísticos, previnindo que esta nova rede dissemine mentiras para o público. Esta semana a batalha é no Reino Unido. A luta contra o Murdoch apenas começou, mas nós já começamos ganhando. Clique abaixo para manter a pressão:


O poder da Avaaz e deste momento da história global é o poder da união. Por todo mundo árabe e além, as pessoas estão se unindo por causas comuns além das fronteiras. O poder do Murdoch é a sua habilidade de dividir. Suas redes usam o medo e informações falsas para dividir a esquerda da direita, cidadãos de estrangeiros, muçulmanos de ocidentais, imigrantes dos não imigrantes, etc. O Murdoch sabe que a democracia precisa ser dividida para que ela possa ser conquistada. Esta semana, vamos mostrar que estamos unidos.

Com esperança,

Ricken, Alex, Emma, Sam, Milena, Alice, Iain, Morgan, Maria Paz e toda a equipe Avaaz.

Apoie a comunidade da Avaaz! Nós somos totalmente sustentados por doações de indivíduos, não aceitamos financiamento de governos ou empresas. Nossa equipe dedicada garante que até as menores doações sejam bem aproveitadas. Clique para doar.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Dissertação: "Dissertatio é isto: conte uma história"


Contação de história – o que é isso?



"Infelizmente, não são poucos os estudantes de mestrado que não sabem contar uma história. Eles não são bons para contar uma piada, não são bons para contarem um “causo” e não conseguem colocar no papel algo que atraia um leitor de bons jornais. Sendo assim, especialmente no campo das Humanidades, um tal inepto candidato a professor universitário não deveria ser professor universitário.

A culpa de termos péssimos contadores de história como professores universitários não deriva de algo como “somos um povo sem memória” ou “somos um povo de escolarização sofrida, fraca”. Isso é verdade, mas não é isso que nos faz termos na cultura universitária pessoas que, pela lei da profissão deveriam ser bons contadores de história e, no entanto, não são. O problema está no modo como a cultura universitária se esqueceu do próprio entendimento do que é uma dissertação. Dissertatio – é isto: conte uma história. Comece por “Minhas férias” ou “O carro do papai” e passe pela “A mulher na Guerra do Paraguai” ou “Distúrbios da fala da criança na pré-escola” ou “A lógica de Santo Anselmo”. Todavia, esse fio condutor se perdeu. O estudante quer “fazer pesquisa”. E quer uma chave milagrosa para, da pesquisa, produzir seu texto. Ele imagina, estupidamente, que fazendo a disciplina (!) “Métodos e técnicas de pesquisa” ou a disciplina “Metodologia científica” ele conseguirá resolver seu problema, o de produzir sua dissertação. O que ele não sabe é que não é aí que mora o problema. O problema todo está lá na escola primária dele. Ele não foi educado fazendo o “ditado”, a “descrição”, a “interpretação” e, finalmente, a “dissertação” – a “redação”, diriam alguns. Ele não aprendeu a contar uma história".

Paulo Ghiraldelli Jr, filósofo, escritor e professor da UFRRJ

02/03/2011

Leia o texto completo na página do autor clicando aqui.

Quem tem medo do jornalismo econômico?


"A construção de verdade através do noticiário econômico

Sabe-se que a construção de verdade passa obrigatoriamente pela linguagem, pois ela fornece os termos que possibilitam uma visão de mundo. Sistema de valores, conceitos e mesmo noções aparentemente simples sobre as coisas e fatos do dia a dia se tornam a base do sistema sobre o qual vários discursos são construídos. E a constituição da palavra, bem como seu uso, estão associados ao poder: segundo Foucault, a linguagem é alvo do exercício de poderes que a controlam, os poderes não incidem apenas sobre os corpos, mas também sobre as palavras. Os rituais de verdade são, segundo Foucault, a forma mais superficial e mais visível dos sistemas complexos de restrição do discurso. A troca e a comunicação são figuras positivas que atuam no interior desse sistema. O ritual define a qualificação que devem possuir os indivíduos que falam (e que, no jogo de um diálogo, da interrogação, da recitação devem ocupar determinada posição e formular determinados tipos de enunciados). Define também os gestos, os comportamentos, as circunstâncias e todo conjunto de signos que devem acompanhar o discurso; fixa, enfim, a eficácia suposta ou imposta das palavras, seus feitos aos quais se dirigem, os limites de seu valor de coerção. Há no discurso, enfim, propriedades singulares e papéis preestabelecidos.

Realidades mediadas

Os meios de comunicação, como emissores essenciais de discursos sobre e para a sociedade, contribuem para a construção de verdades. Eles afetam as maneiras pelas quais os indivíduos experimentam as características de tempo e espaço da vida social: cria-se aí uma realidade mediada das formas simbólicas acerca de tudo aquilo que esteja além das experiências pessoais. Isso altera o sentido de pertencimento dos indivíduos, a compreensão dos grupos e das comunidades a que eles sentem pertencer. A mídia envolve-se, assim, ativamente na construção do mundo social ao transmitir imagens e informações para indivíduos situados nos mais distantes contextos: ela modela o curso dos acontecimentos, cria acontecimentos que não poderiam ter existido em sua ausência".

Marcos Ritel . USP

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Pascual Serrano: Mídia digital e contexto social


(...) "é chegado o momento de tomar a iniciativa: desenvolvimento de um forte setor público de meios de comunicação, criação de sistemas para a construção de meios comunitários e coletivos, legislações que impeçam a utilização dos meios de comunicação privados como veículos de desinformação e manipulação, garantia da cidadania para obter uma informação verídica e a ser protagonista da informação. Em qualquer caso, a situação é alucinante, pois enfrentamos muitos desafios:


1 - O papel do Estado é fundamental para democratizar a comunicação: mas os líderes políticos devem demonstrar que são capazes de desenvolver um modelo que não será uma mera correia de transmissão do governo ou do partido governante. Existe o perigo de se chegar a um cenário de divisão entre meios privados que combatem com impunidade mediante a mentira e a manipulação governos progressistas e meios públicos dedicados apenas ao "seguidismo" governamental. No meio estaria um cidadão desinformado, sem possibilidade de acesso a uma informação rigorosa e análises independentes.

2 – É preciso acabar com a impunidade dos meios de comunicação privados para enganar e para mentir, mas sem restringir a liberdade de expressão.

3 - É importante tomar medidas contra o parasitismo de muitos meios de comunicação privados que, embora defendam a economia de mercado e se apresentem como independentes, recebem importantes receitas de publicidade estatal e isenções fiscais.

4 – É preciso explicar e convencer de que aquilo que os meios de comunicação privados apresentam como liberdade de expressão e de imprensa, são apenas seu privilégio para continuar a dominar o cenário da informação monopolizando o espaço radioelétrico e para intervir politicamente sob o guarda-chuva da informação.

5 - É necessário promover políticas de informação adequadas às diferentes instituições governamentais para que a transparência das informações permita enfrentar, sem complexos, todas as campanhas nacionais e internacionais de desinformação.

6 – Faz-se necessária a formação de profissionais de comunicação que atuem sem os vícios dos jornalistas atuais, dominados pela inércia das ideologias ocultas das agências de informação; e com a trivialidade e a frivolidade como inspiradores dos conteúdos. É preciso formar uma nova geração de jornalistas com os códigos técnicos comunicativos que hoje são propriedade quase exclusiva dos impérios de comunicação privados.

7 – É preciso educar o público como consumidores críticos dos meios de comunicação e, ao mesmo tempo, como sujeitos ativos em seu âmbito cidadão para difundir e protagonizar a agenda informativa da sua comunidade.

8 – É fundamental evitar as tentações, em todos os níveis de poder político, de utilizar em proveito próprio os meios de comunicação públicos em lugar de submetê-los à verdade e ao direito dos cidadãos de serem informados.

9 – Os meios de comunicação dos países da Alba devem se lembrar que a cada dia o mundo está menor, o desafio não é apenas levar a verdade aos seus cidadãos, mas também à comunidade internacional. O domínio global dos grandes grupos de comunicação é impressionante, e é importante que a mensagem do Sul chegue também aos cidadãos do Norte, onde não se produzem os avanços na democratização dos meios.

10 – É preciso definir o modelo de conteúdos. De acordo com Aram Aharonian, "de nada serve ter novos meios, televisões novas, se não temos novos conteúdos, se seguimos copiando as formas hegemônicas. De nada servem novos meios de comunicação se não cremos na necessidade de ver com nossos próprios olhos. Porque lançar novos meios de comunicação para repetir a mensagem do inimigo é ser cúmplice do inimigo"[1]. Isso supõe abrir uma discussão sobre que formatos, técnicas e estilos devem ser adotados. Se a aposta é em uma mudança revolucionária na forma, que tenha por objetivo subverter o estilo mercantilista dominante – mas que pode provocar a rejeição e incompreensão dos cidadãos –; ou se, pelo contrário, não se deve renunciar a certos estilos técnicos do modelo dominante, mas adaptá-los a outros princípios e valores.

11 - Também há que se especificar que nível de participação cidadã se reserva às novas propostas e como se combina o dilema entre a maior democratização e participação cidadã e uma necessária profissionalização dos conteúdos. Nem o meio de comunicação deve ser uma mera praça pública onde qualquer um vá gritar, nem se deve repetir o modelo atual de meios surdos para cidadãos mudos.

12 – Por último, há que planejar o sistema de controle social adequado a cada sociedade. Os meios de comunicação, como as instituições, não podem ser deixados sem controle nas mãos dos "eleitos", com a esperança ingênua de que façam a coisa certa.

(...) Dito isto, e voltando à mídia digital. É necessário:

- Governos e Estados que forneçam a logística necessária, sem depender do poder capitalista: servidores, software, hardware, provedores.

- Reconhecimento profissional para esses meios de comunicação no mesmo nível que os tradicionais.

- Formação acadêmica que contemple a especificidade da informação em formato digital.

- Realizar um jornalismo elaborado, rigoroso, documentado, evitando transformar a rede em placas de anúncios para debates, manifestos, proclamações, desabafos, etc. Eu não estou dizendo que não deveriam estar na rede, mas isso não é jornalismo.

- Os meios digitais não podem popularizar e democratizar o jornalismo à custa de diminuir a qualidade e o profissionalismo.

- Acesso dos jornalistas à informação oficial e a seus representantes para poder difundir a realidade.

- É preciso estabelecer um novo modelo de reconhecimento econômico. Trata-se do debate sobre a gratuidade. Associamos gratuidade a democratização, direito universal e social. É estupenda a educação gratuita, a saúde gratuita. Mas com a informação é diferente. Devemos desconfiar da informação gratuita em uma economia de mercado, porque não sabemos a que interesses obedece. Se a sociedade e os Estados deixam os profissionais e os projetos comunitários abandonados, ou se condenarão à marginalidade ou, pior, à cooptação pelo capital – enquanto se apresentam como projetos sociais sem fins lucrativos.

Como se pode comprovar, são numerosos os desafios. É fundamental – na minha opinião – o compromisso do Estado e é alucinante o futuro que enfrentaremos".

*Pascual Serrano é jornalista, fundador do portal rebelion.org e autor de diversos livros.

Fonte: Cubadebate
Tradução: Luana Bonone

Leia o texto completo na página do Portal Vermelho clicando aqui.

Por qué los medios masivos mienten y los medios alternativos se confunden


"Los medios de comunicación masivos, es algo conocido, son parte de la estrategia de guerra. Desde que la política se transformó en guerra por otros medios –cambiemos el aforismo "clausewitzchiano"- dejaron de existir los medios de información. Los medios masivos son corporaciones – grupos de empresas interconectados y especializados - de modo que no es posible que sigamos tratándolos como “cuarto poder”, “expresión de la opinión pública”, “guardianes de la democracia” etc. son, el poder, en uno de sus múltiples rostros. Decir que los medios tienen dueños es una obviedad pero dejar de explicitarla es el riesgo de naturalizar su esencia hasta hacerla desaparecer.

Los medios masivos tienen sus rutinas y una maquinaria perfectamente engrasada para moverse dentro de la complejidad. Por eso basta con pagar a los periodistas para que hagan su trabajo y, la mayor parte de las veces, saben hacer su trabajo y no dan demasiados problemas. Los medios masivos tienen, necesariamente, una opinión, y desde que las nuevas tecnologías destruyeron el tiempo, cada vez tienen menos tiempo para conformarla así que dejan a sus profesionales que se guíen por su poca intuición y su gran desconocimiento. Cuando ocurre un hecho noticiable no hay más que sacar la grabadora o el teléfono móvil y convertir a cualquier ciudadano en corresponsal improvisado mientras se saca el billete de avión y se crean las condiciones para la presencia en el lugar de los hechos. Ya habrá tiempo para afinar el tiro. En tiempos convulsos se extreman las precauciones y se ponen a prueba las competencias de los locutores desde la distancia, orientar y señalizar los discursos improvisados: “díganos por favor qué ocurre ahora…. (por supuesto ocurre algo)”, “¿hay heridos? ¿qué pide la gente?”

Los periodistas no son maquiavélicos, ni se ponen de acuerdo, hacen su trabajo. Mezclan las palabras: revueltas, revoluciones, transiciones, dictadores, orden, violencia, insurgentes, revolucionarios. Ritualizan el lenguaje para hacerlo inmune a la contradicción: democracia (impuesta), libertad (otorgada), orden (coactivo); localizan a los “fast thinking”: opinadores habituales y especialistas con pedigrí que imprimen en sello de autoridad de la que los medios carecen. La ritualización incorpora esa parte de naturalización que nos imposibilita para percibir los límites de nuestro propio pensamiento, lo que nos pertenece a nosotros y lo que adquirimos sin darnos cuenta. Los medios masivos se especializan en la cocina de diseño, un poco de todo, exótico y fascinante, eso sí, escasamente nutritivo. Dice Chomsky recogiendo las palabras del publicista norteamericano W. Lippmann “hay que poner al público en su lugar de modo que podamos vivir libres de los pisotones y del rugido de una multitud desconcertada”. El lugar del público es el de espectador interesado, nunca el de participante. Hay que asegurarse de orientar su interés.

(...) Los medios alternativos son diferentes. A veces se equivocan, es verdad, pero las buenas intenciones les salvan del infierno de los malvados. Tienen otros pecados: aspiran a ser medios masivos. Aparentemente no puede haber mal en ello. Buscan espacio donde no hay espacio y para encontrarlo buscan la diferencia. ¿En qué consiste la diferencia?"

Ángeles Diez

Leia o texto completo na página de Rebelión clicando aqui.


Leia o texto em português na página da Revista Fórum clicando aqui.

terça-feira, 1 de março de 2011

Nicholas Carr: Superficiales. ¿Qué está haciendo internet con nuestras mentes?


Nicholas Carr. "Este atilado escritor estadounidense que se ha atrevido en «Superficiales. ¿Qué está haciendo internet con nuestras mentes?» (Taurus) a cuestionar la bondad absoluta de la red. Se explica con la misma claridad con la que escriba. Plantea que el uso constante de la web acaso esté afectando de forma profunda a nuestra biología cerebral y alterando la forma en que pensamos. Dice Carr de sí mismo que no es ningún cruzado, pero que las múltiples ventajas y utilidades de internet tienen como contrapartida el triunfo de la superficialidad y la distracción. Carr teme que la facilidad de la web nos indisponga mentalmetne para la concentración que exige el pensamiento crítico y profundo, «internet hace que disfrutemos de ser superficiales».

Leia o texto completo em espanhol, com entrevista, na página de ABC Redes y Medios (Espanha), clicando aqui.

Leia comentários na página da Editora Taurus, clicando aqui.

Leia o texto em português "Nicholas Carr: a Internet danifica o cérebro", na página de Computer World, clicando aqui.

Conheça a página pessoal e blog do autor clicando aqui.


Leia mais textos de Nicholas Carr, em português, clicando aqui, e entrevistas com ele ali e acolá.

Vídeos da conferência "Comunicación y desarrollo": Alfonso Gumucio-Dagron



Comunicación y desarrollo: la perspectiva de Alfonso Gumucio-Dagron

Dentro de la jornada de reflexión acerca de comunicación y cambio social, organizada el día jueves, 24 de febrero, por CIESPAL y Unesco, el experto boliviano ofreció una conferencia magistral sobre cómo las instituciones y organizaciones deben asumir el desarrollo desde el ámbito comunicativo.

Vídeos 01, 02, 0304 do evento promovido pelo CIESPAL. Veja outra postagem sobre o refrido evento clicando aqui.

Cemitério de Vagalumes: Hotaru no Haka


火垂るの墓
O filme/desenho animado relata a história de dois irmãos, Seita e Setsuko, no período da Segunda Guerra Mundial no Japão. O pai deles é convocado a defender o país na guerra, pois faz parte da marinha japonesa, e a mãe falece em um bombardeio de aviões norte-americanos. A partir daí, o filme mostra a luta pela sobrevivência das duas crianças, em meio à pobreza e miséria que assola o país. Fome, doenças e a falta de generosidade e sensibilidade dos adultos faz deste percurso um dos filmes mais bonitos e comoventes sobre o trágico quadro gerado pela guerra.



E canção inspirada no filme, por Pato Fu.




Vagalume
Pato Fu

Quando anoiteceu
Acreditei que não veria mais
Nenhum luar
Nem o sol se levantar enfim

Mas na escuridão eu te encontrei 
A noite agora vem pra me dizer
Que o luar vai me trazer você

Uma vida brilhava ali
Peguei você
Com cuidado em minhas mãos eu quero te guardar
Só pra te ver piscar pra mim
Pois minha casa tão vazia quer se iluminar
Nem preciso te contar eu sei

Vem acende a sua luz perto de mim
Estrelinha do meu jardim 
Me deixa ser teu céu pra sempre

Vem acende a sua luz perto de mim
Estrelinha do meu quintal 
Na madrugada vagalume

Reproduzido do Blog Buba Katana.

Pronunciamento Latino-americano por uma "Educação para todos"


Pronunciamiento Latinoamericano por una Educación para Todos
Pronunciamiento Latinoamericano por uma Educação para Todos
Latin American Statement for Education for All

Entre 26 a 28 de abril do 2000, realizou-se em Dacar, Senegal, o Fórum Mundial de Educação, organizado por cinco agências internacionais: Banco Mundial, Fundo de População das Nações Unidas (FNUAP), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e o Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF).

Tal Fórum tinha o objetivo de apresentar a avaliação do realizado durante a década de 90 dentro da iniciativa mundial “Educação para Todos” - lançada em Jontiem, Tailândia, em 1990, com apoio dos cinco organismos - e definir o prosseguimento da referida iniciativa, já que suas metas não foram cumpridas. Em Dacar, os governos, os representantes da sociedade civil e os da comunidade internacional adotaram uma nova Declaração e um novo marco de Ação, que ratificam as metas de Jomtiem e adiam o seu cumprimento até o ano 2015.

A iniciativa de um Pronunciamento Latino-Americano por uma Educação para Todos a respeito do Fórum de Dacar surgiu de um pequeno grupo de educadores e pesquisadores latino-americanos: Pablo Latapí (México), Sylvia Schmelkes (México) e Rosa-María Torres (Equador/Argentina). O documento circulou inicialmente entre um grupo de cerca de 200 pessoas, poucos dias antes de iniciar-se o Fórum em Dacar. Durante o Fórum, o documento foi distribuído entre muitos participantes. Também foi  apresentado oficialmente na plenária final, pela delegação do Equador.

Hoje, MAIS DE DEZ MIL PESSOAS assinaram o Pronunciamento (MAIS DE UM MILHÃO DE MEMBROS, se considerarmos que muitas das assinaturas não são individuais, mas institucionais). Muitas delas o enriqueceram com comentários e sugestões, que foram sendo anexados ao documento base. Os signatários provém de uma ampla gama de países, setores e instituições: governos, poder legislativo, partidos políticos, universidades e centros de pesquisa, sistema escolar público e privado, organizações não-governamentais (ONGs), sindicatos e organizações docentes, associações estudantis, organizações comunitárias e indígenas, meios de comunicação, empresas privadas, organismos da Igreja e agências internacionais.

O Pronunciamento continua circulando dentro e fora da América Latina, e está sendo divulgado através de sítios na web, boletins eletrônicos e outras publicações em diferentes países.

Assinaturas continuam a ser recebidas, provenientes tanto da América Latina como de outras regiões. Agradecemos a sua adesão enviando uma mensagem para:
pronunciamientolatinoamericano@yahoo.com

Instituto Fronesis . Pedagogía, Comunicación y Sociedad

Saiba mais sobre o documento, versões em inglês, português e espanhol, para aderir, clicando aqui.

Paulo Freire, direito à comunicação e PNDH3


"Treze anos depois de sua morte, talvez nem mesmo Paulo Freire imaginasse que continuássemos de tal forma atrasados em relação a um direito tão fundamental para a pessoa humana como o direito à comunicação.


Alice Kaplan Institute for the Humanities da renomada Northwestern University, que fica em Evanston, na região metropolitana de Chicago, liderou a realização de um grande evento para celebrar os 40 anos de publicação do livro "Pedagogia do Oprimido", de Paulo Freire, nos Estados Unidos. Entre os vários parceiros estavam o Center for Global Culture and Communication e The Graduate School [cf.]. 


Na verdade, a edição americana do "Pedagogia do Oprimido" foi a primeira de manuscrito concluído em 1968, no exílio chileno, que só veio a ser publicado no Brasil, pela Paz e Terra, em 1974, durante os anos de “abertura lenta, gradual e segura” do general Ernesto Geisel. O livro já havia saído em inglês, espanhol, francês, italiano, alemão, grego, holandês e em Portugal. Desde então, foi publicado em sucessivas edições em todo o planeta e continua sendo objeto de estudos em disciplinas tão diversas como, por exemplo, teologia e teatro.

Direito à comunicação

Além de ser a obra mais significativa do pensamento de Freire, "Pedagogia do Oprimido" apresenta uma síntese da teoria da comunicação dialógica, inicialmente desenvolvida no ensaio "Extensão ou Comunicação?", [original de 1968, publicado no Brasil em 1971], que assenta as bases para o que se tornaria o conceito de direito à comunicação.

Freire recorre à raiz semântica da palavra comunicação e nela inclui a dimensão política da igualdade, a ausência de dominação. Para ele, comunicação implica um diálogo entre sujeitos mediados pelo objeto de conhecimento que por sua vez decorre da experiência e do trabalho cotidiano. Ao restringir a comunicação a uma relação entre sujeitos, necessariamente iguais, toda “relação de poder” fica excluída. O próprio conhecimento gerado pelo diálogo comunicativo só será verdadeiro e autêntico quando comprometido com a justiça e a transformação social. A comunicação passa a ser, portanto, por definição, dialógica, vale dizer, de “mão dupla”, contemplando, ao mesmo tempo, o direito de ser informado e o direito à plena liberdade de expressão.

As implicações do conceito articulado por Freire 40 anos atrás representam hoje um direito à comunicação que garanta a circulação da diversidade e da pluralidade de idéias existentes na sociedade, isto é, a universalidade da liberdade de expressão individual. Essa garantia tem que ser buscada tanto “externamente” – através da regulação do mercado (sem propriedade cruzada e sem oligopólios; priorizando a complementaridade dos sistemas público, privado e estatal) – quanto “internamente” à mídia – através do cumprimento dos Manuais de Redação que prometem (mas não praticam) a imparcialidade e a objetividade jornalística. E tem também que ser buscada na garantia do direito de resposta como interesse difuso, no direito de antena e no acesso universal à internet, explorando suas imensas possibilidades de quebra da unidirecionalidade da mídia tradicional pela interatividade da comunicação dialógica.

PNDH3 e autoritarismo

Enquanto a obra e o pensamento de Freire são celebrados no exterior, na sua terra, a terceira versão do Plano Nacional de Direitos Humanos, em particular, a única diretriz que propõe um conjunto de ações para implementar o direito à comunicação, sofre um processo de satanização por parte da grande mídia. É como se a proposta representasse o derradeiro passo antes do autoritarismo e do conseqüente fim das liberdades no país.

Treze anos depois de sua morte, talvez nem mesmo Paulo Freire imaginasse que continuássemos de tal forma atrasados em relação a um direito tão fundamental para a pessoa humana como o direito à comunicação.

No Brasil, os grupos dominantes ainda consideram que liberdade de expressão é igual a liberdade de imprensa e que esta é aquela que apenas algumas famílias, muitas vezes vinculadas a oligarquias políticas regionais e locais, desfrutam. Qualquer proposta que tente alterar este estado de coisas é, no mínimo, acusada de autoritária e stalinista.

Afinal, quem o verdadeiro e único sujeito do direito à comunicação? Tristes tempos".

Venício Lima
16 abr 2010

Leia o texto completo na Carta Maior clicando aqui.


Leia também "Comunicação e cultura em Paulo Freire", de Venício Lima clicando aqui.