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sábado, 28 de julho de 2012

Estudantes e ativistas reivindicam democratização da mídia em Brasília


Estudantes e ativistas reivindicam democratização da mídia em Brasília

Marcelo Arruda
Para o Observatório do Direito à Comunicação
24.07.2012

Cerca de 600 estudantes e militantes de movimentos sociais foram às ruas de Brasília na última quinta-feira (19/07/2012) para reivindicar a democratização dos meios de comunicação no Brasil. O ato público foi organizado pela Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (Enecos) em parceria com entidades do movimento pela democratização da comunicação no Distrito Federal.

Os manifestantes criticaram a demora do governo em colocar em discussão pública a proposta de novo marco regulatório das comunicações brasileiras e exigiram que a sociedade seja ouvida na formulação desta nova legislação. Para Agatha Cristie, da Coordenação Nacional da Enecos, o ato foi importante para pressionar o governo a apresentar propostas para o marco regulatório das comunicações. "Queremos que os estudantes e os movimentos sociais participem de fato na construção de uma nova legislação que democratize a comunicação", afirma a estudante.

Na tarde da mesma quinta-feira (19), durante o ato, representantes dos manifestantes foram recebidos pelo assessor da Secretaria Executiva do Ministério das Comunicações, James Görgen, a quem entregaram uma carta de apoio à plataforma da sociedade civil para o novo marco regulatório das comunicações, que contém as 20 propostas consideradas prioritárias pela sociedade civil na definição de um marco legal para as comunicações em nosso país. Em marcha pela esplanada dos ministérios, os manifestantes ainda declararam apoio à greve geral dos servidores federais e pediram mais atenção do governo ao ensino público e às universidades brasileiras.

O ato público pela democratização ocorreu dentro da programação do 33º Encontro Nacional dos Estudantes de ComunicaçãoSocial (Enecom), que reuniu, de 13 a 21 de julho, na Universidade de Brasília, cerca de 500 estudantes de comunicação social de todo o país em torno do tema "A Voz do Oprimido está no ar". Além do tema central, os estudantes também discutiram questões relacionadas à qualidade da formação nas universidades, ao combate às opressões e à democratização da comunicação.

Segundo a estudante de comunicação da Universidade Federal do Pará (UFPA) Joyce Sousa, as discussões sobre democratização da comunicação foram por algum tempo deixadas de lado nos encontros da Enecos, por conta dos desgastes gerados durante a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) e pelas mudanças que vinham ocorrendo no currículo dos cursos, que fizeram com que a Enecos focasse a sua atuação na qualidade de formação do comunicador.

“O retorno a esta bandeira (da democratização da comunicação) se dá pela necessidade da Enecos se posicionar diante das mudanças em curso na comunicação do Brasil, como por exemplo, a construção do novo marco regulatório da comunicação”, observa Joyce. Segundo Aghata, uma série de agendas estão sendo programadas pela Executiva para o ano, como a 10ª Semana Nacional pela Democratização da Comunicação e seminários sobre o novo marco regulatório nas escolas.

Além das mesas de discussão e dos debates, durante o Enecom os estudantes também realizaram os “Núcleos de Vivências”, visitando vários lugares do Distrito Federal onde a comunicação é realizada com viés popular. É a quinta vez que o Enecom acontece no Distrito Federal. Em 2001, última vez que o encontro aconteceu no DF, o tema central também foi democratização da comunicação. O próximo Enecom, em 2013, será realizado no Piauí.

24 jul 2012

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A mídia e a greve das universidades federais


A mídia e a greve das universidades federais

Christopher Rodrigues
Estudante de Economia
Universidade Federal de São João del-Rei
19/07/2012

Iniciada em 17 de maio, a greve que atinge quase todas as universidades federais já é a maior dos últimos tempos. Professores e técnicos-administrativos reivindicam melhores salários, revisão do plano de carreira e melhoria da qualidade de ensino, sendo que a última também é defendida pelos movimentos estudantis.

Os três segmentos da comunidade acadêmica se mobilizam de norte a sul do país, mas apesar de tudo, a mídia convencional pouco noticia os motivos que levaram à paralização das atividades. Verdade seja dita, os principais veículos de comunicação do país não dão a mínima para os movimentos sociais, sendo que o foco deles está apenas no vacilo do governo que é indesejado por grande parte da elite nacional.

Se prestarmos atenção, vamos perceber que a cobertura midiática é absolutamente parcial, com reportagens tendenciosas que não revelam todos os motivos da greve e ainda buscam criminalizar aqueles que defendem o justo direito de uma educação de qualidade. Cumprindo o princípio de ouvir os dois lados, os jornalistas da mídia entrevistam, além de representantes do governo, sindicalistas e participantes do movimento grevista. A conversa chega a durar até mais de uma hora e os entrevistadores têm a paciência de ouvir todos os protestos e reivindicações que motivaram a deflagração da greve, mas como a classe trabalhadora não tem tanto espaço em jornais, revistas, rádios e TVs, as falas dos entrevistados sofrem várias edições até restarem alguns trechos que não evidenciam a verdadeira essência das mobilizações. O nome disso é manipulação ou distorção.

O importante é saber que os principais meios de comunicação não se preocupam com a sociedade e sim com os interesses políticos, econômicos e elitistas. Por isso, quando formos ler ou assistir uma notícia relacionada à greve ou a qualquer outro assunto de considerável relevância, devemos ter um mínimo de senso crítico e não aceitar sem questionar os argumentos e as opiniões da grande mídia. De preferência, devemos buscar meios alternativos de comunicação (blogs e perfis de redes sociais) e comparar as informações que neles são postadas aos noticiários dos veículos tradicionais. Assim teremos o acesso ao mais amplo e profundo jornalismo que trabalhe a serviço do povo brasileiro.

Christopher Rodrigues da Silva Vale, acadêmico do curso de ciências econômicas da Universidade Federal de São João del-Rei.

Reproduzido de Virtude Cidadania, por Christopher Rodrigues
19 jul 2012

Comentário de Filosomídia:

Concordo plenamente com seu texto, Christopher Rodrigues, além de que o espaço que as mídias tradicionais não dão ao debate sobre as causas da greve muitas vezes nem é conseguido - de maneira clara compreensível PARA A POPULAÇÃO - nos espaços da universidade, das associações de professores, servidores e estudantes. O que se fala/escreve fica no mais das vezes circunscrito aos boletins que só os mesmos leem...

Ainda ontem (18/07/12) estive numa assembleia de professores da UFSC (que tem duas associações de professores, concorrentes e de tendências opostas), com a presença de uns gatos pingados que, valorosamente, debatiam as questões que afetavam a categoria. Os demais, os milhares de professores da UFSC... bem, digamos que estivessem gozando suas “merecidas” e programadas férias...

Ainda comentei com uma professora sobre o vídeo "A Doutrina do choque", quando Naomi Klein termina sua fala no documentário dizendo sobre a "necessidade" de irmos para as ruas com nossas bandeiras de luta, para fazer visível e ajuntar a sociedade/população nas fileiras dos indignados, quando em geral a grande maioria de nós é "engabelada", entretida e perfeitamente “des-informada” pelas mídias cotidianamente...

Eu creio que enquanto a paralisação e discussão não for geral, irrestrita, envolvendo os verdadeiramente indignados com essa situação absurda que envolve e perpassa tudo e a todos, não haverá mobilização nenhuma para transformar esse “regime” tão antigo das coisas como elas estão.

Creio, também, que as mídias não mostram, mas a grande “re-evolução” está chegando, aqui e ali, por aqueles que já compreenderam a situação e as maneiras para verdadeiramente transformar tudo. Basta ver/sentir e amar o que fazem aqueles envolvidos pelo Occupy, os estudantes chilenos, os trabalhadores latino-americanos, a juventude grega e egípcia, o movimento indígena insurgente nas Amérikas, por exemplo.

São pelas vias alternativas de comunicação que tomamos conta da profundidade e seriedade desses movimentos mas, ainda é preciso caminhar muito asfalto e arrombar portas dos podres poderes em todos os níveis, para des-instalar os poderosos acostumados à manipulação fácil dos que estão cegos, surdos e mudos na sociedade mundial.

O desafio de nosso tempo será como quebrar essa hegemonia dos meios de comunicação concentrada nas mãos desses poucos e, tomar os microfones, prensas e câmeras para dar voz aos anseios e aspirações da população indignada que quer mudanças. A ”re-evolução” começa por aí, começou por aí, mas os poderosos não são tolos e sabem o que fazer para contornar isso tudo e manter as rédeas do poder. Como você bem afirma, a “manipulação e distorção” realizada por eles é enorme, e concordo também que as redes sociais têm um papel importante hoje no despertamento de muitos para a gravidade dessa situação. Não fosse o Facebook, por exemplo, eu não teria contato contigo, com seu blog, não saberia que lá nas Minas Geraes muitas vozes se levantam e cruzam as montanhas com seu grito de Liberdade.

É isso aí, rapaz... virtude rara e necessária nesse mundo... cidadania, economia, política e comunicação sendo debatidos por uma juventude que fará esse mundo entristecido re-vira-voltar nas suas bases. Esse é o passo e-volutivo que vamos dando agora, isso é a “re-evolução” que já começou...

E, você também está fazendo ela...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

"Vida y democracía para la universidad"



Yo paro por nuestra educación

Vida y democracia para la universidad!
Por la defensa de la educación publica gratuita financiada por el estado de calidad y al servicio del pueblo!


Paro nacional universitario! 12 octubre 2011.

Toda América unida!










Para conhecer o texto da Ley 30 da Reforma Educacional na Colômbia clique aqui. Veja quais universidades estão aderindo à paralisação clicando abaixo em comentários.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Desocupem...


Espera o Brasil que todos cumprais com o vosso dever
Eia! Avante, brasileiros! Sempre avante
Gravai com buril nos pátrios anais o vosso poder
Eia! Avante, brasileiros! Sempre avante

Servi o Brasil sem esmorecer, com ânimo audaz
Cumpri o dever na guerra e na paz
À sombra da lei, à brisa gentil
O lábaro erguei do belo Brasil
Eia sus, oh, sus*




* De parte da letra do Hino Nacional que foi excluída da versão oficial. A palavra "sus" é uma interjeição que vem do latim sus: "de baixo para cima"; que chama à motivação: erga-se!, ânimo!, coragem! Neste contexto é sinônimo de "em frente, avante"

domingo, 25 de setembro de 2011

Block By Block, City By City


Block By Block, City By City

We want to share insights into the formation of a new social movement as it is still taking shape in real time.

The video was shot during the 5th and 6th day of the occupation.

This idea to occupy the financial district in New York City was inspired by recent uprisings in Spain, Greece, Egypt, and Tunisia which most of us were following online.

Despite of the corporate media's effort to silence the protests, and Yahoo's attempt to to censor it in e-mail communication, the occupation is growing in numbers and spreading to other cities in the US and abroad.

Please forward our video to likeminded people via email, facebook, twitter - and make the voices of dissent circulate.


Find the latest news, learn how to participate and support:


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Democracia e Educação no Chile: aprendendo em tempos de greve


Aprendiendo en tiempos de huelga: la movilización estudiantil en Chile

“No se puede hablar de democracia verdadera sin un sistema educacional que garantice acceso a una educación de calidad para todos los niños que nacen en esta patria”.

"Santiago de Chile, Chile. Contrario a lo que podría pensarse, el que estemos en una huelga del sistema educacional chileno no ha significado para nada que se haya detenido el proceso de aprendizaje. Se puede decir con propiedad que como nunca este país se encuentra entero frente al pizarrón. Desde la elite política (toda ella) hasta los estamentos más pre claros de la “intelectualidad orgánica” de los diferentes grupos de poder  de la sociedad chilena. Todos ellos están perplejos.

Para que una sociedad sea democrática no  basta con que elija a sus representantes, al ejecutivo o al parlamento, sin que  debe garantizar que todos sus miembros tengan acceso a las oportunidades del desarrollo.

Eso es lo que hemos descubierto los chilenos con esta movilización estudiantil. No basta con acudir periódicamente a las urnas si nada cambia, si la riqueza se concentra cada vez más, si nuestros hijos están marginados desde la cuna para acceder a otras formas de participación que no sea sólo el votar cada cuatro años."

Foto de Realidad Fotografica. Leia o texto completo por Darío Vergara na página de Desinformemonos (Revista Barrial, Setembro de 2011) clicando aqui.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Minhas doces crianças... em greve de fome...


Minhas crianças no Chile em greve de fome
Andrés Figueroa Cornejo

Minhas doces crianças,
Azuis como espadas que brilham no meio do reino da injustiça e do mau governo,
Minhas crianças cristalizadas, valentes e livres como a água,
Crianças que, com seu sacrifício, envergonham a vergonha da indolência e deste país de terror.

Meus meninos exemplo,
Como explicar-lhes sem lhes sabotar a bronca libertária e generosa
Que ainda não vale a pena arriscar as moléculas de seus corpos, desperdiçar sua cabeça em uma decisão implacável e dolorosa?

Minhas doces crianças,
Saibam que este combate é antigo como o ar e a espuma,
Que precisam estar muito fortes para amanhã,
Quando irremediavelmente fabricaremos o único mundo possível,
O pleno, solidário como elos fundidos, o de uma sociedade governada por todos.

Meus meninos, capitães audazes do futuro,
De quem precisamos inteiros,
E não fragilizados pelo risco que agora correm,
Que são necessários blindados em corpo e cabeça e corações na direção da sociedade.

As crianças e os jovens devem lutar.
Mas como os jovens.
Ficam tantas lutas, tanto caminho de avanços e retrocessos.
E só podem conduzir o grande movimento do povo para sua emancipação.
Os mais compostos, os mais sadios, os mais brilhantes.

Minhas crianças doces,
Azuis como espadas que brilham no meio do reino da injustiça e do desgoverno,
Meus meninos cristalizados, valentes e livres como a água,
Minhas crianças que, com seu sacrifício, envergonham a vergonha da indolência e deste país de terror.



Mis niños de Chile en huelga de hambre
Andrés Figueroa Cornejo

Mis niños dulces,
Azules como espadas que brillan en medio del reino de la injusticia y del mal gobierno,
Mis niños escarchados, valientes y libres como el agua,
Mis niños que con el sacrificio suyo averguenzan la vergüenza de la indolencia y de este país de terror.

Mis niños ejemplo,
¿Cómo explicarles sin sabotearles la bronca libertaria y generosa
Que todavía no vale la pena arriesgar las moléculas de sus cuerpos, malgastar su cabeza en una decisión implacable y dolorosa?

Mis niños dulces,
Sepan que este combate es antiguo como el aire y la espuma,
Que tienen que estar muy fuertes para mañana,
Cuando irremediablemente fabriquemos el único mundo posible,
El pleno, solidario como eslabones fundidos, el de una sociedad donde gobiernen los todos y las todas.

Mis niños, capitanes audaces del futuro,
Que los necesitamos enteros,
Que no fragilizados por el riesgo que ahora corren,
Que los necesitamos blindados en cuerpo y cabeza y corazones en la dirección de la sociedad.

Los niños y los jóvenes deben pelear.
Pero como los jóvenes.
Quedan tantas luchas, tanto camino de avances y retrocesos.
Y sólo pueden conducir el gran movimiento del pueblo para su emancipación definitiva
Los más compuestos, los más sanos, los más estelares.

Mis niños dulces,
Azules como espadas que brillan en medio del reino de la injusticia y del mal gobierno,
Mis niños escarchados, valientes y libres como el agua,
Mis niños que con el sacrificio suyo averguenzan la vergüenza de la indolencia y de este país de terror.


Entrevista a vocera de los huelguistas de hambre, realizada por dirigente de la Confederación de Sindicatos Bancarios.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Llegar al gobierno o transformar el Estado


Llegar al gobierno o transformar el Estado

Decio Machado

“Si no vives como piensas acabaras pensando como vives” [1].

"Esta célebre consigna que se hizo universal tras ser graffiteada en los muros de las universidades parisinas en mayo de 1968,  ha recobrado su actualidad de la mano de los gobiernos de centro izquierda en América Latina.

La desmovilización en la que se encuentran los movimientos sociales en Latinoamérica está permitiendo que gobiernos teóricamente afines estén imponiendo agendas político-económicas de perfil “pragmático”, basadas en el inmediatismo y un caduco concepto del desarrollo. Los giros programáticos sufridos por los gobiernos “progresistas” del subcontinente son una alerta que recuerda como en Europa la socialdemocracia ejecutó las reformas más agresivas contra los derechos de las y los trabajadores [2].

Si tenemos en cuenta que incluso en los países que fueron definidos como del “socialismo real” lo que se reprodujo fue el rol del Estado como herramienta de dominación y control social, llegaremos a la conclusión que en la historia de la Humanidad encontraremos muy pocas, por no decir ninguna, experiencias de transformación del Estado desde dentro del propio Estado.

En América Latina los actuales gobiernos progresistas llegan tras dos décadas y media de aplicación de políticas neoliberales, las cuales dejaron su herencia: brutal incremento de los niveles de pobreza, concentración de la riqueza en manos de las corruptas élites oligárquicas, desmantelamiento del Estado, estancamiento y dependencia de las economías nacionales, abandono de políticas sociales, privatizaciones del sector público, flexibilización laboral, desempleo y salarios de miseria, incremento de la deuda externa y apertura indiscriminada al capital extranjero y especulativo.

Con estos antecedentes, el reposicionamiento de los gobiernos nacionales y la reconstrucción del Estado no es cuestión baladí, pero hay que entenderlos en la actual correlación de fuerzas a nivel mundial. Esta situación hace que también estos gobiernos estén siendo cooptados por el lobismo en decremento de las alternativas de desarrollo y la democracia real.

Sin la transformación del Estado -Estado Liberal que provee las circunstancias para que los individuos por sus propios medios adquirieran los bienes y servicios que necesiten-, se mantienen sus lógicas estructurales: proteger las relaciones de propiedad y el sistema representativo social burgués.

Estos llamados gobiernos “revolucionarios” están canalizando de tal manera sus contradicciones que estas dejan de ser contradicciones sistémicas, generándose procesos de asimilación que fijan los techos para las reformas políticas en cada una de las experiencias en marcha. Este proceso de asimilación también actúa de forma individualizada sobre las dirigencias “revolucionarias”, generando deslumbramiento personal y clientelismo.

Así las cosas, un criterio importante para la construcción de políticas alternativas debería basarse en la vinculación de coherentes prácticas económicas con la construcción de un poder alternativo. No se trata tan solo de que los intereses populares estén debidamente representados en la estructura estatal, el objetivo debe ser construir contrapoder.

Sin ignorar los logros en materias diversas protagonizados por los gobiernos de centro izquierda en la región, sus reacomodos hacen necesario reorientar su intervención en aras a desarrollar, desde las bases, nuevas formas de poder popular con apropiación y empoderamiento democrático.

Se trata entonces de un cambio de orientación de las políticas generadas desde lo institucional, dado que redefine la vía del cambio: este deja de ser únicamente desde el Estado (vertical), para posicionar un espacio de interlocución y complicidad entre Estado y ciudadanía. Transformar el Estado a partir de los procesos ciudadanos."

Leia o texto completo no Blog Decio Machado clicando aqui.

[1] Atribuida erróneamente a Paul Valery  y a Ghandi, en realidad “Il faut vivre comme on pense, sinon tot ou tard on finit par penser comme on a vecu” (hay que vivir como pensamos, sino tarde o temprano acabamos pensando cómo vivimos) apareció por primera vez en el capítulo final de Le demon de midi, una novela de Paul Bourget (Plon-Nourrit, 1914).


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Saques ao redor do mundo: qualquer semelhança não é mera coincidência



Os saqueadores do dia contra os saqueadores da noite


Claro que os tumultos de rua em Londres não foram protesto político. Mas o pessoal dos saques noturnos com certeza absoluta sabe que suas elites passaram o dia dedicadas aos saques diários. Saques são contagiosos. Alimentados por um sentido patológico de ‘direitos adquiridos’ pelos ricos, o grande saque global está em andamento à luz do dia, como se nada houvesse a esconder. Mas há, sim, temores ocultados. No início de julho, o Wall Street Journal, citando pesquisa recente, noticiava que 94% dos milionários temiam “a violência nas ruas”. O artigo é de Naomi Klein.

Leio comparações entre os tumultos em Londres e em outras cidades europeias – vitrines quebradas em Atenas, carros incendiados em Paris. E há paralelos, sem dúvida: uma fagulha lançada pela violência policial, um geração que se sente esquecida. Esses eventos foram marcados por destruição em massa, com poucos saques.

Mas tem havido saques em massa em anos recentes e acho que temos de falar também deles. Houve em Bagdá, logo depois da invasão norte-americana – um frenesi de destruição e saques que esvaziou bibliotecas e museus. Também em fábricas. Em 2004, visitei uma fábrica de refrigeradores. Os trabalhadores tinham saqueado tudo que havia ali de aproveitável, empilharam e incendiaram. No armazém ainda havia uma escultura gigantesca de placas de metal retorcido.

Naquela ocasião, os noticiários entenderam que teria sido saque altamente político. Diziam que aquilo exatamente seria o que aconteceria sempre que um governo não é considerado legítimo pelos cidadãos. Depois de ter assistido durante tanto tempo ao espetáculo de Saddam e filhos roubarem o que conseguissem e de quem conseguissem roubar, os iraquianos comuns sentir-se-iam, então, merecedores do direito de também roubar um pouco. Mas Londres não é Bagdá e o primeiro-ministro britânico David Cameron não é Saddam. Assim sendo, nada haveria a aprender dos saques em Londres.

Mas há exemplos no mundo democrático. A Argentina, em 2001. A economia em queda livre e milhares de pessoas vivendo em periferias destruídas (que haviam sido prósperas zonas fabris, antes da era neoliberal) invadiram e saquearam supermercados de propriedade de empresas estrangeiras. Saíam empurrando carrinhos abarrotados dos produtos que perderam condições para comprar – roupas, aparelhos eletrônicos, carne. O governo implantou “estado de sítio” para restaurar a ordem; a população não gostou e derrubou o governo.

Na Argentina, o episódio ficou conhecido como El Saqueo – o saque [1]. É exemplo politicamente significativo, porque a palavra aplica-se, na Argentina, também ao que as elites do país fizeram, ao vender patrimônio da nação à guisa de ‘privatizar’, em negócios de corrupção flagrante e enviando para o exterior o produto das ‘privatizações’, para, em seguida, cobrar do povo obediência a um brutal pacote de ‘austeridade’. Os argentinos entenderam que o saque dos supermercados jamais teria acontecido sem o saque anterior, muito maior, do próprio país; e que os reais gângsteres estavam no governo.

Mas a Inglaterra não é a América Latina e, na Inglaterra, não há tumultos políticos – ou, pelo menos, é o que nunca se cansam de repetir. Os jovens que devastaram ruas em Londres são crianças sem lei, que se aproveitam de uma situação, para roubar o que não lhes pertence. E a sociedade britânica, diz-nos Cameron, tem ojeriza a esse tipo de gente mal comportada.

Disse, e com ar sério. Como se os ‘resgates’ massivos dos bancos jamais tivessem acontecido, seguidos imediatamente do pagamento de escandalosos bônus recordes aos altos executivos. Depois, as reuniões de emergência do G-8 e do G-20, mas quais os líderes decidiram, coletivamente, nada fazer para punir os banqueiros por esse ou aquele crime, além de também nada fazer para impedir que crises semelhantes voltem a acontecer. Em vez disso, cada um daqueles líderes nacionais voltou aos seus respectivos países para impor sacrifícios ainda maiores aos mais vulneráveis. Como? A receita é sempre a mesma: despedir trabalhadores do setor público, fazer dos professores bodes expiatórios, cancelar acordos previamente firmados com sindicatos, aumentar as mensalidades escolares, promover rápida privatização de patrimônio público e reduzir aposentadorias e pensões. – Cada um que prepare a mistura específica para o país onde viva. E quem lá está, na televisão, pontificando sobre a necessidade de abrir mãos desses “benefícios”? Os banqueiros e gerentes de empresas de hedge-fund, claro.

É o Saqueo global, tempo de saques imensos! Alimentados por um sentido patológico de ‘direitos adquiridos’ pelos ricos, o grande saque global está em andamento à luz do dia, como se nada houvesse a esconder. Mas há, sim, temores ocultados. No início de julho, o Wall Street Journal, citando pesquisa recente, noticiava que 94% dos milionários temiam “a violência nas ruas”. Aí, afinal, um medo compreensível.

Claro que os tumultos de rua em Londres não foram protesto político. Mas o pessoal dos saques noturnos com certeza absoluta sabe que suas elites passaram o dia dedicadas aos saques diários. Saqueos são contagiosos.

Os Conservadores acertam quando dizem que os tumultos nada têm a ver com os cortes. Mas, sim, têm muito a ver com os cortados que os cortes cortaram. Presos longe, numa subclasse que infla dia a dia e sem as vias de escape que antes havia – um emprego no sindicato, educação barata e de boa qualidade –, eles estão sendo descartados. Os cortes são um sinal: dizem a todos os setores da sociedade que os pobres estão fixados onde estão – como dizem também aos imigrantes e refugiados impedidos de ultrapassar fronteiras nacionais cada dia mais militarizadas e fechadas.

A resposta de David Cameron às agitações de rua é tornar literal e completo o descarte dos mais pobres: fim dos abrigos públicos, ameaças de censura e corte das ferramentas de comunicação social e penas de prisão absolutamente inadmissíveis; uma mulher foi condenada a cinco meses de cadeia, por ter recebido um short roubado [e hoje, 17/8/2011, dois homens foram condenados a quatro anos de prisão, por incitarem tumultos pela internet, apesar de não se ter provado que sua ‘incitação’ levou a alguma consequência (NTs, com informações do The Guardian]. Mais uma vez a mensagem é clara contra os pobres que incomodam: sumam. E sumam em silêncio.

Na reunião “de austeridade” do G-20 em Toronto, os protestos viraram tumultos e vários carros da polícia foram incendiados. Nada que se compare a Londres 2011, mas o suficiente para deixar-nos, os canadenses, muito chocados. A grande discussão naquela ocasião era que o governo havia consumido $675 milhões de dólares na “segurança” da reunião (e ninguém conseguia sequer impedir o incêndio de carros da polícia). Naquele momento, muitos dissemos que o novo e caríssimo novo armamento que a polícia havia comprado – canhões de água, canhões de som, granadas de gás lacrimogêneo e munição revestida de borracha – não havia sido comprado para ser usado contra os manifestantes nas ruas; que, no longo prazo, aquele equipamento seria usado para disciplinar os pobres que, na nova era de ‘austeridade’, seriam empurrados para a perigosa posição de pouco terem a perder.

Isso, precisamente, é o que David Cameron absolutamente não entende: é impossível cortar orçamentos militares ou policiais, no mesmo momento em que você corta todos os gastos públicos. Porque, se o estado rouba os cidadãos, tirando deles o pouco que ainda têm, pensando em proteger os interesses dos que acumulam muito mais do que qualquer ser humano precisa para viver, é claro que deve esperar o troco ou, pelo menos, deve esperar resistência – seja a resistência de protestos organizados, seja a resistência das ondas de saques. Não é propriamente problema político: é problema matemático, físico.

[1] Ver, sobre esse período, Memoria del Saqueo, filme de Fernando “Pino” Solanas, Argentina, 2003. Pode ser baixado em DocVerdade clicando aqui aqui[NTs].

Tradução Coletivo Vila Vodu

Reproduzido de Carta Maior em 17/08/2011

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Os jovens "marginais" e "criminosos" para a Globo News e in-prensa em geral...


"Sociólogo surpreende GlobNews sobre jovens que protestam na Inglaterra. Sem achismo,mostra crise social grave, e a desonestidade de tratar como delinquente manifestações que, fossem em Caracas ou em Havana, seriam tratadas como ações de "corajosos jovens democratas".

Via Facebook, Milton Temer, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato etc.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Dia Nacional de Agir: 4/4/2011 . “Unidos somos fortes. Estamos em todos os lugares”


Dia 4/4/2011*, nos EUA, em todo o país, no trabalho, na escola, nas comunidades, nas ruas, vamos nos manifestar e dizer aos eleitos que direitos dos trabalhadores também são direitos humanos.

“Unidos somos fortes. Estamos em todos os lugares”

Michigan? Ohio? Indiana? Ante os inaceitáveis ataques do governador Republicano Scott Walker contra os trabalhadores do setor público em Wisconsin, muitos norte-americanos perguntam-se qual será o próximo estado dos EUA a ser atacado. Mas, se se examinam esses ataques por governos locais ultraconservadores, como batalhas separadas, corre-se o risco de não ver o todo.

Quem examina o quadro geral vê que os mais recentes golpes da extrema direita dos EUA no plano estadual são parte de uma estratégia coordenada. Somados, os vários ataques contra os cidadãos norte-americanos no plano estadual compõem um movimento nacional.

Por: Amy Dean, Commondreams, Tradução: Vila Vudu
25/3/2010
Via Maria Frô . Ativismo é por aqui

Leia o texto completo no Maria Frô clicando aqui.

Dia 4 de abril completam-se 43 anos da morte de Martin Luther King Jr., assassinado em Memphis, em 1968.




sábado, 26 de março de 2011

Kids are United: Global Wave . International Student Movement


The "International Student Movement" is an independent platform for groups and activists around the world to exchange information, network and coordinate protests in our struggle against the increasing privatisation of education and for free emancipatory education for all!
O "Movimento Estudantil Internacional" é uma plataforma independente para grupos e ativistas de todo o mundo para trocar informações, colocar em rede e coordenar protestos em nossa luta contra a crescente privatização da educação e para a educação emancipatória gratuita para todos!





Para saber mais clique aqui.
International Student Movement, clique aqui.

quinta-feira, 24 de março de 2011

KLF convoca para as manifestações de 24 a 26 de março de 2011 ao redor do mundo

Paris



London




Conheça a página do RESIST26! clicando aqui.




Veja também no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=5qKucqI2qDU


MANIFESTO

. Apelamos a dias de acção comum e transnacional nos dias 24, 25 e 26 de Março de 2011: contra os bancos, sistema de dívida e medidas de austeridade, para a educação gratuita e a livre circulação de pessoas e conhecimento.

. Criaremos um diário comum de lutas e um meio autónomo de comunicação.

. Promoveremos uma grande caravana e encontro na Tunísia porque as lutas de Maghreb são as lutas que estamos a lutar aqui.

. Encontrar-nos-emos novamente em Londres em Junho.

. Faremos parte da contra-cimeira dos G8 em Dijon em Maio.

EDUFACTORY
Conflicts and Transformation of the University

Leia mais clicando aqui. Contato com o grupo por e-mail:parismeeting@gmail.com

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