terça-feira, 23 de novembro de 2010

As 10 estratégias de manipulação midiática


Baseado na obra do linguista estadunidense Noam Chomsky*, alguém elaborou uma lista das "10 estratégias de manipulação" através da mídia:

1 - A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')”.

2 - CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3 - A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4 - A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5 - DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

6 - UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos...

7 - MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

8 - ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.

Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9 - REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10 - CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

Texto reproduzido de Instituto João Goulart
30 jul 2010

Leia no Viomundo o texto traduzido pelo Adital clicando aqui,


* Note as dúvidas sobre a autoria do texto ao pé da postagem.


Leia o texto em espanhol, no Blog "Televisión y Escuela" da Argentina, clicando aqui.


Leia o texto em inglês clicando aqui e, em francês aqui.

Os Blogs sujos sobem a rampa do Planalto para entrevista


Blogs sujos entrevistam o Presidente Lula nessa quarta-feira, 24 nov 2010

A entrevista com Lula será transmitida ao vivo pelo Blog do Planalto (http://blog.planalto.gov.br/) e por outros sites e blogs que queiram transmiti-la. Haverá também possibilidade de participação por meio do twitter. Além de mim, também participarão da entrevista os blogueiros Altamiro Borges (Blog do Miro), Altino Machado (Blog do Altino), Cloaca (Cloaca News), Eduardo Guimarães (Blog da Cidadania), Pierre Lucena (Acerto de Contas), Renato Rovai (Blog do Rovai), Rodrigo Vianna (Escrevinhador) e Túlio Vianna (Blog do Túlio Vianna).

Leia mais no Viomundo, clicando aqui.

Emiliano José: Mídia, golpes e tortura


"No Brasil a Casa Grande não descansa. E a principal voz da Casa Grande no Brasil é a mídia hegemônica, aquele grupo de poucas famílias que se pretende o intérprete da realidade brasileira, apesar de há muito ter deixado de sê-lo. A um jornalismo sério, que tivesse compromisso com a história, a um jornalismo que tivesse alguma ligação, tênue que fosse, com a idéia de democracia, que se preocupasse com a educação das novas gerações, caberia discutir a monstruosidade da tortura, mostrar o que ela tem de lesa-humanidade. Mostrar que qualquer processo que envolva tortura não merece qualquer crédito. Mas esse não é o jornalismo brasileiro".

Leia o texto completo clicando aqui.

Conferência - Direita para o social e esquerda para o capital: intelectuais da nova pedagogia da hegemonia no Brasil


Conferência
02 dez 2010
15 h
Auditório do CED/UFSC
Florianópolis/SC

"Um estudo sobre a educação política no Brasil contemporâneo. Esse é o tema central do livro Direita para o social e esquerda para o capital: intelectuais da nova pedagogia da hegemonia no Brasil (ediora Xamã), novo trabalho do Coletivo de Estudos de Política Educacional, grupo de pesquisa da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz). "O foco de análise do livro recai sobre os intelectuais da nova pedagogia da hegemonia. O Coletivo atualiza o conceito gramsciano de intelectuais para explicar os processos de dominação que levam à reafirmação das relações sociais capitalistas no Brasil do novo imperialismo", diz Lucia Neves, organizadora do livro, pesquisadora da EPSJV e coordenadora do grupo de pesquisa.

O novo livro é uma continuidade e um aprofundamento da investigação iniciada em 2002 pelo Coletivo para entender as relações de poder no Brasil e o processo de reconfiguração do Estado brasileiro, que resultou no livro A nova pedagogia da hegemonia: estratégias do capital para educar o consenso (Xamã). "Após essa primeira pesquisa, o grupo identificou que era necessário entender a forma como o conhecimento vinha sendo utilizado para a formação dessa nova pedagogia e, principalmente, identificar o papel dos intelectuais na nova pedagogia da hegemonia", diz André Martins, integrante do Coletivo.

O grupo define a pedagogia da hegemonia como uma educação para o consenso em torno de ideias, ideais e práticas adequadas aos interesses privados do grande capital nacional e internacional. Sua principal característica é assegurar que o exercício da dominação de classe seja viabilizado por meio de processos educativos positivos. Baseado nos conceitos de Gramsci, processos educativos positivos são aqueles em que a educação é feita por meio dos exemplos, das atitudes das outras pessoas ou pela ação da mídia"*.

* Por Talita Rodrigues no Blog de Luiz Henrique Eiterer, leia o texto clicando aqui.

Conselho de Comunicação Social: quatro anos de ilegalidade


"O Congresso Nacional e, sobretudo, o Senado Federal, abriga um grande número de parlamentares com vínculos diretos com as concessões de rádio e televisão. O CCS é um órgão que – insisto, mesmo sendo apenas auxiliar – discute questões que ameaçam os interesses particulares desses parlamentares e dos empresários de comunicação, seus aliados. Essa é a razão – de fato – pela qual o Congresso Nacional descumpre a Constituição e a lei.

Indefensável é a cumplicidade gritantemente silenciosa da grande mídia e daqueles que nos lembram quase diariamente dos supostos riscos e ameaças que a liberdade de expressão enfrenta no Brasil e em países vizinhos da América Latina.

O funcionamento regular de um órgão auxiliar do Congresso Nacional, composto por representantes dos empresários, de categorias profissionais de comunicação e da sociedade civil, com a atribuição de debater normas constitucionais e questões centrais do setor, não interessaria à democracia?

Por que, afinal, o Conselho de Comunicação Social não funciona?"

Por Venício A. de Lima

Leia o texto completo clicando aqui.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Regulação da mídia e da cultura


Regulação da mídia é o tema da vez. Aparece-nos às vezes sob ameaça de censura, necessidade de controle social, urgência em democratizar os meios de comunicação. O problema é antigo no Brasil. E sua solução depende de destrincharmos uma série de questões mal resolvidas em nossa recente democracia. Acima de tudo, é preciso compreender o processo de transformação e convergência que os sistemas de comunicação, público e privado, sofrem no país e no mundo. O que o transforma cada vez mais em uma questão cultural: de cidadania, diversidade e democracia.

Sem a pretensão de esgotar o assunto, tentarei elencar aqui algumas dessas dimensões, que compõem um emaranhado de difícil compreensão e resolução.

Por Leonardo Brant

Leia o texto completo clicando aqui e aqui.

Pesquisa: "Órgãos reguladores da radiodifusão em 10 países"


Com o objetivo de contribuir para o debate sobre o novo marco regulatório para as comunicações no Brasil, o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social apresenta um levantamento sobre o funcionamento de órgãos reguladores que atuam sobre sobre a radiodifusão em 10 países. O estudo revela a tendência de os países adotarem órgãos independentes para regulação do setor, com ênfase nas questões de garantia de competição, gestão do espectro e de regulação de conteúdo.

Foram pesquisadas as estruturas reguladoras de Reino Unido, França, Canadá, Estados Unidos, Bósnia e Herzegovina, Argentina, Uruguai, Alemanha, Espanha (incluindo um capítulo especial sobre a Catalunha) e Portugal. Sem a pretensão de ser um estudo aprofundado sobre a dinâmica dos conselhos e agências, a pesquisa do Intervozes tem como objetivo compreender, para cada país observado, as características gerais e atribuições do ente regulador, as estruturas organizativas (incluindo composição e forma de escolha), a descrição dos poderes fiscalizadores, punitivos e mecanismos de enforcement, as dinâmicas de transparência, controle público e accountability, os espaços de participação civil e fazer um breve mapeamento dos organismos de fomento. Foram utilizadas fontes primárias e secundárias, especialmente estudos prévios de organismos do governo brasileiro e de pesquisadores dedicados ao tema.

Pesquisa: "Órgãos reguladores da radiodifusão em 10 países"
Pesquisadores responsáveis: Sivaldo Pereira e Ramênia Vieira
Coordenação: João Brant
Apoio: Fundação Ford


Leia o texto completo e os relatos de cada país clicando aqui.

Regulação da mídia, democracia e jornalismo em debate


"A proposta de uma nova regulação da mídia, com base no apoio legislativo e na mobilização da sociedade civil, pode ser um novo caminho para a democracia, ou seja, para a efetiva democracia que realize os ideais da cidadania, com protagonistas novos e novas fontes, com temas sem controle e sem restrições financeira e de audiência. Nele está a liberdade a ser conquistada efetivamente, não simulada e nem seletiva. Nenhuma empresa jornalística está acima da democracia. A democracia de todos, claro, não a de poucos que consideram representar todos".

Francisco José Castilhos Karam

Leia o texto completo clicando aqui.

Luis Nassif fala sobre a regulação da mídia nos EUA


A regulação da mídia nos EUA

"Emissoras de TV têm que cumprir exigências. Há limites à propriedade, obrigatoriedade de programação educativa para crianças e programação de produtores independentes.

(...) Um dos pontos centrais é a regulamentação do conteúdo. O governo norte-americano não controle conteúdo nem na broadcast, cabo ou satélite. No caso da radiodifusão a exceção é para conteúdo obscenos, visando proteger as crianças.

Qual o problema maior? O poder político da velha mídia. Nas últimas campanhas, foi gasto mais dinheiro na radiodifusão tradicional e a cabo do que em todas as eleições anteriores. Constata a pesquisadora: “Embora a nova mídia esteja transformando o mercado, a mídia tradicional ainda é bastante poderosa”.

Leia o texto completo clicando aqui.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Painel de Pesquisas no MLC 2010: Media Regulation in the 21st Century



MEDIA LITERACY CONFERENCE
19th - 20th november . London/UK


Destaques da programação de Painel de Pesquisas


19 nov 2010 . Friday

Media Regulation in the 21st Century
Chris Banatvala, David Austin
Ofcom and British Board of Film and Video Classification

20 nov 2010 . Saturday

NEWS MEDIA

School newspapers as capital
of political understanding
Maria José Brites

Remixing news in the classroom:
Participatory approaches to teaching
about news in digital spaces
Paul Mihailidis

News Literacy among Pre-teenagers:
CESEM, a Swedish pilot study
Ebba Sundin, Klas Ohling, Eva-Lotta Palm

IMPLEMENTING MEDIA EDUCATION

Can media education help form communication
competent students? An investigation
in a Brazilian high school
Rodrigo Pelegrini Ratier

Veja a Programação completa clicando aqui.

Comunicação: A falta de regulamentação de artigos da Constituição


Entrevista com Fábio Konder Comparato por Jacson Segundo
Observatório do Direito à Comunicação 

"A falta de regulamentação de artigos da Constituição relacionados ao capítulo da Comunicação motivou o jurista e professor Fábio Comparato a ajuizar uma Ação Direta de Inscontitucionalidade por Omissão (ADO) no Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar de este tipo de recurso não ser muito comum no país, Comparato espera que ele seja aceito e que incentive um debate na sociedade sobre o tema. 

A Ação pede que o STF force os parlamentares a regulamentar os direitos de resposta na mídia, os princípios dos meios de comunicação e a regionalização da produção (artigo 221)  e a omissão que existe em relação a proibição de monopólio e oligopólio no sistema de comunicação (artigo 220)."

Leia a entrevista clicando aqui.

Considerações sobre o Seminário Internacional das Comunicações Eletrônicas e Convergência


Observatório do Direito à Comunicação
Jacson Segundo


"Além das divergências internas e da falta de vontade política de alguns parlamentares, o anteprojeto pode vir a sofrer duros ataques dos veículos da grande mídia privada. É o que já tem acontecido com propostas de regulação que vez ou outra aparecem no cenário, como a criação de conselhos estaduais, instalação de mecanismos de monitoramento dos conteúdos, reserva de produção regional e independente, entre outros". 


Leia o texto completo clicando aqui.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Face à perversão e ao terrorismo mediático: respostas alternativas para generalizar a resistência



Por Carlos Aznares
Editor do boletim eletrônico RESUMEN LATINOAMERICANO, editado em Buenos Aires


Os meios de comunicação - a grande maioria deles - representam hoje uma das principais colunas do exército de ocupação que a chamada globalização encetou em todo o Terceiro Mundo. Corporação privilegiada e geralmente bem recompensada por aqueles que, desde Washington, construíram tanto a táctica como a estratégia intervencionista, os meios de comunicação cooperam para produzir opiniões desfavoráveis quando se trata de minar as bases de países que estão tentando construir uma alternativa independente ao discurso único e esforçam-se para dar cobertura á repressão, à tortura, ao assassinato, às prisões indiscriminadas, á guerra desigual entre opressores e oprimidos, no resto das nações do mundo.

Não é difícil para a os meios de comunicação (em geral autênticos holdings informativos, agrupando agências de notícias, rádios, TVs e cadeias de jornais numa única rede) "construir a notícia" que ajude a maquilhar as realidades de pobreza e corrupção em que vivem os nossos povos, ou criar redes golpistas para derrubar os líderes populares.

Leia o texto competo no ADITAL, clicando aqui.

sábado, 13 de novembro de 2010

A censura e os Conselhos de Comunicação


A censura e os Conselhos de Comunicação

Por Elaine Tavares

(...) O jornalismo é uma profissão, a liberdade de expressão não depende do jornalismo. Qualquer ser humano pode escrever uma carta, pintar um muro, fazer um desenho, gritar na praça. O jornalismo é uma profissão que, por acaso, usa a palavra. Mas, agora, desregulamentado, se prestará ainda mais ao jogo obsceno na censura velada. E aí estamos de novo no mesmo mundo de 68, 69, 70.

A proposta dos conselhos de comunicação, com a participação de outros setores da sociedade organizada, não garante nada, nem democratização, nem soberania. Isso pode ser visto em outros conselhos já existentes como o da saúde e o da educação. Mas é um espaço importante de organização, de compreensão. Ou seja, é espaço “perigoso”, que pode provocar esclarecimentos, que pode fazer as gentes avançarem para o desejo de soberania. Por isso esse é um tema tão atacado.

As elites têm medo do povo e isso é muito bom. Não é à toa, portanto, que os dignos representantes da elite nacional falem tão mal do conselho, e se esganicem falando que eles trarão a censura. Porque, na verdade, é o contrário. O povo não trará a censura e sim o esclarecimento. E isso é coisa difícil de engolir.

Leia o texto completo clicando aqui.

Liberdade de expressão: uma armadilha para pegar quem?


Liberdade de expressão: uma armadilha para pegar quem?

Elaine Tavares

(...) No Brasil, a questão da censura voltou à baila agora com o debate sobre os Conselhos de Comunicação. Mesma coisa. A "democracia liberal" consente que existam conselhos de saúde, de educação, de segurança etc... Mas, de comunicação não pode. Por quê? Porque cerceia a liberdade de expressão. Cabe perguntar. De quem?

Os grandes meios de comunicação comercial no Brasil praticam a censura, todos os dias, sistematicamente. Eles escondem os fatos relacionados a movimentos sociais, lutas populares, povos indígenas, enfim, as maiorias exploradas. Estas só aparecem nas páginas dos jornais ou na TV na seção de polícia ou quando são vítimas de alguma tragédia. No demais são esquecidas, escondidas, impedidas de dizerem a sua palavra criadora.

E quando a sociedade organizada quer discutir sobre o que sai na TV, que é uma concessão pública, aí essa atitude "absurda" vira um grande risco de censura e de acabar com a liberdade de expressão. Bueno, ao povo que não consegue se informar pelos meios, porque estes censuram as visões diferentes das suas, basta observar quem está falando, quem é contra os conselhos. De que classe eles são. Do grupo dos dominantes, ou dos dominados?

Leia o texto completo clicando aqui.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Filosofia e Imprensa em debate na TV Brasil


FILOSOFIA E IMPRENSA

Apresentação: Alberto Dines
TV Brasil
09/11/2010
22 h.

O mundo precisa de filosofia? Mas o que é que filosofia tem a ver com imprensa? Essas e outras questões farão parte do programa que tem como convidados os filósofos Newton Bignoto e Franklin Leopoldo e Silva, e o jornalista e professor Adauto Novaes.

Em uma época em que os fatos se sucedem de forma cada vez mais veloz, pouco tempo sobra para analisar o que está acontecendo com as pessoas e com o mundo. O espaço para análise nos meios de comunicação fica sufocado em meio ao noticiário factual.

Os filósofos estão presentes no cotidiano e são responsáveis por captar e criar pensamentos, teorias, julgar e analisar os acontecimentos que influenciam o dia a dia de cada um. Eles são importantes para lembrar que as pessoas são seres pensantes em busca de uma sociedade mais humana e igualitária.

Minha contribuição/pergunta ao debate:

Os telejornais que existem hoje não são feitos especialmente para as crianças, mas elas assistem esses programas. De modo geral, os telejornais trazem ao público toda uma ideia pré-concebida de mundo/sociedade legitimada nas/pelas escolas/universidades nos currículos e cabeças dos dirigentes.

Enquanto isso, aceita-se que os telespectadores “engolem” essas notícias sem pensar/refletir em causas/contextos/razões de o mundo ser assim ou assado.

Crianças que são pensadas, formatadas pelas escolas, que não têm voz e nem são estimuladas a filosofar (no sentido mais amplo do termo) desde a mais tenra idade, são mais suscetíveis de serem influenciadas pelas mídias, pelo telejornal e imprensa em geral, tornando-se cada vez mais cedo meras consumidoras vorazes, menos crianças e mais adultas?

O telejornal, como e por que é feito hoje, seria o corruptor de uma infância/juventude neste mundo, e é social-educativo-político-cultural e filosoficamente aceito como natural que assim fosse?

Quem seria hoje um/o filósofo que não recusasse a taça de cicuta e denunciaria à sociedade a manipulação pela imprensa?

Leo Nogueira

Seminário Internacional das Comunicações Eletrônicas e Convergência de Mídias


Brasília, 09 e 10 de novembro de 2010

O Brasil tem pela frente imensos desafios e oportunidades na nova era da digitalização, da internet e da convergência de mídias. Debater os impactos das intensas mudanças tecnológicas dos últimos anos nos rumos das comunicações eletrônicas (telecomunicações e radiodifusão) é uma necessidade. Para isso, é indispensável conhecer as experiências, os avanços e as limitações dos processos regulatórios que, nos marcos da plena democracia, vêm lidando com essas transformações.

O seminário permitirá conhecer as experiências de regulação no setor de comunicações eletrônicas de vários países, como Argentina, Espanha, Estados Unidos, França, Portugal e Reino Unido, e da União Europeia, além de estudos desenvolvidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Participam, como palestrantes, dirigentes e representantes da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), Portugal; da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), Portugal; do Conselho Superior do Audiovisual (CSA - Conseil Supérieur de l´Audiovisuel), França; da Comissão de Mercado das Telecomunicações (CMT - Comisión del Mercado de las Telecomunicaciones), Espanha; da Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual (AFSCA - Autoridad Federal de Servicios de Comunicación Audiovisual), Argentina; do Office of Communications (Ofcom), Reino Unido; especialistas na área de regulação da Comissão Europeia, da Unesco, da OCDE e da Comissão Federal de Comunicações (FCC - Federal Communications Commission), Estados Unidos.

O evento será transmitido ao vivo pelo site do evento e pela TV NBR.

Controle social da mídia



Há algo de novo sobre a mídia no reino do Planalto


Debates sobre o controle social da mídia agitam a sociedade civil, classe política, proprietários de meios de comunicação mo país, às vésperas da realização do Seminário Internacional Comunicações Eletrônicas e Convergência de Mídias a se realizar dias 09 e 10 de novembro de 2010, em Brasília.

Franklin Martins, Ministro chefe da Secretaria de Comunicação Social do Governo Lula defende a regulamentação de articos da "Constituição que 'há 22 anos dormem em algum canto”.

Leia a matéria no Observatório do Direito à Comunicação. Clique aqui.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Liberdade de expressão? Onde?



"Só vou acreditar na honestidade da defesa da liberdade de expressão, vinda de um grupo qualquer, quando a idéia de liberdade defendida esteja além da de só substituir os discursos oficiais pelos discursos oficialescos".

© 2010 Paulo Ghiraldelli Jr. filósofo, escritor e professor da UFRRJPublicado em 23/09/2010.


Ler tambémGrupo lança manifesto pela democracia Personalidades de diferentes setores promovem hoje em SP ato público com o objetivo de 'brecar a marcha para o autoritarismo'.

Foto do Blog do Ghiraldelli.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Quadrilha acadêmica


Quadrilha Acadêmica

Paqonawta

Na esteira da produção acadêmica nacional
João citava Teresa que parafraseava Raimundo,
que intertextualizava Maria que plagiava Joaquim,
que escrevia a Lili que não citava, nem lia ninguém.
Eu parodiava todo mundo (SILVA, 2008 apud DRUMMOND,1954).

João foi se especializar nos Estados Unidos,
Teresa determinava os ventos e mandava tacapes às cabeças, 
Raimundo administrava desastres no Departamento,
as muitas Marias ficaram para titias, 
Joaquim afundou-se na bebida,
e Lili, sabemos os porquês, só folheava revistas no cabeleireiro.


(Continua...)