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sábado, 25 de outubro de 2014

Telejornalismo Infantil: A televisão brasileira conta com poucas produções jornalísticas voltadas ao público infantojuvenil


Telejornalismo Infantil

A televisão brasileira conta com poucas produções jornalísticas voltadas ao público infantojuvenil

Muita gente ainda se lembra do antigo Globinho, criado e apresentado na Rede Globo por Paula Saldanha – a mais importante experiência já feita em televisão aberta no país. O Ver TV debate esse vazio histórico e experiências internacionais bem sucedidas.

Participam do programa o pedagogo e publicitário Leopoldo Nogueira e Silva, doutorando em educação e infância pela Universidade Federal de Santa Catarina. Para ele, “é muito importante que um telejornal para crianças falasse coisas que interessassem às crianças, do universo infantil, das suas brincadeiras e dos seus interesses como um todo”, defende.

Já a psicóloga especialista em psicanálise infantil Ana Olmos critica a postura das redes de televisão, que normalmente não experimentam novos formatos, terminando por fazer sempre mais do mesmo.

O Ver TV recebe Maurício Valim, diretor do Cartãozinho Verde, programa esportivo da TV Culturapara o público infantil. Ele aponta que o modelo de financiamento das televisões, marcado pela venda de espaços publicitários, pode ser o causador da falta de experimentação e programas para o público infantil.

O programa ouve Paula Saldanha, criadora do programa Globinho, da TV Globo, e Maria Inês Delorme, professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), autora do livro Domingo é dia de felicidade: as crianças e as notícias.

Reproduzido de Ver TV
24 out 2014

Conheça também a dissertação "Telejornais e crianças no Brasil: a ponta do iceberg" (UFSC, 2011), de Leopoldo Nogueira e Silva, clicando aqui.

Assista outros episódios do Ver TV (2010) sobre o tema, clicando aqui.

sábado, 21 de maio de 2011

Televisão: janela para o mundo infantil


Janela para o mundo infantil

"O tema foi objeto de trabalho desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Educação e Mídia (Grupem) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) com crianças entre seis e sete anos de idade. Uma das constatações do grupo foi que para esse público as notícias da TV constituem um conceito ambíguo e difuso, que poderia incluir fatos e situações ocorridas a qualquer tempo. O trabalho também aponta uma dificuldade das crianças de situar esses acontecimentos nos seus devidos espaços e também uma tendência a confundir jornalismo, ficção e imaginação.

Embora desperte interesse, o sensacionalismo impresso nos telejornais também causa repulsa, resistência e, às vezes, até medo nas crianças. Muitas delas declararam ver telejornal porque à noite os adultos assumem o comando do controle remoto. Ou seja, se sentem obrigadas a assistir aos noticiosos.

Elas percebem a importância de se manterem informadas, mas se tivessem opção, prefeririam outros programas. “Há também uma percepção de que os telejornais só veiculam notícias ruins e tristes. Elas [as crianças] são apresentadas a realidades que prefeririam evitar. Outro problema é que há um hiato entre o que é veiculado e os desejos e interesses infantis. Parece que elas não conseguem estabelecer qualquer tipo de interlocução com o modelo de programa jornalístico brasileiro”, explica a diretora do Núcleo de Publicações e Impressos (NPI) da MULTIRIO, Maria Inês Delorme, cujo tema da tese de doutorado, em andamento na PUC-Rio*, é o conceito de notícia sob a ótica infantil.

Na opinião do jornalista Marcus Tavares, editor do site do RIO MÍDIA, o público infantil tem acesso a uma infinidade de informações, contextos e realidades que nem sempre são de fácil compreensão, quando diante das reportagens. No entanto, o que é apresentado faz parte do mundo em que as crianças vivem. Por isso, negar este acesso seria negar o conhecimento da própria realidade. Porém, ele afirma que é papel tanto dos pais quanto da escola trabalhar a notícia com a criança, sem minimizar ou superdimensionar os acontecimentos. Também é necessário dosar a exposição das crianças diante da TV e mostrar a elas que há outras coisas interessantes e animadoras na programação.


Para Tavares, os meios de comunicação causam forte impacto nas crianças, o que muitas vezes não chega a ser percebido ou questionado pelos adultos. “Antes de tudo, a TV dá unidade às relações que as crianças estabelecem entre si. Por meio dela, elas se entendem como um grupo coeso que compartilha padrões, escolhas, sentimentos e valores políticos, estéticos e éticos. De diferentes contextos socioculturais e econômicos, elas se parecem e se identificam umas com as outras. Falam a mesma língua, vestem-se igual, consomem os mesmos produtos, usam os mesmos acessórios. Tornam-se um grupo que entende o mundo da mesma forma, tem os mesmos sonhos e brinca com, pela e a partir da televisão”, explica."


Fábio Aranha


Leia o texto completo na página de Educamidia clicando aqui.
* O texto acima foi postado sem data. A tese disponível no Portal Domínio Público clicando aqui.