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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Blog Filosomídia: 100 mil visitas dos 99%


Blog Filosomídia: 100 mil visitas dos 99%

“Nós precisamos libertar a mídia – e vamos fazê-lo”.
Amy Goodman . The exception to the rulers (2004)

Inspirado nos textos e conceitos socializados por Enrique Dussel e sua “Filosofia da Libertação”, o blog Filosomídia iniciou sua série de postagens e abertura à visitação pública em dezembro de 2010, depois da qualificação do projeto de mestrado “Telejornais e crianças no Brasil: a ponta do iceberg”, dissertação defendida no PPGE/UFSC, na linha de Educação e Comunicação no final de 2011. Quando criado no início de meus caminhos na pós-graduação em 2009, o blog se propôs a fazer um clipping de notícias, indicação de documentos, eventos, grupos, associações, centros de pesquisa, artigos e outras referências aos temas abordados no percurso do meu próprio texto. Assim, ao longo do tempo, ele acabou se tornando um verdadeiro mapa pelos lugares por onde passei nessa viagem que parece não ter fim.

Neste final de semana passado (24/25 nov 2012) o blog alcançou a marca de 100 mil visitas de navegadores talvez em busca das mesmas referências que foram importantes para mim, cuja origem pode ser conferida nos “pontos” do globo terrestre ao pé da "página", no "menu" da barra lateral direita.

Com muito orgulho, nesse meio tempo o blog foi considerado uma fonte de consultas aos temas estudados por mim, e colaborou para divulgar questões como a luta pela democratização dos meios de comunicação, as políticas públicas para o setor, os esforços de tantos outros insurgentes (críticos, blogueiros progressistas e blogueiros sujos) que defendem o marco regulatório para o setor e o reconhecimento da comunicação como um direito humano, temáticas debatidas hoje contidas no caderno de propostas da I CONFECOM (2009).

O blog Filosomídia também pontua questões recentes levantadas ao debate do setor por articulistas, pesquisadores, comunicadores, jornalistas, educadores e professores, notadamente por aqueles que defendem um "basta" à atual situação onde mega corporações e oligarquias querem defender a manutenção da ordem e da ideologia imperante, a lógica do mercado determinando tudo nesse capitalismo des-humanizador, ou seja, aprisionando consciências a uma ideia hegemônica, que disfarça de lazer, entretenimento e infotenimento, o que seja exploração do outro por uma elite encastelada nos poderes, legitimada pelo que chama de democracia, liberdade de expressão e da imprensa etc. Algo muitas vezes defendido até nas elites do meio acadêmico re-produzindo tal pensamento em seus discursos que passam ao largo das reivindicações dos movimentos sociais e populares. Regula, Dilma!

As mídias, entendidas como os aparatos e veículos de comunicação das corporações e famílias que controlam os meios de produção dessa cultura internalizada e naturalizada por muitos, estão concentradas nas mãos de pouquíssimas famílias e suas empresas pelo planeta, o que também acontece no Brasil, talvez de maneira mais acirrada nessa selva midiática, visto o grau de profunda dependência e colonização do pensamento característicos no país. Suas falsas caras, páginas e telas estão em toda parte.

Como Dussel que defende a libertação de todas as formas de exploração/opressão e também Amy Goodman, concordo que “precisamos libertar as mídias” desse estado de coisas, já que ao longo de minhas investigações percebi e defendo a tese de que é o “Mercado” e os mega-empresários quem mandam; a “Política” e os “polititicos” quem obedecem; a “Educação” e os professores quem “formatam” as pessoas para esse mundo capitalista determinado por uma “elite” e, a “Comunicação” e os formadores de opinião é quem fazem a propaganda desse mundo do livre mercado, literalmente cercando as pessoas por todos os lados, por (quase) todos os veículos de comunicação, (quase) todas as mídias, (quase) controlando o que cada um e a sociedade devem pensar, saber, obedecer.

Considerando o conhecimento “acumulado” pela humanidade nas esferas do pensamento religioso, filosófico e científico perfazendo uma pirâmide des-equilibrada na balança dos banqueiros e nas bancas acadêmicas que terminam por legitimar informações que fizeram uma versão unilateral da história, defendo que essa “libertação” dos meios de Educação e Comunicação se dará à medida que cada um e muitos forem se auto-conhecendo e auto-conscientizando, tomando conhecimento de sua dignidade humana, seguindo juntos nas fileiras que ganham as ruas e abraços em cada um dos quatros cantos do planeta, organizando-se para fazer o mundo que queremos, com Sabedoria e pela plenitude da cidadania e cosmocidadania do Bem Viver para todos.

Mil batalhas estão sendo vencidas dia a dia, e um Outro Tempo/Espaço de fazer/saber/poder/poder e amar se anuncia também pela libertação das vozes e rostos até então en-cobertos pelas mídias controladas e controladoras. Sorrisos de alegria se abrirão no Bem Con-viver por mil outrora anônimos cidadãos entristecidos...

Que venham às mídias as criancinhas...

Passo re-evolutivo nessa história sem fim de buscas e entregas à harmonia, cósmica...

O Blog Filosomídia está nessas fileiras que ajuntam gentes para libertas as mídias. E vamos conseguí-la. Em breve, seremos os 100%! E, temos um nome: Liberdade!

Leo Nogueira Paqonawta

sábado, 17 de novembro de 2012

Florianópolis abalando nas mídias com as ruas em chamas: e, eu com isso?


Florianópolis abalando nas mídias com as ruas em chamas: e, eu com isso?

Quando a polititicagem da ilha de “belezas sem par” e da Santíssima Catarina da Tríplice Aliança se prestarem a encarar e assumir suas responsabilidades pessoais/coletivas nos cargos que ocupam, prestando o necessário serviço à sociedade ao invés de apenas mamarem nas tetas cornucópicas dos poderes, vai que tudo não apenas se disfarce de “paz” e “tranquilidade pro nosso cidadão”, e a situação volte “a “normalidade”, “cessem” os “transtornos” e que “o bem já venceu o mal”...

Assim disseram, com cara de compungidos borocoxôs, as apresentadoras do Jornal do Almoço RBS/SC 17/11/12), e o presidente da SETUF – o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros da Grande Florianópolis – parecendo demonstrar infinita preocupação com a qualidade vida dos motoristas, cobradores e passageiros. Além disso, sabemos da preocupação em relação ao patrimônio (não segurado) de suas empresas. Cenas anteriores e seguintes, Carnafloripa, festival de música eletrônica, reforço da PM contra o “terrorismo”, uma outra notícia final sobre “solidariedade” para afagar o coração dos espectadores/consumidores tão “quiridos”.

Tudo normal para a mídia no papel dela de des-informar e manter a notícia quentinha na cabeça do povo sob os panos com suas chamadas urgentes, seus plantões de notititícia das fofocas que aquela “gente faz pra você”... O jornal foi muito, digamos, mixuruca, pois que não botaram mais fogo pelas ruas para que o show midiático fizesse as delícias da dieta informacional do dia. Ó céus, ó azar...

Que “normalidade” seria essa para esse “pedacinho de terra perdido no mar”? Que a polititica e os des-mandos continuem na paz da mesmice desse “amor” e solicitude dos poderosos pela ilha? Que se apagassem os focos de uns incêndios para que esses não revelassem outros?

No mais, que “bandidos” são esses cujos alvos são “aterrorizar” a população atacando os motoristas e cobradores dos ônibus, os PM nos postos guardando a serenidade dos que dormem sossegados pela madrugada? Esses pobre-coitados são tão explorados pelo “regime” quanto a população pé de chinelo que segue aflita pela vida e seus afazeres, quando era feriado nessa sexta (16/11) apenas para expressiva parte dos servidores públicos estaduais, e seus digníssimos representantes da elite de raposas velhas e novas da polititica regional...

E, de qual “bandidagem” estamos tratando? De laranjas pés de chinelo, explorados que entopem as cadeias e cumprem ordens de outros mandatários, ou dos que cometem os crimes de estelionato, prevaricação, improbidade administrativa, também soltinhos da silva que trabalham e moram muito bem, e muito além das zonas de maior “periculosidade”? Esses não andam de ônibus em comboio, escoltados pela PM solícita na defesa dos “cidadãos”.

Se por uma infelicidade e completa atrocidade fossem os alvos as lanchas e carrões importados, os domicílios nobres ou as cadeiras almofadadas de gabinetes de poderosos, aí sim, que o ”high society “ de uma Florianópolis em chamas teria abalada as mais sacrossantas bases da ordem e do progresso republicando tão formosamente representados pelos diligentes e dirigentes das santíssimas alianças que se fazem aqui na Capitania Hereditária há 500 anos.

Fazer promessas “Por uma cidade mais humana” é fácil, fácil, quando o real interesse dos nobres mandatários legitimados pelo voto parece ser manter a desordem, e a confusão generalizada, para que eles mesmos se apresentem como os salvadores da pátria e de tudo o que desassossega o cidadão/eleitor.

Será que os quase não eleitos César Júnior e João Amim vão se prestar a fazer mais que “sincronizar os semáforos” para resolver os problemas de trânsito do município ou, segundo seu folhetim eleitoreiro, ir além da constatação de que “a Guarda Municipal é uma fábrica de multas” e ele “vai cuidar das praças e da porta das escolas para a proteção de nossas crianças”? Aliás, nem deram ainda as caras para falar do assunto ao povo, ao cidadão aterrorizado...

Quem sobreviver às noites e dias de “terrorismo” verá o que virá: aumento das tarifas do transporte urbano, engarrafamentos de verão, acidentes e mortes, falta de infraestrutura, navios e cruzeiros que não atracam, falta de água, e a mesmice da “paz” na ilha da fantasia no verão que chega e das estações que se sucedem inalteradas.

Que os defensores do voto branco e nulo no segundo turno das eleições em Florianópolis sejam os primeiros da fila a enfrentar os cacetetes, bombas de gás lacrimogêneo e tirania, da PM e dos guardadores das virtudes republicanas que nessa semana saíram em prestimosa defesa dos cidadãos e cidadãs da Grande Florianópolis e do Estado da Santíssima e milagreira Catarina. Esse circo polititico e midiático armado com idiotas mal humorados, no picadeiro e nas arquibancadas, vai pegando fogo...

Sairá tudo no Jornal do Almoço e nos “shows da vida”, no prato feito da notícia entre sangue, ostras e champanhes importadas, com as inevitáveis matérias requentadas do arrozinho com feijão da mídia, como é feito todos os anos... e os borocoxôs seremos muitos de nós a assistir a mesmice, omissos e coniventes com tantas “belezas sem par” nos horrores que acontecem e arranham a imagem da “capital do turismo do Mercosul” com Índice de Desenvolvimento Humano e delírios de grandeza na estratosfera, afofando almofadas, esquentando travesseiros e assentos, acompanhando a propalada calamidade pública pelas telas. Vidiotas e cidadãos sem direitos, com indigestão crônica pelo que essa classe dominante nos enfia goela abaixo, alienados de qualquer traço de dignidade humana.

Quando a consciência cidadã estiver no limite da azucrinação e indignada com tantos bandidos, malfeitos e mal-feitores da senzala política e midiática é que mais que um milagre acontecerá nessas bandas. Com tantas notícias muitas vezes bem plantadas, com requintes tecnológicos, cores e gostos para a persuasão do povo espectador de tantas des-ordens, há que se ir até as raízes dos fatos para des-cobrir o que produz tudo isso e, lutar para a vivência e plenitude dos direitos nesses mares, ilhas e desertos com suas “matas escuras” de caçadores e caças de culpados, de bandidos e mocinhos na luta do bem contra o mal nesse mundinho de falta de vontade de mudar, de não transformar nada.

E eu com isso?

Eu creio que sobra incêndio onde falta luz interior... e, o que seja bondade e ruindade começa ali, bem dentro da gente.

Então, vou me fazer, ser e sentir “caçador de mim”. Querer ser nessa vida nos faz assim, estar numa ilha e nesse mundo sem ser deles, “sem nada a temer, senão o correr da luta”, sonhando e realizando, dia a dia na des-coberta de uma vida, do bem conviver e do bem viver para todos... consciência cosmocidadã...

Seguir nesse caminho de amadurecimento e aprofundamento, na com-paixão, na paz e alegria com o Outro, na Educação vivida com amor, porque “ordem e progresso” num sentido mais profundo só virão quando formos conscientes de nossa dignidade, responsáveis com a devida coragem e boa vontade para mudar o que seja preciso na busca e na entrega a uma harmonia que promova a re-evolução, pessoal, comunitária, fraternal, verdadeira solidariedade que co-mova os corações e mentes numa comum-única-ação, ascensão numa luz que incendeia o universo...

As estrelas que o digam, e nos indiquem esses possíveis caminhos para nos e-levarmos a esse Outro Mundo tão querido...

Leo Nogueira Paqonawta

quinta-feira, 29 de março de 2012

8º Encuentro Continental del Tawaintisuyu Anahuac- Mapu – Pacha



18 al 24 del Junio 2012 . Ciudad de México

Desde la Nación Xinka Originaria, en Guatemala, les saludamos hermanos y hermanas, compartimos desde nuestros sitios web este encuentro que nuestros ancestros pronosticaron, cuando la esencia de los tumay sagrados se unificarían, y volarian y andarían como en el tiempo del inicio... bendición hermanos! Pahtanay alox na wiriki, 'ura tawala na tiwina aawuy tiwix!

Saludos hermanos! El condor el aguila y el quetzal volando vienen volando van... en estos tiempos de reencuentro y sabiduría ancestral. Fuerza para la defensa de la vida, fuerza para el camino del tiempo.




De juventudes, pueblos, naciones y culturas originarias ABYA-YALA- MEXICO 2012 Inti Raymi del año 160.520P.k. 3 al 7 de junio 2012

La educación indígena comienza desde la gestación, continúa con la familia, la comunidad. Su fin es la existencia para el buen vivir.

La educación, por ello, es inseparable de los conceptos de territorialidad, identidad y cosmovisión. Territorialidad por que a partir de allí concreta sus objetivos y contenidos. La transmisión de generación en generación de saberes ancestrales y tradicionales de cada comunidad, fortalece la identidad.

La Cosmovisión atraviesa estos conceptos, y lo instituido en todas las prácticas y pensamientos. Implica oralidad y conocimiento científico.

Reproduzido de Facebook . 8º Encuentro Continental del Tawaintisuyu Anahuac- Mapu – Pacha

Maiores informações sobre o evento no Blog Tawaintisuyu México 2012 clicando aqui.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Somos "guardianes y cuidadores de todo lo creado"...


La erosión de la Matriz Relacional

Leonardo Boff
17/03/2012

Hoy en el mundo hay mucha gente, de las más distintas procedencias, preocupada por la crisis actual que engloba un conjunto de otras crisis. Cada una trae luz. Y toda luz es creadora. Pero, por mi parte, que vengo de la filosofía y de la teología, siento la necesidad de una reflexión que vaya más hondo, a las raíces, donde lentamente ella se originó y que hoy estalla con toda su virulencia. A diferencia de otras crisis anteriores, ésta tiene una particularidad: en ella está en juego el futuro de la vida y la continuidad de nuestra civilización. Nuestras prácticas están yendo contra el curso evolutivo de la Tierra. Ésta nos ha creado un lugar amigable para vivir pero nosotros no nos estamos mostrando amigables con ella. Le hacemos una guerra sin tregua en todos los frentes, sin ninguna posibilidad de vencer. Ella puede continuar sin nosotros. Nosotros, sin embargo, la necesitamos.

Estimo que el origen próximo (no vamos a retroceder hasta el homo faber de hace 2 millones de años) se encuentra en el paradigma de la modernidad que fragmentó lo real y lo transformó en un objeto de ciencia y en un campo de intervención técnica. Hasta entonces la humanidad se entendía normalmente como parte de un cosmos vivo y lleno de sentido, sintiéndose hijo e hija de la Madre Tierra. Ahora ésta ha sido transformada en un almacén de recursos. Las cosas y los seres humanos están desconectados entre sí, siguiendo cada cual un curso propio. Este giro produjo una concepción mecanicista y atomizada en la realidad que está erosionando la continuidad de nuestras experiencias y la integridad de nuestra psique colectiva.

La secularización de todas las esferas de la vida nos quitó el sentimiento de pertenencia a un Todo mayor. Estamos descentrados y sumergidos en una profunda soledad. Lo opuesto a una visión espiritual del mundo no es el materialismo o el ateísmo, es el desenraizamiento y el sentimiento de que estamos solos y perdidos en el universo, cosa que una visión espiritual del mundo impedía.

Este conjunto de cuestiones subyace tras la actual crisis. Para salir de ella, necesitamos reencantar el mundo y percibir la Matriz Relacional (Relational Matrix) en erosión, que nos envuelve a todos. Estamos urgidos a comprender el significado del proyecto humano en el interior de un universo en evolución/creación. Las nuevas ciencias después de Einstein, de Heisenberg/Bohr, de Prigogine y de Hawking nos han mostrado que todas las cosas se encuentran interconectadas unas con otras de tal forma que forman un Todo.

Los átomos y las partículas elementales no son ya consideradas inertes y sin vida. Los microcosmos emergen como un mundo altamente interactivo, que no es posible describir mediante el lenguaje humano, sino solamente por la vía de la matemática. Forman una unidad compleja en la cual cada partícula está ligada a todas las demás y eso desde los inicios de la aventura cósmica hace 13,7 miles de millones de años. Materia y mente aparecen misteriosamente entrelazadas, siendo difícil discernir si la mente surge de la materia o la materia de la mente, o si surgen conjuntamente.

La propia Tierra se muestra viva (Gaia), articulando todos los elementos para garantizar las condiciones ideales para la vida. En ella más que la competición funciona la cooperación de todos con todos. Ella muestra un impulso hacia la complejidad, la diversidad y la irrupción de la conciencia en niveles cada vez más complejos hasta su expresión actual a través de las redes de conexión globales dentro de un proceso de mundialización creciente.

Esta cosmovisión nos alimenta la esperanza de otro mundo posible, a partir de un cosmos en evolución que a través de nosotros siente, piensa, crea, ama y busca un equilibrio permanente. Las ideas-maestras como interdependencia, comunidad de vida, reciprocidad, complementariedad y corresponsabilidad son claves de lectura y alimentan en nosotros una visión más armoniosa de las cosas.

Esta cosmología es lo que falta hoy. Ella tiene la propiedad de proporcionarnos una visión coherente del universo, de la Tierra y de nuestro lugar en el conjunto de los seres, como guardianes y cuidadores de todo lo creado. Esta cosmovisión nos impedirá caer en un abismo sin vuelta atrás. En las crisis pasadas, la Tierra siempre se mostró a favor nuestro, salvándonos. Y ahora no va a ser diferente. Juntos, nosotros y ella, sinérgicamente podremos triunfar.

Reproduzido de página de Leonardo Boff

Veja também o prefácio de Fritioj Kapra em "O Tao da Libertação", por Mark Hahtaway e Leonardo Boff clicando aqui.

Foto: Corte da ilustração da capa da Agenda Latinoamericana 2012 - Sumak Kawsay

domingo, 15 de janeiro de 2012

Sumak Kawsay - Bem Viver - Bem Conviver: Agenda Latino-Americana Mundial 2012


A Comissão Dominicana de Justiça e Paz do Brasil, em parceria com diversas instituições e movimentos pastorais e sociais, lançou a Agenda Latino Americana Mundial, além de um apoio para registro de compromissos, é um instrumento de formação e reflexão, com textos selecionados de acordo com a temática de cada ano. Em 2012, o tema da agenda é “Bem Viver – Bem Conviver: Sumak Kawsay”. A Casa da Juventude Pe. Burnier integra a rede de parcerias da agenda.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (62) 3229-3014 ou pelo e-mail: justpaz@dominicanos.org.br

Leia mais sobre a agenda, prefácio de Pedro Casaldáliga, índice e faça seu pedido, clicando aqui.

A Agenda Latino-Americana Mundial, com a edição de 2012, faz 21 anos. Desde seu primeiro número, "esta obra tem assumido o desafio de contribuir, modestamente, mas com muita paixão, na análise e no compromisso das grandes causas de nossa América. Mas, alargando horizontes veio a assumir uma perspectiva latino-americana mundial. As grandes causas são inevitavelmente mundiais, sobretudo agora em tempos de globalização. E são causas grandes porque abraçam nossas vidas, a Sociedade, o Planeta, o Universo... As nossas causas ‘valem’ mais que a nossa vida, porque são elas as que à vida dão sentido. Somos o que amamos, o que fazemos, o que sonhamos" (Pedro Casaldáliga. Latino-americana 2012, p. 10).

A "Agenda Latino-americana Mundial" foi e continua sendo: "Sinal de comunhão continental e mundial entre as pessoas e as comunidades que vibram e se comprometem com as grandes causas da Pátria Grande, como resposta aos desafios da Pátria Maior. Um anuário da esperança dos pobres do mundo a partir da perspectiva latino-americana. Um manual companheiro para ir criando a ‘outra mundialidade’. Uma síntese da memória histórica da militância e do martírio da Nossa América. Uma antologia de solidariedade e criatividade. Uma ferramenta pedagógica para a educação, a comunicação, a ação social ou a pastoral popular" (Latino-americana 2012, 1ª página).

A "Latino-americana 2012" dedica suas páginas à utopia indígena do Bem Viver (em quéchua: Sumak Kawsay). "Não se trata de um tema realmente novo, mas sim de uma riqueza de sabedoria que só nos últimos anos os povos indígenas estão trazendo à luz e oferecendo-a ao mundo como sua contribuição à aventura humana. Ouvir esta proposta, acolhê-la, levá-la a conhecer no nosso Continente e fora dele, meditá-la, é o que queremos fazer nesta Agenda, somando-nos na reflexão coletiva que está se realizando dentro e fora do Continente sobre este Bem Viver" (José Maria Vigil. Ib., p. 8).

A palavra libertadora, o Bem Viver, "nos sai ao encontro como um evangelho de vida possível, digna e para todas as pessoas e todos os povos. Boa nova do Bem Viver frente ao mau viver da imensa maioria e contra ‘a boa vida’, insultante, blasfema, de uma minoria que pretende ser e estar ela sozinha na casa comum da Humanidade" (Pedro Casaldáliga. Ib.).

O Bem Viver é, pois, o Bem Conviver e o Bem Conviver é o Bem viver. Não há uma boa vida humana que não seja uma boa convivência humana e vice-versa. "Somos relação, sociabilidade, comunhão, amor. Já se subentenderia que uma boa vida pessoal tem que ser também comunitária; mas é melhor destacar isso explicitamente para não cairmos em subentendidos que ignoram o que se deve entender e assumir, vitalmente, radicalmente. Eu sou eu e a Humanidade inteira. Dois são os problemas e duas as soluções: as demais pessoas e eu. Isto não se pode ‘subentender’ apenas; deve-se gritar" (Ib., p. 11).

O Bem Viver - Bem Conviver é o "Sonho Real", que era o nome da ex-Ocupação do Parque Oeste Industrial em Goiânia (cujos moradores foram barbaramente despejados por causa da ganância dos donos das imobiliárias e da conivência criminosa do Poder Público, Estadual e Municipal).

Jesus de Nazaré, profeta do maior Sonho Real ou "profeta da maior Utopia (‘que sejamos bons como Deus é bom, que nos amemos como Ele nos amou, que demos a vida pelas pessoas que amamos’) promulgou, com sua vida e sua morte e sua vitória sobre a morte, o Bem Viver do Reino de Deus. Ele é pessoalmente um paradigma, perene e universal, do Bem Viver, do Bem Conviver" (Ib., p. 11).

Nós da Comissão Dominicana de Justiça e Paz do Brasil - empenhados em lançamentos da obra país afora - queremos espalhar a Agenda e sua causa. Como diz Pedro Casaldáliga, queremos aumentar a "Tribo dos lançadores da Agenda" (Cf. Ib., página inicial).

Reproduzido de Adital
15 jan 2012

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O reconhecimento e cumprimento das leis cósmicas...


Mudança de Era

Célia Laborne

Segundo os estudiosos dos ciclos da vida humana, a cada dois mil anos, mais ou menos, chegam à Terra novas energias, vindas da posição nova dos astros e estrelas no céu.  No passado, teria dominado a energia da constelação de peixes, com suas características próprias. Agora a constelação de aquário estaria enviando suas energias, com o propósito, sempre, de adiantar a evolução humana.

No campo místico/religioso do passado, a maioria buscava Deus através de conventos, de retiros, de gurus, de sábios, etc. Hoje a busca é interna e não exige, necessariamente, o afastamento do lar ou da sociedade. O fermento é posto diretamente na massa.

Quem busca Deus agora, sabe que seu reino está dentro e por isso busca-o em todos os lugares, na família, na profissão, no viver cotidiano. Leigos e religiosos se confundem, pois há uma síntese de tudo, em lugar de uma separatividade antiga.

A fé é útil e indispensável, mas a compreensão do processo pelo qual a vida se manifesta e se modifica (as energias se purificam) é desejável e não mais é vista como um perigo ou uma ambição negativa de penetrar os segredos de Deus, trazendo o caos.

Deus quer dar-se ao ser humano de forma cada vez mais plena e completa, e não se deve temer esta aspiração pelo conhecimento, e esse desejo de unidade maior com Ele. Os instrumentos físicos, emocionais, mentais e da alma, com os quais o homem foi agraciado por Deus, estão em pleno desenvolvimento.

Eles podem captar hoje conhecimentos mais sutis num maior número de pessoas. O corpo e seus sentidos são agora mais sensíveis e perceptivos porque melhor coordenados naqueles que fazem um trabalho correto de integração, de busca e aspiração.

Não há outro caminho para a Paz e a Alegria, a não ser o reconhecimento e cumprimento das leis cósmicas e divinas, feitas para elevar todos os homens. É através da humanidade que Deus, um dia, vai ser visível nos planos sutis e integrais por ele manifestados.

Serão as energias luminosas do Cristo, que corretamente usadas, transformarão o mundo. O viver externo é a bússola daquilo que se passa (ou se passou) em nosso mundo interno.

Pela vida afora, nós desenvolvemos vários tipos de energia em nosso relacionamento com a natureza, com as pessoas e a vida planetária como um todo. São essas energias que formam nosso campo de atração. Tudo, no passado antigo ou recente, tem um retorno e um propósito.

O simples fato de compreendermos isso, já é um passo definitivo e decisivo, para a expansão de nossa consciência e para o enfoque novo de toda nossa maneira de ser, de agir e de reagir, frente aos fatos que ocorrem em nosso viver diário.

Tudo pode resolver-se em Luz, se a consciência estiver centralizada sempre no que é Superior.

Leia mais de Célia Laborne Tavares no blog Vida em Plenitude clicando aqui.

Aprendendo com o Amawta desde o Coração do Mundo...


Que la crisis civilizatoria de occidente no distraiga siquiera al entusiasmo de los que soñamos,
Que  toda siembra tiene como respuesta la cosecha, y
Que ha llegado el Pachakutik para hacer realidad nuestro sueños.

Tukuy shunkuwan,

SUMAK YACHAYPI, SUMAK KAWSAYPIPASH YACHAKUNA
NEKATAINIAM UNUIMIARAR, PENKER PUJUSTIN
APRENDIENDO EN LA SABIDURÌA Y EL BUEN VIVIR


Via Amawtay Wasi . Por el Amawta Luis Fernando Sarango Macas

domingo, 16 de outubro de 2011

(Des)Ocupem nossas prisões...



Throngs of participants with the Occupy Wall Street movement marched to Times Square in New York City on October 15 in a mass protest. Once there, however, their peaceful demonstration quickly turned violent as cops attacked protesters with batons, pepper spray and . . . horses? RT marched along with them in Manhattan and collected some of this footage, which chronicles the journey from Washington Square Park to Times Square on Saturday afternoon.

Via Occupy Wall Street Facebook


Veja mais fotos recentes em Occupy Web

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Meios para a democratização da comunicação: recuperação e atualização das tradições emancipatórias e de resistência popular


Construindo uma agenda democrática em comunicação

Na América Latina, estamos reinventando a democracia. Presenciamos uma etapa sem precedentes que recupera e atualiza as melhores tradições emancipatórias e de resistência popular.

O aprofundamento desse processo requer o protagonismo dos espaços de participação coletiva para garantir e fortalecer as políticas públicas de integração regional, o reconhecimento de direitos e a justiça econômica, social e cultural.

Ao mesmo tempo, é imprescindível enfrentar as tentativas de restauração da ordem neoliberal que hoje se expressam com centralidade articuladora nas práticas destituintes e golpistas dos monopólios da comunicação.

Por isso, acreditamos ser fundamental a democratização da comunicação, a articulação dos meios informativos populares e o fortalecimento dos meios públicos.

Assim, a consolidação de uma agenda para a comunicação democrática exige o impulso dos movimentos sociais, dos Estados nacionais e das instâncias regionais de integração.

Os meios de informação, comunicadores e comunicadoras da América Latina e do Caribe que compartilhamos esses princípios e necessidades assumimos que somos parte das forças sociais que defendem a transformação social, econômica, cultural e também de comunicação em Nossa América.

Comprometemo-nos a articular um esforço conjunto em nossa área de atuação ― a comunicação social ― que contribua para esse processo. Ademais, convidamos a somarem-se a esse núcleo inicial aquelas pessoas que, a partir da comunicação, se sintam desafiadas por esses princípios.

Agenda temática comum:

Foram identificados os seguintes critérios e abordagens comuns:

- Acompanhar campanhas de atores sociais através da informação;
- Convergir em coberturas jornalísticas referentes a certas datas simbólicas ou eventos;
- Realizar um trabalho informativo que contribua para a unidade dos movimentos sociais;
- Difundir o pensamento crítico e reforçar o caráter instrutivo da informação e da comunicação.

Para o próximo período, definimos os seguintes temas comuns para nossa agenda informativa:

- Desmilitarização
- Direitos da Mãe Terra
- Integração
- Democratização da comunicação
- Soberania
- Descolonização
- Direitos humanos
- Solidariedade Internacional

Leia mais em Alainet clicando aqui.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

En la actual crisis: gobernados por ciegos e irresponsables



En la actual crisis: gobernados por ciegos e irresponsables

por Leonardo Boff
20/08/2011

"Afinando los muchos análisis hechos acerca del conjunto de crisis que nos asolan, llegamos a algo que nos parece central y sobre lo que toca reflexionar seriamente. Las sociedades, la globalización, el proceso productivo, el sistema económico-financiero, los sueños predominantes y el objeto explícito del deseo de las grandes mayorías es consumir y consumir sin límites. Se ha creado una cultura del consumismo propalada por todos los medios. Hay que consumir el último modelo de celular, de zapatillas deportivas, de ordenador. El 66% del PIB norteamericano no viene de la producción sino del consumo generalizado.

Las autoridades inglesas se sorprendieron al constatar que, entre quienes promovían los disturbios en varias ciudades, no solamente estaban los habituales extranjeros en conflicto entre sí, sino muchos universitarios, ingleses desempleados, profesores y hasta reclutas. Era gente enfurecida porque no tenía acceso al tan propalado consumo. No cuestionaban el paradigma de consumo sino las formas de exclusión del mismo.

(...) He aquí una solución del despiadado capitalismo neo-liberal: si la orden que es desigual e injusta lo exige, se anula la democracia y se pasa por encima de los derechos humanos. Y esto sucede en el país donde nacieron las primeras declaraciones de los derechos de los ciudadanos.

Si miramos bien, estamos enredados en un círculo vicioso que puede destruirnos: necesitamos producir para permitir el tal consumo. Sin consumo las empresas van a la quiebra. Para producir, necesitan los recursos de la naturaleza. Estos son cada vez más escasos y ya hemos dilapidado un 30% más de lo que la tierra puede reponer. Si paramos de extraer, producir, vender y consumir no hay crecimiento económico. Sin crecimiento annual los países entran en recesión, generando altos índices de desempleo. Con el desempleo, irrumpen el caos social explosivo, depredaciones y todo tipo de conflictos. ¿Cómo salir de esta trampa que nos hemos preparado a nosotros mismos?

(...) ¿Cómo hacer? Existen varias sugerencias: el «modo sostenible de vida» de la Carta de la Tierra, el «vivir bien» de las culturas andinas, fundado en el equilibrio hombre/Tierra, la economía solidaria, la bio-socio-economía, el «capitalismo natural» (expresión desafortunada) que intenta integrar los ciclos biológicos en la vida económica y social, el ecosocialismo y otras.

(...) Urge tener valor, osadía para cambios radicales, si es que todavía nos tenemos un poco de amor a nosotros mismos."

Leia o texto completo na página de Leonardo Boff clicando aqui.