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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Universidade da Beira/Portugal disponibiliza livros da área de comunicação para download grátis


A Universidade da Beira, em Portugal, disponibilizou uma série de livros relacionados com a área de comunicação para download grátis mediante autorização de seus respectivos autores e editoras. A maior parte dos livros foi lançada entre os anos de 2010 e 2011.

Confira quais são os livros disponibilizados pela universidade portuguesa:

Tradição e Reflexões: Contributos para a teoria e estética do documentário
Autor: Manuela Penafria
A obra fala do processo de produção de um documentário e mostra exemplos de histórias colocadas neste formato, como por exemplo o movimento operário brasileiro dos anos 70 ou até mesmo durante a era franquista espanhola.

Pragmática: Comunicação Publicitária e Marketing
Autor: Annamaria Jatobá Palacios e Paulo Serra
A coletânea divulga textos de pesquisadores portugueses, espanhóis e brasileiros com produção acadêmica voltada para a investigação de mecanismos linguístico-discursivos desenvolvidos por diferentes práticas sócio-discursivas, a exemplo da publicidade, comunicação organizacional e marketing.

O admirável Mundo das Notícias: Teorias e Métodos
Autor: João Carlos Correia
O livro pretende ser um manual onde se encontre uma abordagem aprofundada da literatura disponível sobre Estudos Jornalísticos.

Radiojornalismo hipermidiático: tendências e perspectivas do jornalismo de rádio all news brasileiro em um contexto de convergência tecnológica
Autor: Debora Cristina Lopez
A autora analisa emissoras all news brasileiras e se insere no contexto da revolução que afeta o rádio contemporâneo.

Jornalismo e convergência: Ensino e práticas profissionais
Autor: Claudia Quadros, Kati Caetano e Álvaro Larangeira
Nesta obra pesquisadores do Brasil, Espanha, Portugal e México discutem novas propostas teórico-metodológicas para o ensino do jornalismo digital. Diversas experiências de ensino também são relatadas, evidenciando problemas, busca de soluçoes, improvisações e criatividade diante de estruturas ainda em desenvolvimento do sistema de ensino.

A Gazeta “da Restauração”
Autor: Jorge Pedro Sousa (Coord.); Maria do Carmo Castelo Branco; Mário Pinto; Sandra Tuna; Gabriel Silva; Eduardo Zilles Borba; Mônica Delicato; Carlos Duarte; Nair Silva; Patrícia Teixeira
O livro procura explicar como foi introduzido o jornalismo em Portugal, quais os fatores que contribuíram para o desenvolvimento dessa atividade de disseminação de informação e conhecimento no país, qual a importância que, nesse contexto, teve a Gazeta apelidada "da Restauração", do que falava essa Gazeta e como falava dos assuntos que abordava.

Retórica e Mediatização: As Indústrias da Persuasão
Autor: Ivone Ferreira & Gisela Gonçalves
A obra mostra de que modo as novas mídias contribuem para a persuasão sobre produtos, marcas ou ideias políticas e até que ponto a retórica mediatizada tem acompanhado a evolução tecnológica e se adaptado às novas ferramentas comunicacionais. Além disso o livro também fala sobre os atores e temáticas que sobressaem dessa análise e de que forma o jornalismo incorpora novas formas retóricas para se tornar mais eficiente.

Ensaios de Comunicação Estratégica
Autor: Eduardo J. M. Camilo
No livro, o autor homenageia alguns amigos e aproveita para dar uma amostra representativa de textos que falam de comunicação estratégica, discursos políticos, teorias de comunicação publicitária e a análise do discurso publicitário (comercial).

Vitrine e vidraça: Crítica de Mídia e Qualidade no Jornalismo
Autor: Rogério Christofoletti
Através da obra, o autor procura discutir a qualidade no jornalismo e tenta refletir sobre democracia e responsabilidade social. O livro está atrelado também ao debate sobre a ética, a formação dos novos jornalistas, a inovação e a busca da excelência técnica.

Cidadania Digital
Autor: Isabel Salema Morgado e António Rosas
Neste livro, os autores vão procurar encontrar respostas para a questão da cidadania digital, apresentando análises de realidades diversas cujo enquadramento comum são os usos que os cidadãos fazem das redes digitais.

Cidadania Digital
Autor: Isabel Salema Morgado e António Rosas
Neste livro, os autores vão procurar encontrar respostas para a questão da cidadania digital, apresentando análises de realidades diversas cujo enquadramento comum são os usos que os cidadãos fazem das redes digitais.

Homo Consumptor: Dimensões Teóricas da Comunicação Publicitária
Autor: Eduardo José Marcos Camilo
O objetivo do autor é responder a uma única questão central: o que é a publicidade enquanto fenômeno de comunicação de massa? Na resposta, o autor reúne uma série de paradigmas teóricos que pretende que sejam alternativos aos que habitualmente estão integrados no domínio das ciências empresariais, com especial destaque para o do marketing.

Conceitos de Comunicação Política
Autor: João Carlos Correia, Gil Baptista Ferreira e Paula do Espírito Santo
Vislumbra-se com este livro um aprofundamento dos estudos nesta área visível da imprensa universitária e especializada e na formação de Grupos de Trabalho nas Sociedades Científicas nacionais e internacionais.

Marketing e comunicación
Autor: José Sixto García
A obra fala das relações existentes entre a comunicação, o jornalismo e o marketing. Também apresenta uma nova categoria do marketing voltada para a comunicação, chamada de Marketing da Comunicação.

O Paradigma Mediológico: Debray depois de Mcluhan
Autor: José António Domingues
O problema geral do livro remete para o exame do poder constitutivo da mediação em seis momentos fundamentais: teológico, filosófico, gramatológico, representacional, técnico-científico e digital.

Direitos do Homem, Imprensa e Poder
Autor: Isabel Salema Morgado
Entendida por muitos como marco civilizacional, coube-me procurar compreender como é percepcionada a Declaração Universal dos Direitos do Homem, na sua dupla projeção: como representação social objetivada no discurso e como enquadramento de uma certa prática política enquanto proposta de exercício do poder para todos os Estados.

Redefinindo os gêneros jornalísticos: Proposta de novos critérios de classificação
Autor: Lia Seixas
Com as novas mídias, surgem novos formatos, se hibridizam, se embaralham os gêneros. A noção de gênero entra, mais uma vez, em cheque. Por isso mesmo passa a ser vista com mais atenção. Alguns gêneros podem acabar, outros podem aparecer. Alguns se transformam, outros se mantêm.

Informação e Persuasão na web: Relatório de um projecto
Autor: Paulo Serra e João Canavilhas
O projeto procura estudar os princípios a que terá de obedecer a construção das páginas Web das instituições de ensino superior públicas portuguesas. Delineou-se, para a execução de tal objetivo, uma investigação focada nos utilizadores, e que confrontasse estes com as diversas possibilidades de organização da informação, de modo a apurar as que se revelariam, de facto, quer como as mais persuasivas, quer como as mais satisfatórias das necessidades e interesses desses mesmos utilizadores.

Webnoticia: Proposta de Modelo Jornalístico Para a Internet
Autor: João Canavilhas
O livro é parte da tese de doutorado "Webnoticia: Proposta de Modelo Jornalístico Para a Internet" e pretende ser uma pequena contribuição para a identificação de uma linguagem convergente para o webjornalismo.

Manual da Teoria da Comunicação
Autor: Joaquim Paulo Serra
A obra mostra como a comunicação assumiu um lugar tão central na nossa sociedade.

Jornalismo Digital de Terceira Geração
Autor: Suzana Barbosa
O livro Jornalismo digital de terceira geração reúne os artigos apresentados durante as “Jornadas Jornalismo On-line.2005: Aspectos e Tendências”, durante os dias 25 e 26 de Novembro, na Universidade da Beira Interior, Covilhã (Portugal). O livro agrega mais duas importantes contribuições produzidas pelos autores brasileiros Elias Machado, Marcos Palacios e Paulo Munhoz.

Sociedade e Comunicação: Estudos Sobre Jornalismo e Identidades
Autor: João Carlos Correia
A obra cita, no plano da indústria mediática, a tentativa de pensar formas alternativas de comunicação que privilegiem uma relação dinâmica com os públicos, aberta à crítica e à partilha de saberes, ao confronto de opiniões e de argumentos, à pluralidade de discursos, por oposição ao paradigma constituído pela comunicação de massa.

Comunicação e Política
Autor: João Carlos Correia
Este livro tem as qualidades e fraquezas do pioneirismo. Reflete um certo ponto da investigação portuguesa nos domínios da Comunicação e Política.

Comunicação e Poder
Autor: João Carlos Correia
A obra fala da comunicação e do poder como dois conceitos englobantes, alegadamente monumentais, dotados de uma vastidão conceitual suficientemente abrangente.

A Persuasão
Autor: Américo de Sousa
O estudo da persuasão pressupõe uma viagem pelos territórios teóricos que a sustentam: a retórica, a argumentação e a sedução.

A Informação como Utopia
Autor: Joaquim Paulo Serra
O libro mostra como a “sociedade da informação” tem as suas raízes no ideal iluminista de uma sociedade constituída por cidadãos que, partilhando o saber, podem decidir democraticamente, partilhando o poder.

Manual de Jornalismo
Autor: Anabela Gradim
É um manual extremamente conservador, tanto na forma de encarar a imprensa e o seu papel, como na ideologia e propostas implícitas e explícitas ao longo do texto

A Letra: Comunicação e Expressão
Autor: Jorge Bacelar
O autor fala de como o homem descobre maneiras de estabelecer registros que duram por muito tempo e como foi a evolução formal dos símbolos tipográficos ao longo das últimas décadas.

Jornalismo e Espaço Público
Autor: João Carlos Correia
O objetivo deste trabalho é, com recurso a uma perspectiva interdisciplinar, indagar sobre a natureza da relação entre a indústria jornalística e os seus públicos no contexto de uma sociedade de massa.

Semiótica: A Lógica da Comunicação
Autor: António Fidalgo
O livro discute a semiótica através de dois fatores que, de acordo com o autor, demarcam os estudos semióticos contemporâneos em comparação com os antigos e, simultaneamente, instituem a semiótica como ciência.

Reproduzido Universia. Faça o dowload/descarregue clicando aqui.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Lançamento de livro: Crime de imprensa, um retrato da mídia brasileira murdoquizada


Crime de imprensa, um retrato da mídia brasileira murdoquizada
Autores de Honoráveis Bandidos lançam novo livro em Florianópolis

Por Raquel Moysés
Jornalista

“No aniversário do maldito ai-5 venha celebrar a bendita liberdade de expressão. A celebração vai ser na Barca dos Livros, às 20 horas, em frente aos trapiches  da Lagoa da Conceição, Florianópolis. O dia é  13 de dezembro do ano da graça de 2011, 189º da independência e  33º do fim do a-i 5.”

O convite é não usual. O livro também. E promete contar, nas suas 140 páginas,  de tudo, menos repetir a farsa   que se reproduziu, de norte a sul do Brasil, nas manchetes, títulos e conteúdos da imprensa nacional, sobre o cenário das eleições presidenciais de 2010. E é porque revelam pequenos e grandes golpes dos meios de comunicação em Crime de Imprensa – Um retrato da mídia brasileira murdoquizada, que os autores Mylton Severiano e Palmério Dória avisam:  Os que comparecerem à noite de autógrafos vão conhecer um livro sobre  o qual não ninguém vai ler uma só linha,  ouvir um só segundo de comentários nas rádios e tevês dos ‘Grandes Irmãos’.

É um livro – eles anunciam – para se  entender como o jornalismo das grandes corporações usa seu poder para tentar impor ao povo a verdade “deles”.  E se ao ler a expressão “murdoquizada alguém pensou no magnata  Rupert Murdoch, “que grampeia as pessoas e falseia os fatos em vários continentes, inclusive o nosso, você acertou,” esclarecem enfim. 

Mylton Severiano e Palmério Dória, jornalistas que passaram pela redação  de publicações que fizeram história no jornalismo brasileiro,  já são  autores de uma  façanha editorial.  Outro livro que publicaram em coautoria,  Honoráveis Bandidos  - Um retrato do Brasil na era Sarney (Geração Editorial, 2009),  mesmo sem emplacar qualquer  resenha nos grandes jornais, despontava,   no ano de sua publicação, na lista dos mais vendidos, naqueles mesmos meios de comunicação  que se negavam a falar da obra. No lançamento, na capital do Maranhão, em novembro daquele ano, sobrou pancadaria, como denunciaram os autores em carta à Federação Nacional dos Jornalistas e à Associação Brasileira de Imprensa.

Na noite de autógrafos, em São Luís, os jornalistas tiveram que pedir proteção, e a expectativa de violência se confirmou quando um grupo se manifestou aos socos e berros, jogando bolinhas de papel molhado, ovos e até pedras  em direção à mesa em que  estavam os autores. Não adiantou: mais de mil pessoas compareceram ao lançamento no sindicato dos bancários e quinhentas saíram com o livro nas mãos.   Em 2009, Honoráveis Bandidosfigurou no “ranking” da Veja e Folha de São Paulo como o terceiro livro de não-ficção mais vendido no Brasil.  Severiano lembra que foram  mais de 100 mil exemplares vendidos, em apenas três meses.

Agora, com a nova obra escrita pela dupla, não vai sobrar pedra sobre pedra. Ou, como diz Severiano,  em linguagem jornalística, “não vai ficar lauda sobre lauda”.  Crime de Imprensa – Um retrato da mídia brasileira murdoquizada (Plena Editorial) é um livro reportagem, em que os autores dão “nome aos bois”. Todos os personagens reais são citados nominalmente e aparecem, em ordem alfabética, no final do livro.  “As peças do quebra-cabeça estavam espalhadas. Nós pegamos os  cacos e os juntamos,  para criar um mosaico que serve para fazer entender o papel da mídia corporativa, que nós chamamos de   ‘Grandes Irmãos’.

A história da bolinha de papel que atingiu a cabeça do então candidato à presidência José Serra inaugura a narrativa do livro, o primeiro a esmiuçar aspectos midiáticos das eleições presidenciais de 2010. No texto, os autores contam porque  o anônimo cidadão que atirou a bolinha, “exerceria, sobre os leitores brasileiros, que 11 dias depois escolheriam Dilma Rousseff a primeira presidente da República, mais influência do que toda a mídia reunida, do que as congregações religiosas conservadoras, do que as entidades de direita, do que o próprio papa”.

Por causa do teor das denúncias, foi difícil conseguir quem publicasse o livro, como já ocorrera com Honoráveis bandidos.   Crime de imprensa já fora rejeitado por três editoras, e os autores até pensavam em uma edição digital, quando a Plena Editorial (SP) acabou assumindo a publicação da obra, que surpreende já na apresentação. O prefácio, os autores extraíram da obra Recordações do Escrivão Isaías Caminha, de Lima Barreto. Trata-se de uma conversa, entre dois amigos do personagem principal da obra, sobre a imprensa do século 20. O diálogo de preocupante realidade, como assinala o título do prefácio, começa assim: “- A Imprensa! Que quadrilha! Fiquem vocês sabendo que, se o Barba Roxa ressuscitasse, agora com os nossos velozes cruzadores, e formidáveis couraçados, só poderia dar plena expansão a sua atividade, se se fizesse jornalista. Nada há tão parecido como o pirata antigo e o jornalista moderno...”

Severiano faz notar que os conglomerados  de comunicação, os ‘Grandes Irmãos’,  usam  seus veículos de imprensa para servir aos seus interesses de classe  e aos seus negócios. Na capa do livro, os autores citam  Mino Carta,  diretor de Carta Capital, que afirma: “- Na maioria dos casos a mídia é ponta-de-lança para grandes negócios”.

Para o autor, ainda vivemos a herança maldita da ditadura militar. “FHC é só uma das consequências.   Foi a ditadura que tirou a filosofia e a música do currículo escolar. Os ditadores vieram para ‘burrificar’ o país. E,  para agravar isso, os estudantes são bombardeados dia e noite pela mídia.” Para exemplificar o que diz, ele conta: “Outro dia, viajando para Pitanga, no Paraná, parei de manhãzinha em um bar para tomar café. O que se via na tevê era um programa policial de baixíssimo nível, um terror de sangue e violência.  Depois, lá pelas dez da manhã, vêm os programas infantis. Crianças, ainda com chupeta na boca, ficam vendo aquele horror. Nem precisa olhar, basta ouvir o áudio para entender o que elas estão assistindo..É só pancada, berro, personagem que grita, com aquela voz horrenda: - Você não me vencerá...!  O horário da tarde,  então, é só besteira.  E toda a programação, o tempo todo, servindo para a venda de produtos, o merchandising mais descarado...E quando o governo fala de discutir um marco regulatório para a comunicação,  os ‘Grandes Irmãos’  e os ‘Irmãos Menores’ começam a gritar: Censura!”

No jornalismo dos ‘Grandes Irmãos’, lembra Severiano, “não há o outro lado, o que já é uma farsa, pois um acontecimento pode ter 200 mil lados...” E prossegue: “O que eles querem, é a mamata. No governo Lula,  até houve alguma democratização na propaganda estatal, que foi um pouco melhor dividida, mas isso é uma gota no oceano.”   Os ‘Grandes  Irmãos’ tentam barrar os avanços sociais, se possível dar marcha à ré na roda da história, como tentaram em 1954 e conseguiram em 1964, avisam os autores na contracapa do livro. E Severiano acrescenta: - No império dos ‘Grandes Irmãos’ reina a barbárie , e eles querem dar o golpe midiático a qualquer hora.

No final do livro, os autores fazem uma observação: - Aos leitores poderá parecer que os autores votaram em Dilma Rousseff. Assim é se lhes parece. Foi um voto bastante por exclusão: não havia ninguém melhor do que Dilma na lista dos candidatos em 2010 para governar. Não somos dilmistas, muito menos petistas. O mais adequado sufixo ‘ista’  que se pode aplicar aos autores se encontra na palavra ‘jornalista’”