quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

News.me: novo aplicativo do New York Times

"Faltando apenas algumas horas para a News Corp. oficializar o lançamento do seu projeto The Daily para o iPad, surgiram informações de um produto em desenvolvimento pelo New York Times que está cotado como um dos primeiros concorrentes para ele. Denominado News.me, trata-se de um app criado em parceria com a Betaworks, mas não é focado na produção individual de conteúdo jornalístico.

Em vez disso, o app agrega notícias em destaque na internet (seja no Twitter ou em links populares auditados pelo Bit.ly) e se baseia nas pessoas que você conhece em redes sociais, que podem ter suas contas adicionadas ao produto. Há de se questionar o quão pioneiro será o novo News.me em termos de oferta de notícias, mas ele apresenta uma forma diferente de se interagir com texto e imagens que pode fazer a diferença para o usuário final.

Contudo, o News.me não tem previsão para ser lançado. O TechCrunch teve a oportunidade de testá-lo e afirma que novos recursos ainda estão sendo adicionados diariamente, o que sugere que o aplicativo levará um tempo para aparecer".

Leia mais na página da Mac Magazine clicando aqui.

The Daily: o primeiro periódico diário feito exclusivamente para iPad

"The Daily é lançado com assinaturas que custam US$1 por semana ou US$40 por ano

por Halex Pereira | 02/02/2011 às 15:23
Mac Magazine

Agora está tudo oficializado: o primeiro periódico diário feito exclusivamente para iPad foi anunciado por Rupert Murdoch em um evento da News Corp. que contou com a participação de Eddy Cue, da Apple.

O The Daily vai trazer notícias exclusivas ricas em conteúdo multimídia, como textos, fotografias (quase sempre ocupando toda a tela do gadget), imagens em 360º, vídeos em alta definição, gráficos interativos e muito, muito mais. Ele deverá abordar de tudo um pouco, indo das notícias políticas ao mundo do entretenimento, com uma passada nada superficial por matérias sobre esporte e cultura em geral.

Tudo isso estará disponível por um preço mais que atraente: US$1 por semana (14 cents por dia!) ou US$40 por ano (menos ainda!), através de um novo sistema de assinaturas que, segundo Eddy Cue, será posteriormente disponibilizado para outras publicações. Para acompanhar essa novidade, os termos e condições de uso da iTunes Store foram devidamente alterados — não se espante, se você tiver que concordar com eles de novo hoje".

Leia o texto completo na página do Mac Magazine clicando aqui.

A escrita hermética que nos consome


"A grande mídia é tão homogeneizada que, além do conteúdo produzido pelos veículos ser todo muito semelhante, tudo é exposto praticamente da mesma forma, como se houvesse um padrão de escrita jornalística a ser respeitado – e há, a começar pelo ensino, nas faculdades, do lead e da estruturação “correta” do texto.

A linguagem é o grande alicerce do jornalismo, temos a obrigação de ser compreendidos por todos os leitores, não é? O que preocupa não é perceber esse excesso de formalidade na grande mídia tradicional, que, sabemos, é porta-voz da elite letrada que nesse momento saboreia uma Lagosta À Belle Munier, enquanto questiona ao mordomo qual será a próxima refeição.

O problema é encontrar a mesma leitura burocrática em veículos que se propõem diferenciados. Quem agüenta ler seis páginas em letras miúdas sobre “o mal dos transgênicos”, com aquelas palavras complicadas, termos científicos, nomes de bactérias e cálculos logarítmicos da economia global? Foi essa a sensação que tive ao ter a última Le Monde Diplomatique em mãos – e espero realmente que tenha sido a última.

A “grande mídia alternativa” (Le Monde, Caros Amigos, Carta CaPTal, etc) em nada se difere da grande mídia tradicional, e tem um público muito seleto, composto pela elite da elite da esquerda, que neste momento degusta um caviar iraniano, enquanto procura em Marx a redenção dos pobres.

Essa linguagem hermética contrasta com a própria ambição histórica dos movimentos de esquerda de inserir o povo na base do processo de transformação da sociedade. Méritos ao Diário Gaúcho, entre outros, que soube aliar uma linguagem popular a um preço popular, ainda que com um conteúdo medíocre. O jornalismo alternativo sequer se constitui numa alternativa de fato. Ainda nem estamos na briga".

Luciano Viegas  é estudante de jornalismo da UFRGS
Colaboração especial para o Jornalismo B

Leia o texto completo clicando aqui.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Walmart lança maquiagem anti-envelhecimento para crianças

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Egito: não-violência


Às vezes você pode ser um combatente da revolução sem usar violência.


Foto e título: Blog Season of same

Os alunos estão perguntando sobre os protestos no Egito?



Os alunos estão perguntando sobre os protestos no Egito?

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Caos, confusão, e os sentimentos de esperança são a mistura nas ruas do Egito.Desde 25 de janeiro, os manifestantes foram exigindo publicamente que o presidente egípcio, Hosni Mubarak, o cargo após 30 anos no poder.

Dezenas de milhares de manifestantes estão se aglomerando emTahrir Square, no centro da cidade do Cairo, capital do Egito. Muitos dos que estão demonstrando em seus adolescentes e 20 anos.

Mais multidões estão se reunindo em outras cidades do Egito. Estão cantando slogans contra o presidente Mubarak, lhe pedindo para que renuncie de sua posição. Dizem que ele é um ditador que não deu ouvidos ao povo. Os manifestantes esperam que o governo de Mubarak será substituído por um governo eleito pelo povo. Até agora, a resposta do presidente Mubarak tem sido a de fazer algumas mudanças no seu governo. Na terça-feira, 1º. de fevereiro, ele disse que não se candidataria novamente. Mas a maioria das pessoas sente que não é suficiente.

Leia o texto completo na página de Weekly Reader clicando aqui.



Egypt's children . As crianças do Egypto


"Uma menina que tinha caído com dores de estômago foi trazida, carregada nos braços de um capitão do Exército. Seus pais haviam tomado seus quatro filhos para a praça no período da manhã e a família já estava lá há seis ou sete horas. Seu pai, Amr Helmy, um antigo oficial do Exército, disse-me que ele acreditava que era importante que eles vissem a demonstração. "Eles precisam começar a se acostumar a elas!", brincou ele, "para que eles aprendam que não precisam ter medo. Nossa geração perdida, nossa vida sem sentido."

Trecho do depoimento de um pai que levou sua família para as manifestações em Tahrir Square, Cairo.


Egypt's children
01 fev 2011
The New Yorker

Leia o texto completo na página do The New Yorker, em inglês, clicando aqui.

Cildren's Egypt é uma canção popular egípcia dos anos 70, cantada nas ruas da cidade.

A foto é de Mohammed Abed/AFP, publicada pelo UOL em 01 fev 2011. Apenas ilustrativa desse texto acima, mas bem que se refere à cena do texto acima. Legenda e matéria do UOL: "Criança com palavra "Egito" escrito na testa é carregada por sua mãe durante protesto na praça Tahrir, no Cairo. Manifestantes começaram a concentrar-se nesta terça-feira no Cairo para um protesto que espera reunir um milhão de pessoas em uma grande manifestação contra o regime do presidente egípcio, Hosni Mubarak. Na praça Tahrir, símbolo dos protestos sem precedentes na era de Mubarak, já estão concentradas milhares de pessoas, muitas das quais passaram a noite no local".

Manifesto das Crianças: Crianças do mundo inteiro, uni-vos!


Crianças do mundo inteiro, uni-vos!

Vivemos um outro Tempo/Espaço de pás, de baldes, de regadores, enxadas, foices e martelos, de lápis multicoloridos que derrubam todas as cercas, muros e portões, de salas que  separavam os meninos e meninas de seus sonhos.

Crianças, um mundo despedaçado em ruínas espera sua chegada para que outras formas de viver em alegria re-criem a beleza para as futuras estações do Bem Viver.

Sorriam ao compartilharem suas flores, sentem-se à grama e re-criem seus brinquedos. Inspirem outras crianças adormecidas a brincarem também. Quando elas ouvirem suas gargalhadas saberão que podem se juntar à brincadeira e realizar as vontades de sua criativa imaginação.

Ah, crianças, que as manhãs de seus sonhos façam cair os véus das antigas e tristes noites de quando seus sonhos lhes foram retirados. Sejam corajosas, vivam seus ideais, despertem da sonolência que lhes foi imposta pelos contadores de uma história que lhes tirou a dignidade e os finais felizes. Em cinco pétalas e palavras: acordem, brinquem, vivam, realizem, sonhem.

Continentes inteiros esperam sua chegada, crianças, para que da terra brotem as esperanças adormecidas. As cidades mortas, as casas vazias de ternuras, as estradas poeirentas, os campos aguardam sua vinda. Espalhem-se, recriem a natureza à imagem e semelhança de suas aspirações. Que a solidez das flores se desmanche no ar em perfumes ao toque gentil de beija-flores, ao re-en-canto de passarinhos amarelos em bem-te-vis e bem-te-queros anunciando o Grande Dia.

Deixem os bancos enfadonhos das escolas que transformaram as crianças em peças de máquinas, e dispersem-se pelos canteiros em buscas e entregas na des-coberta desse Outro Mundo com seus novos amigos. Ah, crianças, abram suas asas da imaginação para se tocarem e repartirem o que têm des-coberto. Subam às árvores, iniciem hoje essas voltas na espiral do in-finito na revelação desses sonhos.

As flores e os frutos deste jardim são abundantes. Juntem-se para colher mil e um buquês em poesias perfumadas com os aromas da vida, façam suas cestas para depois irem re-partir essas alegrias plantadas e des-cobertas. Anunciem este jardim aos outros, chamem mais crianças para brincar, que estes campos são para todos. Unam-se.

Crianças, que seus corações estejam abertos para compartilhar a riqueza de ideias e ideais de cada um. Que o futuro seja re-construído a partir de seus sonhos de ventura. Com-partilhem, de mãos cheias de alegria, os abraços e cuidados para com tudo e todos. Construam, assim, seu mundo novo, vivo!

Re-inventem suas novas formas de brincar, esqueçam-se das pilhas e dos manuais de instruções de cada jogo que lhes foi ensinado. No amor e companheirismo dedicados uns aos outros poderão ser des-veladas outras maneiras de contar e fazer o mundo. Sejam livres para fazer a sua linda história de amor e solidariedade.

Brinquem, que as árvores e o jardim são de todos, e no universo in-finito a Terra é a escola para essas mil e uma aventuras e bem-aventuranças. Co-movam-se!

Meninas e meninos, tragam seus gracejos e sua vida! Venham com todos os seus brinquedos fazer casinhas nas árvores, re-encontrar uma família de irmãs e irmãos que com-partilhem a vontade de re-criar os laços de ternura e afeto nessa humanidade de seres livres para o amar brincante.

Uma outra era começa a partir de sua semeadura. Que nos canteiros de flores sejam des-marcadas todas as fronteiras de sua meninice, para que seja conquistada nessa partilha a amizade entre todos, numa só pátria de solidariedade como flor desabrochada por seus anseios.

Do mundo antigo há arvores que lhes foram mostradas lindas, como a da liberdade, a da justiça, a dos direitos e tantas outras que jamais lhes foram dadas para brincar. Mas, em seu jardim, todas as novas árvores estarão verdes na primavera de e-ternuridades para vocês balançarem em seus galhos, e se deitarem às suas sombras nos dias de calor. Venham, tragam suas sementes para plantar de novo aquela Esperança que ilumina a Vida.

Sim, isso poderá se realizar em 10 passos como no jogo de amarelinha, pé-ante-pé, indo das tristezas das paisagens que lhes foram dadas até além, onde o céu se põe em espetáculo de cores. Vamos, se abracem. Pulem! Atravessem os caminhos e a Ponte Colorida de mãos dadas. Juntem-se em “mão-nifestações” pelos quatro cantos mundo!

As crianças arrancarão de seus corações, pouco a pouco, todas as ervas daninhas que lhes foram plantadas pela tradição das escolas, como tem acontecido através dos séculos. Isso não acontecerá novamente neste maravilhoso jardim-da-infância. Com-partilhem seus lápis de cores do Arco-Íris e coloram todas as letras com suas vozes e meninices para dar outro sentido às palavras que lhes quiseram calar. Re-vira-voltem a escola pela sabedoria nesses seus voos e passos re-evolutivos!

O seu poder, crianças, está para converter a secura das paisagens em florestas e bosques perfumados de doçura e sorrisos. Desapareçam, como que por encanto, todos os seus medos quando vocês se derem as mãos para isso. Que outros saberes e fazeres re-inventem o mundo pela sabedoria que vem desse amor e espiritualidade que nos irmana a tudo e ao todo.

Borboletas, abelhas, minhocas, passarinhos, todos se aliam a favor de seus sonhos. Em lugar dos antigos blocos de cimento duro ou asfalto seco, juntem-se em suas brincadeiras para que todos possam correr livres pelos jardins e campos à espera de sua vida.

Em resumo, sejam a favor de tudo aquilo que lhes coloquem a caminho dos jardins que esperam a re-evolução nas estações com suas alegrias, com o sol, a lua, as estrelas, a chuva, o vento, o tempo/espaço das bem-aventuranças.

Crianças, coloquem em primeiro lugar, como ponto fundamental, a questão de se apropriarem de todas as terras para plantar flores e grãos com suas pás, baldes e regadores. Finalmente, unam-se para que todos as entendam em todos os países na sua língua de alegria infantil.

As crianças têm toda a infância a perder se não soltarem a imaginação e abrirem as caixas de brinquedos para libertar a Esperança como uma pandorga livre no ar. Têm um mundo a sonhar e realizar como seus.

Crianças do mundo inteiro, uni-vos!*

Paqonawta


Escrito em 1986, inspirado no Manifesto Comunista de Karl Marx e Friedrich Engels, de 1948, de trás pra frente...

*Re-vira-voltado em 2013, inspirado nas crianças dos quatro cantos do mundo atravessando os caminhos e a Ponte do Lápis Arco-íris, de frente pra trás, de dentro pra fora, de baixo pra cima, de fora pra dentro, de cima pra baixo, re-dimensionando nas des-cobertas nesses passos e voos re-evolutivos pelo Universo in-finito.

Legos de: Descartes, Nietzsche, Marx, Engels, Lenin, Che Guevara, Gorky, Carles Chaplin, Francisco de Assis, Van Gogh, Einsten, Gandhi e Pelé. Veja mais clicando aqui.

Crianças devem ser consideradas como atores em tomadas de decisão


"Em entrevista ao De Olho no Plano, a pesquisadora Nara Menezes fala sobre a importância de se desenvolverem metodologias capazes de promover a participação de crianças em processos de consulta e de monitoramento de políticas públicas.

Para Nara, é lamentável que esses processos não existam ainda com frequência. “As crianças e adolescentes falam mais genuinamente sobre o que pensam. Deveríamos contar muito mais com suas ideias, sonhos, opiniões, propostas. Os processos seriam mais eficazes, funcionariam melhor”, afirma.

De acordo com a pesquisadora, a experiência da participação, além de tornar os processos mais eficazes, contribui para o exercício da cidadania e o desenvolvimento psicossocial da criança, especialmente as que estão em situação de vulnerabilidade. E a diversidade de métodos – teatro, desenhos, massinha – garante a participação de todas elas, ainda que não possam se expressar com palavras.

Em São Paulo, crianças e adolescentes participam da construção do Plano de Educação da Cidade de São Paulo. Nos próximos meses, em que o projeto de lei deve tramitar na Câmara de Vereadores, novos encontros e oficinas serão realizados para que as crianças possam incidir sobre o plano.  

Nara Menezes é analista de monitoramento e avaliação da Fundação Abrinq – Save The Children e desenvolve pesquisas na área de participação de crianças".

De Olho no Pano

Leia a entrevista na íntegra clicando aqui.

Publicidade infantil não!


Pelo fim da publicidade e da comunicação mercadológica dirigida ao público infantil

Em defesa dos diretos da infância, da Justiça e da construção de um futuro mais solidário e sustentável para a sociedade brasileira, pessoas, organizações e entidades abaixo assinadas reafirmam a importância da proteção da criança frente aos apelos mercadológicos e pedem o fim das mensagens publicitárias dirigidas ao público infantil.

A criança é hipervulnerável. Ainda está em processo de desenvolvimento bio-físico e psíquico. Por isso, não possui a totalidade das habilidades necessárias para o desempenho de uma adequada interpretação crítica dos inúmeros apelos mercadológicos que lhe são especialmente dirigidos.

Consideramos que a publicidade de produtos e serviços dirigidos à criança deveria ser voltada aos seus pais ou responsáveis, estes sim, com condições muito mais favoráveis de análise e discernimento. Acreditamos que a utilização da criança como meio para a venda de qualquer produto ou serviço constitui prática antiética e abusiva, principalmente quando se sabe que 27 milhões de crianças brasileiras vivem em condição de miséria e dificilmente têm atendidos os desejos despertados pelo marketing.

A publicidade voltada à criança contribui para a disseminação de valores materialistas e para o aumento de problemas sociais como a obesidade infantil, erotização precoce, estresse familiar, violência pela apropriação indevida de produtos caros e alcoolismo precoce.

Acreditamos que o fim da publicidade dirigida ao público infantil será um marco importante na história de um país que quer honrar suas crianças.
 
Por tudo isso, pedimos, respeitosamente, àqueles que representam os Poderes da Nação que se comprometam com a infância brasileira e efetivamente promovam o fim da publicidade e da comunicação mercadológica voltada ao público menor de 12 anos de idade.

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