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sexta-feira, 16 de março de 2012

Geração "C" e Consumo midiático nos EUA: “o consumo de TV por adolescentes continuou a crescer, mesmo com o surgimento de novos aparelhos tecnológicos”


Adolescentes não abandonaram a TV, diz pesquisa

Redação
Observatório da Imprensa
13/03/2012

Mesmo com adolescentes passando mais tempo diante das pequenas telas de celulares, tablets e notebooks, ainda é a TV que recebe mais atenção deles, noticia Joe Flint [Los Angeles Times, 9/3/12]. “Há uma noção popularizada do típico adolescente constantemente conectado digitalmente. Na realidade, adolescentes consomem a vasta maioria do seu conteúdo de vídeo via TV tradicional”, afirma Todd Juenger, analista da empresa de pesquisa Sanford C. Bernstein & Co, no relatório “Why the Internet Won’t Kill TV” (Por que a internet não vai matar a TV).

Juenger analisou dados do instituto Nielsen que mostram que o “consumo de TV por adolescentes continuou a crescer, mesmo com o surgimento de novos aparelhos tecnológicos”. Atualmente, adolescentes assistem a quase quatro horas de TV por dia. Embora sejam duas horas a menos do que a maioria dos adultos, é mais do que as quase três horas que gastavam diante da TV em 2004 – a taxa de crescimento tem sido de 2,5% ao ano. Adultos sempre assistiram a mais TV do que adolescentes.

Os resultados sugerem que os adolescentes veem as novas plataformas como um acréscimo à TV. Em média, eles assistem a apenas três minutos de vídeo por dia no computador ou no celular, o que é menos do que 3% do total do consumo de vídeo.

Há preocupação na indústria televisiva de que, na medida em que os consumidores migram para novas mídias, o investimento com publicidade caia. Mas Juenger observou que, enquanto os jornais impressos já sentiram a migração de recursos publicitários e do público para a web, a TV ainda não sofreu este impacto. Segundo o analista, ainda deve levar duas décadas para que isto ocorra.

Tradução de Larriza Thurler (edição: Leticia Nunes)


Para acessar a pesquisa do Instituto Nielsen, abaixo, clique aqui.

State of the Media: U.S. Digital Consumer Report, Q3-Q4 2011

Born sometime between the launch of the VCR and the commercialization of the Internet, Americans 18-34 are redefining media consumption with their unique embrace of all things digital. According to Nielsen and NM Incite’s U.S. Digital Consumer Report, this group - dubbed “Generation C” by Nielsen - is taking their personal connection—with each other and content—to new levels, new devices and new experiences like no other age group.


Leia também:


"Esqueça a Y: Geração C é a mais conectada, afima Nielsen", clicando aqui em IDG Now.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Niñas, niños, y adolescentes víctimas de los agresores y de los medios de comunicación

Foto: Diario Expreso


Asesinato con 26 puñaladas: una fiesta para la prensa


¿Hasta cuándo las niñas, niños, y adolescentes van a seguir siendo, no sólo víctimas de los agresores directos, sino también de un tratamiento mediático que los violentan con palabras, enfoques y construcciones periodísticas, que no aportan a la defensa y promoción de sus derechos legítimos como ciudadanos? ¿Dónde quedó la ética periodística?

¿Qué ocurre cuando se genera un hecho excesivamente violento y que, por circunstancias propias del ejercicio periodístico, los medios de comunicación acuden a reportar tal suceso? 

La respuesta es sencilla: lo escriben, lo editan y lo presentan en las páginas del diario para que todos los lectores se informen, se horroricen e interpreten el acontecimiento. Sin embargo, una segunda pregunta es: ¿Qué ocurre cuando las víctimas de esos acontecimientos son menores de edad? Los medios de comunicación igual lo presentan con una dosis de sensacionalismo recargado en la construcción narrativa planteada desde aspectos que transgreden los derechos de la niñez y adolescencia en su integridad, identidad y protección. ¿Será que de esta manera se intenta convertir los hechos que vulneran derechos, en noticias que venden? 

Para muestra, un botón, en dos medios de comunicación impresos, entre el jueves y el domingo de la semana pasada, se presentó la transgresión de derechos como “noticia” sin rostro humano, bajo los titulares: “Menor aparece con 26 puñaladas en el cuerpo” “Antes de Morir, José Stiven estuvo buscando a su padre”, “Temor y hermetismo en sepelio de niño asesinado”.

Leia o texto completo na página da ACNNA,  Agencia de Comunicación de Niñas, Niños y Adolescentes clicando aqui.

Leia uma reportagem sobre o assunto clicando aqui.

domingo, 3 de abril de 2011

Violência e exageros de alguns desenhos animados


"Regina de Assis fala sobre os exageros de alguns desenhos animados

'Assistir desenho animado na TV pode ser perigos para as crianças porque a maioria deles distorce conceitos e abusa da violência', diz a educadora Regina de Assis


A TV é boa ou má? Poucas pessoas são capazes de explicar tão bem o fascínio que ela exerce sobre as crianças de 4 e 5 anos quanto Regina de Assis, presidente da Multirio, a produtora de mídias da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. Segundo a mestra e doutora em Educação, só entre 3 e 6 anos (quando os pequenos estão constituindo o conhecimento acerca de si próprios) a televisão pode ser considerada inimiga. "Nessa fase, tudo é determinante na definição de papéis. E alguns desenhos animados são extremamente violentos", diz. Consumo, sensação de autonomia e abuso de liberdade também são ingredientes negativos de alguns programas. Mas há luz no fim do túnel. Na entrevista a seguir, Regina sugere o que ver na TV aberta e a cabo.

Por que as crianças amam televisão?

Regina de Assis Porque ela é lúdica. A criança suspende facilmente a relação com a realidade. Todo o tempo ela mescla fantasia e imaginação com o mundo real. Pesquisas mostram que é insuportável para ela viver o tempo todo ligada à dura realidade das coisas. E isso vale também para nós, adultos, o que explica por que gostamos de ver a novela ou ler um romance. Mas a criança gosta de ver televisão porque tem necessidade de brincar.

O que a televisão pode acrescentar na faixa dos 4 aos 6 anos de idade?

Regina Aqui, no Brasil, os bebês vêem TV no colo da mãe. Mas só a partir dos 3 anos as crianças começam a aproveitá-la de forma interessante. Até os 6 anos, meninos e meninas estão constituindo um conhecimento acerca de si próprios: a identidade de gênero e étnica. Nessa faixa etária, a TV é importante como um elemento de constituição de identidade. Também é crucial para a percepção de como se dão as relações sociais, as relações com outras crianças, os adultos e o mundo em geral. É nesse momento que a elas começam a entender que a vida é pautada por códigos.

E que mensagens os programas passam para as crianças?

Regina Infelizmente, a maioria deles distorce conceitos. Em primeiro lugar, porque abusa da violência. Muitos desenhos animados são extremamente violentos. Na 4ª Cúpula Mundial de Mídia para Crianças e Adolescentes, realizada em 2004, no Rio, os adolescentes fizeram uma carta pedindo que nós, adultos, resolvêssemos os conflitos de violência sem usar mais violência. Percebemos que, do ponto de vista deles, o melhor são as soluções criativas.

(...) O que mais a senhora critica na programação infantil?


Regina A tendência a ridicularizar os adultos, como vemos em A Vaca e o Frango e As Meninas Superpoderosas. As meninas não são apenas poderosas, são superpoderosas. Isso as coloca num patamar irreal de autonomia, numa posição de abuso de liberdade. Esses programas rejeitam um aspecto natural da vida, que é o tempo de amadurecimento para chegar à juventude, à idade adulta e à velhice. Além disso, a programação infantil apela desvairadamente para o consumo. Não trata a criança como um cidadão em processo de desenvolvimento, mas como um consumidor atuante. Pesquisas mostram que as crianças são mesmo as melhores compradoras: não só de brinquedos, mas também de comida, de eletrodomésticos, até de carros. Elas exigem que os pais comprem. Nos países da Escandinávia, na Inglaterra, na Alemanha e no Japão, os comerciais são totalmente proibidos no horário infantil. No Brasil, infelizmente, ainda não há uma regulamentação sobre isso. Nem sequer uma classificação indicativa que oriente os pais sobre o que é apropriado para cada faixa etária.

As crianças também vêem muita programação adulta...

Regina Em 2005, uma pesquisa do Ibope apontou o que as crianças mais gostavam de fazer nas férias. Não era brincar na rua, jogar futebol ou ir à praia. A diversão predileta era ver Senhora do Destino e Zorra Total. Ora, o que esses programas agregam a crianças que estão definindo sua identidade? Nada. Ao contrário, eles têm um impacto negativo enorme. Banalizam o consumo, a sexualidade, a violência e os relacionamentos familiares e sociais.

(...) Como usar a mídia como uma ferramenta pedagógica?

Regina Explorando o aspecto lúdico nas práticas pedagógicas, mas não substituindo a experiência real pela virtual. Um recurso comum (e eficiente) é apresentar um filme, depois contar a mesma história num livro, convidar à reescrita e trabalhar com recortes e colagens. Assim, a criança adquire a experiência concreta. Entre 4 e 5 anos, ela tem especial curiosidade sobre a natureza. Quer descobrir como o pintinho sai do ovo, como o bebê sai da barriga da mãe, como entrou lá. Por que não mostrar isso com documentários? Não é só cineminha na sala de aula, mas uma oportunidade de passar aspectos científicos desse conhecimento, com imagens em movimento. É importante lembrar que a concentração nessa fase é de, no máximo, 15 minutos.

Araci Queiróz . Revista Nova Escola
agosto 2007

Leia a entrevista completa na Revista Nova Escola clicando aqui.

Assista ao Programa Ver TV o debate sobre a violência explícita na TV com a participação de Regina de Assis clicando aqui.


Leia também uma entrevista à regina de Assis à Mariana Loiola sobre mídia de qualidade para crianças e adolescentes, clicando aqui.