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sexta-feira, 9 de maio de 2014

Jornalismo e "Opinalismo" nas mídias: quem fala como não se deve, ouve o que não quer!



Boechat é condenado por ofensas contra Requião

(...) "Boechat foi condenado por comentário feito no dia 11 de maio de 2011 na Rádio Band News, onde ancora o noticiário matinal. Após reportagem sobre o incidente em que o senador pemedebista tomou o gravador das mãos de um repórter, Boechat acusou o senador de corrupção e nepotismo.

O jornalista fez acusações sobre a atuação do irmão do senador como gestor do Porto de Paranaguá e afirmou que a aposentadoria que Requião recebe como ex-governador do Paraná era "um roubo".

No mesmo comentário, Boechat disse que Requião o perseguia por atribuir a ele a divulgação de uma notícia que acusava o político paranaense de haver violentado uma menor, e tratou de esclarecer que jamais havia feito tal afirmação.

Após a sentença, Requião comentou a vitória judicial em comentário gravado enviado a emissoras de rádio e órgão de imprensa: "Eu sou absolutamente a favor da liberdade de imprensa, mas a irresponsabilidade de alguns jornalistas tem que ser questionada e as pessoas devem ir à juízo. A juíza acertadamente converteu a pena em trabalho social. Preso numa cadeia brasileira, Ricardo Boechat com certeza ficaria junto com pessoas piores que ele, e poderia sair pior que entrou".

Requião também defendeu a inclusão do direito de resposta na legislação brasileira. Nesta quinta-feira (8/5/14), pouco após saber da decisão, disse em discurso no plenário do Senado que trocaria a condenação pelo direito de resposta."

Texto completo, por Osny Tavares (Curitiba) no UOL Notícias, clicando aqui.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Folha de São Paulo ignora ombudsman e omite fatos sobre privataria tucana


Folha ignora ombudsman e omite fatos sobre privataria tucana

Este é o caso mais emblemático que já surgiu sobre a transformação dos maiores meios de comunicação do país em um partido político dissimulado do qual o jornalismo passa longe. Leia com atenção, porque este post contém a prova final de que não se deve dar o menor crédito ao “jornalismo” que veículos como o jornal Folha de São Paulo dizem fazer.

Ao fim da tarde da última quinta-feira (15/12), recebi e-mail de uma fonte que, por sua vez, recebeu de alguém que trabalha na redação da Folha cópia da “crítica interna” diária que os ombudsmans do jornal fazem circular há anos entre seus jornalistas. É uma bomba.

Antes de prosseguir, vale explicar que a “crítica interna diária” dos ombudsmans da Folha era publicada abertamente na internet até abril de 2008. A razão de o jornal ter decidido torná-las “secretas”, ou seja, só para consumo de sua redação, foi uma dessas críticas que o ex-ombudsman Mario Magalhães fizera.

Magalhães, como no texto da atual ombudsman, Suzana Singer, que vazou na quinta-feira, acusou o jornal de partidarismo contra o PT. Aliás, a maioria dos ombudsmans fez essa crítica, ainda que com menos intensidade.

Contrariado com a crítica de Magalhães, o jornal optou por não mais publicar a crítica diária na internet afirmando que seus inimigos políticos – um jornal que atua como partido político, é claro que tem inimigos políticos – estariam usando as críticas do ombudsman para atacar. Contrariado, o jornalista pediu demissão do cargo.

Lamentavelmente, soube que a Folha descobriu quem foi, em sua redação, que, no melhor estilo Wikileaks, vazou ontem a crítica interna arrasadora da atual ombudsman. Não é preciso pensar muito para concluir o que acontecerá com esse profissional.

Todavia, é preciso que as pessoas entendam o poder de propagação da internet. Caiu na rede, se espalha como fogo em mato seco. Quem não quer grande divulgação de alguma coisa, que não ponha na rede. O que não dá é para um blogueiro publicar alguma coisa que alguém lhe passa e depois retirar.

Seja como for, vamos rever o que foi que Suzana Singer escreveu e que, ao vazar, deixou a direção do jornal tão furiosa. Abaixo, a crítica interna da ombudsman divulgada na redação da Folha na última quinta-feira, 15 de dezembro.

Foto: UOL . 15 dez 2011

  
15 de dezembro de 2011
Crítica interna
ANTES TARDE DO QUE NUNCA
por Suzana Singer

Ainda bem que a Folha deu a notícia sobre o livro “A Privataria Tucana” (A11). A matéria está correta, com o destaque devido, mas o jornal deveria continuar no assunto, porque há mais pautas no livro.

Exemplo: por que Verônica Serra e o marido têm offshores? Não deveríamos investigar e questioná-los? É já publicamos que Alexandre Bourgeois, marido de Verônica, foi condenado por dever ao INSS? É verdade que as declarações que ela deu na época das eleições, sobre a sociedade com a irmã de Daniel Dantas, eram mentirosas? Fomos muito rigorosos com o caso Lulinha, por exemplo.

Outra frente é a o tal QG de dossiês anti-Serra na época da eleição presidencial, que a Folha deu com bastante destaque. O livro conta coisas de arrepiar a respeito de Rui Falcão. Ao mesmo tempo, sua versão de roubo dos seus arquivos parece inverossímel. Seria bom investigar, já que ele faz acusações graves contra a imprensa, especialmente “Veja” e “Folha”.

Teria sido bom editar um “acervo Folha conta a história da privatização” para lembrar ao leitor que o jornal foi muito duro com o governo FHC. É um erro subestimar a capacidade da internet – e da Record – de disseminar a tese do “PIG”. E também seria bom esclarecer, com mais detalhes, o que é novidade no livro sobre esse período.

O Painel do Leitor só deu hoje uma carta cobrando a cobertura do livro. Eu recebi 141 mensagens. Quem escreveu hoje criticou a matéria publicada por:

1) ter um viés de defesa dos tucanos;
2) não ter apresentado Amaury Ribeiro Jr. devidamente e não tê-lo ouvido;
3) exigir provas que são impossíveis (ligação das transações financeiras entre Dantas e Ricardo Sérgio e as privatizações);
4) não ter esse grau de exigência em outras denúncias, entre as mais recentes, as que derrubaram o ministro do Esporte (cadê o vídeo que mostra dinheiro sendo entregue na garagem?);
5) não ter citado que o livro está sendo bem vendido

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Mesmo que você seja um leitor de direita, adesista à mídia, reconheça que a ombudsman referendou, uma por uma, as teses da blogosfera progressista. Não só quanto ao viés tucano do jornal como, também, quanto ao poder de difusão da blogosfera.

Chega a ser ridículo a ombudsman ter que avisar ao jornal sobre esse poder. O fato, porém, é que veículos como Globo, Folha, Veja e Estadão, entre outros, parecem acreditar que o que não publicam, não aconteceu. Um dia pode ter sido assim, mas hoje em dia, com a internet, já era. A internet ajudou a derrubar ditaduras sangrentas no Oriente Médio. Não tem, portanto, qualquer dificuldade em fazer circular maracutaias de jornais.

Diante de crítica tão arrasadora de sua ombudsman, porém, o que é que fez a Folha? Aprofundou o partidarismo e a omissão e, em sua edição desta sexta-feira só publicou uma coisa sobre a privataria tucana, a nota que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso divulgou ontem se queixando do livro que desnuda o saque que seu governo praticou.

Vale registrar que os tucanos e a mídia, de mãos dadas e em uníssono, desqualificam o livro de Amaury Ribeiro, autor de “Privataria”, porque ele foi indiciado pela Polícia Federal , apesar de ter sido um indiciamento político feito para atender aos interesses eleitorais do PSDB ano passado, pois está sendo investigado por tucanos e mídia terem dito que trechos de seu livro seriam um “dossiê” contra José Serra, o que a publicação do livro, quinta-feira passada, desmente.

Mas se o fato de Amaury estar indiciado o desqualifica como cidadão e jornalista, então os indiciamentos e condenações de familiares de Serra e os processos a que o tucano responde não o desqualificam, também? Ou essa lógica só funciona para os adversários do PSDB e das empresas de comunicação que a ombudsman chama de “PIG”?

Reproduzido de Blog da Cidadania, por Eduardo Guimarães
16 dez 2011

sábado, 16 de julho de 2011

"A América e a Europa estão afundando no mesmo barco"...

E os meios de comunicação afundam junto...

Brasil pode ser a solução alternativa para a crise econômica e política na UE e nos EUA

A ameaça de calote em certos países da União Europeia (UE) e o impasse político sobre a dívida pública dos Estados Unidos levaram alguns comentaristas a estabelecer paralelos entre as duas crises.

Gideon Rachman, editor-chefe do serviço internacional do jornal britânico "Financial Times" expôs os dados do problema. Segundo ele, os EUA e a UE se desenvolveram seguindo padrões históricos distintos.

De um lado, haveria o modelo europeu baseado no intervencionismo governamental e no Estado de bem-estar social (Welfare State), ou seja, nas garantias da saúde e do ensino público e de uma legislação protetora dos assalariados. De outro lado, o modelo americano, fundado na iniciativa privada, na livre empresa e na flexibilidade do mercado de trabalho.

Contudo, defende Rachman, os dois modelos enfrentam atualmente os mesmos entraves : "O problema básico é o mesmo. Os Estados Unidos e a União Europeia têm suas finanças públicas fora de controle e possuem sistemas políticos que não conseguem resolver o problema. A América e a Europa estão afundando no mesmo barco".

Prolongando a discussão, o editorial do jornal parisiense "Le Monde" situou a reflexão numa perspectiva histórica : "Os filósofos terão que estudar um dia esta características das democracias ocidentais deste começo do século 21: elas estão todas gravemente endividadas. Além do mais, essencialmente, este endividamento público precede a crise financeira de 2008-2009".

Um dos colunistas da revista "Economist" (que assina sempre com suas iniciais, M.S.), retomou o assunto no contexto global. Frente à crise econômica das democracias ocidentais, observa M.S., o crescimento da China enfraquece o argumento de que a democracia é uma condição necessária para o progresso econômico.

No final das contas, os desdobramentos da crise econômica e governamental na UE e nos EUA trazem de novo à ordem do dia as interrogações sobre a eficácia dos regimes políticos ocidentais e sobre os valores intrínsecos da democracia.

Para além do caso da China, tais dúvidas dão de novo destaque às vias políticas e econômicas seguidas pelos diferentes países emergentes. Neste contexto, a consolidação do grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), segundo a formulação elaborada pela economista Jim O’Neill, (o qual desconsidera a inclusão da Africa do Sul no grupo, visto que o país possui apenas 50 milhões de habitantes), oferece à democracia brasileira todo a sua singularidade.

De fato, o Brasil é o único país dos Brics que se apresenta como uma plena democracia (ao contrário da Rússia e da China) e que não tem graves clivagens étnicas ou ameaça de conflito atômico com seus vizinhos (caso da Índia).

Luiz Felipe de Alencastro
UOL Notícias
16 jul 2011

Reproduzido de UOL Notícias

terça-feira, 17 de maio de 2011

Mapa de cobertura de celular no Brasil


Para resolver os problemas de qualidade, as operadoras de celular teriam de investir R$ 50 bilhões para dobrar o número de antenas, que hoje somam 50,3 mil.

No Reino Unido, cuja área equivale a 3% da brasileira, há 57 mil antenas, uma a cada 4 km2. Nos EUA, há uma a cada 37 km2. Já no Brasil, essa média é de uma torre a cada 169 km2.

Leia a reportagem completa de Julio Wiziack e Tatiana Resende na Folha de São Paulo clicando aqui.

domingo, 10 de abril de 2011

Análise: marcas e desafios do governo Dilma em mídia


"Especialistas analisam marcas e desafios do governo Dilma em dez áreas

Em uma conferência organizada pelo King's College, da Universidade de Londres, especialistas em dez áreas diferentes avaliaram o início de governo da Dilma e fizeram uma projeção do que se pode esperar pela frente. Confira a seguir um resumo das suas análises.

Mídia

Carolina Matos*

Há a necessidade de mudar o papel da TV pública no país, para ser um meio de qualidade, sem interferência política. As concessões não são transparentes e são poucos os “players” dominantes. Cinco canais detêm 82% do mercado e mostram o mundo sob as perspectivas do Rio de Janeiro e de São Paulo. É preciso ter uma programação de qualidade para atrair audiência e, assim, os anunciantes. O grande desafio do governo Dilma será regular o que é público e comercial, além de definir como será a distribuição dos novos canais de TV digital.

A mídia é importante para o desenvolvimento do país. Mas é preciso desenvolver novas maneiras de identidade, que fuja do ponto de vista único do Sudeste e ofereça novas alternativas de qualidade. Por uma questão cultural, muita gente só assiste TV Globo e não troca de canal. A TV Brasil, criada em 2007 por Lula, merece receber atenção."

Fernanda Calgaro
Especial para o UOL Notícias
Em Londres
10 abr 2011

Leia o texto completo sobre as análises desses especialistas em diversas áreas, no UOL Notícias, clicando aqui.

* Carolina Matos é fellow (equivalente a membro honorário) em comunicação política na London School of Economics (LSE). Atualmente, trabalha num livro sobre mídia e política na América Latina, que deve ser lançado no início de 2012.