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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Diário Bokarrinense de Florianópoli$ e exploração do Turi$mo $exual


Diário Bokarrinense de Florianópoli$ e exploração do Turi$mo $exual

O PIOR Club de Comunicação de Florianópoli$
El PEOR Club de Comunicación de Florianópoli$
The WORST Communication Club de Florianópoli$

E ainda pedem “explicações” para a Educação...

Leia sobre o assunto:

Original da capa do encarte on line, clicando aqui.


Pegou muito mal a veiculação de anúncio de uma casa de shows eróticos de Florianópolis em um encarte especial dentro do maior jornal de Santa Catarina. Na edição desta terça-feira (18), início do Congresso Técnico da FIFA, o jornal Diário Catarinense veiculou um encarte turístico direcionado aos estrangeiros que participam do evento, com patrocínio do Bokarra Club.

Com o título de Welcome To Floripa, a publicação é um guia com endereços de restaurantes, casas de show, bares e lanchonetes, em três linguas. Foi encartado na edição de ontem e distribuido no hotel/resort onde está sendo realizado o Congresso Técnico da Fifa, no norte da Ilha de Santa Catarina. Trouxe na capa e contracapa a publicidade do famoso clube de striptease. 

Muitas foram as reações indignadas nas redes sociais. Todos foram unânimes em declarar total repúdio à esta publicação que conotava uma abordagem ao turismo sexual em Florianópolis. 

Leia algumas das repercussões

"Suplemento de turismo do @DCatarinense direcionado aos visitantes do Congresso da FIFA tem o patrocínio do Bokarra. Vendem turismo sexual!" - (Paulo Arenhart)

"Florianópolis do Turismo Sexual! Diário Catarinense destaca publicidade do Bocarra. Página colorida no caderno especial sobre evento da copa"  - (Fabio Machado)

"Está ganhando contorno de escândalo o material distribuído nesta terça (17) no Congresso da Fifa, que apresenta Florianópolis como paraíso do turismo sexual, com a propaganda de uma conhecida casa de tolerância. Autoridades estaduais e municipais estão totalmente constrangidas e revoltadas com a publicidade abusiva e escrota. Já deu confusão inclusive com a direção do resort. 


Em tempo: só o governo do Estado gastou mais de R$ 3 milhões em apoio ao evento." - (Carlos Damião)



Um suplemento especial do Diário Catarinense, principal jornal de Santa Catarina, está revoltando moradores do estado nesta terça-feira (18). O caderno intitulado Welcome to Floripa traz na capa e contracapa a publicidade de um famoso clube de striptease local. A imagem das meninas de biquíni fio dental acompanha o guia cultural sobre como os turistas podem aproveitar Florianópolis.

O caderno especial com a publicidade do Bokarra Club é dirigido aos estrangeiros que estão na capital catarinense por ocasião do Congresso Técnico da Fifa. Representantes das comissões técnicas das 32 seleções que participam da Copa de 2014 estão reunidos no Costão do Santinho, no norte da ilha, ao longo da semana.

"Bem-vindos a Floripa, a capital da prostituição", criticou o advogado Manoel Menezes, um dos internautas que esbravejaram contra o Diário Catarinense. "Para o país que luta contra o turismo sexual e contra a 'imagem' do país da putaria e da baixaria, isso é um tanto quanto contraditório", postou. A mensagem dele foi compartilhada por centenas de catarinenses.


Usuários de redes sociais se incomodaram com a ideia da propaganda reforçar o turismo sexual”

Após gerar revolta dos leitores com o anúncio publicitário de uma casa de striptease na capa e contracapa do suplemento de turismo, o jornal Diário Catarinense publicou um pedido de desculpas em sua página no Facebook. No texto, o veículo afirma que pretende reforçar a "política comercial”.

Pensando em garantir não somente a legalidade, mas também a qualidade e a integridade dos conteúdos dos anúncios que publicamos, já adotamos uma política comercial bastante restritiva. Diante desse episódio, percebemos a necessidade de revisar essas diretrizes e torná-las ainda mais rigorosas. É nosso compromisso com vocês colocá-las em prática a partir de agora.

A edição impressa do Diário Catarinense, um dos jornais mais populares de Santa Catarina, desta terça-feira (18) gerou revolta nas redes sociais ao publicar um anúncio da casa de striptease Bokarra. A publicidade foi veiculada em três idiomas: português, espanhol e inglês e coincide com a presença de representantes das seleções que participarão da Copa do Mundo no Congresso Técnico da Fifa.

Usuários de redes sociais se incomodaram com a ideia da propaganda reforçar o turismo sexual no Brasil, em ano de Copa do Mundo.

O desconforto também resulta do fato de o anúncio fortalecer a imagem, por vezes combatida, da mulher brasileira associada à prostituição. O título da peça publicitária é "Welcome to Florianopolis", ilustrado por imagens de mulheres seminuas.


Facebook: 19 de fevereiro de 2014

Pedimos desculpas aos nossos leitores e a todos aqueles que se sentiram constrangidos ou incomodados com os anúncios da capa e contracapa publicados no suplemento "Welcome to Floripa", no DC de hoje. Pensando em garantir não somente a legalidade, mas também a qualidade e a integridade dos conteúdos dos anúncios que publicamos, já adotamos uma política comercial bastante restritiva. Diante desse episódio, percebemos a necessidade de revisar essas diretrizes e torná-las ainda mais rigorosas. É nosso compromisso com vocês colocá-las em prática a partir de agora.

Campanha educacional do Grupo RBS


Liderado pelo grupo RBS e auxiliado pela Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho (FMSS) o projeto tem em mente, melhorar a educação básica brasileira, principalmente a do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.


“RBS TV lança vídeo com a Mula Sem Cabeça na campanha pela educação”

Jornal do Almoço SC

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14 mai 2013

Comentário na Rádio Onda Jovem (Sul do Estado de SC), hoje de manhã (14), sobre o Prêmio RBS de Educação:

“A educação é um direito de todos e um dever do Estado. Por isso, cabe ao poder público estabelecer uma política educacional que prepare as pessoas, dentro de uma perspectiva libertária, para atuarem conscientemente no desenvolvimento da sociedade. Isso tem que acontecer do ensino primário ao universitário. Para tanto, é preciso boas escolas, excelentes laboratórios, grandes bibliotecas e salários justos para os professores e os funcionários ligados à educação. Na Coreia do Sul professor e engenheiro recebem a mesma remuneração.

Campanhas em favor da educação deve fazer o Estado e não empresas privadas. O Banco Mundial, com sede nos Estados Unidos, a partir dos anos 1980, deixou de se preocupar só com dinheiro e passou a se meter na educação. Sabem por que? Este banco estava interessado em se apropriar de toda a pesquisa feita nas universidades latino-americanas para repassá-las às empresas multinacionais. Isto é um crime, já que as universidades públicas são custeadas pelo dinheiro do contribuinte e devem fazer ciência e produzir conhecimento para melhorar a vida da população e não de proprietários de grandes empresas.

Portanto, muito cuidado com o “Prêmio RBS de Educação – para compreender o mundo” lançado ontem em todo o Estado de Santa Catarina. A RBS faz campanha em favor da educação, como também do agasalho, com o único objetivo de ser bem vista pela população e logo em seguida fazer com que esta mesma população acredite nas notícias que ela divulga.

Por que a RBS não faz campanha em favor de um salário melhor para todos os professores de Santa Catarina? Por que a RBS não faz campanha por um salário mínimo mais condizente para realizar o bem estar do povo brasileiro? Por que a RBS não paga um salário melhor para seus jornalistas?

A senhora Sirlei é uma mulher simples que mora em um bairro pobre de Florianópolis, a Serrinha. Tem dois filhos que estudam em uma escola pública. Às vezes, ela leva o filho para o trabalho quando não há aula. Ela escutou na TV o “Prêmio RBS de Educação” e toda a explicação dada e virando-se para mim disse: “Isso é propaganda enganosa”.

Não basta, apenas, fazer campanha em favor da leitura. É preciso saber o que lê; é importante discutir o que se lê; é necessário criticar o que se lê. Este é o verdadeiro trabalho de qualquer pessoa que luta para que a sociedade seja mais consciente de seus problemas, se organize e promova a solução de seus conflitos. E cabe ao professor e a professora em sala de aula estimular isso.

Claro que o “Prêmio RBS de Educação” não vai realizar este trabalho. Espero que todos os professores do Estado de Santa Catarina não se deixem enganar pelo canto da sereia e denunciem em sala de aula, a seus alunos, a farsa do “Premio RBS de Educação”. E denunciem, também, a presença vergonhosa do secretário de Educação do Estado – Eduardo Dechamps – e do secretário municipal de educação de Florianópolis – Rodolfo Pinto da Luz – , no lançamento deste prêmio. A educação não é mercadoria!”

Waldir Rampinelli é professor do Departamento de História da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

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COMENTÁRIOS DE FILOSOMÍDIA SOBRE ESSA CAMPANHA E OUTRAS

25 jun 2013

Trecho:

(...) Nesses casos acima não é só a “educação” quem “precisa de respostas”, senão a própria “comunicação” é quem deve dar satisfação dos golpes que desfere contra a cidadania, contra o direito à informação de qualidade, visivelmente contra os direitos de dignidade de crianças e adolescentes vistos como consumidores mirins, como meninos e meninas no mundo do anti-lúdico mercado da diversão e do infotenimento como meios de desqualificação e negação de sua infância e juventude.


A rede de comunicação sem pé nem cabeça, e certamente sem coração, sabe muito bem o que, e como fazer a confusão dos sentidos, e enquanto enchemos seus bolsos com os rios de dinheiro que circulam nesse mundo de menininhas arremedando “gente grande” irresponsável – da educação e da comunicação – quem sai perdendo são as crianças e adolescentes no meio dessa insanidade a mídia metendo o nariz e a mão onde ela, se entende de tudo, no mínimo deve ser chamada para explicar o que não deve fazer: ser autoritária, mentirosa, abusadora de menores, pedagófila.

Leia também:

"Conheça denúncias sobre o turismo sexual nas copas", em Carta Capital (26/02/2014), clicando aqui.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Dia Nacional de Combate à Violência e Exploração Sexual: 18 de maio


A presidenta Dilma Rousseff lançará em 18 de maio, Dia Nacional de Combate à Violência e Exploração Sexual, um pacto nacional visando à proteção das crianças. A informação foi divulgada pela ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário durante o carnaval.

A presidenta Dilma Rousseff tem deixado claro em vários pronunciamentos a prioridade às mulheres e crianças. Na homenagem que fez ao Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta terça-feira, 8 de março, no Programa de Rádio Café com Presidente, ela comentou o aumento médio de 19,4% no benefício do Programa Bolsa Família e afirmou que sem a participação ativa das mulheres, a iniciativa não seria capaz de reduzir a pobreza no país.

"No Brasil, a pobreza tem cara: ela é muito feminina, está ligada às mulheres. Quanto mais pobre a família, maior a chance de que ela seja chefiada por uma mulher", disse.

Na avaliação da presidenta, programas como o Minha Casa, Minha Vida, o Bolsa Família e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) "são eficientes porque privilegiam as mulheres".

No Dia Internacional da Mulher, quero ressaltar que a eliminação da discriminação de gênero e a valorização das mulheres e das meninas são estratégias indispensáveis para alcançarmos êxito em nossa luta contra a pobreza", acrescenta Dilma Rousseff.

Dilma destacou que dos 13 milhões de benefícios distribuídos anualmente, 93% são destinados a mães de família. "Com esse dinheiro, a mãe de família compra alimentos, compra os produtos de higiene e compra todos os produtos de primeira necessidade, inclusive material escolar. E aí gera renda também para o dono do mercadinho, da lojinha, da farmácia, fazendo então a roda da economia girar, gerando emprego e aumentando a riqueza de todos", explicou.

De acordo com a presidenta, até o momento, os resultados proporcionados pelo programa na área de sáude incluem a queda da desnutrição infantil. Para ela, esse talvez seja o maior benefício do Bolsa Família. "Iimagino como é difícil para uma mãe ouvir um filho pedir comida e não ter para dar", disse.

Na educação, os avanços incluem o aumento de crianças na escola, já que o abandono escolar é menor entre benefíciários. Manter os filhos na escola é uma das condicionalidades do programa para que a família receba a transferência de renda.

A presidenta afirma ainda que o governo também tem o compromisso de combater a violência contra as mulheres, " intensificando e ampliando as medidas adotadas no governo passado", como a Lei Maria da Penha.

Reproduzido do CECRIA via Faça Bonito
18 mar 2011

Conheça também o Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes clicando aqui.

Nota: O artigo 227, parágrafo 4°, da Constituição Federal, afirma que a lei punirá severamente o abuso, a violência e a exploração sexual de criança e adolescente, embora ainda não exista uma lei regulamentando esse dispositivo que possa realmente “punir severamente” a exploração sexual.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A criança violentada e a infância perdida


O que publicidade tem a ver com erotização precoce e exploração sexual

"No Brasil, existem 241 rotas de tráfico de crianças e adolescentes para fins de exploração sexual, 1.820 pontos de exploração sexual infantil nas rodovias federais, 13.472 denúncias de pornografia infantil na internet apenas no primeiro semestre de 2010 e 3.600 denúncias telefônicas de abuso e exploração sexual infanto-juvenil no mesmo período. 

Esses dados mostram que a violência sexual infantil é, sem dúvida, uma questão delicada no Brasil. Segundo a World Childhood Foundation, além da vulnerabilidade econômica, existem outros fatores que podem favorecer esse tipo de violência. Um deles é a erotização precoce da criança e do adolescente pela mídia.

Para Anna Flora Werneck, existe, também, uma relação que se estabelece entre a exploração sexual e o consumo, que não pode ser analisada como causa isolada, mas que certamente contribui como um fator de vulnerabilidade. Em estudo recente da WCF, 65% das meninas declararam usar o dinheiro da exploração sexual para comprar celular, tênis, roupa. A exploração sexual não se restringe a bolsões de pobreza e se manifesta de diversas formas, assim como o desejo de consumo não é despertado apenas naqueles investidos de poder aquisitivo.

Recentemente recebi uma reprodução da campanha publicitária da grife de biquínis Água de Coco, publicada na Revista Joyce Pascowitch (acima). No anúncio, uma criança é retratada como uma mini-mulher. Fotografada em uma pose apelativa, vestida de maneira sensual, mexendo em um aparelho celular, a imagem rompe com a fronteira entre mulher e menina – o que pode ser perigoso num país onde as barreiras que delimitam e protegem a infância já são notavelmente embaçadas.

A infância é uma construção social, uma convenção que visa a proteger aqueles que estão em desenvolvimento, e por isso, mais vulneráveis. Quando desconstruímos a imagem de uma criança, estamos colocando em risco alguns de seus direitos. Além disso, vale lembrar que mesmo as crianças que não podem adquirir os produtos oferecidos pela publicidade acabam absorvendo e reproduzindo os comportamentos que o anúncio propõe como adequados, já que a publicidade apela para a necessidade de pertencimento da criança".

Leia os comentários sobre o texto acima na página do Consumismo e Infância clicando aqui.